Homem é condenado e pode pegar prisão perpétua por tentar matar Trump em campo de golfe

Após um julgamento de duas semanas, um júri levou apenas duas horas nesta terça-feira, 23, para condenar Ryan Routh, de 59 anos, por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um campo de golfe na Flórida no ano passado. A tentativa de homicídio foi frustrada por um agente do Serviço Secreto que avistou Routh e disparou um tiro que o fez fugir.

O caos se instalou no tribunal logo após Routh ser considerado culpado de todas as acusações por um júri federal composto por sete mulheres e cinco homens. Ele tentou se cortar no pescoço com uma caneta e os policiais rapidamente o arrastaram para fora

“Pai, eu te amo, não faça nada. Eu vou te tirar daqui. Ele não machucou ninguém”, disse a filha dele, Sara Routh, enquanto o homem era retirado da sala. Ela foi escoltada para fora do tribunal e esperou do lado de fora com seu irmão, Adam Routh.

A caneta que Routh usou era flexível – um design feito para impedir que pessoas sob custódia a usassem como arma. Ele não conseguiu perfurar a pele nem se ferir de outra forma.

Sentença será definida em dezembro

Depois que a ordem foi restaurada, Routh voltou à sala algemado e sem o paletó e a gravata.

A juíza federal Aileen Cannon anunciou que a sentença do homem será definida em 18 de dezembro. Ele pode pegar prisão perpétua. Os ex-advogados de defesa de Routh não comentaram o caso após o veredicto.

Trump disse que o caso foi “muito bem conduzido”. “É muito importante. Não se pode permitir que coisas assim aconteçam. Não tem nada a ver comigo, mas um presidente – ou mesmo uma pessoa – não pode permitir que isso aconteça”, disse. “E assim foi feita justiça. Mas estou muito grato a juiza, ao júri e a todos os envolvidos.”

Tentativa de assassinato foi planejada

Os promotores afirmaram que Routh planejou matar Trump por semanas antes de apontar um rifle através de arbustos enquanto o então candidato republicano à presidência jogava golfe em 15 de setembro de 2024, em seu clube de campo em West Palm Beach.

Apenas nove semanas antes, Trump havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato durante uma campanha em Butler, na Pensilvânia. O atirador disparou oito tiros, com uma bala raspando a orelha de Trump. O atirador foi morto a tiros por um agente da Secretaria de Segurança Nacional.

No julgamento de Routh, o agente da Secretaria de Segurança Nacional Robert Fercano, que estava na equipe de proteção de Trump no campo de golfe, afirmou que avistou o homem antes de Trump aparecer. Routh apontou seu rifle para o agente, que atirou, o que fez com que o criminoso largasse sua arma e fugisse sem disparar um tiro.

Na época, uma testemunha disse ter visto uma pessoa fugir da área após ouvir tiros. Ela foi levada em um helicóptero para uma rodovia interestadual próxima, onde o homem tinha sido detido, e confirmou que ele era a pessoa que havia visto.

Routh foi acusado de cinco crimes: tentativa de homicídio contra um importante candidato à presidência, posse de arma de fogo para cometer um crime violento, agressão contra um agente federal, posse de arma de fogo e munição como criminoso condenado e posse de arma de fogo com o número de série apagado

Ele disse aos jurados que não tinha a intenção de matar ninguém naquele dia. “É difícil para mim acreditar que tenha ocorrido um crime se o gatilho nunca foi acionado”, afirmou Routh. Ele destacou que podia ver Trump enquanto este se dirigia para o buraco 6 e observou que também poderia ter atirado em um agente do Serviço Secreto se tivesse a intenção de ferir alguém.

Routh dispensou advogados

Aileen aprovou o pedido de Routh para dispensar advogados após duas audiências em julho. Nos EUA, a Suprema Corte determina que réus criminais têm o direito de fazer a própria defesa em processos judiciais, desde que comprovem ao juiz serem capazes de renunciar ao direito de contar com a representação de um advogado.

Os ex-advogados de Routh atuaram como advogados suplentes desde que ele assumiu sua própria defesa e estiveram presentes durante o julgamento.

Routh interrogou apenas três testemunhas – um especialista em armas de fogo e duas testemunhas de caráter – por um total de cerca de três horas. Em contrapartida, os promotores levaram sete dias para interrogar 38 testemunhas.

A procuradora-geral Pam Bondi disse em uma postagem no X (antigo Twitter) que o veredicto de culpado “ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que se envolvem em violência política”.

“Esta tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso presidente, mas uma afronta à nossa própria nação”, disse Pam.

Quem é Ryan Routh?

Routh trabalhou na construção civil na Carolina do Norte, mas se mudou para o Havaí há alguns anos. Ele se autoproclamou “mercenary leader” (líder mercenário, em tradução literal) e falava para quem quisesse ouvir sobre seus planos perigosos e, às vezes, violentos de se envolver em conflitos ao redor do mundo.

Nos primeiros dias da guerra da Rússia na Ucrânia, Routh tentou recrutar soldados do Afeganistão, Moldávia e Taiwan para lutar contra os russos. Ele foi preso em 2002, em Greensboro, sua cidade natal na Carolina do Norte, por fugir de uma blitz de trânsito e resistir à prisão com uma metralhadora automática e uma “arma de destruição em massa” – que, na verdade, era um explosivo com um pavio de 25 centímetros.

Em 2010, a polícia revistou um armazém de propriedade de Routh e encontrou mais de 100 itens roubados, desde ferramentas elétricas e materiais de construção até caiaques e banheiras de hidromassagem. Em ambos os casos de crime grave, os juízes deram a Routh liberdade condicional ou pena suspensa.

Ele também enfrenta acusações estaduais de terrorismo e tentativa de homicídio pelo ataque contra Trump.

Estadão Conteúdo

EUA sancionam Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky

O governo Donald Trump, nos Estados Unidos, estendeu as sanções da Lei Magnitsky à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e ao instituto Lex, ligado à família do ministro. A lei já atinge Moraes desde 30 de julho.Play Video

A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano.

A Lei Magnitsky é um mecanismo previsto na legislação estadunidense usado para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. Entre outros pontos, a medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.

Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no País.

A decisão do governo dos Estados Unidos foi tomada 11 dias após a condenação do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. O relator do processo que levou à condenação de Bolsonaro é o ministro Alexandre de Moraes.

por Agência Brasil.

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Netanyahu reage a reconhecimento da Palestina e afirma que “não haverá estado palestino”

Declaração foi feita neste domingo 21, após Reino Unido, Canadá e Austrália anunciarem reconhecimento formal; premiê israelense disse que decisão premia o terror

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo 21 que “não haverá estado palestino”, em resposta à decisão do Reino Unido, Canadá e Austrália de reconhecerem formalmente a Palestina.

“Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconhecem um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão dando um prêmio enorme ao terror”, declarou Netanyahu.

Segundo o premiê, ele resistiu a pressões internas e externas para impedir a criação de um estado palestino. “Fizemos isso com determinação e sabedoria diplomática. E, ainda mais, dobramos os assentamentos judaicos na Judeia e Samaria — e continuaremos nesse caminho”, afirmou, usando o termo adotado em Israel para se referir à Cisjordânia ocupada.

Netanyahu acrescentou que novas medidas serão anunciadas após sua viagem aos Estados Unidos. “A resposta à mais recente tentativa de impor um estado terrorista sobre nós no coração da nossa terra será dada após meu retorno dos Estados Unidos. Aguardem”, disse.

por Agora RN

Assembleia Geral da ONU apoia futuro Estado palestino, mas sem o Hamas; ‘Vergonhoso’, diz Israel

A Assembleia Geral da ONU adotou, nesta sexta-feira, a “Declaração de Nova York”, que visa dar um novo impulso à solução de dois Estados para Israel e Palestina, mas exclui a participação do Hamas. O texto, apresentado por França e Arábia Saudita, foi adotado por 142 votos a favor, 10 contra (incluindo Israel e seu principal aliado, Estados Unidos) e 12 abstenções. Israel, por sua vez, disse que declaração é “vergonhosa”.

Embora Israel critique há quase dois anos os organismos das Nações Unidas por sua incapacidade de condenar o ataque do movimento islamista palestino ao território israelense em 7 de outubro de 2023, a declaração é clara.

“Condenamos os ataques perpetrados em 7 de outubro pelo Hamas contra civis” e o “Hamas deve libertar todos os reféns” ainda sob seu poder em Gaza, afirma. Mas a declaração, respaldada pela Liga Árabe e assinada em julho por 17 países durante a primeira parte de uma das conferências da ONU sobre a solução de dois Estados, vai além.

“No contexto da finalização da guerra em Gaza, o Hamas deve deixar de exercer sua autoridade sobre a Faixa de Gaza e entregar suas armas à Autoridade Nacional Palestina, com o apoio e a colaboração da comunidade internacional, em conformidade com o objetivo de um Estados palestino soberano e independente”, sinaliza o texto.

Dos países europeus, a Hungria foi o único que se opôs à declaração, e a República Tcheca se absteve. Todos os outros países europeus votaram a favor.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel escreveu nas redes sociais que “rejeita totalmente a decisão”, e chamou a Assembleia Geral de “um circo político desligado da realidade”. “Não há referência ao simples fato de que o Hamas é o único responsável pela continuação da guerra, por sua recusa em devolver os reféns e se desarmar”, acrescentou a declaração, dizendo que a resolução “encoraja o Hamas a continuar a guerra”.

A votação antecede uma próxima cúpula da ONU copresidida por Riade e Paris em 22 de setembro em Nova York, na qual o presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu reconhecer formalmente o Estado palestino.

— O fato de que a Assembleia Geral finalmente apoie um texto que condena diretamente o Hamas é significativo, embora os israelenses digam que é pouco demais e tarde demais — afirmou Richard Gowan, do International Crisis Group, à AFP. — Agora, pelo menos, os Estados que apoiam os palestinos podem refutar as acusações israelenses segundo as quais apoiam implicitamente ao Hamas. Isto oferece um escudo contra as críticas de Israel.

Além da França, outros países anunciaram sua intenção de reconhecer formalmente o Estado palestino durante a semana da Assembleia Geral da ONU, que começa em 22 de setembro. O gesto é visto, além disso, como uma forma de aumentar a pressão sobre Israel para que encerre a guerra em Gaza.

Por O Globo

“Perdemos Índia e Rússia para a China”, diz Trump após desfile militar

Líderes dos países participaram de evento em Pequim, organizado por Xi Jinping

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, recorreu às redes sociais nesta sexta-feira (5), mais uma vez para reagir ao desfile militar de Pequim, organizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que contou com a presença do presidente russo Vladimir Putin, do líder norte-coreano Kim Jong Un e do primeiro-ministro indiano Narendra Modi, simbolizando um crescente eixo de poderes autoritários em contraste com os interesses globais dos EUA.

“Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a China, a mais profunda e sombria. Que tenham um futuro longo e próspero juntos!”, escreveu Trump na rede social Truth Social, acompanhado de uma imagem dos líderes caminhando.

Embora a Índia continue sendo um parceiro estratégico fundamental para os Estados Unidos, Nova Déli manteve uma postura neutra em relação ao conflito na Ucrânia e continua comprando petróleo russo com descontos.

Os comentários de Trump ocorrem um dia depois de ele ter dito em uma reunião de líderes mundiais na quinta-feira (4) que a Europa deve parar de comprar petróleo russo e pressionar economicamente a China para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia, disse um funcionário da Casa Branca à CNN, enquanto o governo pareceu transferir a responsabilidade sobre seus aliados de se envolverem mais na interrupção do conflito.

O presidente também fez publicações nas redes sociais na noite de terça-feira (2), horário dos EUA, quando imagens do líder chinês Xi Jinping recebendo os líderes da Rússia e da Coreia do Norte em um impressionante desfile militar em Pequim foram exibidas na televisão.

“Por favor, transmitam meus mais calorosos cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong-un, enquanto vocês conspiram contra os Estados Unidos da América”, escreveu Trump em uma mensagem a Xi.

por CNN

Terremoto no Afeganistão deixa mais de 800 mortos e milhares de feridos

Terremoto foi de magnitude 6 atingiu o leste do país

Um terremoto de magnitude 6 atingiu o leste do Afeganistão, próximo à fronteira com o Paquistão, na noite deste domingo 30, deixando ao menos 800 mortos e 2.800 feridos, segundo informou Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã.

O tremor ocorreu às 23h47, no horário local, a 27 km de Jalalabad, na província de Nangarhar, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A profundidade registrada foi de 8 km — considerada rasa, o que aumenta o potencial de destruição.

Quase meio milhão de pessoas sentiram o impacto do terremoto em diferentes intensidades, muitas delas em áreas com construções frágeis, o que pode ter ampliado os danos.

Mujahid afirmou nas redes sociais que “o terremoto causou vítimas humanas e prejuízos materiais em várias províncias orientais” e que todas as forças locais e nacionais estão mobilizadas em operações de resgate.

Pouco depois do tremor principal, a região foi atingida por dois abalos secundários: um de magnitude 4,5 e outro de 5,2, ambos a 10 km de profundidade.

O sistema Pager do USGS emitiu um alerta laranja, que indica risco elevado de perdas humanas e econômicas, exigindo resposta em nível regional ou nacional.

Moradores de Cabul, a mais de 160 km do epicentro, relataram que os prédios tremeram intensamente e muitas pessoas correram para as ruas com medo de desabamentos.

O Afeganistão já havia enfrentado outra tragédia recente: em outubro de 2023, um terremoto de magnitude 6,3 no oeste do país deixou mais de 2 mil mortos, considerado um dos mais letais dos últimos anos.

por Agora RN

Fluxo de migrantes da Venezuela em busca de ajuda no Brasil dobra após eleição contestada de Maduro

O fluxo de migrantes da Venezuela na fronteira com o Brasil aumentou muito depois das eleições municipais no país vizinho, realizadas em julho. Na cidade de Pacaraima, em Roraima, a média diária de atendimentos pela Cáritas Brasileira, organização social que dá apoio aos migrantes, já é a maior desde maio de 2024, quando a unidade foi instalada na região.

As eleições municipais na Venezuela deram vitória expressiva ao partido de Nicolás Maduro. O PSUV conquistou 285 das 335 prefeituras, incluindo 23 das 24 capitais, segundo a agência internacional AFP.

Uma equipe de reportagem do portal g1 esteve na fronteira e registrou longas fila para a regularização migratória, com novas pessoas chegando a todo momento. Todos os recém-chegados tinham em comum a falta de esperança em relação à política na Venezuela e a esperança de um futuro melhor no Brasil.

A estrutura sanitária Padre Edy, da Cáritas, oferece gratuitamente banheiros, duchas, fraldários, lavanderia e bebedouro com água potável. A média de atendimentos a recém-chegados, que era de 150 por dia no primeiro semestre, subiu para 350 em agosto. Isso representa mais que o dobro de atendimentos a novos migrantes.

Considerando os migrantes novos e os que já estão no Brasil, a Cáritas realizou 17.212 atendimentos até o dia 20, quase 6 mil a mais que em todo o mês de julho (11.236). Foi um salto de 400 migrantes por dia para 860 por dia, em menos de um mês.

O governo brasileiro informou, por meio da Casa Civil, que a Operação Acolhida tem protocolos específicos para “caso de emergências de aumento relevante e súbito na entrada de migrantes e refugiados”.

A migração venezuelana para o Brasil, iniciada em 2015, transformou Roraima na principal porta de entrada desse fluxo, motivado pela crise econômica, política e social na Venezuela. Desde então, mais de 1 milhão de pessoas cruzaram a fronteira, e mais da metade permanece no país, atraída pela política brasileira de acolhimento e interiorização.

Ainda não foram divulgados dados oficiais da entrada de venezuelanos em julho e agosto. Segundo o governo brasileiro, o país recebeu 96.199 venezuelanos no primeiro semestre deste ano, tendo entrado por Roraima 53% deles, o equivalente a 51.697 pessoas. O número representa um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 92.027 migrantes.

Por g1

Governo Trump diz que vai usar ‘toda a força’ contra Maduro na Venezuela; EUA deslocam navios de guerra para a costa do país

A porta-voz do governo Trump, dos EUA, Karoline Leavitt, disse nesta terça-feira (19) que vai usar “toda a força” contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

“Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, disse Leavitt, a jornalistas, na Casa Branca.

O termo em inglês usado por Leavitt, “power”, pode ser traduzido como “força” ou “poder”.

Nesta semana, os EUA deslocaram três navios de guerra para o sul do Caribe, perto da costa da Venezuela, sob a alegação de conter ameaças de cartéis de tráfico de drogas. O presidente Trump afirmou que iria usar forças militares para perseguir o tráfico organizado, cujos grupos foram designados como organizações terroristas globais por Washington.

De acordo com a Reuters, os navios deslocados são destróiers com sistemas de mísseis guiados Aegis: USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson. A agência diz que mais de 4.000 militares serão posicionados na região.

O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Sem se referir aos navios de guerra, o presidente venezuelano disse na segunda-feira (18), em um discurso, que a Venezuela “defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras”. Ele aludiu ao que chamou de “a ameaça bizarra e absurda de um império em declínio”.

Recompensa

No último dia 7, os EUA anunciaram que irão pagar até US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro. O valor é maior do que o oferecido por detalhes do paradeiro de Osama Bin Laden após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

Acusação formal sob Trump

Os EUA acusam formalmente Maduro de narcoterrorismo desde março de 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump. Na época, o governo passou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 75 milhões).

Esse valor foi aumentado para US$ 25 milhões em janeiro de 2025, já sob o governo de Joe Biden, como retaliação à posse de Maduro para um novo mandato como presidente. Agora, a recompensa foi dobrada e chegou a US$ 50 milhões.

O novo montante ultrapassa o valor oferecido pelos EUA por Osama Bin Laden logo após os atentados de 11 de setembro. À época, o governo americano anunciou uma recompensa de US$ 25 milhões pelo líder da Al-Qaeda, e ele passou a ser o homem mais procurado do planeta.

O Senado dos EUA chegou a aprovar a elevação desse valor para US$ 50 milhões, em 2007, mas não há registros de que a mudança tenha sido oficializada. Registros do Departamento de Estado indicam que a recompensa ficou em US$ 25 milhões.

Bin Laden foi morto em maio de 2011, durante uma operação da Marinha dos EUA no Paquistão. Segundo a imprensa americana, nenhuma recompensa foi paga, já que o líder da Al-Qaeda foi localizado por meio de dados da inteligência norte-americana.

Antes mesmo da morte de Bin Laden, em 2003, os Estados Unidos já haviam pagado uma recompensa superior — mas referente a dois alvos. Na ocasião, um homem recebeu US$ 30 milhões por fornecer informações sobre o paradeiro de Uday e Qusay Hussein, filhos do então ditador iraquiano Saddam Hussein.

Buscas por Maduro

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Nicolás Maduro é acusado de envolvimento em conspiração com o narcoterrorismo, tráfico de drogas, importação de cocaína e uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico.

Maduro também é apontado pelo governo americano como líder do suposto Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional.

Ao anunciar a recompensa de US$ 50 milhões, o governo americano afirmou que já apreendeu mais de US$ 700 milhões em bens ligados ao venezuelano, incluindo dois jatos particulares e nove veículos.

Ainda de acordo com o governo, as autoridades interceptaram 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus aliados — quase 7 toneladas diretamente relacionadas ao presidente.

Apesar disso, a recompensa oferecida pelos EUA tem efeito prático limitado e é vista como gesto político. Maduro segue no comando da Venezuela, e a medida não equivale a um pedido internacional de prisão.

Como estratégia, para se blindar, Maduro continua mantendo relações diplomáticas com aliados estratégicos como Rússia, China e Irã.

Por g1

Filho de princesa da Noruega é acusado de estuprar mulheres e pode pegar até 10 anos de prisão

Marius Borg Hoiby será julgado em janeiro e, se condenado, poderá pegar até dez anos de prisão por crimes como estupro de quatro mulheres, violência contra ex-parceiras e filmagens ilegais íntimas.

O filho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Hoiby, de 28 anos, foi denunciado por 32 crimes, incluindo quatro acusações de estupro, informou nesta segunda-feira (18) um promotor envolvido no caso. Ele deverá ser julgado em janeiro de 2026 e, se condenado, poderá pegar até dez anos de prisão.

Hoiby é filho de uma relação anterior ao casamento da princesa herdeira Mette-Marit com o príncipe herdeiro Haakon, futuro rei da Noruega. Ele não tem título real e está fora da linha de sucessão. “Cabe aos tribunais considerar esta questão e chegar a uma decisão. Não temos mais comentários a fazer”, afirmou a corte real norueguesa.

Ele foi detido em agosto de 2024, por suspeita de agressão à companheira. A prisão desencadeou uma série de outras denúncias, de várias vítimas.

Entre elas, estão a de estupro de quatro mulheres, violência contra uma ex-parceira e filmagem ilegal de várias mulheres, incluindo suas partes íntimas, sem o conhecimento ou consentimento delas.

Entre elas, estão a de estupro de quatro mulheres, violência contra uma ex-parceira e filmagem ilegal de várias mulheres, incluindo suas partes íntimas, sem o conhecimento ou consentimento delas.

Os supostos estupros teriam acontecido entre 2018 e novembro de 2024 —o último após o início da investigação policial. Todas as supostas agressões teriam ocorrido após relações sexuais consensuais, enquanto as mulheres dormiam.

Em junho, quando Hoiby foi acusado de 23 crimes, incluindo três acusações de estupro, sua defesa sustentou que o acusado rejeta as acusações de violação.

Ele é também investigado por conduta sexual criminosa, abuso em relacionamento íntimo e lesão corporal, além de danos intencionais, ameaças à polícia e infrações de trânsito, acrescentou a polícia.

Hoiby tem um histórico controverso. De acordo com relatos da mídia norueguesa, ele convivia com membros de gangues, motociclistas do Hells Angels e membros da máfia albanesa de Oslo.

Em 2023, a polícia entrou em contato com ele para uma conversa cautelar depois que ele foi visto frequentando os mesmos círculos que “criminosos notórios”.

No ano passado, veio à toda a notícia de Hoiby já havia sido preso em 2017 por usar cocaína em um festival de música.

Por Deutsche Welle

Trump ordena ação do Pentágono contra alvos na América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono prepare opções para o uso de força militar contra cartéis de drogas na América Latina, conforme revelou o Wall Street Journal nesta quinta-feira (8). A medida marca uma escalada preocupante na militarização da chamada “guerra às drogas” e levanta alertas sobre o possível uso político dessas ações para desestabilizar governos considerados adversários de Washington.

Segundo a reportagem, Trump tem priorizado, desde sua volta à Casa Branca neste ano, o combate a organizações criminosas que operam o tráfico de drogas – especialmente o fentanil – rumo ao território norte-americano. Algumas dessas organizações latino-americanas foram formalmente designadas pela Casa Branca como organizações terroristas estrangeiras, o que amplia as possibilidades legais para ações militares e operações secretas.

“A principal prioridade do presidente Trump é proteger o território nacional, por isso ele deu o passo ousado de designar diversos cartéis e gangues como organizações terroristas”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly.

Cooperação forçada com o México

Ainda de acordo com o Wall Street Journal, o plano contempla operações com forças especiais, apoio de inteligência e ataques de precisão. Uma autoridade do governo norte-americano afirmou que qualquer intervenção militar seria coordenada com o México e outros parceiros internacionais. No entanto, os termos dessa “coordenação” têm gerado tensões diplomáticas.

Em abril, Trump pressionou a presidente mexicana Claudia Sheinbaum por telefone para permitir maior envolvimento militar dos EUA em território mexicano, segundo fontes com conhecimento das conversas. A presidente, no entanto, resistiu à proposta e defendeu a soberania nacional.

“Trata-se do país deles, não tem a ver com nosso território”, afirmou Sheinbaum. “Os EUA não virão ao México com suas forças armadas.”

Apesar disso, Sheinbaum confirmou que os Estados Unidos informaram sua diretriz ao Pentágono e que um acordo está sendo negociado, com foco na troca de inteligência e coordenação operacional, desde que haja respeito ao território mexicano.

Operações secretas e objetivos políticos

Nos bastidores, a CIA tem intensificado o uso de drones para vigilância sobre o México, elevando o grau de coleta de informações aéreas sobre os cartéis. Fontes ouvidas pelo jornal revelam que o governo Trump estuda um modelo de atuação inspirado nas operações contra os cartéis colombianos nas décadas passadas, o que inclui ações secretas lideradas por agentes de inteligência e militares americanos operando com forças locais.

A estratégia, porém, não se limita ao combate ao tráfico. A classificação de cartéis como terroristas pode abrir margem para justificar ações militares em territórios estrangeiros sob o pretexto da segurança nacional, criando precedentes perigosos. Em um cenário geopolítico instável, essas medidas podem ser usadas como instrumento de pressão ou interferência política em governos da região que não se alinham com os interesses de Washington.

O próprio secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu publicamente essa abordagem mais agressiva: “Não podemos continuar tratando esses grupos como gangues locais. Eles têm as mesmas armas e táticas de terroristas e militares”, afirmou à emissora católica EWTN. Ele concluiu: “Não é mais uma questão policial. É uma questão de segurança nacional.”

Militares americanos em solo mexicano

Apesar da resistência do governo mexicano a ações armadas em seu território, uma comissão do Senado do México autorizou este ano a entrada de membros das Forças Especiais dos EUA para treinamento de fuzileiros navais mexicanos em uma base na Península de Yucatán. Oficialmente, os militares norte-americanos atuarão apenas como instrutores.

Em fevereiro, o chefe do Comando Norte dos EUA solicitou ao Congresso poderes ampliados para permitir que forças especiais norte-americanas trabalhem mais diretamente com os militares mexicanos em operações contra os cartéis.

A maior mudança desde o 11 de Setembro

A decisão de Trump também se apoia em um relatório do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, publicado em março, que apontou o tráfico de drogas na fronteira sul como o maior desafio de segurança nacional dos EUA, superando ameaças de China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. Em maio, a diretora Tulsi Gabbard declarou: “Essa é a maior mudança nas prioridades de coleta de inteligência desde os ataques de 11 de setembro”.

Analistas alertam que a retórica e as ações de Trump podem acirrar tensões diplomáticas, comprometer a soberania de países latino-americanos e gerar instabilidade regional. A militarização do combate às drogas, sob um viés político e geoestratégico, sinaliza um novo capítulo na já complexa relação entre os Estados Unidos e seus vizinhos ao sul.

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Após testes, Rússia envia 1º lote de mísseis hipersônicos ao Exército

Segundo fontes russas, o armamento é capaz de atingir a maior parte da Europa e até mesmo a costa dos EUA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na sexta-feira (1º) que o primeiro lote de mísseis balísticos Oreshnik produzidos em massa foi entregue ao Exército.

Esse tipo de armamento foi testado em 2024 e surge em um momento estratégico da ofensiva russa em meio à pressão internacional para o fim da guerra no leste europeu.

Anteriormente, Putin pontuou que o míssil balístico viaja a 10 vezes a velocidade do som e, portanto, não pode ser interceptado. Fontes russas disseram à agência de notícias Reuters que o alcance é de 5 mil quilômetros, permitindo que a Rússia ataque a maior parte da Europa e até mesmo costa oeste dos Estados Unidos.

O líder russo conversava com o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko durante uma visita à Ilha de Valaam, próximo de São Petersburgo.

Putin disse que suas forças estavam avançando por toda a linha de frente na Ucrânia, apesar do desejo do Ocidente de interromper a ofensiva. Ele também disse que o exército russo havia tomado o controle da cidade de Chasiv Yar, na região de Donetsk, na Ucrânia, há alguns dias, uma afirmação que Kiev negou anteriormente.

Segundo especialistas militares, além de serem usados pelos russos, os mísseis balísticos também devem ser implantados na Bielorrúsia até o final do ano.

por CNN

Além do tarifaço, Brasil pode sofrer sanções dos EUA por comércio com a Rússia, dizem senadores que viajaram a Washington

Os senadores brasileiros que viajaram a Washington para tentar abrir um canal de diálogo com o Congresso e com o setor privado norte-americano afirmaram nesta quarta-feira (30) que a relação comercial do Brasil com a Rússia pode gerar uma nova tensão com os EUA.

“Há outra crise pior que pode nos atingir em 90 dias”, afirmou o senador Carlos Viana (Podemos-MG) a jornalistas.

“Tanto republicanos quanto democratas foram firmes em dizer que vão aprovar uma lei que vai criar sanções automáticas para todos os países que fazem negócios com a Rússia”, completou.

A comitiva reforçou que esse é um dos pontos que serão abordados com o governo brasileiro, reiterando que a leitura dos parlamentares norte-americanos é que os países que continuam a fazer negócio com Putin estão ajudando a intensificar o conflito entre Moscou e a Ucrânia.

“Eles estão preocupados em acabar com a guerra [com a Ucrânia], e eles acham que quem compra da Rússia dá munição para a guerra continuar”, afirmou a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A importação de combustível da Rússia por parte de vários países pelo mundo tem sido um tema sensível entre republicanos e democratas nos Estados Unidos. No caso do Brasil, a maior importação diz respeito a combustíveis e fertilizantes.

Mais cedo nesta quarta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma “multa” à Índia como forma de penalidade pelas negociações de equipamentos militares e energia do país com a Rússia.

“Embora a Índia seja nossa amiga, ao longo dos anos fizemos relativamente poucos negócios com eles porque suas tarifas são altíssimas, entre as mais altas do mundo, e eles têm barreiras comerciais não monetárias mais rigorosas e incômodas do que qualquer país”, afirmou o republicano em uma publicação no Truth Social.

Trump afirmou, ainda, que a Índia também sempre comprou a grande maioria de seus equipamentos militares e de energia da Rússia, juntamente com a China, reiterando que o comércio entre os dois países acontece mesmo em um momento em que o mundo quer que Moscou “pare com a matança na Ucrânia”.

“Tudo isso não é bom! A Índia, portanto, pagará uma tarifa de 25% mais uma multa pelo citado acima, começando a partir de 1º de agosto”, completou o republicano.

Por g1

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Quais países já fecharam acordos tarifários com Trump?

Neste domingo, 27, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, firmou um acordo com a União Europeia e passará a cobrar uma tarifa de 15% sobre as exportações do bloco. O desfecho da negociação ocorreu após uma reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O pacto sela a estratégia do governo americano de renegociar seus acordos de taxação para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA. E a sombra de tarifas gigantescas forçou diferentes países a tentarem acordos mais leves – o Brasil, no entanto, deve encarar a taxa mais alta, de 50%.

A menos de 5 dias para o início do tarifaço, veja os países que já conseguiram negociar com os EUA.

União Europeia

A nova tarifa, de 15%, representa uma diminuição significativa em relação aos 30% que estavam sendo praticados anteriormente. Segundo Trump, o acordo foi selado após um anúncio de que o bloco europeu concordou em gastar US$ 750 bilhões do setor de energia e investir US$ 600 bilhões nos Estados Unidos.

O acordo irá “reequilibrar, e possibilitar o comércio para ambos os lados”, disse Ursula von der Leyen.

Japão

Na terça-feira, 22, o presidente dos Estados Unidos comunicou um acordo com o Japão para reduzir a alíquota tarifária de 25%, imposta no começo de julho, para 15%. Em contrapartida, o país asiático se compromete a investir US$ 550 bilhões nos EUA, além de abrir seu mercado a produtos agrícolas e automotivos americanos.

O aço e o alumínio japonês foram excluídos do documento e permanecem com a tarifa anterior, de 25%. A divulgação ocorreu em publicação em sua rede, a Truth Social. Posteriormente, em evento na Casa Branca, Trump disse que o acordo com o Japão “pode ser o maior da história” e criará centenas de milhares de empregos.

Indonésia

Também na terça-feira, a Casa Branca confirmou um acordo comercial com a Indonésia que prevê a “eliminação de 99% das barreiras tarifárias do país asiático para produtos americanos”, enquanto os EUA vão reduzir a tarifa de 32% para 19% para os produtos do país entrarem no mercado americano.

A Indonésia também se comprometeu a comprar cerca de US$ 15 bilhões em produtos dos EUA nos próximos dois anos e eliminar algumas barreiras técnicas e sanitárias que limitavam a entrada de produtos americanos.

Filipinas

O acordo firmado entre os governo americano e as Filipinas determina que produtos oriundos do país do sudeste asiático sejam taxados em 19%, o que está abaixo da média de 25% a 50% que foi imposta a países sem acordo. Por outro lado, produtos norte-americanos exportados às Filipinas terão isenção total de tarifa e os dois países reforçaram um compromisso de cooperação militar.

Vietnã

O governo americano determinou uma tarifa de 20% sobre produtos vietnamitas importados, abaixo dos 46% anunciados anteriormente, e uma taxa de 40% aos produtos que passam pelo Vietnã, mas são originários de outros países. Além disso, o Vietnã concederá aos EUA acesso total aos seus mercados comerciais e não vai taxar exportações de produtos americanos.

Reino Unido

O primeiro acordo tarifário do segundo mandato de Donald Trump foi com o Reino Unido. Anunciado em 8 de maio, ele determina uma taxação base de 10% dos EUA sobre produtos britânicos e uma isenção total de tarifas para componentes e produtos aeroespaciais britânicos dentro da cota acordada. Em troca, a Grã-Bretanha reduziu a tarifa média sobre bens americanos de 5,1% para cerca de 1,8% e existirá simplificação aduaneira para as exportações americanas.

Trégua com a China

Os Estados Unidos e a China firmaram uma trégua tarifária, que deve ser prorrogada por mais 90 dias. A trégua foi firmada depois que Trump anunciou o aumento das tarifas de produtos chineses para um mínimo de 145%, o que paralisou parte do comércio entre os países. A expectativa é que os países voltem a se reunir na próxima semana.

Durante a trégua, Washington impôs uma tarifa-base contra os produtos chineses em 30%, no lugar dos 145%. Já o país asiático colocou taxas de 10% sobre os produtos americanos até novo acordo ser fechado.

Acordos em negociação

O presidente Donald Trump disse que a maioria dos acordos, “se não todos”, será concluída até agosto. Muitos países ainda não conseguiram chegar a um desfecho, mas vários deles estão em negociações com os EUA.

No início de julho, a Bloomberg noticiou que os Estados Unidos estão trabalhando em um acordo com a Índia que pode reduzir as tarifas propostas para menos de 20%. Em contrapartida, a Índia reduziria tarifas sobre produtos agrícolas oriundos dos EUA.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul disse que entregará um pacote comercial “mutuamente aceitável” na próxima semana. Segundo o anúncio, a proposta incluirá uma cooperação na construção naval e uma tentativa na redução das tarifas de 25% que o país enfrenta atualmente.

Alinhada ideologicamente com os EUA, a Argentina ainda não formalizou um acordo, mas tenta reverter a imposição de tarifas sobre importação siderúrgica do país. Segundo o jornal Clarin, o governo argentino trabalha com a expectativa de ter tarifa zero sobre 80% do comércio bilateral.

O ministro de comércio da Malásia, Anwar Ibrahim, afirmou que está em negociações para reduzir as tarifas para abaixo de 20%. Atualmente, uma delegação comercial do Taiwan está em Washington para tentar um acordo tarifário. E o Bangladesh encomendou 25 aviões da Boeing como um esforço para acalmar as tensões comerciais e evitar um aumento de 35% nas tarifas.

E o Brasil?

Na quinta-feira, 24, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, revelou ter conversado com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. Escalado para liderar essas negociações, Alckmin disse que uma das propostas passa por dobrar a relação bilateral com os EUA nos próximos cinco anos.

Empresários estão preocupados com a possibilidade do Brasil retaliar os Estados Unidos adotando sobretarifas aos produtos americanos. A expectativa do setor é que as negociações sejam feitas com cautela e que, à princípio, o governo consiga pelo menos um adiamento das tarifas para depois do 1º de agosto. Assim, teriam mais …

Maduro não é o presidente da Venezuela e seu governo é ilegítimo, dizem EUA

O Departamento de Estados dos Estados Unidos afirmou em um comunicado neste domingo (27) que o ditador Nicolás Maduro não é o presidente da Venezuela e que seu regime não é o governo legítimo. O texto é assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

O comunicado marca o aniversário de um ano desde que Maduro foi declarado vencedor das eleições presidenciais, em 28 de julho de 2024. A oposição alega ter vencido o pleito, e o resultado foi amplamente contestado por observadores internacionais.

Rubio também faz referência às eleições municipais que acontecem neste domingo.” Ao agendar as eleições municipais na véspera do aniversário da eleição presidencial roubada de 28 de julho, o regime mais uma vez pretende mobilizar militares e policiais para reprimir a vontade do povo venezuelano”, afirma o secretário.

Além de denunciar o resultado divulgado pelas autoridades eleitorais, aliadas a Maduro, nas eleições presidenciais do ano passado, o secretário também alega que Maduro é líder do grupo Cartel de Los Soles, designado como terrorista pelos Estados Unidos esta semana.

“Ele é responsável pelo tráfico de drogas para os Estados Unidos e Europa. Maduro, atualmente indiciado por nossa nação, corrompeu as instituições da Venezuela para auxiliar o esquema criminoso de narcotráfico do cartel para os Estados Unidos”, diz Rubio.

Por fim, o comunicado reforça que os Estados Unidos continuarão os esforços para responsabilizar o “regime corrupto, criminoso e ilegítimo de Maduro”.

Por CNN Brasil

Venezuela passa a taxar produtos brasileiros que antes eram isentos

Venezuela iniciou a cobrança de impostos sobre produtos importados do Brasil, contrariando um acordo de complementação econômica firmado em 2014, que isentava tais taxas no comércio entre os dois países. Até o momento, não foram divulgadas as razões para essa decisão, que não foi comunicada oficialmente ao governo brasileiro.

Os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento estão cientes das dificuldades que os exportadores brasileiros estão enfrentando. “O Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Roraima informa que já iniciou apurações internas para identificar as dificuldades quanto à aceitação dos Certificados de Origem de produtos brasileiros por parte das autoridades venezuelanas”, afirmou a federação em nota.

A Embaixada do Brasil em Caracas está investigando a situação para entender melhor o que está ocorrendo. O Acordo de Complementação Econômica nº 69 proíbe a imposição de impostos de importação entre Brasil e Venezuela.

Os exportadores brasileiros estão encontrando problemas com o reconhecimento de seus certificados de origem na Venezuela, o que impede a aplicação do acordo mencionado. O estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, é o mais impactado, uma vez que a nação vizinha é seu principal parceiro comercial. A Federação das Indústrias do Estado de Roraima está em contato com as autoridades para buscar soluções para essa situação.

Em 2024, o comércio entre Brasil e Venezuela alcançou a marca de US$ 1,6 bilhão, sendo que as exportações brasileiras totalizaram US$ 1,2 bilhão, o que representa 0,4% do total exportado pelo Brasil. Os produtos mais exportados incluem açúcares, alimentos e milho, que são essenciais para a economia local.

por Grupo Jovem Pan