Laboratório de medicamentos para perda de peso reduz preços antes do fim da patente

A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, Wegovy e Rybelsus (semaglutida injetável para diabetes, para obesidade e a versão em comprimidos, respectivamente), apresenta, a partir desta segunda-feira (2), novas dinâmicas de preço para as vendas de seus medicamentos. A nova política acontece antes da queda de patente da semaglutida no fim deste mês, que possibilitará que outras farmacêuticas produzam suas versões do remédio para controle de diabetes e obesidade.

A caneta com dose inicial de 0,25mg do Wegovy será gratuita ao comprar outra unidade. Para usufruir do benefício, a mesma prescrição médica deve conter tanto a versão de 0,25 mg quanto a dose de tratamento. Segundo a farmacêutica, a medida visa apoiar o início ou ajuste da terapia.

Já para a semaglutida oral (Rybelsus), o custo de uma caixa do medicamento varia de R$ 565,00 (por meio do e-commerce) ou R$ 615,00 (em lojas físicas) a R$ 844,00 (e-commerce) ou R$ 874,00 (lojas físicas), a depender da dose (que pode ser de 3mg, 7mg ou 14mg). Antes, a caixa de qualquer dose custava R$ 1.293,49.

Também há combos com duas caixas do Rybelsus com desconto. Neste caso, o valor do tratamento para dois meses fica em R$ 1.130,00 (e-commerce) ou R$ 1.230 (lojas físicas), independente da dose. Antes, o custo para dois meses era de R$ 2.586.

Ambas as condições são válidas nas farmácias credenciadas por tempo limitado e enquanto durarem os estoques, e é preciso que o paciente esteja cadastrado no Programa NovoDia.

“Essas mudanças têm como objetivo ampliar o acesso ao tratamento e permitir que o médico possa ajustar a dosagem do medicamento conforme a necessidade, rotina diária e resposta clínica de cada paciente, com uma abordagem mais completa da jornada de tratamento e uma proposta de equilíbrio financeiro, que também é parte importante e fundamental desse caminho”, afirma Allan Finkel, gerente geral da Novo Nordisk.

A patente da semaglutida, tanto na versão injetável quanto em comprido, expira dia 20 de março. Pelo menos 20 empresas já solicitaram à Anvisa o registro de medicamentos contendo como princípio-ativo a semaglutida ou a liraglutida. O Ministério da Saúde solicitou à agência regulatória que acelere a análise dos pedidos, mas ainda não se sabe se serão aprovados.

Quando houver mais concorrentes no setor – que hoje é dominado principalmente pelas marcas Ozempic/Wegovy (da Novo Nordisk) e Mounjaro (da Eli Lilly) -, inclusive com produção por farmacêuticas nacionais, a expectativa é de uma queda de cerca de 30% no preço dos medicamentos.

por Estadão Conteúdo

RN é o 2º estado com maior índice de adultos obesos do Brasil

O Rio Grande do Norte é o segundo estado brasileiro com maior proporção de adultos obesos, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, com base em atendimentos realizados em 2025. O RN fica atrás apenas do Rio Grande do Sul.

O levantamento mostra que 42% dos adultos atendidos pelo Sistema Único de Saúde no RN apresentavam algum grau de obesidade, índice bem acima da média nacional, que é de 31%.

Além disso, quase 60% da população adulta potiguar está acima do peso.

A obesidade é reconhecida pelo Ministério da Saúde como um grave problema de saúde pública, por aumentar o risco de doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer. A prevalência da obesidade também tem aumentado entre crianças e adolescentes nas últimas quatro décadas.…

Paciente de 19 anos é isolada por suspeita de monkeypox em Mossoró

Uma paciente de 19 anos está em isolamento por suspeita de caso de monkeypox em Mossoró. Apesar da suspeita, a Prefeitura de Mossoró informou, nesta terça-feira (24), que não há caso confirmado de monkeypox no município, e que aplica à paciente em isolamento os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. 

Análise de dados

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, a paciente deu entrada em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na última sexta-feira (20), e desde então tem o seu quadro clínico em observação. A paciente está em isolamento em leito clínico, e seu quadro é estável.

Ainda segundo a pasta, os exames laboratoriais foram realizados e encaminhados para Natal para análise. A previsão do resultado é para está quinta-feira (26).

A paciente segue em acompanhamento pela SMS de Mossoró, e aguarda leito para que seja transferida para o Hospital Rafael Fernandes, onde seguirá em observação.

Monkeypox no Brasil

A monkeypox, ou mpox, é uma doença viral transmitida principalmente por contato direto com lesões, secreções ou materiais contaminados. No Brasil, os casos são monitorados por meio de vigilância epidemiológica, com notificação obrigatória, testagem laboratorial e isolamento de pacientes suspeitos ou confirmados, conforme protocolos do Ministério da Saúde.

Por Tribuna do Norte

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Mpox: Ministério da Saúde confirma 55 casos da doença no Brasil

O Brasil confirmou 55 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Os números mostram que a doença continua sob monitoramento das autoridades sanitárias.

e acordo com a pasta, os casos registrados até agora apresentam, em sua maioria, quadros leves ou moderados, sem indicação de agravamento em larga escala. A vigilância epidemiológica segue acompanhando a situação para identificar rapidamente novos registros e evitar a transmissão.

Em 2025, o cenário foi mais expressivo: o país registrou 1.056 casos confirmados de mpox, com prevalência no sexo masculino, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos.

No mesmo período, foram confirmados dois óbitos relacionados à doença, segundo a pasta. A comparação mostra que, embora os números atuais sejam menores, o vírus continua circulando e exige acompanhamento contínuo.

O que é a mpox

A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, da família dos Orthopoxvirus. A infecção pode ser transmitida por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada.

Embora seja conhecida há décadas, a doença ganhou maior atenção mundial a partir de 2022, quando houve aumento de casos em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a mpox costuma começar com sintomas gerais e, depois, surgem as lesões na pele. A evolução varia de pessoa para pessoa, mas a maioria se recupera em poucas semanas.…

Anvisa registra 65 mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras

A Anvisa registrou 65 óbitos classificados como suspeitos após o uso de canetas emagrecedoras no Brasil. Os dados constam no sistema VigiMed e abrangem notificações feitas entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025, período marcado pela explosão do uso desses medicamentos no país.

Segundo a Anvisa, os registros não significam que os remédios tenham causado as mortes. As notificações fazem parte do monitoramento de rotina e servem para análise técnica, sem estabelecer relação direta de causa e efeito. O VigiMed reúne comunicações enviadas por profissionais de saúde, pacientes e fabricantes.

O levantamento envolve medicamentos à base de análogos de GLP-1, usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, como semaglutida (Ozempic e Wegovy), tirzepatida (Mounjaro), liraglutida (Saxenda e Victoza) e dulaglutida (Trulicity). Esses remédios atuam no controle da glicose e na redução do apetite.

No total, o sistema registrou 2.436 notificações de reações suspeitas no período, sendo quase metade apenas no último ano. Entre os efeitos mais relatados estão náusea, vômitos, diarreia e constipação, além de 145 notificações de pancreatite — inflamação do pâncreas que pode ser grave.

A Anvisa afirma que, até o momento, não há evidências para mudar as recomendações de uso dentro das indicações aprovadas.…

Hemonorte recebe equipamentos para fortalecer a produção de plasma

Responsável pela coleta, processamento e distribuição de sangue no Rio Grande do Norte, o Hemonorte está reforçando sua estrutura para congelamento de plasma, um componente do sangue essencial para a produção de medicamentos hemoderivados como fatores de coagulação, albumina e imunoglobulinas.

Matrículas faculdade

Na última quarta-feira (13), a unidade recebeu mais sete novos freezers sendo cinco com refrigeração até –30°C e dois ultracongeladores de –80 °C, enviados pelo Ministério da Saúde como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde).

A expansão tecnológica permite triplicar a capacidade de congelamento de plasma na unidade e fortalece a participação do Hemonorte na produção de plasma que é encaminhado à Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) para fabricação de medicamentos importantes para o tratamento de condições como hemofilia e outras.

Os investimentos fazem parte da modernização da rede pública de hemoterapia, com o objetivo de ampliar o armazenamento e o aproveitamento do plasma excedente coletado em hemocentros de vários estados brasileiros para uso clínico e industrial em medicamentos hemoderivado.

Nesta quinta-feira (12), o Hemonorte enviou à Hemobras duas mil e seiscentas bolsas de plasma e em 2025 foram mais de trinta e duas mil unidades.

Fonte: Saude rn

Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa

Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica Acta Psychologica, no início de fevereiro.

Ao companhar 88 bebês no interior de São Paulo, o estudo mostrou que, desde os seis meses, é possível observar atrasos naqueles que vivem na pobreza. Eles só conseguiam agarrar objetos, virar e sentar mais tarde do que os demais que viviam em melhores condições socioeconômicas.

“A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento”, explicou a autora, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.

Segundo ela, eles variam menos os movimentos na hora de sentar, de pegar um brinquedo, às vezes, nem conseguem. O trabalho de Caroline contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A investigação acende uma alerta porque, segundo estudos já existentes, atrasos no desenvolvimento infantil podem produzir crianças que aprendem menos.

“A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação”, disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.

Por outro lado, a pesquisa da UFSCar revelou que a reversão dos atrasos motores pode ocorrer rápido, com estímulos certos. Aos oito meses, bebês avaliados já não tinham problemas significativos. A melhora é atribuída, principalmente, ao engajamento das mães, que reproduziram exercícios simples, como colocar a criança de barriga para baixo (tummy time), usaram papel amassado como brinquedo, conversaram ou cantaram para o bebê.  

“Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo  [pelo barulho e textura]”, explicou a fisioterapeuta. “Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação”, completou.

Nas visitas às famílias, a pesquisadora conta que era estimulada a interação entre a mãe e bebê. “Falávamos muito para fazerem leitura de livros, cantar, conversar e colocar o bebê de barriga para baixo”, revelou . O chão é o espaço mais seguro para o bebê, porque não tem perigo de ele cair e pode explorar os movimentos, lembrou.

Os momentos em que os bebês ficam de bruços sobre uma superfície segura, com supervisão, servem para fortalecer os músculos da cabeça, pescoço, ombros, costas e braços e prepará-los para movimentos mais complexos. Com esse exercício, é possível também desenvolver a coordenação, fazendo com o que ele possa rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé no tempo certo.

A pesquisadora destacou que a maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia estimular os filhos. Nesses casos, ajuda especializada, com visitas de agentes de saúde e fisioterapeutas, são determinantes, afirmou.

“Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida”.

Nas casas mais pobres, a pesquisa constatou que os bebês passavam mais tempo presos em carrinhos ou contidos e tinham menos oportunidades de explorar o ambiente. Isso ocorria, na maioria das vezes, por falta de espaço.

A presença de mais adultos no mesmo domicílio, em vez de estimular os bebês, também foi apontada como fator negativo. A pesquisa levantou a hipótese de esses lares serem mais “caóticos”, com menos espaços seguros ou  oportunidades para os bebês se movimentarem.

A presença de pais ou mães no mesmo endereço esteve associada a melhores resultados, ao lado da maior escolaridade materna.

“Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê”, analisou Caroline. “Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento”.

Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento dos pequenos está o uso de brinquedos que estimulam a motricidade fina, mesmo aqueles improvisados e mais econômicos, como chocalhos – que podem ser confeccionados de grãos de arroz ou feijão e garrafas pet.

Cerca de 400 milhões de crianças vivem na pobreza em todo mundo, segundo o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em novembro de 2025. Eles estão submetidos a severas privações para saúde, desenvolvimento e bem-estar.

Por Agência Brasil

Alerta máximo: Anvisa investiga mortes suspeitas e acende sinal vermelho sobre “canetas do emagrecimento”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu investigação para apurar seis mortes suspeitas e mais de 200 notificações de pancreatite possivelmente ligadas ao uso de canetas injetáveis para diabetes e obesidade, como Ozempic, Saxenda e Mounjaro. Apesar de ainda não haver confirmação de causa direta, o aumento acelerado dos relatos levou o órgão a emitir um alerta e reforçar que o uso fora da indicação médica pode ampliar riscos graves à saúde.

Especialistas apontam que os próprios pacientes que recorrem às chamadas “canetas do emagrecimento” já fazem parte de um grupo vulnerável, com obesidade e diabetes — condições que elevam a chance de complicações. A perda de peso rápida, estimulada pelos medicamentos, pode favorecer a formação de cálculos biliares, fator que está ligado a episódios de inflamação no pâncreas, uma doença potencialmente grave e que registra milhares de casos por ano no país.

Outro ponto de preocupação é o mecanismo de ação dessas substâncias, que retardam o esvaziamento do estômago e alteram o metabolismo digestivo, podendo impactar o funcionamento do pâncreas. A Anvisa orienta que qualquer suspeita de pancreatite leve à suspensão imediata do tratamento e reforça que o uso deve ocorrer apenas com prescrição e acompanhamento médico.

Além dos efeitos adversos, a circulação de produtos falsificados e de origem irregular acende um alerta extra. Sem saber exatamente qual substância está sendo aplicada — ou em qual dose — pacientes ficam expostos a riscos ainda maiores, sobretudo quando recorrem ao mercado paralelo em busca de resultados rápidos sem orientação profissional.

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Anvisa registra 6 mortes suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

O número de notificações de suspeita de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras vem crescendo no Brasil desde 2020, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No período, seis registros tiveram desfecho suspeito de morte.

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 145 notificações relacionadas a medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados de estudos clínicos, o total chega a 225 registros. As informações fazem parte do sistema VigiMed, usado para monitorar eventos adversos de medicamentos.

A série histórica aponta aumento contínuo: houve apenas uma notificação em 2020, número que subiu para 21 em 2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Em 2025, os registros saltaram para 45 casos, alta de 60,7% em relação ao ano anterior.

A Anvisa destaca que os dados se referem a suspeitas, não a casos confirmados. O risco de pancreatite já consta nas bulas desses medicamentos, aprovadas pela agência no Brasil.

O crescimento do uso dessas canetas — inclusive fora das indicações originais e por meio do mercado ilegal — reforça, segundo a Anvisa, a necessidade de prescrição responsável e acompanhamento médico.

Nesta semana, a agência reguladora do Reino Unido também emitiu alerta sobre o risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos para obesidade e diabetes, como Wegovy e Mounjaro, ressaltando que, embora raros, alguns casos têm sido severos.

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Anvisa registra seis mortes suspeitas por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil

Agência contabiliza mais de 200 notificações de pancreatite ligadas a medicamentos usados para diabetes e obesidade; especialistas alertam para riscos do uso sem prescrição médica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil desde 2018, segundo o portal G1. Os dados constam no VigiMed, sistema oficial da agência para monitoramento de eventos adversos relacionados a medicamentos, além de relatos de estudos clínicos realizados no país.

As notificações envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida, amplamente utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Os casos foram registrados em pacientes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e do Distrito Federal. No caso das mortes, os estados não foram informados.

Segundo a Anvisa, os dados são classificados como suspeitos porque ainda passam por análise técnica para confirmação da relação direta entre o uso dos medicamentos e a pancreatite. Especialistas alertam, no entanto, que o número pode ser maior, já que a notificação desses eventos não é obrigatória para médicos e hospitais.

Na base do VigiMed, os relatos estão associados a medicamentos comercializados com os nomes Wegovy, Victoza, Trulicity, Saxenda, Xultophy, Ozempic, Rybelsus e Mounjaro. A agência ressalta que nem todos os casos podem estar relacionados aos produtos originais, uma vez que há registros do uso de versões falsas, irregulares ou manipuladas, apresentadas como similares.

A pancreatite associada a esses medicamentos ganhou atenção internacional após um alerta emitido no Reino Unido, onde foram registradas 19 mortes suspeitas. Apesar disso, autoridades sanitárias reforçam que os dados não indicam a necessidade de suspensão do uso das canetas emagrecedoras, desde que haja indicação adequada e acompanhamento médico.

O risco de pancreatite já é conhecido e consta nas bulas de alguns desses medicamentos. No caso do Mounjaro (tirzepatida), por exemplo, a inflamação do pâncreas é descrita como uma reação adversa incomum, mas possível. Especialistas destacam ainda que pacientes com obesidade e diabetes, público-alvo dessas terapias, já apresentam maior risco de desenvolver a doença, o que dificulta a confirmação de uma relação direta.

A Anvisa informou que acompanha os casos e destacou que, desde abril de 2025, passou a exigir a retenção de receita médica para a venda desses medicamentos, como forma de reforçar o controle e a avaliação clínica dos pacientes. A agência não descarta a adoção de novas medidas caso sejam identificados outros riscos.

Em escala global, há registro de 14.530 notificações de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos e 378 mortes suspeitas. Especialistas alertam que o principal risco está no uso sem orientação profissional, especialmente de versões manipuladas, que não garantem controle de dose nem monitoramento adequado de efeitos adversos.

por G1

Agência de saúde do Reino Unido faz alerta para risco de pancreatite com Mounjaro e Wegovy

A agência reguladora de medicamentos do Reino Unido (MHRA) emitiu um alerta após registrar casos graves de pancreatite em usuários de remédios para obesidade e diabetes, como Wegovy (Novo Nordisk) e Mounjaro (Eli Lilly). Em 19 casos, a inflamação evoluiu para morte.

Entre 2007 e outubro de 2025, a MHRA recebeu cerca de 1.300 notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos, incluindo 24 casos de pancreatite necrosante, a forma mais grave da doença. No período, 25 milhões de embalagens foram distribuídas no país, o que indica que o efeito é raro, mas potencialmente grave.

Os medicamentos atuam imitando hormônios intestinais como o GLP-1 e o GIP, usados no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, no controle do peso. Nos EUA, as bulas já trazem alertas sobre o risco de inflamação no pâncreas.

A MHRA orienta pacientes a procurar atendimento médico diante de dor abdominal intensa e persistente, especialmente se houver náuseas e vômitos. Médicos também devem questionar pacientes com esses sintomas sobre o uso de canetas emagrecedoras, inclusive as adquiridas de forma privada.

As farmacêuticas afirmam que os medicamentos devem ser usados com acompanhamento médico. A Novo Nordisk diz que os benefícios superam os riscos para pacientes com indicação clínica. A Eli Lilly alerta para maior cautela em pessoas com histórico de pancreatite.…

Anvisa libera mais liberdade para cannabis medicinal no Brasil

A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (28), novas regras para o uso da cannabis medicinal no Brasil, ampliando o acesso de pacientes a medicamentos à base de canabidiol e regulando a publicidade de produtos derivados da planta. A medida permite que farmácias de manipulação vendam fitofármacos e amplia a concentração de canabinóides para tratamentos de doenças graves.

A decisão segue determinação do STJ, que exigia regras claras até 31 de março. As normas entram em vigor seis meses após a publicação, mantendo restrições à manipulação enquanto a agência define critérios de qualidade e regulamentações específicas.

Atualmente, a Anvisa já autoriza a importação de produtos à base de cannabis e fiscaliza associações e farmacêuticas do setor.

Entre 2015 e 2025, mais de 660 mil autorizações de importação individual foram registradas, e atualmente 49 produtos de 24 empresas estão liberados.…

Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país

Cinco estados brasileiros já têm leis que autorizam cultivo medicinal

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira 28 para discutir a definição de regras específicas para a produção da cannabis medicinal no Brasil.Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país - Agora RNAnvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país - Agora RN

No encontro, agendado para as 9h30 na sede da agência, em Brasília, os diretores vão debater a revisão da Resolução 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis.

A definição de regras atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou a regulamentação do plantio da cannabis, desde que voltado exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

Propostas

No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução diferentes que normatizam a produção da cannabis medicinal, pesquisas científicas com a planta e o trabalho de associações de pacientes.

Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a demanda por produtos à base de cannabis cresceu exponencialmente ao longo da última década no país.

“No Brasil, a evolução do uso desses produtos tem sido registrada principalmente pelo aumento de importações individuais. Entre 2015 e 2025, ou seja, nos últimos 10 anos, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importações.”

“A gente tem também, no Brasil, autorizados 49 produtos de 24 empresas, aprovados pela Anvisa, disponíveis em farmácia. Cerca de 500 decisões judiciais para plantio de pessoas físicas ou jurídicas”, completou.

Safatle destacou ainda que, atualmente, cinco estados brasileiros contam com leis que autorizam o cultivo de cannabis medicinal.

As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia. Entre os requisitos de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas e o georreferenciamento das plantações.

Além disso, a autorização será limitada a produtos com teor de THC igual ou inferior a 0,3%.

As medidas também abrem caminho para a produção, sem fins lucrativos, por parte de associações de pacientes. O objetivo é avaliar a viabilidade da produção em pequena escala, fora do modelo industrial, por meio de chamamento público.

Durante a entrevista, o diretor da Anvisa Thiago Campos ressaltou o rigor técnico para a elaboração das resoluções, além do alinhamento com a decisão do STJ e com diretrizes de órgãos internacionais.

“As medidas aqui definidas atendem aos requisitos de controle internacional, das condições da Organização das Nações Unidas e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão alinhadas àquilo que constou na decisão judicial do STJ.”

As propostas serão analisadas pelo colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

Entenda

Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei das Drogas não alcança espécies de cannabis com concentrações muito baixas de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da planta que causa efeitos entorpecentes.

À época, os ministros concederam autorização a uma empresa que recorreu à Corte para importar sementes de cannabis com baixo teor de THC e alto teor de canabidiol, composto que não possui efeitos entorpecentes, mas traz benefícios medicinais.

Para que a decisão pudesse ser cumprida, o tribunal determinou a regulamentação da importação de sementes, do cultivo e da industrialização e comercialização de espécies de cannabis com baixa concentração de THC (menos de 0,3%). 

Prazo prorrogado

O prazo estabelecido para a definição das regras, de seis meses, venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro do mesmo ano, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Logo após a prorrogação, a Anvisa informou já ter iniciado as ações necessárias para o cumprimento da determinação, incluindo a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos e da minuta do ato regulatório.

“O trabalho também inclui o planejamento das etapas para monitoramento e controle sanitário após a regulamentação”, destacou a agência.

Números

A estimativa da Anvisa é que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem produtos à base de cannabis. O acesso a esse tipo de tratamento, segundo a Anvisa, ocorre, sobretudo, por via judicial.

Ainda segundo a agência, desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões para a oferta desse tipo de produto.

“Embora sem regulamentação no país, muitas associações conseguiram autorização na justiça para produção de cannabis exclusivamente para uso medicinal”, destacou a Anvisa.

por Agência Brasil

Vírus Nipah: Países asiáticos retomam protocolos de pandemia em aeroportos

Tailândia, Nepal e Taiwan voltaram a adotar medidas rigorosas de verificação de saúde em aeroportos após confirmação de cinco casos do vírus em Bengala Ocidental

Aeroportos em países asiáticos reforçaram medidas de proteção sanitária após a confirmação de cinco casos do vírus Nipah na Índia. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram protocolos rigorosos de verificação de saúde, semelhantes aos que foram adotados durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com a emissora News 18, afiliada da CNN na Índia, os casos foram diagnosticados em profissionais de saúde na região de Bengala Ocidental. As autoridades de saúde indianas buscam acalmar a população, afirmando que a situação está sob controle.

O vírus Nipah, descoberto em 1999, já foi identificado outras vezes no sudeste da Ásia. A doença causa preocupação devido à sua alta letalidade e capacidade de transmissão entre humanos, o que justifica as medidas preventivas adotadas pelos países vizinhos.

Riscos para o Brasil

A infectologista Rosana Ritchmann avaliou os riscos do vírus Nipah para o Brasil e destacou que não há motivo para preocupação entre os cidadãos brasileiros, a menos que estejam se deslocando para a região afetada. “Não tem nenhum motivo para a gente ficar preocupado aqui. Se alguém agora tiver quadro respiratório, com tosse, dor de cabeça, não tem nada a ver com esse vírus”, afirmou.

No entanto, a especialista ressaltou a importância de as autoridades sanitárias brasileiras começarem a planejar medidas preventivas. “É uma questão das nossas autoridades sanitárias já começarem a pensar, eventualmente, se tiver alguma suspeita clínica de alguém que viajou, retornou dessa região, como vamos manejar esse caso?”, questionou.

Segundo Ritchmann, é necessário estabelecer um programa de enfrentamento que inclua medidas de isolamento, período de incubação, manejo de contatos e outras ações caso surja alguma suspeita de infecção pelo vírus Nipah no Brasil.

por CNN Brasil

“Superfungo”: especialistas falam sobre cuidados e prevenção após 1º caso de Candida auris em Natal

A confirmação, nesta quinta-feira (22), do primeiro caso de infecção pela Candida auris, um fungo resistente a múltiplos medicamentos, em Natal, gerou preocupação, especialmente devido ao potencial de disseminação do agente em ambientes hospitalares. A C. auris, conhecida como “superfungo”, preocupa os especialistas por ser resistente a antifúngicos convencionais, representando um desafio no tratamento. Contudo, especialistas reforçam que, com medidas adequadas de controle, a situação está sob controle e o risco de surto generalizado pode ser minimizado.

A infectologista Eveline Pipolo afirma que o paciente está em isolamento, e as autoridades sanitárias estão tomando todas as precauções necessárias para evitar que o fungo se espalhe para outros pacientes e profissionais de saúde. De acordo com a médica, a detecção precoce e a implementação imediata de medidas de contenção são essenciais para evitar complicações.

  • Sesap confirma caso de fungo Candida auris em paciente internado em Natal; entenda
  • Candida auris: entenda o que é o superfungo confirmado em paciente em Natal
  • RN confirma primeiro caso de fungo resistente a múltiplas medicações

Ela explicou que a principal preocupação com a Candida auris não é tanto com a infecção em si, mas com a velocidade com que o fungo pode se espalhar dentro de um ambiente hospitalar: ele pode ser transmitido através de superfícies contaminadas, equipamentos médicos e até mesmo por contato entre pacientes e profissionais de saúde. “A C. auris pode passar para mão do profissional de saúde, que podem levar para outros hospitais, assim colonizando outras instituições”, explica, advertindo que os daí parte a necessidade de reforço nos protocolos de higiene.

No entanto, Eveline tranquiliza a população, explicando que o risco de transmissão fora de hospitais é extremamente baixo e que o foco está, justamente, na prevenção dentro das unidades de saúde. “As pessoas não precisam evitar os hospitais, pois já são ambientes que estão sendo cuidados”, destaca.

Eveline enfatiza que, embora a Candida auris seja uma preocupação em ambientes hospitalares, ele não representa uma ameaça significativa fora desses contextos, especialmente para pessoas com boa saúde.

A resistência da Candida auris aos antifúngicos é o que torna seu controle tão desafiador, mas, conforme Rafael Bastos, professor da UFRN, nem todas as cepas do fungo são igualmente resistentes. “Embora a Candida auris tenha resistência a alguns antifúngicos, no Brasil as cepas têm mostrado ser mais sensíveis, o que facilita o tratamento em casos diagnosticados precocemente”, afirmou o professor. Ele destaca que os hospitais têm protocolos rigorosos para o diagnóstico rápido do fungo, o que permite o início imediato do tratamento.

O primeiro paciente infectado no RN está internado no Hospital da Polícia Militar de Natal, onde as medidas de controle incluem o isolamento do paciente, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos profissionais de saúde, e a intensificação da limpeza e desinfecção, especialmente em áreas de risco, como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A desinfecção das superfícies é realizada com produtos específicos que combatem o fungo, e a equipe médica está sendo constantemente treinada para lidar com infecções como a Candida auris.

“Nos hospitais já existem protocolos de higienização e controle, que são adotados diariamente, então diante de uma situação dessas, o que difere que é esses protocolos passam a ser repetidos: se antes era higienizado uma vez, agora será duas, três, quatro vezes”, explica Rafael.

Além disso, os especialistas explicam que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesap) está realizando a triagem de todos os pacientes que estiveram em contato com o infectado, monitorando sinais de colonização do fungo e realizando testes para garantir que não haja novos casos.

Complicações e mortalidade

A infectologista explica também que, em pacientes imunocomprometidos, como os que estão em tratamento para câncer ou doenças crônicas, a Candida auris pode causar infecções graves, que variam de complicações superficiais na pele até septicemia, quando o fungo entra na corrente sanguínea e se espalha para diversos órgãos. Isso pode resultar em um quadro clínico severo, afetando órgãos vitais como o coração, pulmões e rins. “A situação se torna ainda mais delicada quando o paciente já enfrenta outras comorbidades, como complicações provenientes de tratamentos imunossupressores ou doenças preexistentes”, adverte a médica.

Com relação à taxa de mortalidade, Eveline explica que, embora a C. auris não seja, em si, a principal causa de óbito nesses casos, ela pode acelerar o agravamento do estado geral do paciente, tornando o tratamento mais desafiador. A taxa de mortalidade relacionada ao fungo pode atingir até 50% em pacientes severamente debilitados. Dessa forma, o controle eficaz da infecção, por meio de diagnóstico precoce e de medidas rigorosas de contenção e tratamento, se torna essencial para minimizar os impactos do fungo e evitar a propagação do fungo nos ambientes hospitalares.

Por TN