A Câmara Municipal de Natal está em alerta máximo depois que um homem passou a ameaçar vereadores, enviando mensagens diretas e até uma foto sugerindo um ataque contra parlamentares. Servidores e parlamentares acionaram a Polícia Militar assim que tomaram conhecimento das ameaças, mostrando que o perigo não é só virtual.
O suspeito também teria ligado para a ouvidoria da Prefeitura de Natal anunciando o ataque. Com a Casa fechada por conta do recesso, a situação ainda assim mobilizou forças de segurança, segundo informações do Via Certa Natal.
Uma viatura da PM, do Comando de Policiamento da Capital (CPC), reforça a segurança na frente do prédio, enquanto a Guarda Municipal foi chamada para patrulhar o entorno.
O objetivo é proteger vereadores, servidores e terceirizados que circulam pelo local. Alguns parlamentares contrataram segurança privada; outros preferem evitar escolta, mas todos demonstram preocupação. A Polícia Civil investiga o caso para identificar o autor das ameaças e avaliar o risco real.
A defesa de Jair Bolsonaro entrou com um agravo no STF nesta segunda-feira (12) para contestar a condenação por organização criminosa. O argumento é claro: participar de atos específicos não é formar quadrilha, e o ex-presidente tem respaldo no precedente do Mensalão.
Segundo os advogados, não havia uma estrutura permanente para crimes contínuos, apenas uma união temporária para atos determinados. “A hipótese dos autos revela concurso de agentes, e não a caracterização do crime de quadrilha”, destacam, lembrando decisões do STF em 2012.
O agravo explica que o crime de quadrilha exige reunião de agentes e associação estável ou permanente para cometer uma série indeterminada de delitos. Quando os crimes já são predefinidos, trata-se de coautoria, não quadrilha — entendimento que absolveu parte dos réus do Mensalão.
O Mensalão, recordando, foi o esquema de desvio de verbas e pagamento de propina a parlamentares do PT. Muitos foram condenados por corrupção, mas houve absolvição parcial no crime de quadrilha, exatamente o precedente agora usado por Bolsonaro para se proteger das acusações.
Os diálogos extraídos pela Polícia Federal no celular do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mostram que ele orientou funcionários sobre a entrega “discreta” de dinheiro vivo para dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Procurada, a defesa do Careca do INSS afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento, nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas.
Uma das conversas envolvia, segundo a PF, entregas de propina para o então superintendente do INSS no Nordeste, Marcos de Brito Campos Júnior, que foi alvo da última fase da Operação Sem Desconto, em dezembro, de uma ordem para uso de tornozeleira eletrônica. Ele atualmente é diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e foi mantido no cargo mesmo após ter sido alvo da operação.
A defesa dele rebateu as acusações da PF, negou que ele tenha recebido dinheiro do esquema de desvios de aposentadorias e afirmou que ele possui um “modesto patrimônio” compatível com suas receitas. Brito colocou o cargo à disposição do Dnit para adotar as medidas que considerar pertinentes.
“O Dr. Marcos de Brito Campos Jr. possui modesto patrimônio, todo ele compatível com as suas receitas, estando inteiramente regular com suas obrigações civis e fiscais, como inexoravelmente será demonstrado perante o Judiciário ou a qualquer outra autoridade incumbida de investigar o assunto”, afirmou, em nota, o advogado Flávio Henrique Santos (leia ao final a íntegra do posicionamento).
Em 10 de agosto de 2023, o Careca do INSS pediu que um dos seus funcionários, Rubens Costa, organizasse a entrega de R$ 20 mil para Marcos de Brito.
“Bom dia. Estou em voo. Preciso de uma gentileza no modo sigiloso. O Marcos de Brito irá pegar com vc uma quantia de 20 mil reais”, escreveu por mensagem de WhatsApp. Rubens lhe pergunta se o dinheiro estava dentro do cofre. “Pegue no cofre e já deixe preparado para dar a discrição que a situação exige”, orientou o Careca do INSS.
Pouco depois, ele reforçou a orientação: “Coloque de maneira discreta em um envelope ou recipiente que não deixe transparecer o que é! Evitar o desconforto para ele!”.
A PF também identificou diálogos sobre entrega de dinheiro vivo a um assessor parlamentar do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Essas informações foram encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. O Careca do INSS está preso desde setembro, sob suspeita de comandar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS e pagamento de propina a funcionários públicos.
Leia a íntegra da nota da defesa do advogado de Marcos de Brito:
“i. O Dr. Marcos de Brito Campos Jr. foi surpreendido com a notícia de seu envolvimento na referida “Operação Sem Desconto”, inclusive por força de medidas cautelares que lhe foram impostas por ordem de S. Exa., o Min. André Mendonça, do STF;
ii. até o presente momento, porque os procedimentos judiciais seguem em sigilo máximo perante o STF, malgrado tenhamos solicitado o acesso aos respectivos autos, o mesmo não foi ainda apreciado e deferido, não sendo de nosso conhecimento, portanto, o inteiro teor das investigações que motivaram as aludidas medidas cautelares;
iii. adiantamo-nos, entretanto, sobretudo em função das notícias divulgadas pela imprensa nacional, para afirmar categoricamente que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. não participou, direta ou indiretamente, de qualquer atividade ilícita em qualquer dos cargos que tenha assumido em sua trajetória profissional, especialmente junto ao INSS, Instituição à qual é vinculado por concurso público e onde exerceu a Superintendência da Região Nordeste, até o dia 25.03.2023, antes de assumir a Diretoria de Administração e Finanças do DNIT;
iv. convém mais especialmente referir que, novamente, em função das notícias apregoadas pela imprensa, há imperiosa necessidade de refutar que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. haja recebido qualquer numerário oriundo do empresário Antônio Antunes ou de qualquer outra terceira pessoa envolvida nos atos apurados pela mencionada “Operação Sem Desconto”, tampouco tenha participado de engrenagens criminosas visando a enriquecer ilicitamente ou a lesar os beneficiários de pensão ou aposentadoria do INSS;
v. o Dr. Marcos de Brito Campos Jr. possui modesto patrimônio, todo ele compatível com as suas receitas, estando inteiramente regular com suas obrigações civis e fiscais, como inexoravelmente será demonstrado perante o Judiciário ou a qualquer outra autoridade incumbida de investigar o assunto;
vi. por último, adianto a V. Sa. que o Dr. Marcos de Brito Campos Jr., dado o teor das notícias de ampla divulgação nacional e considerando o profundo respeito que guarda em relação ao Departamento Nacional de Infraestrutura – DNIT, houve por bem deixar à disposição da Diretoria Geral da referida Autarquia Federal, a fim de resguardar a referida Instituição, o seu cargo de Diretor de Administração e Finanças, inclusive para permitir o pleno exercício do seu direito de defesa nos autos dos procedimentos que apuram os atos objeto da “Operação Sem Desconto”.
O TCU (Tribunal de Contas da União) espera que o BC (Banco Central) retire, nos próximos dias, os embargos de declaração sobre a necessidade de inspeção na autoridade monetária envolvendo o Banco Master.
O gesto, se concretizado, impede que o caso seja levado ao plenário do órgão no dia 21 de janeiro e, sobretudo, blinda o relator, ministro Jhonatan de Jesus, do risco de uma derrota imposta por seus pares no colegiado.
Nesta segunda-feira (12), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, recebeu o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o relator Jhonatan de Jesus. Após dias de crise, o encontro abriu caminho para um acordo para que uma diligência seja realizada, com o BC franqueando acesso aos técnicos da AudBancos, servidores que atuam na área de auditoria de bancos públicos e reguladores financeiros.
De outro lado, o TCU se comprometeu, durante a fiscalização, a respeitar os sigilos bancário e do negócio.
Segundo apurou a CNN Brasil, o BC está disposto a retirar os embargos com a justificativa de que os pontos questionados nos embargos de declaração foram esclarecidos na reunião desta segunda-feira. Com isso, perderia sentido a manutenção do recurso previsto para ir ao plenário no dia 21.
O movimento é, na prática, uma solução jurídica que ajuda a aliviar a pressão sobre o TCU, cuja competência e atuação foram alvo de críticas no mercado financeiro, e, principalmente, evita expor o relator a uma derrota no plenário.
No encontro, segundo relatos à CNN Brasil, o ministro Jhonatan de Jesus demonstrou incômodo com vazamentos sobre o caso e se queixou de acusações de atuação política.
Na conversa, o relator reafirmou a Galípolo que não estava a serviço do Banco Master nem de seu dono, Daniel Vorcaro.
Ainda de acordo com esses relatos, o presidente do BC negou responsabilidade por vazamentos e teria concordado que o TCU atuava dentro de suas atribuições legais.
Após a reunião, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou em entrevista que o Banco Central busca o selo de qualidade do tribunal.
“Nós tivemos do Banco Central as portas inteiramente abertas e necessárias para o poder fiscalizatório do TCU. Eu agradeço muito a forma como o BC se portou porque o Banco Central quer o selo de qualidade do TCU, a segurança jurídica que o TCU pode dar”, disse o presidente em coletiva de imprensa após o encontro.
Segundo ele, na conversa, o Banco Central entendeu que o tribunal é um “colaborador”.
A jornalistas, Vital do Rêgo disse esperar que o processo dure menos de um mês e que seguirá respeitando o sigilo bancário e criminal.
“Há uma convergência de fazê-la no menor tempo possível. Efetivamente, eu não tenho como cravar uma data. Eu acho que um tempo assim, de um mês para baixo.”
Ele explicou ainda que o TCU não tem poder para reverter a liquidação do Banco Master, declarada pelo BC.
Um homem de 27 anos foi detido e uma grande quantidade de drogas e munições foi apreendida pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) na tarde deste domingo (11), durante patrulhamento ostensivo realizado pelo efetivo do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM) na Zona Norte de Natal.
A ação teve início no bairro Igapó, quando os policiais perceberam um motociclista que, ao notar a aproximação da viatura, acelerou bruscamente, levantando suspeita. Diante da atitude, a equipe realizou a abordagem e, durante a busca pessoal, localizou três tabletes de substância análoga à maconha.
Segundo a PM, o suspeito informou espontaneamente que havia mais entorpecentes em sua residência, situada nas proximidades. No local, a guarnição encontrou uma quantidade adicional de drogas. Ainda durante a ocorrência, o homem relatou que mantinha outros materiais ilícitos na casa de sua avó, no Conjunto Nova Natal.
Com base nas informações, os policiais se deslocaram até o endereço indicado e, após buscas, confirmaram a existência de mais drogas e munições. Ao todo, foram apreendidos 62 tabletes de substância análoga à maconha, 30 munições calibre .380, uma balança de precisão, um aparelho celular e uma faca.
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados no dia 16 de janeiro, conforme anunciou o ministro da Educação, Camilo Santana, nesta sexta-feira (9).
As notas individuais podem ser consultadas na Página do Participante. Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza).
O boletim individual dos treineiros será publicado posteriormente, informou o Ministério da Educação.
Os estudantes podem usar as notas para ingressar no ensino superior por meio de uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de janeiro; uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), com inscrições de 26 a 29 de janeiro; ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O coreógrafo Leo Blanco, de 47 anos, foi encontrado morto em casa, em Curitiba, nesta sexta-feira (9). A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Cascavel (PR), Leo integrou o elenco do Dança dos Famosos, atuando como professor de artistas como Mariana Xavier, Luiza Sonza e Lucy Ramos. Educador físico, iniciou na dança aos 16 anos e construiu uma carreira marcada pela formação de talentos. Em 2020, participou da vitória de Lucy Ramos no programa.
Nas redes sociais, Mariana Xavier lamentou a perda e revelou que o coreógrafo enfrentava depressão, usando o relato como alerta sobre saúde mental.
Conhecido popularmente como “Viagra feminino”, o medicamento Addyi voltou a ganhar destaque após a ampliação de sua indicação para mulheres na menopausa. A pílula rosa é utilizada no tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo, condição caracterizada pela diminuição persistente da libido associada a sofrimento emocional.
O Addyi foi lançado há cerca de dez anos e passou a ser comparado ao Viagra, fármaco que marcou o tratamento da disfunção erétil masculina no final da década de 1990. Apesar do apelido, a comparação é mais simbólica do que científica. Enquanto o Viagra atua aumentando o fluxo sanguíneo no órgão sexual, o Addyi age no cérebro, modulando neurotransmissores relacionados ao desejo.
Aprovado inicialmente apenas para mulheres antes da menopausa, o medicamento teve seu uso autorizado também para algumas mulheres na pós-menopausa, com menos de 65 anos, diagnosticadas com o transtorno. A mudança foi celebrada pela indústria farmacêutica como um avanço no cuidado com a saúde sexual feminina.
Especialistas, no entanto, ressaltam que o Addyi não representa uma solução imediata nem apresenta o mesmo efeito para todas as pacientes. Pesquisas apontam que os resultados são modestos e variáveis. Além disso, o uso do medicamento pode provocar efeitos colaterais como tontura, sonolência, náusea e queda de pressão, especialmente quando combinado ao consumo de álcool.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) está apurando quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera registrados no município de Touros, no Litoral Norte potiguar. As ocorrências foram identificadas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe, e seguem sob acompanhamento da Vigilância em Saúde.
Segundo a Sesap, amostras biológicas dos pacientes foram encaminhadas ao Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN) e deverão ser enviadas para um laboratório de referência na Região Sul do país, responsável pela análise específica da toxina. Ainda não há previsão para a divulgação dos resultados, nem confirmação oficial sobre o diagnóstico ou o estado de saúde das pessoas envolvidas.
A pasta informou que o monitoramento dos casos continua ativo, seguindo os protocolos de investigação de surtos alimentares. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local exato do consumo nem sobre possíveis novos casos relacionados.
O que é ciguatera
A ciguatera é uma intoxicação causada pela ciguatoxina, produzida por algas marinhas microscópicas. Os peixes que se alimentam dessas algas podem acumular toxina, especialmente espécies de maior porte, que estão no topo da cadeia alimentar marinha.
A ingestão de peixes contaminados pode provocar sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, além de manifestações neurológicas, a exemplo de formigamento, sensação de inversão térmica (frio que parece quente e vice-versa) e fraqueza muscular. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas, embora a intoxicação raramente seja leve à morte.
Histórico no RN
Esta não é a primeira investigação do tipo no Rio Grande do Norte. Em 2025, pelo menos 13 pessoas apresentaram sintomas semelhantes após consumirem peixe em um restaurante de Natal, episódio que também manifestou a suspeita de ciguatera. Na ocasião, dois médicos tiveram quadro mais grave e precisaram de internação em UTI.
Especialistas alertam que a ciguatoxina não tem cor, cheiro ou sabor e não é eliminada pelo cozimento ou congelamento, o que dificulta a identificação do alimento contaminado. Além disso, não existe tratamento específico para a intoxicação, sendo o atendimento focado no intervalo dos sintomas.
A Sesap reforça que casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde para investigação e adoção das medidas permitidas.
O sepultamento da atriz Titina Medeiros, realizado nesta terça-feira em Acari, no Seridó potiguar, foi marcado por forte comoção e emoção. Uma multidão acompanhou o cortejo e prestou a última homenagem à artista, que tinha uma relação profunda com a cultura e o povo da região.
Familiares, amigos e admiradores se reuniram no cemitério da cidade para se despedir de Titina, reconhecida pelo talento, carisma e contribuição às artes cênicas. Entre os presentes estava o ator César Ferrario, amigo pessoal da atriz, que se mostrou visivelmente emocionado durante a cerimônia e fez questão de se despedir com palavras de carinho.
O clima foi de tristeza, mas também de gratidão pela trajetória de Titina Medeiros, cuja obra deixa um legado marcante para o teatro, o cinema e a televisão, além de uma lembrança afetiva forte entre os conterrâneos de Acari.
O regime venezuelano anunciou nesta segunda-feira (12) que libertou mais 116 presos políticos, alegando que a medida é parte de uma “revisão ampla” iniciada pelo ex‑ditador Nicolás Maduro e mantida por Delcy Rodríguez após a sua prisão pelos Estados Unidos na operação militar de 3 de janeiro.
Somando essa leva com 187 solturas em dezembro de 2025, o governo chavista diz que agora 303 prisioneiros “políticos” foram libertados — mas ONGs e grupos de direitos humanos contestam fortemente os números.
Organizações independentes confirmam apenas 24 pessoas liberadas nas últimas horas, incluindo estrangeiros. A ONG Foro Penal aponta que cerca de 800 a mais de mil detidos por motivos políticos ainda permanecem atrás das grades, muitos sob tortura ou tratamento cruel.
O hacker Walter Delgatti Neto, responsável pela invasão dos sistemas do CNJ em 2023 e pela inserção de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, vai deixar o regime fechado e cumprir pena em semiaberto. A decisão foi assinada pelo próprio Moraes na última sexta-feira (9), segundo informações da Jovem Pan.
Delgatti cumpre oito anos e três meses de prisão a mando da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente detida na Itália. Apesar de reincidente, ele já tinha cumprido mais dias do que o exigido por lei: precisava de 667 dias, mas já somava 700 até julho de 2025.
O ministro considerou que o condenado apresenta bom comportamento carcerário, confirmado pelas unidades penitenciárias e respaldado pela Procuradoria-Geral da República, que se posicionou favoravelmente à progressão. Agora, ele será transferido para uma colônia agrícola ou industrial, onde poderá trabalhar durante o cumprimento da pena.
Moraes alertou que o benefício pode ser revogado se Delgatti cometer novo crime ou falta grave, o que resultaria em regressão para regime mais severo. Até lá, o hacker de Zambelli inicia o cumprimento da pena “com mais liberdade”.
O governo federal vai bancar o transporte de blindados do Exército e helicópteros da Polícia Federal que serão doados ao Paraguai. Só para levar seis blindados M108 e uma passadeira flutuante de alumínio até a fronteira, o brasileiro vai pagar cerca de R$ 157 mil, segundo parecer do senador Sérgio Moro (União Brasil).
O custo inclui R$ 38 mil para a passadeira e R$ 119 mil para os blindados.
A doação de aeronaves da Marinha ao Uruguai, no entanto, é diferente: os helicópteros Bell Jet Ranger III terão o transporte pago pelos próprios uruguaios.
Já os dois Bell 412 Classic da PF para o Paraguai terão o frete por conta da União, sem economia para o bolso do contribuinte.
Os equipamentos doados não são novos: estão desativados, fora de uso operacional ou em fase de substituição pelos modelos mais modernos, como o M109 A5+ BR. Segundo os pareceres, a justificativa oficial é fortalecer a cooperação policial e militar nas regiões de fronteira.
Mais de 46 mil detentos deixaram os presídios do país durante a saidinha de Natal de 2025. Desse total, 44,7 mil retornaram. Os 1,9 mil que não se apresentaram são considerados foragidos — o equivalente a 4%.
Os dados, divulgados pelo g1, foram enviados por 15 estados e o Distrito Federal. Paraná e Rondônia não informaram quantos presos voltaram, e Minas Gerais não divulgou nenhum dado.
Em oito estados, não há saidinha: Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
O Rio de Janeiro teve o maior percentual de não retorno: 14%. Dos 1.868 presos liberados, 269 não voltaram, incluindo integrantes de facções e cinco criminosos considerados de alta periculosidade.
Na Bahia e no Espírito Santo, 8% dos beneficiados não retornaram.
São Paulo registrou o maior número absoluto de foragidos: 1.131 entre 29,2 mil liberados (4%).
O Tocantins foi o único estado onde todos os 177 presos retornaram.
O que é a ‘saidinha’
A saidinha é destinada a presos do regime semiaberto, com bom comportamento e parte da pena cumprida. O benefício não vale para condenados por crimes hediondos ou com violência grave.
Fim da ‘saidinha’ aprovada no Congresso
Apesar de o Congresso ter aprovado o fim das saidinhas em 2024, a mudança só vale para quem foi condenado após a nova lei. Presos condenados antes continuam com o direito.