Flávio aciona STF para afastar Moraes de processo sobre filme de Bolsonaro

Flávio aciona STF para afastar Moraes de processo sobre filme de Bolsonaro - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Caso pode ser redistribuído ao ministro André Mendonça

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar um requerimento relacionado ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

O pedido foi apresentado no âmbito de uma ação que envolve solicitação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar o escopo de um inquérito que investiga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para incluir também Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na petição, a defesa do senador argumenta que processos com esse escopo devem ser redistribuídos ao ministro André Mendonça, relator de investigação que envolve a instituição financeira.

A controvérsia envolve o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. Lindbergh Farias pediu ao STF a apuração de possíveis irregularidades no financiamento da produção, levantando a hipótese de que recursos do Banco Master possam ter sido utilizados no projeto.

Na peça encaminhada ao Supremo, os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que Alexandre de Moraes não teria imparcialidade para atuar no caso. A defesa menciona a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, pelo Banco Master, além de mensagens atribuídas a Moraes encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

Segundo os advogados, esses elementos poderiam comprometer a condução do processo.

“De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”, diz.

O pedido será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

por Agora RN

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