O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou nesta terça-feira (2) os pontos adicionados por Ucrânia e líderes europeus ao plano de paz elaborado pelo governo de Donald Trump. Ele classificou as novas exigências como “totalmente inaceitáveis” e afirmou que a Europa “não quer a paz”.
“Se a Europa quiser lutar uma guerra, nós estamos prontos agora”, declarou Putin.
O plano original dos EUA tinha 28 pontos considerados favoráveis à Rússia — como a cessão de 20% do território ucraniano, a promessa de que Kiev não entraria na Otan e a redução do Exército da Ucrânia de 900 mil para 600 mil soldados. A revisão europeia propunha, por exemplo, manter 800 mil militares e rejeitava entregar território a Moscou.
Putin fez as declarações ao receber o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que apresentou a versão atualizada do plano. O Kremlin também confirmou a participação de Jared Kushner, genro de Trump, nas conversas.
O líder russo disse estar disposto a negociar, mas avisou que, caso a Ucrânia rejeite um acordo, a Rússia avançará e tomará mais território. Na segunda (1º), Putin celebrou a captura de uma “cidade-chave”, algo negado por Kiev.
Atualmente, forças russas controlam pouco mais de 19% do território ucraniano e avançaram em 2025 no ritmo mais rápido desde o início da invasão em 2022.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma arrecadação recorde de R$ 216,7 bilhões em setembro de 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 1995, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (23).
A alta real foi de 1,43% em relação a setembro de 2024, já descontada a inflação.
Arrecadação detalhada
R$ 210,7 bilhões vieram de receitas administradas pela Receita Federal — alta real de 1,88% ante o mesmo mês do ano passado;
R$ 6 bilhões foram administrados por outros órgãos — queda real de 12,18%.
No acumulado de janeiro a setembro, o governo arrecadou R$ 2,13 trilhões, também um recorde histórico. O crescimento real foi de 3,49% frente ao mesmo período de 2024.
A arrecadação forte ajuda o governo a perseguir a meta de déficit primário zero em 2025. Pelas novas projeções, a equipe econômica do ministro Fernando Haddad estima um déficit de R$ 30,2 bilhões, revisado em relação aos R$ 26,3 bilhões anteriores.
Mesmo assim, o arcabouço fiscal permite um rombo de até 0,25% do PIB, o que representa R$ 30,9 bilhões em valores nominais.
Impostos que mais cresceram
O destaque em setembro foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que arrecadou R$ 8,46 bilhões, uma alta real de 33,42% em relação a setembro de 2024. Segundo o auditor fiscal Marcelo Gomide, o aumento foi impulsionado por mudanças recentes em decretos que alteraram a cobrança.
No acumulado de 2025, o IOF já soma R$ 60,6 bilhões, crescimento de 15,4% sobre o mesmo período do ano anterior.
Helicópteros do batalhão de Operações Especiais da aviação dos Estados Unidos, conhecidos como “Night Stalkers”, foram vistos sobrevoando a região do Caribe, perto da costa da Venezuela.
A presença da tropa de elite é mais um elemento que dá o tom da tensão entre o presidente americano, Donald Trump, e o ditador venezuelano, Nicolás Maduro.
O jornal americano The Washington Post foi o primeiro a noticiar que as aeronaves foram avistadas no mar caribenho, no começo do mês.
Uma autoridade americana disse ao jornal que os helicópteros faziam um treinamento na região. Eventualmente, podem se envolver em operações contra traficantes de drogas no mar ou dentro da Venezuela, caso o presidente Donald Trump autorize a missão.
Ainda segundo uma análise do Washington Post, imagens de redes sociais indicam que as aeronaves sobrevoaram a região costeira de Trinidad e Tobago, a 145 quilômetros da costa venezuelana.
Quem são os “Night Stalkers”?
Os helicópteros avistados fariam parte do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, conhecido por realizar operações de precisão em baixa visibilidade.
Os Night Stalkers são a principal unidade de aviação para operações especiais do Exército americano, cujo objetivo é exclusivamente apoiar missões em ambientes complexos, de difícil acesso e alta ameaça.
O regimento se tornou mundialmente conhecido pelo papel crucial no ataque no Paquistão, em 2011, que levou à morte de Osama Bin Laden. A unidade da aviação transportou os militares que localizaram e mataram o terrorista mais procurado do mundo.
O Global Defense News, site especializado em informações militares, explica que os modelos de helicópteros MH-60 Black Hawks foram “especialmente modificados para operações de baixa visibilidade”.
No caso da missão de Bin Laden, as aeronaves entraram no espaço aéreo paquistanês sem serem detectadas, pousando em um complexo murado e sem apoio convencional.
“A missão demonstrou a capacidade incomparável do regimento de operar em áreas politicamente sensíveis e desfavorecidas — um precedente que agora traça fortes paralelos com sua presença perto da Venezuela”, diz o Global Defense News.
Ainda segundo o site, fontes da comunidade de defesa dos Estados Unidos sugerem que as operações no Caribe não se tratam apenas de treinamento, mas visam deixar militares de prontidão na região.
Ministério do Interior afirmou que uma lista detalhada dos itens roubados está sendo compilada
A ministra da Cultura, Rachida Dati, disse à emissora de TV francesa TF1 que uma joia foi encontrada perto do Louvre e estava sendo avaliada.
A TF1 e o jornal Le Parisien informaram que a peça recuperada era a coroa da Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III. A peça de ouro ornamentada, com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, foi danificada no roubo, disseram.
O Le Parisien disse que uma segunda joia também foi recuperada, mas não a identificou
O museu fechou na manhã desta domingo (19), após um assalto organizado por um grupo de três ou quatro pessoas.
O Ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse à rádio France Inter: “Um grande assalto ocorreu esta manhã na Sala Apollo. Indivíduos entraram no Museu do Louvre pelo lado de fora, usando um elevador de carga externo posicionado em um caminhão.
A Sala Apollo abriga as Joias da Coroa Francesa, além de tesouros, incluindo a coleção de vasos de pedra dura de Luís XIV.
Os ladrões arrombaram uma janela usando uma esmerilhadeira e roubaram joias de “valor sentimental e inestimável”, acrescentou o ministro do Interior.
Uma lista detalhada dos itens roubados está sendo compilada, informou o Ministério do Interior em um comunicado. “Além do valor de mercado, os itens têm valor patrimonial e histórico inestimáveis”, acrescentou.
Cessar-fogo em risco: Netanyahu promete retaliar ataques do Hamas contra Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel vai retaliar “com força” ataques do Hamas contra as forças israelenses. A declaração ocorreu após o Exército israelense dizer neste domingo 19 que caças da força aérea realizaram ataques aéreos na área de Rafah, em Gaza, para “remover uma ameaça” depois que “terroristas” abriram fogo contra tropas.
Israel acusou o Hamas de atacar as forças israelenses no sul de Gaza, classificando o incidente como o primeiro grande teste do cessar-fogo mediado pelos EUA.
Versões sobre o confronto
Segundo o Exército israelense, as ações dos militantes “violaram” descaradamente o acordo de cessar-fogo, e os militares responderiam com firmeza.
A CNN Brasil apurou que uma autoridade militar israelense afirma que o Hamas atacou as forças israelenses com granadas propelidas por foguetes e disparos de franco-atiradores, levando Israel a realizar ataques aéreos apenas nove dias após o início do cessar-fogo.
A fonte israelense familiarizada com o assunto disse que as forças israelenses sofreram baixas como resultado dos ataques. O incidente ocorreu além da Linha Amarela — a fronteira inicial de retirada israelense definida no acordo de cessar-fogo.
No entanto, o braço armado do Hamas afirmou não ter conhecimento de nenhum incidente ou confronto na região de Rafah. O grupo disse ainda estar comprometido com o cessar-fogo acordado em todas as áreas de Gaza.
O governo israelense e o Hamas vêm se acusando mutuamente de violações do cessar-fogo há dias. Israel disse que a passagem de fronteira de Rafah permanecerá fechada até novo aviso.
Segundo o Hamas, a área de Rafah está sob controle de Israel e a comunicação com todos os grupos no local está interrompida desde março.
O ministro da Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, não perdeu tempo. Nesta quinta-feira (16), em Carayaca, estado de La Guaira, ele discursou para militares com um facão na mão e avisou: “Vamos usar as armas do povo e, se precisar, defender a pátria até com os dentes”, conforme o Metrópoles. Cena de filme de ação? Talvez. Mas ali, é política real.
A tensão explode após Donald Trump autorizar operações da CIA no território venezuelano. Cabello deixou claro: quem tentar interferir vai encontrar resistência armada. “As armas do povo estão com o povo. Quem entrar aqui vai enfrentar camponês com facão ou fuzil em qualquer esquina”, disparou.
Enquanto os EUA intensificam ataques navais contra barcos suspeitos de levar drogas, já deixando 27 mortos, Maduro e Cabello não ficam parados. Exercícios militares rolam em Caracas e zonas de defesa integral são ativadas em Mérida, Trujillo, Lara e Jaracuí, com quase meio milhão de milicianos prontos para agir.
A escalada tem cheiro de guerra. Maduro é acusado de comandar o Cartel de los Soles, e a CIA recebeu poderes letais para agir no Caribe. Navios de guerra, caças F-35 e operações isoladas ou conjuntas mantêm a tensão no alto, e a Venezuela mostra que não vai recuar nem um centímetro.…
Projeto de lei foi pautado pelo governo e tinha aderência no Senado, que o aprovou nesta terça (15). País sul-americano se junta a uma pequena lista de nações que autorizam o procedimento.
O Senado do Uruguai aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto de lei que legaliza a eutanásia em todo o território nacional.
Apelidada de “Morte Digna” e promovida pela Frente Ampla, coalizão de partidos de esquerda governante, a iniciativa descriminaliza a morte assistida sob certas condições. (Leia mais abaixo)
A Câmara dos Deputados a aprovou preliminarmente em agosto e, no Senado, a Frente Ampla contava com a maioria necessária para transformá-la em lei. Agora, o projeto de lei vai para sanção ou veto do presidente uruguaio, Yamandú Orsi —ele já manifestou apoio ao projeto anteriormente.
Detalhes do projeto ainda estão pendentes de regulamentação. O texto, em diferentes formatos, é objeto de discussão há mais de uma década no Uruguai e conta com a aprovação da maioria da população, segundo pesquisas.
A Frente Ampla considerou o tema uma das 15 prioridades legislativas do ano de 2025.
Entre os requisitos para a eutanásia no Uruguai, é necessário ser maior de idade, cidadão ou residente no país e estar mentalmente apto em fase terminal de uma doença incurável ou que cause sofrimento insuportável, com grave deterioração da qualidade de vida.
O paciente também deve passar por várias etapas antes de deixar seus desejos por escrito e na presença de testemunhas.
Com a aprovação, o Uruguai se junta a um pequeno grupo de países que permitem o procedimento, que inclui Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia e Espanha. Na América Latina, a Colômbia descriminalizou a eutanásia em 1997 e o Equador aderiu no ano passado.
“Chegou a hora”
Beatriz Gelós, de 71 anos, é uma das primeiras candidatas à eutanásia. Ela convive com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que causa paralisia muscular progressiva até levar à morte, desde os 52 anos.
“Me daria uma paz incrível se fosse aprovada. É uma lei compassiva, muito humana, muito bem escrita”, disse Gelós à agência de notícias AFP dias antes da votação.
Em uma cadeira de rodas e com a voz embargada, ela está confiante de que “chegou a hora” de encerrar o debate.
Uruguaia Beatriz Gelos, de 71 anos, sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) há mais de 20 anos. — Foto: Eitan Abramovich/AFP
E para aqueles que se opõem à eutanásia, ela diz: “Vocês não têm ideia de como é viver assim”.
Amante da leitura, fiel ao seu passado como professora e avó de duas crianças pequenas, ela quer “ter a opção” de dizer chega.
Para a ativista Florencia Salgueiro, do grupo Empathy, a chave para a regulamentação é o respeito ao desejo do adulto de acabar com seu sofrimento.
Florencia testemunhou a luta de seu pai para receber assistência para acabar com a própria vida quando a ELA tornou seus dias insuportáveis.
Pablo Salgueiro morreu aos 57 anos sem realizar seu desejo.
Projeto com garantias?
Os defensores do projeto de lei afirmam que sua redação oferece garantias e representa a história de um país acostumado a aprovar leis liberais, como a regulamentação do mercado da cannabis, o casamento homoafetivo e o aborto.
Segundo uma pesquisa apresentada em maio pela consultoria Cifra, 62% dos uruguaios são favoráveis à legalização da eutanásia e apenas 24% se opõem ao projeto.
A Igreja Católica expressou “tristeza” com a votação positiva na Câmara dos Deputados. A resistência ao projeto de lei se estendeu para além dos círculos religiosos. Mais de uma dúzia de organizações e dezenas de indivíduos rejeitaram o projeto por considerá-lo “deficiente e perigoso”.
“As pessoas mais vulneráveis estão sendo deixadas desprotegidas”, disse Marcela Pérez Pascual, uma das signatárias da carta, à AFP.
Governo venezuelano classificou declaração do presidente dos EUA como violação do direito internacional e anunciou que levará o caso à ONU
A Venezuela criticou nesta quarta-feira 15 o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após ele confirmar que autorizou missões da CIA no território venezuelano.
Em comunicado, o governo afirmou que “a República Bolivariana da Venezuela rejeita as declarações belicosas e extravagantes do Presidente dos Estados Unidos, nas quais ele admite publicamente ter autorizado operações para agir contra a paz e a estabilidade da Venezuela”.
A nota diz ainda que “esta declaração sem precedentes constitui uma grave violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e obriga a comunidade internacional a denunciar essas afirmações claramente imoderadas e inconcebíveis”.
O texto acrescenta que “observamos com extremo alarme o uso da CIA, bem como os anunciados deslocamentos militares para o Caribe, que constituem uma política de agressão, ameaças e assédio contra a Venezuela”.
Segundo o governo venezuelano, “é evidente que tais manobras buscam legitimar uma operação de ‘mudança de regime’ com o objetivo final de apreender os recursos petrolíferos venezuelanos”.
O comunicado também afirma que as declarações de Trump “buscam estigmatizar a migração venezuelana e latino-americana, alimentando uma retórica perigosa e xenófoba”.
A chancelaria informou que apresentou formalmente a queixa durante reunião extraordinária de chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), convocada pela Presidência Pro Tempore da Colômbia. O governo anunciou ainda que, nesta quinta-feira (16), sua missão permanente na ONU apresentará a denúncia ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral das Nações Unidas.
De acordo com a nota, a Venezuela pedirá “a responsabilização do governo dos Estados Unidos e a adoção de medidas urgentes para impedir uma escalada militar no Caribe”.
Vinte reféns israelenses foram libertados nesta segunda-feira (13) pelo Hamas, após dois anos em poder da facção. Os grupos foram entregues em dois momentos — sete nas primeiras horas do dia e outros 13 em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.
A libertação faz parte de um acordo de trégua firmado na semana passada, mediado por funcionários da Cruz Vermelha. Metade dos corpos de reféns mortos também deve ser devolvida nesta etapa. Os sobreviventes foram levados para a base militar de Re’im, onde reencontram seus familiares.
O plano de paz, com 20 pontos, foi proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e prevê que Israel liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza. O republicano desembarcou em Tel Aviv nesta segunda e participou de cerimônias oficiais ao lado do premiê israelense, Binyamin Netanyahu.
Nos últimos dias, milhares de israelenses foram às ruas em Tel Aviv para celebrar o acordo e cobrar o retorno dos demais reféns.
O presidente Nicolás Maduro ordenou o início de novos exercícios militares na Venezuela, em resposta à movimentação de forças navais dos Estados Unidos no sul do Caribe, próximo à costa do país.
Batizadas de “Independência 200”, as manobras envolvem tropas, milicianos e equipamentos militares em regiões estratégicas como La Guaira e Carabobo. No anúncio feito neste sábado (11), o governo afirma que o objetivo é defender o território nacional diante do que chama de “escalada militar dos EUA”. Washington, por sua vez, diz que a operação tem fins antinarcóticos e de segurança regional.
A tensão aumentou após a opositora María Corina Machado receber o Prêmio Nobel da Paz, na sexta-feira (10), por sua atuação política sob repressão do regime. Machado, próxima de Donald Trump, dedicou o prêmio ao ex-presidente americano, o que gerou repercussões políticas dentro e fora da Venezuela.
Maduro classificou a premiação e o apoio dos EUA como “ingerência estrangeira”. Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que o país está pronto para defender sua soberania “em todos os cenários”.
Enquanto isso, a crise humanitária segue agravando a vida dos venezuelanos, com inflação alta, escassez de alimentos e colapso nos serviços públicos, em meio a uma disputa política cada vez mais internacionalizada.
Empresa informou que “o impacto se limita ao check-in eletrônico do passageiro e ao despacho de bagagem e pode ser mitigado com operações de check-in manual”
Um ataque cibernético contra sistemas de check-in e embarque da Collins Aerospace interrompeu operações em grandes aeroportos da Europa neste sábado 20 incluindo Heathrow, em Londres, o mais movimentado do continente. O incidente resultou em atrasos e cancelamentos de voos.
A RTX, controladora da Collins, confirmou em comunicado que houve uma “interrupção relacionada à segurança cibernética” em seu software, afetando aeroportos selecionados. A empresa informou que “o impacto se limita ao check-in eletrônico do passageiro e ao despacho de bagagem e pode ser mitigado com operações de check-in manual”, acrescentando que trabalha para resolver o problema o mais rápido possível.
No Aeroporto de Bruxelas, os sistemas automatizados ficaram inoperantes desde a noite de sexta-feira (19), obrigando o uso de procedimentos manuais. Em comunicado no site oficial, a administração informou: “Isso tem um grande impacto na programação dos voos e, infelizmente, causará atrasos e cancelamentos”. Até a manhã deste sábado, 10 voos haviam sido cancelados e a média de atraso registrada foi de uma hora para partidas.
O Aeroporto de Berlim também relatou falhas no sistema e informou tempos de espera mais longos no check-in. O Aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha, não foi afetado.
Passageiros enfrentaram incertezas nas áreas de embarque. A jornalista Tereza Pultarova, que tentava viajar de Heathrow para Amsterdã, relatou à BBC News: “Infelizmente, a companhia aérea com a qual trabalho não tem um balcão de atendimento aqui, então ficamos no escuro. Tem sido um caos enorme e bastante frustrante para a maioria das pessoas aqui”.
Em Berlim, viajantes também relataram dificuldades. Kim Reisen disse à Reuters que foi informado apenas de “uma falha técnica”. Outro passageiro, Siegfried Schwarz, comentou: “Eu acho inexplicável que, com a tecnologia de hoje, não haja como se defender de algo assim”.
Companhias aéreas reagiram de forma distinta. A EasyJet afirmou que suas operações seguem normalmente e que não espera impacto no restante do dia. A Delta Air Lines declarou que espera impacto mínimo nos voos partindo dos aeroportos atingidos, explicando que já implementou uma solução alternativa. A Ryanair e a IAG, dona da British Airways, não responderam aos pedidos de comentários.
Segundo o governo da Polônia, não há indícios de ameaças a aeroportos do país. O vice-primeiro-ministro e ministro de assuntos digitais, Krzysztof Gawkowski, confirmou a informação. Já a ministra britânica dos Transportes, Heidi Alexander, disse que está recebendo atualizações regulares sobre a situação.
Jornalista questionava o presidente sobre planos para Memphis, cidade governada pelo Partido Democrata, quando foi interrompida
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou uma repórter ficar “quieta” e a chamou de “irritante” durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira 19 no Salão Oval da Casa Branca.
A jornalista Ebony Mcmorris, da American Urban Radio Networks, questionava o presidente sobre planos para Memphis, cidade governada pelo Partido Democrata, quando foi interrompida. “Senhor presidente”, disse a repórter.
“Silêncio… você é muito irritante”, respondeu Trump, utilizando a palavra “obnoxious”, que também pode ser traduzida como “desagradável” ou “insuportável”.
A repórter insistiu. “Não sou irritante, mas estou tentando perguntar quais são os seus planos para Memphis.” Trump encerrou a interação. “Você é muito irritante… Eu não vou falar com você até eu citar você”, declarou, passando a palavra para outro profissional presente.
Durante a coletiva, Trump também assinou uma ordem que altera regras de imigração e impacta o setor de tecnologia. O documento determina que os Estados Unidos passem a cobrar uma taxa de US$ 100 mil (cerca de R$ 532 mil) para emissão de vistos do tipo H-1B.
Esse tipo de visto é destinado a estrangeiros de alta qualificação contratados temporariamente por empresas norte-americanas. Indianos e chineses, que compõem a maior parte da mão de obra estrangeira contratada por empresas de tecnologia nos EUA, são os principais afetados pela nova cobrança.
A primeira fase da venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026 começou nesta semana com uma novidade que vai deixar os preços bem mais altos. Para o Mundial, a Fifa vai adotar o modelo de preço dinâmico, o mesmo usado no Mundial de Clubes deste ano. Esse sistema consiste em um ajuste nos valores de entrada conforme a demanda pelos ingressos.
Considerando que a procura por ingressos da Copa do Mundo costuma ser alta, os valores devem subir de forma significativa com a aproximação da data de início do evento. As entradas mais baratas disponibilizadas para essa primeira fase são U$S 60,00 (na cotação atual, R$ 327,00). Enquanto as mais caras, para um lugar privilegiado na final, podem chegar a U$S 6,730 (cerca de R$ 36,7 mil).
Essa será a primeira Copa do Mundo masculina a usar o sistema de preços dinâmicos. Segundo a Fifa, essa modalidade é uma forma da organização se adaptar ao mercado interno dos Estados Unidos e do Canadá, sedes da Copa de 2026, onde a prática é comum e o público já é familiar com esse sistema.
Como funciona a venda de ingressos para Copa do Mundo?
A primeira fase da venda de ingressos para a Copa do Mundo começou na quarta-feira (10). Os torcedores podem escolher os ingressos por seleção ou por sede, além de aderir a pacotes de hospitalidades, que já estão disponíveis no site oficial do evento. A Fifa prometeu lançar uma plataforma para revenda de entradas.
A próxima fase de ingressos está prevista para outubro após o sorteio oficial que definirá os grupos da Copa.
Catar teve Copa do Mundo mais cara até aqui
A Copa do Mundo de 2022 teve ingressos quase 40% mais caros que a edição de 2018 na Rússia. Para a final do Mundial no Catar, as entradas da categoria 4 (a mais barata para torcedores) custavam 750 rials (moeda local) — cerca de R$ 1.000 —, e da categoria 1 (a mais cara) saíam por 5850 rials —cerca de R$ 8.680.
Em 2018, os ingressos para a Copa do Mundo custaram, em média, 214 libras (na cotação atual, R$ 1571,2). Neste século, o Mundial de 2006 na Alemanha teve os ingressos mais baratos, com custo médio de 100 libras (cerca de R$ 734,20) por jogo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) que ficou surpreso com a condenação do ex-mandatário brasileiro Jair Bolsonaro (PL).
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar Bolsonaro e mais sete réus por crimes ligados a uma trama golpista para manter o presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
“Eu achei que ele foi um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum, mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil”, declarou o republicano, segundo informações divulgadas pela Bloomberg e a Reuters.
O magnata foi questionado sobre o ex-presidente brasileiro pouco antes de embarcar para Nova York, onde acompanhará uma partida de beisebol.
Apesar de ter mostrado surpresa com a condenação de Bolsonaro, Trump não mencionou se aplicará sanções ao gigante sul-americano em virtude do resultado do processo no STF.
Os EUA fizeram recentemente ataques contra a economia e a Justiça brasileiras, que incluíram um tarifaço de 50% contra mercadorias do país. Para justificar a medida, Trump usou como principal desculpa uma alegada “caça às bruxas” contra Bolsonaro. .
Atentados de 2001 deixaram quase 3 mil mortos e os impactos ultrapassaram o território americano
Na manhã de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos enfrentaram um ataque que mudaria a história. Às 8h46, o voo 11 da American Airlines atingiu a torre norte do World Trade Center, em Nova York. Vinte minutos depois, às 9h03, outro avião, o voo 175 da United Airlines, se chocou contra a torre sul, revelando ao mundo que não se tratava de um acidente.
Em pouco mais de uma hora, os símbolos do poder econômico americano ruíam diante das câmeras de televisão.
A torre sul, mesmo atingida por último, foi a primeira a desabar, às 9h59. A torre norte veio abaixo às 10h28. Imagens de pessoas saltando de andares inalcançáveis marcaram a cobertura da imprensa internacional e registraram, em tempo real, o horror de uma nação sob ataque.
No total, quase três mil pessoas morreram. Só em Nova York, foram 2.753 vítimas, incluindo 343 bombeiros, 23 policiais municipais e 37 oficiais da Autoridade Portuária.
No Pentágono, em Washington, outras 184 pessoas perderam a vida quando o voo 77 da American Airlines foi lançado contra o prédio. Na Pensilvânia, o voo 93 da United Airlines caiu em um campo após passageiros reagirem aos sequestradores — impedindo que o avião atingisse outro alvo. Entre passageiros e tripulantes, mais 40 pessoas morreram.
Torres do World Trade Center após ataques • Getty Images
Consequências globais
Os impactos ultrapassaram as fronteiras do Estados Unidos. As estruturas de inteligência e defesa foram rearticuladas em todo o mundo, com reflexos na vida cotidiana — dos controles de segurança em aeroportos a medidas de vigilância digital.
No campo da política externa, os EUA lançaram a “guerra ao terror”, invadindo o Afeganistão em 2001 e, dois anos depois, o Iraque.
O resultado foi um novo cenário geopolítico, marcado pela ascensão de guerras prolongadas e por debates sobre segurança, privacidade e direitos civis. Como destaca Magnotta, “o 11 de Setembro reorganizou o cotidiano do cidadão comum e a estratégia global de combate a ameaças”.
Atualmente, no local onde ficavam as Torres Gêmeas funciona o Memorial e Museu do 11 de Setembro, espaço dedicado às vítimas e à preservação da memória do maior ataque terrorista já registrado em solo americano.
Museu e Memorial do 11 de Setembro, em Nova York, no local onde ficavam as torres atingidas do World Trade Center • 9/11 Memorial and Museum/Wikipedia
Impacto econômico
500 mil dólares – Esta é a quantia estimada que se acredita ter custado para planejar e executar os ataques de 11 de setembro.
123 bilhões de dólares — Esta é a perda econômica estimada durante as primeiras duas a quatro semanas após o colapso das torres gémeas do World Trade Center em Nova York, bem como o declínio das viagens aéreas nos próximos anos.
60 bilhões de dólares — O custo estimado dos danos no local do WTC, incluindo danos nos edifícios circundantes, infraestruturas e instalações de metrô.
40 bilhões de dólares — Este é o valor do pacote emergencial antiterrorista aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos em 14 de setembro de 2001.
15 bilhões de dólares — Foi o pacote de ajuda econômica aprovado pelo Congresso para resgatar companhias aéreas.
9,3 bilhões de dólares — O valor dos reclamações de seguros decorrentes dos ataques de 11 de setembro.
Ataque às Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos • CNN/Reprodução
Cronologia dos eventos
11 de setembro de 2001 (horário do leste dos Estados Unidos)
8h46 — O voo 11 da American Airlines (viajando de Boston para Los Angeles) atinge a torre norte do World Trade Center na cidade de Nova York.
9h03 — O voo 175 da United Airlines (viajando de Boston para Los Angeles) atinge a torre sul do World Trade Center na cidade de Nova York.
9h37 — O voo 77 da American Airlines (viajando de Dulles, Virgínia, para Los Angeles) atinge o prédio do Pentágono em Washington.
9h59 — A torre sul do WTC desaba em aproximadamente 10 segundos.
10h03 — O voo 93 da United Airlines (viajando de Newark, Nova Jersey, para São Francisco) cai em um campo perto de Shanksville, Pensilvânia.
10h28 — A torre norte do WTC desaba. O tempo entre o primeiro ataque e o colapso das duas torres do World Trade Center é de 102 minutos.