Reajuste do mínimo em 2026 custará R$ 4,28 bilhões aos municípios

salário mínimo maior em 2026 deve elevar as despesas municipais em R$ 4,28 bilhões. A projeção foi realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com o objetivo de auxiliar no planejamento dos gastos públicos municipais. Oacréscimo de R$ 103 no mínimo deve pressionar as despesas de pessoal ativo das prefeituras até o final de 2026, conforme a CNM.

A Confederação alerta que o reajuste do piso salarial nacional exige atenção dos gestores municipais, com atuação focada em planejamento fiscal e gestão de despesas de pessoal do município. 

Os dados apontam que a maior concentração de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo está em Minas Gerais, Bahia e Ceará.

A quantidade de pessoal dessas UFs representa 32% do total nacional de servidores nessa faixa. “Para os gestores desses estados, o planejamento de tesouraria deve ser particularmente robusto, dada a magnitude do impacto no agregado regional”, diz a CNM.

Pelas projeções, o estado com maior impacto financeiro anual será Minas Gerais, na ordem de R$ 537.943.782. Em seguida aparece Bahia, com R$ 452.654.532. O terceiro maior volume de despesas poderá ser sentido pelo Ceará, sendo de R$ 356.958.391. 

A análise da entidade reforça que as prefeituras devem incorporar o novo patamar remuneratório nos cálculos de todas as despesas vinculadas. Além disso, é relevante que, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a gestão promova a devida revisão e eventual adequação das projeções orçamentárias estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, destaca a CNM.

Reflexos serão sentidos em fevereiro 

A entidade explica que o salário mínimo impacta diretamente os vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas do setor público municipal. A projeção da CNM aponta que, apesar do reajuste ter validade legal a partir de janeiro, o impacto financeiro direto no Tesouro Municipal, referente à primeira folha de pagamento do novo ano, será sentido a partir de fevereiro.

estudo mostra que o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 representa um desafio em relação à implementação para a gestão municipal, já que pode impactar as cidades de formas distintas.

“O reajuste do salário mínimo nacional não afeta os cofres municipais de forma homogênea, sendo os municípios de pequeno porte os mais vulneráveis e os que suportam o ônus proporcionalmente maior do aumento”, aponta o documento da Confederação.

Quadro de pessoal

A estimativa da CNM sobre o impacto do novo salário mínimo considera a expansão contínua do quadro de pessoal nas administrações municipais.

Dados da  da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023 indicam uma tendência consistente de crescimento no número de servidores, considerando todos os vínculos registrados ao longo do ano. Entre 2019 e 2023, esse contingente passou de 6,9 milhões para 8,3 milhões de ocupações. 

Segundo a CNM, cerca de 2,1 milhões desses vínculos no âmbito municipal recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo.

Por Brasil 61

Comércio e Serviços lideram contratações em novembro, mantendo trajetória positiva do RN

O Rio Grande do Norte abriu 1.548 postos de trabalho com carteira assinada em novembro de 2025, segundo dados do Caged, registrando o oitavo mês consecutivo de saldo positivo.

O saldo de novembro foi sustentado pelos setores de Comércio e de Serviços, que juntos responderam por 1.556 novas vagas, número superior ao total líquido do mês, devido aos saldos negativos registrados na Agropecuária e na Construção Civil. 

O Comércio teve o melhor desempenho do ano, com a abertura de 1.038 postos, refletindo o aumento da atividade no período. Do ponto de vista territorial, 78 dos 167 municípios potiguares apresentaram saldo positivo, com destaque para Natal, que concentrou mais da metade das vagas criadas no estado.

No acumulado de 2025 até novembro, o RN soma 21.138 postos de trabalho criados. Comércio e Serviços foram responsáveis por 59% desse total, com 12.467 vagas, enquanto 137 municípios tiveram saldo positivo no ano, novamente com liderança de Natal, que concentrou mais de 40% das contratações.

“O desempenho de novembro reforça a capacidade do Comércio e dos Serviços de sustentar a geração de empregos formais no Rio Grande do Norte, especialmente em um período de maior dinamismo da atividade econômica, com as celebrações e compras de fim de ano”, afirma o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.…

Nova Tabela do IR: veja faixas e alíquotas e saiba mais sobre isenção e redução do imposto

A nova tabela do Imposto de Renda (IR) 2026, em vigor desde 1º de janeiro, traz mudanças importantes para milhões de contribuintes. 

A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas até R$ 7.350. Segundo estimativas do Governo do Brasil, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas.

A tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada, continuando os valores em vigor em 2025. A diferença está nos redutores adicionais instituídos pela reforma do IR. Para garantir o benefício a quem ganha até R$ 7.350, a Receita Federal criou novas tabelas de dedução a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional.

As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro. As mudanças vão se refletir na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos de 2026. Veja quem tem direito à isenção e saiba como ficam as faixas mensais, as alíquotas e a tabela anual do IR:

Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026?

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:
– trabalhadores com carteira assinada;
– servidores públicos;
– aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios;

Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Quem ganha até R$ 7.350 paga menos imposto.

Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e decrescente do imposto:
– quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5.000, maior o desconto;
– quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
– acima desse valor, não há redução.

A regra também se aplica ao 13º salário.

Tabela de isenção e redução do IR mensal: 2026

Rendimentos tributáveis mensaisRedução do imposto
Até R$ 5 milAté R$ 312,89, zerando o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350
A partir de R$ 7.350,01Sem redução

Fonte: Receita Federal


Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026

Para rendas acima de R$ 7.350

Base de cálculo mensalAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80Isento
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49

Fonte: Receita Federal

O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?

Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:
– isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
– redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil;
– acima desse valor, não há desconto adicional.

O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.

Tabela anual de isenção e redução do IR
(Declaração de 2027: ano-calendário 2026)

Rendimentos tributáveis anuaisRedução do imposto
Até R$ 60 milAté R$ 2.694,15, zerando o imposto
De R$ 60.000,01 a R$ 88.200R$ 8.429,73 – (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200
A partir de R$ 88.200,01Sem redução

Fonte: Receita Federal

Tabela anual do Imposto de Renda em 2026

Base de cálculo anualAlíquotaDedução
Até R$ 28.467,20Isento
De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,807,5%R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,6015%R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,1622,5%R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,1627,5%R$ 10.853,78

Fonte: Receita Federal


Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:

– Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra
– Alíquota progressiva de até 10%
– Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%
– Estimativa do governo: cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.

O que entra no cálculo do IRPFM?

– salários;

– lucros e dividendos;

– rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.

Ficam fora:

– poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados;
– heranças e doações;
– indenizações por doença grave;
– ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa;
– aluguéis atrasados
– valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais;

O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.

Tributação de dividendos

Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:

– 10% de imposto retido sobre dividendos;
– apenas quando superarem R$ 50 mil por mês;
– valor pago por uma única empresa à pessoa física.

A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.

O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.

Quais deduções continuam valendo?

Nada muda nas principais deduções:
– dependentes: R$ 189,59 por mês;
– desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
– educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
– declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640

RN bate recorde e fecha 2025 com maior saldo já registrado na balança comercial

O comércio exterior do Rio Grande do Norte apresentou no ano de 2025, um desempenho histórico, alcançando o maior saldo já registrado em sua balança comercial. No período, as exportações estaduais totalizaram US$ 1 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 436,7 milhões, resultando em um superávit recorde de US$ 649,6 milhões.

Esse resultado, segundo o governo, representa um crescimento de 18,7% em relação a 2024, evidenciando a relevância das parcerias comerciais internacionais para o fortalecimento da economia potiguar.

As informações estão disponíveis no Boletim Anual da Balança Comercial do RN, divulgado nesta quarta-feira (07) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência da Tecnologia e da Inovação.

14 novos mercados

Ao longo de 2025, o RN ampliou sua inserção internacional com a abertura de 14 novos mercados, comparado a 2024, passando a exportar para: Bangladesh, Burundi, Cabo Verde, Ilhas Cayman, Geórgia, Guiana, Haiti, Luxemburgo, Mauritânia, Paquistão, Serra Leoa, Suécia, Ilhas Turcas e Caicos e Ucrânia. Esse movimento reforça a estratégia de diversificação de destinos, mitigando a dependência de mercados tradicionais e ampliando as oportunidades para os produtos potiguares no cenário global.

Mesmo diante de desafios impostos ao comércio internacional como as tarifas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, que impactaram não apenas o Rio Grande do Norte, mas o comércio exterior brasileiro como um todo, o estado demonstrou resiliência e capacidade de adaptação. No que se refere às exportações para o mercado norte-americano, o RN registrou no ano passado US$ 91,2 milhões em vendas externas, o que representa um crescimento de 35,9% em relação ao ano anterior, mesmo sob um ambiente externo mais restritivo.

Programa RN+ Mais Exportação

“Esse desempenho positivo está diretamente associado às medidas de incentivo às exportações implementadas pelo Governo do Estado. Entre elas, destaca-se o Decreto nº 34.771/2025, que ampliou a desoneração do ICMS para empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI), fortalecendo a competitividade da produção local. Soma-se a isso o Decreto nº 34.967/2025, que regulamentou o Programa RN+ Mais Exportação, uma política pública voltada ao estímulo das exportações e à diversificação de mercados, com foco especial nas micro e pequenas empresas, ampliando sua inserção no comércio internacional”, destaca a Equipe Técnica da SEDEC.

Dentre os principais produtos exportados, tivemos o óleo combustível em primeiro lugar com US$ 495,6 milhões e como principal destino das exportações estaduais, o Panamá com US$ 468,4 milhões. No que diz respeito às importações, “outras gasolinas, exceto para avião” e “outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” em primeiro lugar, movimentando cada US$ 57 milhões, e o principal destino das importações com US$ 134,1 milhões foi a China.

“Os resultados da balança comercial de 2025 reafirmam a capacidade do Rio Grande do Norte de se inserir de forma competitiva e resiliente no comércio internacional, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas, tensões comerciais e reconfigurações nas cadeias produtivas globais. O expressivo crescimento do saldo da balança comercial ao longo do ano reflete o desempenho consistente de setores estratégicos da economia potiguar, com destaque para os segmentos energético e da fruticultura, que têm ampliado sua presença em mercados externos e agregado valor à pauta exportadora do estado”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira.

Para detalhamento dos produtos exportados e importados, principais destinos de exportações e importações, bem como os modais utilizados, acesse aqui o Boletim Anual da Balança Comercial do RN.…

Apagão de bilhões: RN lidera prejuízo nacional com cortes de energia renovável em 2025

O Rio Grande do Norte acumulou cerca de R$ 1,69 bilhão em prejuízos com cortes na geração de energia eólica e solar entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados da consultoria Volt Robotics, com base em números do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O estado foi o mais afetado do país pelos chamados curtailments, repetindo em novembro o desempenho negativo de outubro e liderando o ranking nacional de perdas no setor de renováveis.

Somente em novembro, o RN perdeu 28,99% de sua capacidade de geração, índice semelhante ao do Ceará (28,81%) e superior ao de Minas Gerais (25,47%). No mês anterior, as perdas potiguares chegaram a 45,99%. No cenário nacional, o prejuízo ultrapassou R$ 6 bilhões em 2025, com o Brasil deixando de aproveitar 20,6% de sua capacidade de geração, sobretudo no setor eólico, responsável por 72% da energia cortada no último mês analisado.

Especialistas apontam que o problema é estrutural e envolve o crescimento acelerado das renováveis, falhas no planejamento da rede de transmissão e descompasso entre oferta e demanda. Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, o curtailment agravou a crise do setor eólico, impactando projetos já em operação. Apesar disso, ele avalia que os leilões de linhas de transmissão e a instalação de compensadores síncronos indicam uma “luz no fim do túnel”, embora a solução definitiva só deva ocorrer a partir de 2029.

Enquanto isso, o setor pressiona por compensações financeiras. A ABEEólica afirma que 2025 foi um dos anos mais difíceis para as renováveis, levando empresas a desistirem de projetos e devolverem outorgas. O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública para discutir a compensação dos cortes, amparada por mudanças no marco regulatório do setor elétrico sancionadas no fim do ano passado, que reconhecem a possibilidade de ressarcimento aos geradores prejudicados.

Por Tribuna do Norte

PUBLICIDADE

Petrobras afunda e lidera ranking das maiores quedas na B3 em 2025

A Petrobras foi a empresa que mais perdeu valor de mercado em 2025. Entre 31 de dezembro de 2024 e 23 de dezembro deste ano, a estatal brasileira se desvalorizou em mais de R$ 87 bilhões, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Ambipar e Weg completam o pódio das maiores quedas, com perdas de R$ 21,2 bilhões e R$ 18,8 bilhões, respectivamente, segundo informações da Istoé Dinheiro.

Outra estatal de peso, o Banco do Brasil, também figura entre as dez maiores quedas, com retração de R$ 13,8 bilhões. Somadas, Petrobras e Banco do Brasil acumularam redução de R$ 100,8 bilhões em 2025, valor maior que a soma das outras oito empresas do TOP 10, mostrando o impacto desproporcional das estatais no mercado.

Segundo a consultoria, o valor de mercado mostra, em cifras absolutas, como o mercado percebeu cada empresa ao longo do ano. Enquanto o preço das ações indica rentabilidade percentual para acionistas, o valor de mercado evidencia a riqueza criada ou destruída pelas companhias em um período específico.

Valorizações

No lado positivo, o setor bancário dominou as maiores valorizações. O BTG Pactual liderou com alta de R$ 150,4 bilhões, seguido pelo Itaú Unibanco, com R$ 131,1 bilhões, e a Vale, que acrescentou R$ 78,3 bilhões.

O levantamento mostra que, em 2025, a criação e destruição de valor na Bolsa brasileira foi desigual, refletindo diferentes modelos de negócio e percepções de risco dos investidores.

PUBLICIDADE

Lula minimiza tarifa dos EUA e diz que impacto para o Brasil foi “irrelevante”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a taxação imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros acabou sendo irrelevante para a economia do país. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, ao comentar o balanço do ano e o cenário internacional. Segundo Lula, apesar do alarde inicial, o tarifaço não produziu efeitos significativos.

“O ano termina bem. O preço dos alimentos está caindo e as pessoas estão voltando a acessar coisas que ficaram mais caras. Mesmo a taxação que os Estados Unidos fizeram contra o Brasil terminou sendo irrelevante”, disse o presidente, em tom otimista. Lula ainda ironizou previsões de conflito diplomático com o então presidente norte-americano, afirmando que a relação terminou de forma amistosa.

A fala ocorreu durante a assinatura de um decreto que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural nacional. O evento reuniu parlamentares evangélicos, ministros e representantes de igrejas, além de apresentações artísticas. Lula destacou que a iniciativa partiu da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e classificou o ato como um gesto de respeito e valorização da comunidade evangélica.

O presidente também aproveitou o discurso para criticar o ambiente político atual, marcado, segundo ele, pelo ódio e pela desinformação. Lula afirmou que o Brasil precisa ser “menos dominado por algoritmos” e defendeu a recuperação do humanismo nas relações sociais e políticas, especialmente nas redes digitais.

Encerrando a solenidade, Lula disse viver um momento de reflexão pessoal e política, ao se aproximar dos 80 anos. Para ele, o país atravessa um período decisivo, em que será necessário enfrentar mentiras, radicalização e disputas ideológicas com mais diálogo e compromisso com a verdade.

Por Estadão

PUBLICIDADE

Mercado reduz previsão da inflação para 4,33% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 2025 diminuiu de 4,36% para 4,33%. A estimativa foi publicada nesta segunda-feira (22) pelo boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,1% para 4,06%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2025 foi reduzida, alcançando o intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em novembro, a alta no preço das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,18%. Em outubro, o IPCA havia sido de 0,09%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,46%, dentro da meta do CMN.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela quarta vez seguida, na última reunião do ano, no início deste mês.

O colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Em comunicado, o BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.

A taxa básica de juros está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 9,75% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,25% para 2,26%.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,81% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,43 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Por Agência Brasil

PUBLICIDADE

Segunda parcela do décimo terceiro deve ser depositada até sexta-feira, dia 19

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a segunda parcela depositada a 95,3 milhões de brasileiros até o dia 19 de dezembro aos trabalhadores com carteira assinada.

A primeira parcela foi paga até 28 de novembro, conforme a legislação.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário extra injetará R$ 369,4 bilhões na economia neste anoEm média, cada trabalhador deverá receber R$ 3.512, somadas as duas parcelas.

Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio. A segunda foi depositada de 26 de maio a 6 de junho.

Quem tem direito

Segundo a Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Dessa forma, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês.

Trabalhadores em licença-maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.

Fonte: Agência Brasil

PUBLICIDADE

Novo salário mínimo para 2026 deve elevar despesas do governo em R$ 44 bilhões

O salário mínimo deve chegar a R$ 1.621 em 2026, um aumento de R$ 103 sobre o valor atual de R$ 1.518. Segundo cálculos da equipe econômica incluídos na LDO aprovada pelo Congresso, cada R$ 1 de reajuste gera uma despesa adicional de R$ 429,3 milhões no próximo ano. Assim, o aumento previsto cria um impacto obrigatório de cerca de R$ 44,2 bilhões nas contas do governo.

Esse custo extra ocorre porque o novo valor reajusta benefícios como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, que não podem ser inferiores ao salário mínimo.

O reajuste de cerca de 6,8% foi confirmado após a divulgação do INPC de novembro, que acumulou alta de 4,18% em 12 meses. O cálculo também leva em conta o crescimento do PIB de 2024, estimado em 3,4%, mas o arcabouço fiscal limita o ganho real a um intervalo entre 0,6% e 2,5%.

A LDO trabalhava com uma projeção um pouco maior, de R$ 1.627, mas o valor oficial ficou abaixo disso. O novo salário mínimo começa a valer em janeiro de 2026, com efeito no pagamento de fevereiro.…

Banco Central mantém juros básicos em 15% ao ano pela quarta vez seguida

O recuo da inflação e a desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) não mexer nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Em comunicado, o Copom não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Assim como na última reunião, repetiu que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia do BC é manter a Selic por bastante tempo.

“O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, destacou o comunicado.

Essa é a quarta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em novembro, o IPCA ficou em 0,18% , o menor nível para o mês desde 2018. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,46% em 12 meses, voltando a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em dezembro de 2025, a inflação desde janeiro do mesmo ano é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

Em janeiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de fevereiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 4,8% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.

As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,55%.

Por Agência Brasil

BNB concede quase R$ 3 bilhões em crédito para empreendedores do RN

Superintendente detalha resultados, condições de financiamento, setores em crescimento e metas ampliadas para o próximo ano

O Banco do Nordeste (BNB) deve fechar 2025 com quase R$ 3 bilhões em crédito concedido aos empreendedores do Rio Grande do Norte e já projeta ampliar ainda mais sua atuação no Estado em 2026. Em entrevista à TV Agora RN, o superintendente do banco no RN, Jeová Lins de Sá, afirmou que a instituição está próxima de atingir e superar a meta anual, impulsionada principalmente pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

“Nós recebemos uma meta de R$ 3 bilhões. Até o mês de novembro, chegamos a R$ 2,5 bilhões de FNE, com mais cerca de 400 milhões de capital de giro. Então a gente já está com uma quantia global de quase R$ 3 bilhões”, disse o superintendente. “No mês de dezembro nós vamos trabalhar até o dia 30 e temos a expectativa de fechar os R$ 3 bilhões de FNE, com mais esses R$ 400, R$ 500 milhões de crédito comercial”.

Segundo Jeová, a maior parte do volume de operações está concentrada nos pequenos e microempreendedores. “Nós financiamos desde as energias renováveis até o cidadão que está na base da pirâmide”, afirmou. Apenas o programa Agroamigo registrou “mais de 39 mil operações de crédito”, movimentando quase R$ 500 milhões. Já o Crediamigo somou “mais de R$ 600 milhões” e atendeu “109 mil pessoas, também a maioria mulheres”.

Ele destacou a importância do papel feminino no empreendedorismo local. “A gente gosta de enfatizar o fato da mulher, porque a gente vê na mulher muitas vezes a base central de uma família e empreendedora”, afirmou.

Somados, Crediamigo, Agroamigo e financiamentos para micro e pequenas empresas já representam R$ 1,5 bilhão em operações no Estado em 2025.

Juros baixos, prazos longos e bônus para quem paga em dia

O superintendente reforçou que as condições do FNE continuam sendo um diferencial do BNB frente ao sistema financeiro tradicional. “O crédito do banco, no caso do pequeno agricultor, tem crédito de 2,5% de juros ao ano e ainda com rebate na parte principal de 40%”, explicou. O benefício é garantido desde que o cliente esteja adimplente: “Pagou em dia, no final ainda tem um abatimento”.

Para micro e pequenas empresas, os juros giram em torno de 8% ao ano, com bônus de adimplência de até 15%. Já projetos maiores, como hotéis ou parques de energia renovável, podem ter prazo de até 25 anos e carências amplas. “Mesmo para os grandes, a taxa nunca vai ultrapassar 11% ao ano”, disse Jeová.

Parcerias e programas de apoio

O superintendente ressaltou que o banco não opera apenas como financiador. “O Banco do Nordeste trabalha em parcerias”, afirmou. Os programas Crediamigo e Agroamigo contam com orientação direta dos agentes de crédito, enquanto micro e pequenos empresários são atendidos em ações realizadas em conjunto com Sebrae, Senar e Emater.

Ele também destacou a atuação do Prodeter, programa de desenvolvimento territorial com 14 projetos no RN, que articula cadeias produtivas como caju, avicultura, bovinocultura, fruticultura e artesanato. “É um grande puxador de encadeamento das atividades econômicas”, disse.

Setores em expansão no RN

Jeová também comentou os segmentos que mais têm crescido no estado. Na agricultura, destacou a Chapada do Apodi e o avanço da fruticultura irrigada. “Está chegando a uva lá na Chapada do Apodi… a citricultura está crescendo demais… a banana está expandindo, a laranja, o limão, a tangerina”, afirmou.

No artesanato, ressaltou o protagonismo do Seridó. O turismo também segue como área estratégica: “Vai aproveitar nossa hotelaria, nossos restaurantes, nossas praias… e a gente está sempre à disposição para trabalhar essas cadeias produtivas”.

PUBLICIDADE

Centro Cultural BNB em Mossoró

O Banco do Nordeste também ampliou sua presença no setor cultural. “Desde o ano passado a gente vem trabalhando a estruturação do Centro Cultural. Hoje é BNB Cultural, lá em Mossoró”, afirmou. A previsão é de entrega do equipamento até março de 2026.

Meta de R$ 3,7 bilhões para 2026

Com 2025 próximo da conclusão, o BNB já mira números maiores para o próximo ano. “Nós temos um grande e ótimo desafio, que é aumentar a nossa meta de FNE para R$ 3,7 bilhões, ou seja, 20 e poucos por cento de acréscimo”, afirmou Jeová. “Não vai faltar recurso para financiar a atividade produtiva do Estado”.

Ele acrescentou que o banco também está dedicando esforços ao Desenrola Rural, programa voltado a produtores endividados que enfrentaram perdas sem desvio de crédito. “A gente está recebendo e já abrindo as portas para fazer novos negócios”.

Apoio a produtores afetados pela seca

Diante da estiagem que atinge quase todos os municípios do RN, o superintendente afirmou que o BNB segue orientando produtores e renegociando dívidas quando necessário. “O banco procurou preparar os nossos clientes para enfrentamento de secas”, disse. Entre as recomendações estão formação de banco de proteína, manejo adequado do rebanho e estrutura hídrica mínima.

Para quem enfrenta perdas, o BNB tem buscado flexibilização. “A gente buscou fazer o escalonamento das dívidas para dar menos desconforto na vida”, afirmou. “O Banco do Nordeste é muito ciente dessas situações”, concluiu.

por Agora RN

Brasil sai do top 10 das maiores economias do mundo após PIB do 3° trimestre

O Brasil deixou o top 10 das maiores economias do mundo em 2025, segundo a Austin Rating.

Com PIB projetado de US$ 2,26 trilhões, o país caiu para a 11ª posição, sendo ultrapassado pela Rússia (US$ 2,54 trilhões) e ficando atrás também do Canadá (US$ 2,28 trilhões).

O ranking utiliza dados atualizados do FMI, que revisou projeções globais em outubro. O top 3 segue inalterado: Estados Unidos (US$ 30,62 trilhões), China (US$ 19,40 trilhões) e Alemanha (US$ 5,01 trilhões). O Japão retomou o 4º lugar, com PIB estimado em US$ 4,28 trilhões, superando a Índia.

Atrás do Brasil aparecem Espanha (US$ 1,89 trilhão), México (US$ 1,86 trilhão) e Coreia do Sul (US$ 1,86 trilhão).

PIB

A Austin Rating também apontou que o PIB brasileiro cresceu 0,1% no 3º trimestre, a 34ª maior taxa de expansão entre as economias avaliadas — com Israel liderando o avanço trimestral (+3,0%).

Ranking das maiores economias (PIB em US$ trilhões):

1º – Estados Unidos: 30,62
2º – China: 19,40
3º – Alemanha: 5,01
4º – Japão: 4,28
5º – Índia: 4,13
6º – Reino Unido: 3,96
7º – França: 3,36
8º – Itália: 2,54
9º – Rússia: 2,54
10º – Canadá: 2,28
11º – Brasil: 2,26
12º – Espanha: 1,89
13º – México: 1,86
14º – Coreia do Sul: 1,86
15º – Austrália: 1,83…

PIB desacelera e cresce 0,1% no terceiro trimestre, diz IBGE

O PIB do Brasil cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (4/12). O resultado confirma uma desaceleração da atividade econômica — entre abril e junho, o país havia crescido 0,4%.

A alta foi sustentada por agropecuária (0,4%) e indústria (0,8%), enquanto o setor de serviços, que mais pesa no PIB, ficou praticamente estável (0,1%).

O PIB em valores correntes somou R$ 3,2 trilhões no período.

Na comparação anual, entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025, o PIB subiu 1,8%. O avanço foi impulsionado sobretudo pela agropecuária, que cresceu 10,1%, com destaque para milho, laranja e algodão. O setor de serviços teve melhor desempenho em transporte, armazenagem e correio, com alta de 2,7%.

NÚMEROS ESTRATIFICADOS

Variação trimestral (3º tri 2025 x 2º tri 2025):

  • PIB geral: +0,1%
  • Agropecuária: +0,4%
  • Indústria: +0,8%
  • Serviços: +0,1%

Valores correntes (3º tri 2025):

  • PIB total: R$ 3,2 trilhões
  • Agropecuária: R$ 176,2 bilhões
  • Indústria: R$ 682,2 bilhões
  • Serviços: R$ 1,9 trilhão

Variação anual (3º tri 2025 x 3º tri 2024):

  • PIB geral: +1,8%
  • Agropecuária: +10,1%
    • Milho: +23,5%
    • Laranja: +13,5%
    • Algodão: +10,6%
    • Cana-de-açúcar: –1%
  • Serviços — transporte, armazenagem e correio: +2,7%

PUBLICIDADE

BC Protege+ bloqueia 3.170 tentativas de abertura de contas falsas

Em três dias de funcionamento, o BC Protege+ bloqueou 3.170 tentativas de abertura de contas fraudulentas. 

Segundo o balanço mais recente divulgado pela instituição, 193,8 mil pessoas ativaram a proteção, e as instituições financeiras fizeram 3,04 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares.

Os dados foram apurados até as 17h45 desta quarta-feira (3). Lançado na segunda (1º), o BC Protege+ é um serviço gratuito para reforçar a proteção de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de contas-corrente, poupança e contas de pagamento pré-pagas.

Ao ativar o serviço, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros.

A consulta ao sistema pelas instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta.

O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente em nome do cidadão ou da empresa.

Por Agência Brasil