Especialista explica que a sequência dos tremores com alta magnitude é rara, com um provavelmente tendo gerado o outro
Os dois terremotos que atingiram a Venezuela no início da noite de quarta-feira (24) foram “incomuns por terem ocorrido em um intervalo de tempo tão curto”, dada a sua magnitude, afirmou um especialista.
“É provável que o primeiro terremoto tenha rompido um segmento de falha e transferido tensão para outra falha que, por sua vez, rompeu-se, provocando o segundo terremoto”, explicou Mark Allen, professor de Ciências da Terra da Universidade de Durham, ao Science Media Center, nesta quinta-feira (25).
Allen afirmou que os terremotos parecem ter ocorrido no limite da placa tectônica entre a América do Sul e o Caribe.
“As placas estão se movendo lateralmente uma em relação à outra nesta região — de forma semelhante à Falha de San Andreas, na Califórnia”, afirmou ele, acrescentando que havia risco de novas réplicas na região de Caracas.
“A capital venezuelana situa-se em uma área propensa a terremotos, e falhas locais podem ter sofrido um acúmulo de tensão devido aos eventos (de quarta-feira)”, adicionou.
Número de mortos passa de 160 na Venezuela
Ao menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas após os terremotos na Venezuela em mais de um século, segundo a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
A capital Caracas registrou ao menos 25 mortes, de acordo com a prefeita Carmen Meléndez.
Esse número já está representado na quantidade total de vítimas.

Meléndez afirmou que as equipes de resgate continuam vasculhando os escombros em busca de pessoas desaparecidas.
por CNN

