A frota de ônibus do Rio Grande do Norte tem idade média superior a dez anos, segundo o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras. Ele classificou a situação como ‘uma vergonha’ e apontou que o problema é maior no sistema intermunicipal.
Segundo o presidente da Fetronor, a situação da frota intermunicipal ‘é péssima’, apesar de os veículos desse sistema terem vida útil maior que a dos ônibus urbanos.
Para Eudo, entretanto, a modernização depende de uma contrapartida financeira que permita às empresas adquirir novos veículos e instalar os equipamentos cobrados pelos passageiros e gestores públicos.
‘Me pague que eu boto’, afirmou ao comentar a instalação de ar-condicionado nos ônibus. Ele acrescentou que não deseja manter carros antigos nas empresas, mas declarou: ‘Eu quero carro novo, porque ninguém quer um carro velho em casa. Mas eu não estou em condições de comprar’.
O presidente da Fetronor também defendeu a atuação de um órgão gestor com capacidade para fiscalizar as empresas, avaliar a necessidade de mais veículos e ampliar a cobertura do transporte público no Rio Grande do Norte.
Na avaliação dele, se os estudos indicarem a necessidade de reforçar a frota, o poder público deve determinar a inclusão de novos ônibus. A proposta seria garantir atendimento em todo o Estado e preservar os benefícios concedidos aos passageiros por meio de subsídios compartilhados.
Eudo citou ainda recursos já disponíveis no sistema, como Wi-Fi, bilhetagem eletrônica e bilhetagem seccionada nas viagens para o interior. Nesta última modalidade, o valor da passagem é calculado conforme o trecho percorrido pelo passageiro.
Ao tratar da gestão do setor, o presidente da Fetronor afirmou que o modelo ideal para o Rio Grande do Norte exige ‘um órgão gestor forte’. Ele também defendeu que não se faça ‘política com o transporte’, mas uma ‘política de transporte’.
Por Agora RN

