‘Não posso ficar contra quem me ajudou’, diz Paulinho sobre apoio a Álvaro, Rogério e Styvenson em 2026

Prefeito de Natal indica que, se a oposição for dividida para a disputa, vai priorizar grupo de Rogério Marinho
O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), afirmou nesta terça-feira 30 que vai “lutar até o final” para que a oposição lance apenas uma candidatura nas eleições de 2026 para o Governo do Estado. Ele declarou, porém, que, se isso não for possível, terá de se posicionar no pleito e antecipou que não ficará contra o grupo que lhe apoiou em 2024.

Atualmente, a oposição estadual caminha para estar dividida em dois palanques nas eleições de 2026. Um grupo é liderado pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), e outro é composto pelos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) e também pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos). Paulinho é mais próximo politicamente desse segundo grupo.

“Vou lutar até o final para que a gente possa sair unido. Se não sair, eu vou ter que me posicionar. E não posso ficar contra quem me ajudou: Rogério, Álvaro, Styvenson. Isso é muito claro. Eu sempre fiz política dessa maneira: com lealdade. Se hoje eu estou como prefeito, é por conta disso, porque eu consegui juntar um grupo, por ser uma pessoa que passou confiança a esse grupo de que não ia trair. E vou continuar com a minha característica, que é ser leal a quem sempre foi leal comigo”, afirmou o prefeito, à rádio 96 FM.

“Se não conseguir (unir), que se converse para, num possível segundo turno, esse grupo estar unido, desde que eles não se enfrentem”, emendou o prefeito.

Paulinho, no entanto, ainda disse ter confiança de que toda a oposição estará unida. “Tenho defendido que a gente faça a união, para que a gente possa sair com muita força. Isso foi um dos segredos da minha eleição aqui em Natal”, disse o prefeito, lembrando de sua vitória em 2024.

O prefeito de Natal reforçou, porém, que é improvável que todos os interesses sejam conciliados. “Infelizmente, talvez, e praticamente, isso não vai dar certo. E eu tenho que me posicionar. Claro que eu tenho que levar em conta aqueles que me ajudaram, que estiveram comigo, na minha eleição”, declarou.

Paulinho minimizou a divergência evidente que ele tem com o comando do próprio partido, o União Brasil, que tem a pré-candidatura de Allyson Bezerra. “Eu quero deixar claro que não existe crise entre Paulinho e o (ex-)senador José Agripino. Todo mundo sabe da estima e amizade que eu tenho com o (ex-)senador. Ele viajou e, quando ele retornar, vamos nos reunir para tomarmos decisões”, acrescentou.

Prefeito cita herança de obras incompletas

Durante a entrevista, o prefeito de Natal também falou sobre gestão e comentou que herdou da gestão anterior um conjunto de obras anunciadas como inauguradas, mas que ainda precisavam ser concluídas ou ajustadas para funcionar plenamente.

Entre os exemplos citados está o Mercado da Redinha, que, segundo o prefeito, foi concebido em um formato inadequado. Ele afirmou que o equipamento foi planejado de forma que dificulta parcerias com a iniciativa privada, já que os permissionários mantêm o direito de uso dos boxes, o que inviabiliza modelos de concessão. Com isso, apesar da inauguração em dezembro do ano passado, ainda não houve a entrega do equipamento à iniciativa privada.

“O mercado era para ter sido feito numa concepção diferente, planejado para ter parceria. Porque não atrai ninguém que queira ser parceiro quando ele (o concessionário) não pode alugar. Ele só vai ter obrigações”, afirmou Paulinho.

Paulinho também mencionou o Hospital Municipal, que, apesar de ter sido anunciado como inaugurado, ainda exigia obras complementares. Segundo ele, parte dos serviços está sendo concluída com recursos próprios do município, enquanto outra depende da liberação de verbas federais que seguem represadas. O prefeito afirmou que há mais de R$ 100 milhões vinculados a obras em Natal aguardando liberação em Brasília e fez um apelo para que a bancada federal ajude a destravar esses recursos.

“Nós estamos terminando ainda algumas obras que são necessárias para que o hospital possa abrir”, afirmou, citando que a expectativa é que os atendimentos comecem a ser realizados no local até abril de 2026.

“Então a gente realmente, não adianta esconder, pegamos ainda o hospital e o mercado para terminar as obras”, declarou.

Ao tratar da engorda da Praia de Ponta Negra, Paulinho reconheceu que o projeto ainda enfrenta limitações. Ele afirmou que a expectativa criada em torno da obra não correspondeu à realidade, o que gera o desgaste atual.

“Eu disse ao secretário: o erro da engorda foi que você vendeu como sendo uma das sete maravilhas do mundo. Era para ter dito que ia ter problema com rodolito durante dois anos, era para ter dito que ia ter adaptação, que quando chovesse ia alagar… O desgaste que está acontecendo hoje é porque foi passado de uma forma diferente”, afirmou Paulinho, citando conversa com o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, um dos principais defensores da obra.

Licitação do transporte será lançada em até 20 dias, anuncia prefeito

Na mesma entrevista, o prefeito de Natal também afirmou que o edital da licitação do transporte público da capital potiguar será publicado em até 20 dias. O documento encontra-se em fase de revisão final na Procuradoria Geral do Município (PGM).

De acordo com Paulinho, a expectativa da gestão é que, até outubro de 2026, as empresas vencedoras da concorrência já estejam operando o sistema de transporte coletivo em Natal. “É um desejo antigo da população. O usuário precisa de um transporte melhor, mas também é fundamental garantir segurança jurídica tanto para a prefeitura quanto para as empresas”, afirmou.

O prefeito destacou que o edital foi construído em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) e que todo o processo licitatório será acompanhado por observadores externos. “Queremos uma licitação com lisura e transparência”, acrescentou.

Segundo ele, o transporte público urbano enfrenta uma crise generalizada no País. Ele defendeu uma maior participação do governo federal no financiamento do setor. “O transporte público está quebrado e sucateado no …

Flávio Bolsonaro conta com ajuda de Eduardo para diálogo com EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve contar com a ajuda do irmão, Eduardo Bolsonaro, no diálogo com os Estados Unidos em sua campanha à sucessão presidencial.

A expectativa é de que Flávio e Eduardo se encontrem nos Estados Unidos durante a agenda internacional planejada pelo senador para janeiro.

Eduardo, inclusive, escreveu uma carta ao pai, Jair Bolsonaro, referendando a candidatura do irmão. O objetivo foi demonstrar que a decisão é consenso na família.

Flávio tem buscado apoio fora do Brasil para convencer o mercado financeiro, que nutre preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A agenda de Flávio nos exterior está planejada para de 18 de janeiro a 10 de fevereiro. O roteiro, entretanto, ainda está em aberto.

Por CNN

Lula prepara debandada no ministério e deve liberar mais da metade da Esplanada para 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já admite que 2026 será decisivo para seu projeto político e, por isso, deve autorizar a saída de ao menos 22 ministros para disputar as eleições. A declaração foi feita em dezembro de 2025, durante reunião na Granja do Torto, quando Lula chamou o próximo pleito de “ano da verdade” e cobrou que quem deixar o governo “ganhe o cargo que vai disputar”. O prazo legal de desincompatibilização termina em abril, seis meses antes do primeiro turno.

Caso o número se confirme, a debandada atingirá cerca de 56% dos 39 ministros atuais, superando proporcionalmente as saídas registradas nos governos Bolsonaro, Temer e Dilma. Lula tenta o quarto mandato no Planalto e pressiona seus auxiliares por compromisso político, ao mesmo tempo em que prepara uma reforma profunda no primeiro escalão para acomodar aliados e recompor forças no Congresso.

Entre os nomes mais cotados para deixar o governo estão figuras centrais da administração. Gleisi Hoffmann deve disputar a Câmara pelo Paraná; Rui Costa é apontado como candidato ao Senado pela Bahia; Fernando Haddad avalia concorrer ao governo ou ao Senado em São Paulo; e Simone Tebet e Márcio França também aparecem com planos eleitorais. O Centrão concentra parte relevante dessas movimentações, especialmente em disputas ao Senado.

Na reunião, Lula também cobrou definição dos partidos que ainda mantêm posição ambígua sobre sua reeleição, com recados diretos ao PSD, MDB e Republicanos. Segundo o presidente, 2025 será “o ano da colheita”, enquanto 2026 exigirá alinhamento total do governo e de seus aliados para sustentar o projeto de continuidade no poder.

Por Poder360

Após abalo com crise do INSS, PT se reaproxima do PDT e articula acordo para 2026, mas enfrenta impasses regionais

Após o desgaste provocado pela crise no INSS e a saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, o PT iniciou um movimento de reaproximação com o PDT visando a construção de alianças para a eleição de 2026. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tem buscado dirigentes pedetistas para restabelecer a parceria nacional, considerada estratégica para a reeleição do presidente Lula. Apesar do abalo, aliados de Lupi avaliam que o apoio ao projeto presidencial está encaminhado.

A relação entre os partidos, no entanto, ainda enfrenta entraves em estados-chave como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. No território gaúcho, o PDT lançou a pré-candidatura de Juliana Brizola ao governo, enquanto o PT trabalha o nome de Edegar Pretto, atual presidente da Conab. Ambos os lados resistem à possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa, o que dificulta uma composição local, mesmo com o discurso público de diálogo entre as legendas.

Em Minas Gerais, as conversas avançaram após o PSD filiar o vice-governador Mateus Simões, adversário do PT. O partido avalia apoiar Alexandre Kalil, recém-filiado ao PDT, enquanto Lula ainda vê com simpatia o nome do senador Rodrigo Pacheco, que, por ora, descarta disputar o governo estadual. Paralelamente, há resistências internas no PT mineiro, que defende alternativas como alianças com o MDB ou PSB.

No Paraná, o cenário é mais favorável ao entendimento. O deputado estadual Requião Filho, pré-candidato do PDT ao governo, anunciou acordo com o petista Enio Verri para a formação de chapa em 2026, prevendo Verri como candidato ao Senado. Ainda assim, o PT local tenta acomodar outras lideranças internas, como o grupo do deputado Zeca Dirceu, o que mantém as negociações em aberto.

A tentativa de recompor a aliança também gerou tensões internas no PDT. O ex-ministro Ciro Gomes deixou o partido no Ceará, rejeitando qualquer aproximação com o PT e criticando o tratamento dado a Lupi durante a crise do INSS. Mesmo com as rusgas, a cúpula petista avalia que a reconstrução do diálogo com o PDT é essencial para fortalecer o palanque de Lula e ampliar a base de apoio em 2026.

Por O Globo

Rogério Marinho acusa Lula de ‘vingança seletiva’ em indulto natalino

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o decreto do indulto natalino de 2025 publicado pelo presidente Lula (PT), afirmando que a exclusão dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 representa “vingança seletiva” e motivação política.

“Lula escolheu perdoar corruptos, assassinos condenados a mais de 25 anos de prisão e criminosos reincidentes, mas excluiu presos do 8 de janeiro por puro revanchismo político. Não é justiça, é vingança seletiva. O PT protege os seus e pune adversários. O povo vai dar a resposta em 2026, encerrando o projeto de poder do PT!”, afirmou Marinho em nota nas redes sociais.

O decreto foi publicado no Diário Oficial da União na terça-feira (23) e estabelece critérios específicos para a concessão do perdão de pena. Entre eles, está a exclusão de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que atinge diretamente os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O texto também veta o benefício a condenados por terrorismo, crimes hediondos, tortura, racismo, violência contra a mulher, tráfico de drogas, organização criminosa, lideranças de facções e a pessoas que firmaram acordos de colaboração premiada.…

Michelle Bolsonaro fará pronunciamento na mesma hora do discurso de Lula nesta quarta (24)

A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, fará um pronunciamento de Natal nesta quarta-feira (24), às 20h30, com duração de cinco minutos. Os temas da fala não foram divulgados.

O pronunciamento será exibido no mesmo horário da mensagem de Natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O discurso de Lula, gravado previamente, terá 6 minutos e 39 segundos e será transmitido simultaneamente por rádios e emissoras de TV aberta.

A expectativa é que o presidente adote um tom institucional, comum em datas comemorativas, com um balanço das ações do governo ao longo do ano e mensagens de união e paz.…

Mineiro acusa João Maia de tentar desestabilizar candidaturas do PT para 2026

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) afirmou que as declarações do deputado João Maia têm como objetivo desestabilizar as candidaturas do PT nas eleições de 2026. Para Mineiro, o barulho em torno do vice-governador Walter Alves (MDB) reflete mais interesses pessoais do que decisões políticas concretas.

A matéria é do Diário do RN. Ao comentar a fala de João Maia, que apontou um suposto acordo entre Walter Alves e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), Mineiro disse que o parlamentar “tem lado” e tenta enfraquecer o projeto governista. Segundo ele, João Maia não fala em nome de Walter e atua a partir de seus próprios cálculos eleitorais.

Mineiro reforçou que o PT mantém inalterada a estratégia para 2026, com Cadu Xavier como pré-candidato ao Governo do Estado e a governadora Fátima Bezerra como pré-candidata ao Senado. Para o deputado, não há qualquer motivo concreto para rever esse plano.

O parlamentar também rebateu narrativas sobre uma suposta “bomba fiscal” deixada pela atual gestão. Segundo ele, a própria pré-candidatura de Cadu demonstra que o Estado é governável, apesar das dificuldades históricas. “Se fosse inviável, ninguém estaria disputando para governar”, resumiu.

Sobre o silêncio de Walter Alves após as declarações de João Maia, Mineiro afirmou que isso não pode ser interpretado como concordância. Ele lembrou que o vice-governador ainda não apresentou posição oficial e que o diálogo interno no MDB faz parte da dinâmica política.

Por fim, Mineiro criticou o que chamou de uso de especulações para alimentar um clima artificial de crise. Para ele, há uma tentativa de desviar o foco do debate sobre projetos para o Rio Grande do Norte e enfraquecer o campo governista às vésperas do ano eleitoral.

Por Diário do RN

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Francisco e Natália pressionam Walter Alves por definição sobre 2026: “Já passou da hora”

Parlamentares do PT no Rio Grande do Norte reagiram nesta terça-feira (23) às declarações do vice-governador Walter Alves (MDB), que admitiu a possibilidade de não assumir o governo em 2026, após eventual renúncia de Fátima Bezerra (PT). Walter também não descartou disputar vaga de deputado estadual e apoiar o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), adversário do PT.

Em entrevista ao Agora RN, o deputado estadual Francisco do PT e a deputada federal Natália Bonavides cobraram um posicionamento claro e formal do vice-governador. Para eles, a indefinição prolongada gera insegurança política e tensiona uma aliança construída com base em compromissos previamente firmados.

Francisco afirmou que “já passou da hora” de Walter encerrar as especulações e lembrou que o PT já definiu sua estratégia eleitoral: Cadu Xavier como pré-candidato ao governo e Fátima Bezerra ao Senado. Segundo ele, esse arranjo foi discutido anteriormente com o MDB e teve, inclusive, manifestações públicas de apoio do ex-senador Garibaldi Alves Filho.

O líder do governo na Assembleia ressaltou que, enquanto não houver comunicação oficial de Walter ao PT e à governadora, deve prevalecer a palavra dada. Para Francisco, qualquer apoio a outro projeto ao governo representaria, na prática, um rompimento político com a aliança atual.

Natália Bonavides afirmou que, até agora, não existe uma definição concreta por parte do vice-governador, apenas declarações isoladas e especulações. “Espero que ele se posicione de forma nítida e que cumpra os compromissos assumidos com Fátima, Lula e o PT”, declarou.

A deputada reforçou que o PT já tem um projeto definido para o Brasil e para o Rio Grande do Norte, com Lula à reeleição, Fátima ao Senado e Cadu Xavier ao governo estadual, além do objetivo de ampliar as bancadas no Congresso e na Assembleia Legislativa.

Por Agora RN

Flávio Bolsonaro abre agenda internacional ao lado de Netanyahu em Israel

O senador Flávio Bolsonaro vai estrear sua agenda internacional como pré-candidato à Presidência participando da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, entre os dias 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém, Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu será o principal nome do evento, e Flávio será um dos oradores.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que foi cassado por faltas na Câmara na quinta-feira (18), também estará presente, embora esteja atualmente nos Estados Unidos. O evento reúne líderes e representantes que combatem o antissemitismo em escala global.

Flávio é o escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para representar o bolsonarismo nas eleições de 2026. A expectativa é que ele enfrente o presidente Lula (PT) no pleito nacional.

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Com medo de Tarcísio, Lula manda PT deixar Flávio Bolsonaro correr solto

O presidente Lula determinou que o PT e aliados da esquerda deixem Flávio Bolsonaro correr livre na corrida pela Presidência da República de 2026. A estratégia do petismo é clara: o filho 01 de Jair Bolsonaro seria o adversário ideal, por carregar alta rejeição, contra quem qualquer candidato do PT teria vantagem.

No cálculo do governo, atacar Flávio agora poderia forçar sua saída, abrindo caminho para Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, mais competitivo nas urnas. Se Flávio continuar na disputa, Tarcísio recua, evitando confrontos que o desgastariam antes do tempo.

Enquanto isso, Ciro Gomes (PSDB) decidiu disputar o governo do Ceará, deixando o Planalto de lado. O objetivo dele é tentar enfraquecer o PT no estado, que governa desde 2015, encerrando qualquer plano de atrapalhar Lula em 2026.…

Prefeito de Touros reúne lideranças políticas em confraternização de fim de ano

O prefeito de Touros, Pedro Filho, promoveu no último fim de semana uma confraternização de Natal e Ano Novo que reuniu vereadores, secretários municipais, colaboradores da gestão e parlamentares parceiros do município.

O encontro contou com a presença dos deputados federais Robinson Faria e Sargento Gonçalves, além dos deputados estaduais Hermano Morais e Kleber Rodrigues, e das deputadas Terezinha MaiaEudiane Macedo e Divaneide Basílio.

A confraternização teve como objetivo fortalecer o diálogo institucional e reafirmar as parcerias políticas voltadas ao desenvolvimento de Touros. Durante o evento, o prefeito destacou a importância da união entre os poderes e do apoio parlamentar para a execução de ações e projetos no município.

Segundo Pedro Filho, o momento simbolizou o alinhamento político em favor do crescimento da cidade. “Recebemos lideranças políticas e parlamentares que têm contribuído com o avanço de Touros. A união é fundamental para continuarmos trabalhando por melhorias e novos investimentos para a população”, afirmou.

Walter Alves confirma que poderá disputar vaga na Assembleia Legislativa caso não assuma o Governo do Estado

O vice-governador Walter Alves deixou claro que seu futuro político passa, antes de tudo, pelas decisões do MDB. Em entrevista concedida à Rádio Princesa 90 FM, do grupo TCM, em Assú, neste fim de semana, Walter afirmou que ainda irá ouvir as lideranças do partido antes de definir se assume ou não o Governo do Estado, em caso de afastamento da governadora Fátima Bezerra.

Segundo ele, o momento é de diálogo com deputados, prefeitos e vereadores emedebistas. A decisão, reforçou, será tomada “na hora certa”, levando em conta os interesses do partido e do Rio Grande do Norte.

Walter também foi objetivo ao tratar de um cenário alternativo: se não assumir o comando do Executivo estadual, será candidato a deputado estadual. A estratégia, segundo o vice-governador, é fortalecer o MDB na Assembleia Legislativa, formando uma nominata competitiva e garantindo protagonismo político ao partido no próximo ciclo.

Outro ponto que chamou atenção na entrevista foi a menção à possível aproximação com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Sobre esse tema, Walter adotou cautela. Disse que qualquer movimento político passará, obrigatoriamente, pelo crivo do MDB, destacando que ouvirá o sentimento do partido antes de definir posicionamentos sobre apoio à disputa pelo Governo do Estado em 2026.

A fala do vice-governador reforça que o MDB segue como peça-chave no tabuleiro político potiguar e que Walter Alves pretende jogar em sintonia com a legenda, seja no Executivo estadual ou na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Congresso fecha 2025 sem reconciliação entre Lula e Davi Alcolumbre

O Congresso Nacional encerrou os trabalhos legislativos de 2025 na sexta-feira (19), antes do prazo oficial, previsto para 23 de dezembro. O último ato foi a aprovação do Orçamento de 2026, que projeta superávit de R$ 34,5 bilhões e reserva R$ 61 bilhões para emendas parlamentares no próximo ano. Apesar do saldo positivo na pauta econômica, o clima político não fechou o ano em harmonia.

A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segue estremecida desde a escolha do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Lula optou por Jorge Messias, enquanto Alcolumbre defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A tensão aumentou quando o senador adiou para 2026 a sabatina de Messias na CCJ, afastando ainda mais os dois.

O adiamento, por outro lado, deu mais tempo ao indicado de Lula para articular votos. No plenário, Messias precisará do apoio mínimo de 41 dos 81 senadores. A votação é considerada imprevisível, especialmente após o termômetro da recondução de Paulo Gonet à PGR, que obteve apenas quatro votos acima do necessário.

Além do impasse em torno do STF, outro ponto de atrito foi a pressa de Alcolumbre em pautar o PL da Dosimetria, que altera critérios de penas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para avançar a agenda econômica, Jaques Wagner (PT-BA) fechou um acordo de procedimento em torno da proposta. Lula afirmou não ter sido avisado sobre o movimento, o que reforçou o clima de distanciamento político que marcou o fim do ano.

Por Metrópoles

Motta desarma tensões no Congresso e mira aliança com Lula para 2026

Com a pauta econômica destravada e sem grandes urgências legislativas no horizonte, o governo Lula (PT) inicia 2026 em ambiente político mais previsível. Após um fim de ano marcado pela aceleração de votações na Câmara, a expectativa é de um período menos conturbado entre Executivo e Legislativo, com o foco voltado para a disputa eleitoral do próximo ano.

Aliados avaliam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tende a se aproximar do Planalto. A coordenação entre Motta e o governo deve influenciar diretamente projetos como o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública, que ficaram para 2026 e poderão tramitar com menos resistência. O movimento também carrega peso eleitoral: Motta tem força na Paraíba e uma relação afinada com Lula pode fortalecer seu projeto político no estado.

O clima de pacificação surge após um ano de atritos pontuais entre os Poderes, incluindo derrotas do governo, como a aprovação do PL da Dosimetria — medida que Lula já sinalizou que deve vetar. Parte do esforço em 2025, segundo Motta, foi “limpar a pauta” antes do recesso para evitar que temas polêmicos contaminem o calendário eleitoral.

No campo político, pesquisas recentes animaram o Planalto e reforçaram a confiança de Lula para 2026. Em evento nesta sexta-feira (19), o presidente afirmou que dará “uma surra” na extrema-direita nas urnas. Com o xadrez eleitoral montado e a pauta legislativa menos travada, Brasília observa agora os movimentos de Hugo Motta — e o impacto dessa aproximação no equilíbrio de forças do próximo ano.

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Marinho vê efeito Chile e aposta em “superbancada” para eleger Flávio Bolsonaro em 2026

O secretário-geral do PL, senador Rogério Marinho (RN), afirmou que a vitória da direita no Chile e a construção de uma “superbancada” no Senado serão fatores decisivos para eleger Flávio Bolsonaro presidente em 2026. Segundo ele, a direita pode chegar fragmentada ao primeiro turno, mas deve repetir o modelo chileno e se unir na etapa final para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar tem atuado diretamente nas articulações estaduais para ampliar o palanque do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Marinho também sustenta que a recente tentativa do ministro Gilmar Mendes, do STF, de restringir impeachment de magistrados fortalece o projeto do PL de ampliar sua presença no Congresso. Para o senador, há uma necessidade de “redefinir o papel dos Poderes” e conter o que classifica como interferência judicial nas prerrogativas do Legislativo. O avanço de discursos anti-STF, segundo ele, faz parte da estratégia eleitoral da direita para 2026.

O senador defendeu ainda que a construção de candidaturas fortes para o Senado deve caminhar junto com o projeto presidencial, ressaltando que a formação dessa superbase legislativa seria essencial para sustentar um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Rogério Marinho também confirmou que Eduardo Bolsonaro participará da campanha e que o PL busca uma chapa ampla com apoio de diferentes setores da direita — incluindo nomes como Ricardo Nunes e Pablo Marçal.

Questionado sobre disputas regionais e impasses em estados como Ceará e Distrito Federal, Marinho afirmou que o partido segue avaliando alianças e que eventuais pausas fazem parte do processo. Em relação ao PL da Dosimetria — aprovado por ampla maioria no Congresso — disse acreditar na derrubada de um possível veto presidencial. O senador reforçou que a oposição votará contra Jorge Messias ao STF e negou qualquer vinculação entre negociações legislativas e indicação ao Supremo.

Por Estadão