Líder em energia renovável, o Rio Grande do Norte está na rota de financiamentos para a geração de energia limpa e novas tecnologias. No acumulado de 2023 até abril deste ano, as contratações de financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) em solo potiguar, por meio do programa Nova Indústria Brasil (NIB), somaram R$ 3,5 bilhões, dos quais R$ 1,58 bilhão (cerca de 44,8%) foi destinado a fontes renováveis.
No primeiro quadrimestre de 2026, o estado também contratou R$ 74,3 milhões por meio do NIB, voltados a projetos de produção industrial sustentável. Embora o volume inicial do ano seja modesto, a perspectiva da instituição financeira é de novos aportes bilionários ainda neste semestre.
Segundo informações do BNB, há propostas que totalizam R$ 1,5 bilhão para financiamentos na área de infraestrutura energética em 2026 no estado. Além disso, a estimativa da instituição é que o segmento de energias renováveis alcance R$ 4 bilhões em contratações até 2033.
O banco afirma que trabalha com demanda espontânea, fornecendo crédito após a análise completa dos projetos. Esses números são projeções baseadas na demanda que vem sendo observada para o orçamento disponível. Em nível nacional, entre janeiro e abril de 2026, o banco já destinou R$ 2,3 bilhões para todos os estados abrangidos pela instituição.
Os recursos apoiam cadeias produtivas sustentáveis, infraestruturas voltadas à melhoria da qualidade de vida e iniciativas de descarbonização na área de atuação do BNB, que atende aos estados nordestinos e a parte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
No âmbito do Nova Indústria Brasil, o maior potencial no RN é o de energias renováveis, mas o BNB também atua na cadeia agroindustrial, no complexo de saúde e na infraestrutura de saneamento em solo potiguar.
Conforme dados do BNB, as contratações deste quadrimestre no RN foram em cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais: R$ 37,4 milhões; complexo econômico-industrial da saúde: R$ 7,2 milhões; infraestrutura, moradia e mobilidade sustentáveis: R$ 27 milhões; e descarbonização, transição energética e bioeconomia: R$ 2,75 milhões.
O NIB prevê investimentos de R$ 300 bilhões até 2026, segundo o Ministério da Fazenda. Os recursos são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Financiadora de Estudos e Projetos e pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. O BNB atua como agente repassador de crédito do programa.
Fonte: BNB

