Guerra no Irã deve elevar preço dos combustíveis no RN, diz Sindipostos

Crecente aumento nos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela escalada de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, deve ter impacto direto no preço dos combustíveis no Rio Grande do Norte já a partir desta quarta-feira (4). O alerta é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos-RN), Maxsuel Flor, que aponta efeito praticamente imediato no mercado local.

A instabilidade no Oriente Médio elevou o prêmio de risco no mercado global de energia e pressionou fortemente o valor do barril, movimento que tende a ser repassado ao consumidor final. Segundo Flor, isso ocorre porque grande parte do combustível consumido no estado é importada pela refinaria Clara Camarão, o que deixa os preços sensíveis às oscilações externas. “Como no mercado internacional os preços já aumentaram bastante, provavelmente já teremos um reajuste nessa próxima quarta-feira, que é quando normalmente a refinaria reajusta seus preços”, afirmou.

A pressão, de acordo com o dirigente, é mais intensa sobre o diesel, combustível estratégico para a logística. “Dessa forma, esse aumento acaba afetando toda a cadeia produtiva, já que temos o transporte rodoviário como principal meio de escoamento da produção”, disse.

Sobre a possibilidade de escassez, Flor pondera que ainda é cedo para avaliações mais conclusivas, mas admite risco caso o conflito se prolongue.


No mercado internacional, o petróleo já opera em patamares bem superiores aos registrados no início do ano. Pouco depois das 12h da segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar, o contrato futuro do Brent, referência global, era negociado em Londres perto de US$ 79 o barril, alta de cerca de 7,6%. Já o WTI, em Nova York, superava US$ 71, com alta de cerca de 6%. No Brasil, as ações da Petrobras subiam quase 4% na B3, refletindo o movimento internacional.

Analistas atribuem a disparada principalmente ao temor de interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. À Agência Brasil, o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, explicou que “é o principal fator que faz o preço do petróleo explodir. Com o Estreito de Ormuz fechado, a oferta cai muito e, consequentemente, os preços sobem quase que de forma imediata”, destacando ainda que a alta recente “expõe o quão volátil podem ser os preços em cenários de conflito”.


Na avaliação do economista Ricardo Valério, do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon-RN), os efeitos já são visíveis e podem se espalhar pela economia global. “Além dos problemas sérios com o fechamento do Estreito de Ormuz, hoje já tivemos reflexos de quase 10%, com o barril pulando de 68 dólares para 78”, afirmou.

Ele ressalta que uma eventual ameaça ao tráfego de petroleiros representa perda imediata de oferta. “Isso significa 1/5 a menos da oferta de petróle, o que já provocou somente em um dia um aumento de mais de 10%, pois, além da redução da disponibilidade, as seguradoras aumentam muito o valor do seguro dos navios da região”.


Valério observa que há projeções mais pessimistas no mercado. “Os mercados já sinalizam que o barril pode chegar até 100 dólares, e os mais pessimistas já apontam que pode disparar até 120 dólares, caso o conflito seja ampliado”.

O economista Ricardo Valério pondera que a tendência é de acomodação se não houver escalada prolongada. “Acredito que, como a Opep preventivamente já anunciou que irá aumentar a produção de petróleo, os preços médios devem ficar na faixa de 80 a 85 dólares. Não iremos alcançar os patamares assustadores da crise de 2022”, avaliou, referindo-se à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).


Para o Brasil, Valério avalia que há espaço para segurar reajustes no curto prazo. “O Brasil, como também produtor de petróleo, pode segurar os preços pela próxima quinzena mesmo até o patamar de 85 dólares, apostando que o conflito se acabe rapidamente”. O risco maior, segundo ele, surge se a escalada persistir. “Depois de 15 dias, se os preços subirem a 100 dólares, fatalmente vai ter forte influência em nossa inflação, com impacto sobre combustíveis, frete e possibilidade de a inflação voltar a subir”.

Por redação TN

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Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 160 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.978 da Mega-Sena, realizado neste sábado (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 160 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 06 – 09 – 13 – 20 – 42 – 50

Cento e vinte e nove apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 38.181,97 cada

Os 9.449 acertadores de quatro dezenas receberão o prêmio individual de R$ 859,23.

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (3), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até as 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa.

por Agência Brasil

80% das vagas de emprego no Brasil em 2025 foram criadas por micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 80,5% das vagas de emprego criadas no Brasil em 2025, segundo levantamento do Sebrae. O setor gerou 1.030.434 empregos formais, de um saldo total de 1.279.498 postos no ano.

De acordo com o presidente do Sebrae, Décio Lima, os pequenos negócios lideram as contratações com carteira assinada, sobretudo nos setores de serviços e comércio.

Os números são confirmados por dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados no fim de janeiro. Apesar do resultado positivo, o saldo de 2025 foi o menor desde 2020.

Segundo a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, as regiões que mais criaram empregos em micro e pequenas empresas foram:

  • Sudeste: 414 mil vagas
  • Nordeste: 287 mil vagas

A CACB defende a atualização da tabela do Simples Nacional. Para o presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, a medida ajudaria a formalizar empresas, estimular investimentos e ampliar a geração de empregos.

Queda em dezembro

Apesar do saldo positivo no ano, dezembro de 2025 registrou fechamento de 618 mil postos de trabalho. Os setores mais afetados foram:

  • Indústria: -135.087 vagas
  • Construção civil: -104.077
  • Comércio: -54.355
  • Agropecuária: -43.836

Governo Federal sobe imposto de importação de mais de mil itens, incluindo celulares

Mais de mil produtos importados passaram a pagar imposto mais alto no Brasil neste mês, após decisão do governo federal que elevou em até 7,2 pontos percentuais as tarifas sobre bens de capital e itens de informática e telecomunicações — incluindo smartphones.

Segundo o Ministério da Fazenda, as importações desses segmentos cresceram 33,4% desde 2022 e já representam mais de 45% do consumo nacional, patamar que, segundo a pasta, ameaça a indústria local. O governo sustenta que a medida é “moderada e focalizada” e busca conter concorrência considerada assimétrica, além de reduzir a dependência externa.

Importadores e representantes do setor produtivo, no entanto, criticam a decisão e alertam para impactos na competitividade e no custo de investimentos. Para Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o aumento pode afetar diretamente projetos de modernização. Ele avalia que o país já opera com máquinas antigas e que a elevação das tarifas tende a encarecer equipamentos essenciais à produtividade.

Na prática, o setor estima reflexos no preço de eletrodomésticos, motores de portão, manutenção hospitalar, exames médicos e obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração.

O governo, por sua vez, afirma que o impacto sobre a inflação deve ser baixo e indireto, já que os bens atingidos são majoritariamente insumos de produção. A Fazenda também aposta em maior substituição por produtos nacionais e melhora do saldo externo.

Apesar do aumento, foi aberta a possibilidade de pedidos de redução temporária da alíquota para zero até 31 de março, com concessões provisórias de até 120 dias para itens antes beneficiados.

A medida brasileira ocorre no mesmo momento em que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, reacendendo o debate global sobre o uso de barreiras tarifárias para proteção econômica.

Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março.

Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão:

  • Telefones inteligentes (smartphones)
  • Torres e pórticos
  • Reatores nucleares
  • Caldeiras
  • Geradores de gás de ar
  • Turbinas para embarcações
  • Motores para aviação
  • Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes
  • Fornos industriais
  • Congeladores (freezers)
  • Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas
  • Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas
  • Empilhadeiras
  • Robôs industriais
  • Máquinas de comprimir ou de compactar
  • Distribuidores de adubos (fertilizantes)
  • Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira
  • Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes
  • Máquinas e aparelhos de impressão
  • Cartuchos de tinta
  • Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão
  • Máquinas para fiação de matérias têxteis
  • Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado
  • Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado
  • Martelos
  • Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados
  • Máquinas de cortar o cabelo
  • Painéis indicadores com LCD ou LED
  • Controladores de edição
  • Tratores
  • Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes
  • Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis
  • Navios de guerra
  • Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial
  • Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética
  • Aparelhos dentários
  • Aparelhos de tomografia computadorizada

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RN tem a menor taxa de desemprego na série histórica

O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com a menor taxa anual de desocupação já registrada pelo IBGE desde o início da série histórica, em 2012: 8,1%.

Os dados são da Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).

Em 20 unidades da federação, a taxa de desocupação anual de 2025 foi a menor da série. A taxa de desocupação do país no 4° trimestre de 2025 foi de 5,1%, redução significativa frente ao trimestre anterior (5,6%) e recuando 1,1 p.p. ante o mesmo trimestre móvel de 2024 (6,2%). Já a taxa anual, no país, caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, a menor taxa anual da série histórica, iniciada em 2012.

No ano de 2012, início da série histórica do IBGE, a taxa de desocupação no Rio Grande do Norte era de 10,8%, chegando ao ápice em 2020 (Pandemia da Covid-19), com 16,3%. Em 2024, essa taxa já havia chegado a 8,7%. As maiores taxas anuais de desocupação em 2025 foram de Piauí (9,3), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%) e Amazonas (8,4). As menores taxas anuais de desocupação foram de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

Na avaliação de Hugo Fonseca, secretário adjunto da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do RN (Sedec), as taxas de desocupação foram reduzindo gradativamente a partir de 2022 (pós-pandemia), mas cabe destacar os expressivos avanços a partir do ano de 2023 (10,9%) até chegar ao ano de 2025 — a menor taxa da série histórica —, parte disso resultado das políticas de incentivo e estímulo adotadas pelos governos federal e estadual.

Entre as ações da gestão estadual, destacou o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN – PROEDI. Entre os anos de 2019 e 2025, o Proedi estimulou o incentivo da atividade industrial através da concessão de regime diferenciado de ICMS e assim garantiu o crescimento de 89% da indústria e lima média de 43 novas empresas aderiram ao programa a cada ano.

“Mas, é importante dizer que esse é um resultado construído através da sensibilidade política, seja no plano estadual quanto federal, somada à parceria com os empreendedores e investidores. O governo atua gerando um ambiente de negócios mais seguro, seja do ponto de vista jurídico, mas também fiscal e ambiental. Essa tem sido a determinação da governadora, para sentarmos com todos os setores e discutirmos os melhores caminhos para o desenvolvimento e geração de oportunidades. O resultado é este: fruto do trabalho de todos”, afirmou Hugo Fonseca.

Os dados da Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua apresentados nesta sexta-feira (20), com notado resultado do estado do Rio Grande do Norte, se somam a outros indicadores como a geração de empregos formais apontados pelo Caged, que em 2025 chegou a 15.870 novos postos de trabalho formais no Rio Grande do Norte.

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Juros elevados dificultam acesso ao crédito para 83% da indústria potiguar, aponta FIERN

As elevadas taxas de juros são hoje um dos principais entraves para o financiamento da indústria no Rio Grande do Norte. É o que revela a Sondagem Especial – Condições de acesso ao crédito na indústria potiguar, elaborada pela Unidade de Economia da FIERN em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (19).  

O levantamento aponta que 83% das empresas industriais enfrentam dificuldades para contratar crédito de curto ou médio prazo por causa do custo financeiro. No crédito de longo prazo, a barreira é unânime: 100% das empresas indicaram os juros como principal obstáculo, é o que destaca o economista, João Lucas Dias.

Além do custo, a burocracia também pesa. As exigências de garantias reais foram citadas por 33% das indústrias nas operações de curto e médio prazo e por 50% no financiamento de longo prazo, que também exige elaboração de projetos de investimento. Diante desse cenário, muitas empresas preferem não recorrer a empréstimos: 63% não procuraram crédito de curto ou médio prazo e 77% não buscaram financiamento de longo prazo, aponta o documento. 

“Quando o crédito é contratado, ele é direcionado majoritariamente à modernização produtiva”, disse Dias. De acordo com ele, metade das empresas utilizou recursos de curto e médio prazo para aquisição de máquinas e equipamentos, enquanto 33% destinaram ao pagamento de obrigações tributárias e previdenciárias e 17% ao capital de giro. Já no longo prazo, todas as operações tiveram como finalidade investir em máquinas e equipamentos.  

Já os bancos de desenvolvimento aparecem entre as principais fontes de financiamento. Eles foram utilizados por 50% das empresas no curto e médio prazo e por 100% das indústrias no longo prazo, sendo complementados por bancos comerciais em metade dos casos.  

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BC intervém e decreta liquidação do conglomerado do Banco Pleno

O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno S.A.. A instituição é controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.

Em nota, a autarquia informou que a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do grupo, com deterioração da liquidez, além de infrações às normas que regem a atividade bancária e descumprimento de determinações do próprio BC. Segundo o órgão, o conglomerado é de pequeno porte, representando 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

O histórico recente envolve mudanças societárias relevantes. Em 2024, o Banco Central aprovou a aquisição do Banco Voiter (antigo Indusval) pelo Master. Já em julho de 2025, Augusto Lima foi autorizado a comprar o Voiter de Daniel Vorcaro, rebatizando a instituição como Banco Pleno S.A.

O Banco Central afirmou que seguirá apurando responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e à comunicação às autoridades competentes. Conforme previsto em lei, os bens dos controladores e administradores da instituição ficam indisponíveis a partir da decretação da liquidação.

Por CNN

Economia brasileira desacelera e fará PIB ter menor alta desde 2020

A economia brasileira começa 2026 em ritmo mais fraco, com desaceleração da atividade e inflação ainda resistente. A combinação deve levar o PIB a crescer cerca de 2,3%, o menor avanço desde 2020, enquanto a inflação em 12 meses subiu para 4,44% em janeiro, acima do centro da meta.

O cenário é de contradição: juros elevados já esfriam consumo, crédito e produção, mas os preços não cedem na mesma velocidade. O IPCA ficou em 0,33% em janeiro e as projeções indicam aceleração em fevereiro, o que aumenta a cautela do Copom sobre o início do ciclo de cortes da Selic em março.

Economistas apontam que a desaceleração se intensificou no segundo semestre de 2025, refletindo o aperto monetário mais forte em duas décadas. Comércio, indústria e serviços perderam fôlego, com crescimento menor e limitações estruturais, como baixa produtividade. Ao mesmo tempo, a inflação de serviços segue pressionada, mantendo as expectativas elevadas.

O mercado se divide sobre a intensidade do primeiro corte de juros: parte vê espaço para redução de 0,50 ponto percentual, enquanto outra aposta em movimento mais contido, de 0,25 ponto. O desafio do Banco Central do Brasil será calibrar a política monetária diante de uma economia que desacelera, mas ainda convive com inflação acima do desejado.…

Lucro do Banco do Brasil despenca 45% e acende alerta após avanço da inadimplência

O Banco do Brasil encerrou 2025 com uma queda de 45,4% no lucro líquido ajustado, que somou R$ 20,7 bilhões, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (11). O recuo foi atribuído principalmente às novas regras contábeis impostas ao sistema financeiro e ao aumento da inadimplência, que pressionaram o desempenho da instituição ao longo do ano.

No último trimestre, o banco registrou lucro de R$ 5,7 bilhões — retração de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024, apesar de uma recuperação frente ao terceiro trimestre. A mudança no modelo de provisões para perdas, baseada em estimativas de risco futuro, retirou cerca de R$ 1 bilhão em receitas de crédito do resultado anual.

Mesmo com o cenário desafiador, o BB ampliou a concessão de crédito e terminou o ano com carteira de R$ 1,2 trilhão. A inadimplência acima de 90 dias, porém, saltou de 3,16% para 5,17%, puxada principalmente pelas operações no agronegócio e no cartão de crédito.

Para 2026, a presidente Tarciana Medeiros projeta retomada da rentabilidade, com lucro estimado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco aposta em crescimento moderado da carteira de crédito e aumento nas receitas de serviços, mesmo diante de custos mais altos e despesas administrativas em alta.

Por Metrópoles

Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,99% para 3,97% em 2026.

A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (9), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela quinta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro.

Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA acumular alta de 4,26% em 2025.

Por Agência Brasil

Carnaval injeta quase meio bilhão na economia do RN e expõe força do consumo na folia

O Carnaval vai aquecer fortemente o comércio e o turismo no Rio Grande do Norte em 2026. Levantamento do Instituto Fecomércio RN projeta que a festa movimente cerca de R$ 455,6 milhões, impulsionada pelo aumento da intenção de compra entre os consumidores, especialmente em Natal e Mossoró, onde mais da metade da população afirma que pretende gastar para aproveitar o período.

Na capital potiguar, 59,7% dos entrevistados planejam comprar algo para o Carnaval — índice superior aos anos anteriores. Em Mossoró, o cenário é semelhante, com 57% dos consumidores dispostos a ir às lojas. O gasto médio estimado gira em torno de R$ 400 nas duas cidades, com maior procura por alimentos e bebidas, roupas, transporte, acessórios e hospedagem.

Segundo o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, a data se consolida como uma das mais relevantes para a economia no primeiro semestre, movimentando diversos setores e fortalecendo festas tradicionais também no interior. A pesquisa aponta ainda que o preço continua sendo o principal fator de decisão de compra, seguido por qualidade e variedade dos produtos.

Além do comércio, o litoral deve concentrar grande parte do fluxo de foliões, aquecendo serviços turísticos, combustíveis e alimentação fora de casa. Em Natal, o Pix aparece como principal forma de pagamento, enquanto em Mossoró o cartão de crédito lidera. O estudo foi realizado entre 13 e 25 de janeiro, com 600 entrevistas na capital e 505 no município mossoroense.…

Instabilidade afeta aplicativos de bancos e prejudica operações neste sábado

Uma instabilidade simultânea afetou aplicativos e serviços digitais de diversos bancos na manhã e no início da tarde deste sábado (7), dificultando o acesso de clientes e a realização de operações financeiras. As falhas iniciaram por volta das 11h30, com a normalização gradual dos serviços a partir das 13h30.

Levantamento do site Downdetector, que monitora problemas em plataformas digitais, registrou mais de 10 mil reclamações relacionadas a instituições como Banco do Brasil, Itaú, Nubank, PicPay, C6 Bank, Banco Inter, Santander e Bradesco.

Entre os principais relatos estão dificuldades de login, lentidão nos aplicativos e indisponibilidade de funcionalidades, especialmente para transferências via Pix.

A situação repercutiu nas redes sociais, onde usuários relataram transtornos e cobraram explicações das instituições financeiras.

por Tribuna do Norte

Disney fecha área temática no Animal Kingdom após 28 anos; entenda projeto

Atração Dinosaur também foi aposentada para dar lugar à construção do espaço Tropical Americas, prevista para 2027 com atrativos de “Encanto” e “Indiana Jones”

Após 28 anos, o Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida, aposentou uma das áreas temáticas do Animal Kingdom. A DinoLand USA teve as atividades encerradas oficialmente na segunda-feira (2) e será transformada em uma nova área chamada Tropical Americas, com inauguração prevista para 2027.

Segundo informações do resort, os visitantes poderão explorar o coração das Américas Tropicais com atrativos inspirados nas paisagens, culturas e vida selvagem da América Central e América do Sul.

A área de mais de 44 mil metros quadrados contará com duas atrações principais: uma baseada na animação “Encanto”, e outra inspirada na franquia “Indiana Jones”, em que os visitantes embarcarão em uma aventura por um templo maia.

A área Tropical Americas ainda abrigará um carrossel, uma grande fonte e um dos maiores restaurantes de serviço rápido do Walt Disney World Resort.

Adeus ao Dinosaur

Entrada da antiga atração Dinosaur, no Disney's Animal Kingdom • Saulo Tafarelo
Entrada da antiga atração Dinosaur, no Disney’s Animal Kingdom • Saulo Tafarelo

Uma das atrações mais emblemáticas do Disney’s Animal Kingdom era o Dinosaur, inaugurado junto ao parque em 1998 na área DinoLand USA. A atração também foi encerrada nesta segunda-feira (2), com o dia 1º de fevereiro marcando o último dia de operação. Relatos nas redes sociais mostraram que o adeus à atração levou entusiastas a esperar mais de quatro horas na fila.

Dinosaur levava visitantes a uma jornada através do tempo. Os aventureiros eram transportados em ambientes escuros a bordo de um veículo adaptado que percorria cenas pré-históricas cheias de animatrônicos de dinossauros, com direito a curvas fechadas e manobras repentinas.

Investimentos bilionários

A novidade faz parte do ciclo de investimentos de aproximadamente US$ 60 bilhões (cerca de R$ 313 bilhões) anunciados em 2024 para toda a divisão de experiências da Disney. Josh D’Amaro, o então chairman da Disney Experiences, anunciou projetos de expansões nos parques, novos shows, paradas, restaurantes e a ampliação da frota de navios na linha de cruzeiros até 2031.

“Acho que as pessoas não têm ideia do quão agressivos vamos ser do ponto de vista de investimentos”, frisou o profissional em entrevista durante o evento D23 no Brasil.

por CNN

Famílias de baixa renda passam a ter novo desconto na conta de energia no RN

Um novo modelo de desconto na conta de energia elétrica passou a valer em todo o país desde o início deste ano e ampliou o número de famílias de baixa renda beneficiadas no Rio Grande do Norte. O Desconto Social de Energia Elétrica (DSEE), se soma à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e atende famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal entre meio e um salário-mínimo por pessoa, para consumo de até 120 quilowatts-hora (kWh) por mês. Atualmente, mais de 383 unidades consumidoras do RN estão inseridas no TSEE

No RN, o desconto aplicado pelo DSEE é de 10,27% sobre os primeiros 120 kWh consumidos. Caso o consumo ultrapasse esse limite, o excedente é cobrado sem desconto. A concessão ocorre de forma automática para quem atende aos critérios e mantém os dados atualizados. Em pouco mais de um mês, mais de 31 mil famílias foram incluídas no novo benefício após cruzamento de informações cadastrais da Neoenergia Cosern.

A Tarifa Social permanece em vigor e garante gratuidade nos primeiros 80 kWh mensais para famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa, além de idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), bem como indígenas e quilombolas inscritos no CadÚnico.

Entre as exigências para acesso aos benefícios está a obrigatoriedade de a conta de energia estar no nome de um integrante do grupo familiar registrado no CadÚnico. A regra passou a valer também para quem já recebe a Tarifa Social. Além disso, o endereço informado no cadastro social deve coincidir com o endereço da unidade consumidora registrado na distribuidora, como forma de evitar inconsistências e pagamentos indevidos. O cadastro no CRAS precisa estar atualizado, com revisão realizada nos últimos dois anos.

As medidas fazem parte da política nacional de subsídios à energia elétrica e são operacionalizadas no estado pela Neoenergia Cosern, responsável pela distribuição de energia no Rio Grande do Norte.

por Tribuna do Norte

Empresa chinesa estuda instalar fábrica de equipamentos agrícolas no RN

Como resultado das ações do Governo do RN e do Consórcio Nordeste para atrair a instalação de uma fábrica de tratores equipamentos para a agricultura familiar, a governadora Fátima Bezerra recebeu nesta sexta-feira (30) comitiva chinesa composta pelos da diretores da Jiangsu World Agricultural Machinery Co., Zhu Linjun (CEO), Liu Furui (Gerente Geral Adjunto), Wu Han – (Assistant do CEO), Ni Xindong – pós-doutor pela China Agricultural University e os doutorando Tola e Mateen.

“Recebemos esta delegação como resultado do trabalho que vem sendo feito há sete anos visando melhorar as condições da agricultura familiar. Trabalho que fazemos no âmbito do Governo do Estado e do Consórcio Nordeste e aliados à política do Governo Federal, o que garante estabilidade política e segurança jurídica. Já temos uma residência na UERN em Apodi para aprofundar estudos junto à agricultura familiar e um campo de estudos e adaptação de máquinas em Apodi”, disse a governadora.

A Jiangsu World é uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, com 30 mil funcionários na China e 15 mil em outros países. Em sua primeira visita ao Brasil Zhu Linjun declarou que “Brasil e China são países muito grandes, com grandes populações que passaram por muitas dificuldades e, agora, estão diante de grandes oportunidades. Temos tecnologia e temos como fazer as melhores máquinas adaptadas para atender ao brasileiro”.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), Alexandre Lima, informou que a empresa vem ao RN estudar viabilidade e o governo está apresentando suas políticas de incentivo e atratividade. “O Rio Grande do Norte  tem as melhores condições para receber a fábrica de equipamentos agrícolas que irão modernizar e tecnificar a produção”. O secretário do Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira reforçou: “Temos áreas físicas disponíveis, incentivos fiscais e localização para atender ao Nordeste, Brasil e até o mercado da América Latina”.

Representantes do Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFRN) em Natal e Ipanguaçu, professores Hugo Manso e Geraldo Júnior externaram o apoio da instituição para consolidar o investimento no RN. “Atuamos em todo o Estado e podemos contribuir com informações e estudos para fortalecer a agricultura familiar”, registrou Hugo Manso.…