33% dos brasileiros não acreditam na ida à Lua

Datafolha aponta que 33% dos brasileiros não acreditam na ida do homem à Lua - Foto: José Aldenir/O Correio de Hoje / Arquivo

Levantamento revela desconfiança persistente mesmo após mais de 50 anos da missão Apollo 11
Às vésperas de uma nova etapa da exploração espacial, uma parcela significativa da população brasileira ainda demonstra desconfiança em relação a um dos eventos mais emblemáticos do século XX.

Pesquisa Datafolha aponta que 33% dos brasileiros acreditam que o homem não chegou à Lua, mesmo após mais de cinco décadas da missão Apollo 11, realizada em 1969.

O levantamento foi realizado com 2.086 pessoas em 123 municípios do país, nos dias 9 e 10 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Segundo os dados, 58% dos entrevistados afirmam acreditar que a chegada do homem ao satélite natural da Terra realmente aconteceu, enquanto 9% disseram não saber ou não opinaram.

O resultado evidencia a permanência de dúvidas sobre as missões espaciais realizadas durante a década de 1960, período marcado pela corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. Apesar da ampla documentação histórica e científica sobre o programa Apollo, parte da população ainda questiona a veracidade do feito.

A pesquisa também revela diferenças de percepção entre grupos. Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, o índice de pessoas que acreditam na ida à Lua é maior, chegando a 64%. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, a desconfiança é mais elevada, com 37% afirmando não acreditar que o evento ocorreu.

O nível de escolaridade também influencia os resultados. Entre os entrevistados com ensino superior, a taxa de confiança na missão é mais alta, enquanto entre aqueles com menor escolaridade o índice de descrença é maior.

O levantamento foi realizado em um momento em que a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) se prepara para uma nova missão tripulada à Lua. O projeto Artemis prevê o retorno de astronautas ao satélite natural após mais de 50 anos, com o objetivo de estabelecer uma presença sustentável e preparar futuras viagens a Marte.

A próxima missão não deve pousar na superfície lunar, mas pretende repetir a trajetória da Apollo 8, realizada em 1968, orbitando a Lua antes de retornar à Terra. A tripulação será composta por quatro astronautas e marca a primeira missão tripulada do programa em mais de meio século.

A missão carrega simbolismos importantes. Entre os integrantes estão a primeira mulher e a primeira pessoa negra a participarem de uma missão lunar, ampliando a representatividade em um campo historicamente marcado por baixa diversidade.

O programa Artemis busca desenvolver tecnologias para missões de longa duração, incluindo sistemas de pouso e infraestrutura que possam sustentar futuras explorações espaciais. A iniciativa faz parte de um esforço para expandir a presença humana no espaço.

Por O Correio de Hoje

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