{"id":8762,"date":"2026-01-24T17:24:43","date_gmt":"2026-01-24T20:24:43","guid":{"rendered":"https:\/\/cafecommessias.com.br\/?p=8762"},"modified":"2026-01-24T17:24:57","modified_gmt":"2026-01-24T20:24:57","slug":"superfungo-especialistas-falam-sobre-cuidados-e-prevencao-apos-1o-caso-de-candida-auris-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cafecommessias.com.br\/?p=8762","title":{"rendered":"\u201cSuperfungo\u201d: especialistas falam sobre cuidados e preven\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 1\u00ba caso de Candida auris em Natal"},"content":{"rendered":"\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o, nesta quinta-feira (22), do primeiro caso de infec\u00e7\u00e3o pela\u00a0<em>Candida auris<\/em>, um fungo resistente a m\u00faltiplos medicamentos, em Natal, gerou preocupa\u00e7\u00e3o, especialmente devido ao potencial de dissemina\u00e7\u00e3o do agente em ambientes hospitalares. A\u00a0<em>C. auris<\/em>, conhecida como \u201csuperfungo\u201d, preocupa os especialistas por ser resistente a antif\u00fangicos convencionais, representando um desafio no tratamento. Contudo, especialistas refor\u00e7am que, com medidas adequadas de controle, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob controle e o risco de surto generalizado pode ser minimizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A infectologista Eveline Pipolo afirma que o paciente est\u00e1 em isolamento, e as autoridades sanit\u00e1rias est\u00e3o tomando todas as precau\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para evitar que o fungo se espalhe para outros pacientes e profissionais de sa\u00fade. De acordo com a m\u00e9dica, a detec\u00e7\u00e3o precoce e a implementa\u00e7\u00e3o imediata de medidas de conten\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais para evitar complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sesap confirma caso de fungo Candida auris em paciente internado em Natal; entenda<\/li>\n\n\n\n<li>Candida auris: entenda o que \u00e9 o superfungo confirmado em paciente em Natal<\/li>\n\n\n\n<li>RN confirma primeiro caso de fungo resistente a m\u00faltiplas medica\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ela explicou que a principal preocupa\u00e7\u00e3o com a&nbsp;<em>Candida auris&nbsp;<\/em>n\u00e3o \u00e9 tanto com a infec\u00e7\u00e3o em si, mas com a velocidade com que o fungo pode se espalhar dentro de um ambiente hospitalar: ele pode ser transmitido atrav\u00e9s de superf\u00edcies contaminadas, equipamentos m\u00e9dicos e at\u00e9 mesmo por contato entre pacientes e profissionais de sa\u00fade. \u201cA&nbsp;<em>C. auris<\/em>&nbsp;pode passar para m\u00e3o do profissional de sa\u00fade, que podem levar para outros hospitais, assim colonizando outras institui\u00e7\u00f5es\u201d, explica, advertindo que os da\u00ed parte a necessidade de refor\u00e7o nos protocolos de higiene.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Eveline tranquiliza a popula\u00e7\u00e3o, explicando que o risco de transmiss\u00e3o fora de hospitais \u00e9 extremamente baixo e que o foco est\u00e1, justamente, na preven\u00e7\u00e3o dentro das unidades de sa\u00fade. \u201cAs pessoas n\u00e3o precisam evitar os hospitais, pois j\u00e1 s\u00e3o ambientes que est\u00e3o sendo cuidados\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Eveline enfatiza que, embora a&nbsp;<em>Candida auris<\/em>&nbsp;seja uma preocupa\u00e7\u00e3o em ambientes hospitalares, ele n\u00e3o representa uma amea\u00e7a significativa fora desses contextos, especialmente para pessoas com boa sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia da&nbsp;<em>Candida auris<\/em>&nbsp;aos antif\u00fangicos \u00e9 o que torna seu controle t\u00e3o desafiador, mas, conforme Rafael Bastos, professor da UFRN, nem todas as cepas do fungo s\u00e3o igualmente resistentes. \u201cEmbora a&nbsp;<em>Candida auris&nbsp;<\/em>tenha resist\u00eancia a alguns antif\u00fangicos, no Brasil as cepas t\u00eam mostrado ser mais sens\u00edveis, o que facilita o tratamento em casos diagnosticados precocemente\u201d, afirmou o professor. Ele destaca que os hospitais t\u00eam protocolos rigorosos para o diagn\u00f3stico r\u00e1pido do fungo, o que permite o in\u00edcio imediato do tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro paciente infectado no RN est\u00e1 internado no Hospital da Pol\u00edcia Militar de Natal, onde as medidas de controle incluem o isolamento do paciente, o uso de Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPIs) pelos profissionais de sa\u00fade, e a intensifica\u00e7\u00e3o da limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o, especialmente em \u00e1reas de risco, como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A desinfec\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies \u00e9 realizada com produtos espec\u00edficos que combatem o fungo, e a equipe m\u00e9dica est\u00e1 sendo constantemente treinada para lidar com infec\u00e7\u00f5es como a&nbsp;<em>Candida auris<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos hospitais j\u00e1 existem protocolos de higieniza\u00e7\u00e3o e controle, que s\u00e3o adotados diariamente, ent\u00e3o diante de uma situa\u00e7\u00e3o dessas, o que difere que \u00e9 esses protocolos passam a ser repetidos: se antes era higienizado uma vez, agora ser\u00e1 duas, tr\u00eas, quatro vezes\u201d, explica Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os especialistas explicam que a Secretaria de Sa\u00fade do Estado (Sesap) est\u00e1 realizando a triagem de todos os pacientes que estiveram em contato com o infectado, monitorando sinais de coloniza\u00e7\u00e3o do fungo e realizando testes para garantir que n\u00e3o haja novos casos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Complica\u00e7\u00f5es e mortalidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A infectologista explica tamb\u00e9m que, em pacientes imunocomprometidos, como os que est\u00e3o em tratamento para c\u00e2ncer ou doen\u00e7as cr\u00f4nicas, a&nbsp;<em>Candida auris<\/em>&nbsp;pode causar infec\u00e7\u00f5es graves, que variam de complica\u00e7\u00f5es superficiais na pele at\u00e9 septicemia, quando o fungo entra na corrente sangu\u00ednea e se espalha para diversos \u00f3rg\u00e3os. Isso pode resultar em um quadro cl\u00ednico severo, afetando \u00f3rg\u00e3os vitais como o cora\u00e7\u00e3o, pulm\u00f5es e rins. \u201cA situa\u00e7\u00e3o se torna ainda mais delicada quando o paciente j\u00e1 enfrenta outras comorbidades, como complica\u00e7\u00f5es provenientes de tratamentos imunossupressores ou doen\u00e7as preexistentes\u201d, adverte a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de mortalidade, Eveline explica que, embora a<em>\u00a0C. auris<\/em>\u00a0n\u00e3o seja, em si, a principal causa de \u00f3bito nesses casos, ela pode acelerar o agravamento do estado geral do paciente, tornando o tratamento mais desafiador. A taxa de mortalidade relacionada ao fungo pode atingir at\u00e9 50% em pacientes severamente debilitados. Dessa forma, o controle eficaz da infec\u00e7\u00e3o, por meio de diagn\u00f3stico precoce e de medidas rigorosas de conten\u00e7\u00e3o e tratamento, se torna essencial para minimizar os impactos do fungo e evitar a propaga\u00e7\u00e3o do fungo nos ambientes hospitalares.<\/p>\n\n\n\n<p><em><sub>Por TN<\/sub><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confirma\u00e7\u00e3o, nesta quinta-feira (22), do primeiro caso de infec\u00e7\u00e3o pela\u00a0Candida auris, um fungo resistente a m\u00faltiplos medicamentos, em Natal, gerou preocupa\u00e7\u00e3o, especialmente devido ao potencial de dissemina\u00e7\u00e3o do agente em ambientes hospitalares. A\u00a0C. auris, conhecida como \u201csuperfungo\u201d, preocupa os especialistas por ser resistente a antif\u00fangicos convencionais, representando um desafio no tratamento. 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