O Rio Grande do Norte registrou nova redução no preço da gasolina comum na semana de 23 a 29 de novembro, ampliando a queda observada no período anterior. Segundo o relatório divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio no Estado passou de R$ 6,02 para R$ 5,91, recuo de R$ 0,11, o que representa uma redução de 1,83% em relação à semana anterior. Já na capital potiguar, a redução foi de 0,51%, registrando a média de R$ 5,93 no relatório mais recente.
Com o valor registrado pela ANP, o RN se estabelece como o quarto Estado com gasolina mais barata do Nordeste, atrás apenas de Piauí (R$ 5,76), Maranhão (R$ 5,82) e Paraíba (R$ 5,86). O preço de R$ 5,91 mantém o Estado abaixo da média da região(R$ 6,11) e nacional (R$ 6,17), no período analisado.
A queda do estado foi mais intensa que a média nacional, que praticamente não variou (R$ 6,18 para R$ 6,17, redução de apenas 0,16%), e também superou o recuo registrado pelo Nordeste, onde o preço médio passou de R$ 6,15 para R$ 6,11, baixa de 0,65%.
A gasolina aditivada também apresentou redução no RN. O preço caiu de R$ 6,03 na semana de 16 a 22 de novembro para R$ 5,96 entre 23 e 29 de novembro, queda de R$ 0,07, equivalente a 1,16%. Novamente, o desempenho do Estado foi melhor que o da média nordestina, que recuou 0,63% (de R$ 6,33 para R$ 6,29). No Brasil, o preço da aditivada se manteve estável em R$ 6,39, sem variação entre as semanas.
A arrecadação total das Receitas Federais somou 261,9 bilhões de reais em outubro, alta real de 0,92% na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Receita Federal. O desempenho é o melhor para um mês de outubro desde o ano 2000, início da série.
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, a arrecadação chegou a 2,367 trilhão de reais, avanço real de 3,20% pelo IPCA, também o melhor resultado para o período em 25 anos.
As Receitas Administradas pela Receita Federal totalizaram 246,95 bilhões de reais em outubro, crescimento real de 4,74%. No acumulado do ano, somaram 2,263 trilhão de reais, aumento real de 4,17%. No entanto, a Receita destacou que a comparação anual está influenciada por fatores não recorrentes e mudanças legislativas ocorridas em 2024 que não se repetiram em 2025, o que afeta a base de comparação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (23), que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) será assinado em 20 de dezembro.
Neste semestre, o Brasil está na presidência do bloco sul-americano e Lula colocou como prioridade a finalização do acordo com os europeus.
“É um acordo que envolve praticamente 722 milhões de habitantes e US$ 22 trilhões de Produto Interno Bruto (PIB). É uma coisa extremamente importante, possivelmente seja o maior acordo comercial do mundo. E aí, depois que assinar o acordo, vai ter ainda muita tarefa para a gente poder começar a usufruir das benesses desse acordo, mas vai ser assinado”, acrescentou.
Lula concedeu entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20 – grupos das maiores economias do mundo.
A União Europeia e o bloco formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai completaram as negociações sobre o acordo em dezembro passado, cerca de 25 anos após o início das conversações. Serão firmados dois textos: o primeiro de natureza econômica-comercial, que é de vigência provisória, e um acordo completo.
Em setembro, eles foram submetidos formalmente pela Comissão Europeia ao Parlamento Europeu e aos estados-membros do bloco europeu. O Parlamento Europeu precisa aprovar com votos favoráveis de 50% dos deputados mais um, o que pode ter resistências de países como a França, que questionam termos do acordo.
Além disso, pelo menos 15 dos 27 países precisam ratificar o texto, representando pelo menos 65% da população total da União Europeia, o que pode levar vários anos. Quando o acordo completo entrar em vigor, ele substituirá o acordo comercial provisório.
Os países do Mercosul precisam fazer o mesmo e submeter o documento final aos seus parlamentares, mas a entrada em vigor é individual, ou seja, não é preciso esperar a aprovação dos parlamentos dos quatro estados-membros.
Protecionismo A França, o maior produtor de carne bovina da EU, classificou o acordo como “inaceitável” dizendo que não leva em consideração exigências ambientais na produção agrícola e industrial. O presidente Lula rebateu, afirmando que a França é protecionista sobre seus interesses agrícolas.
Agricultores europeus já protestaram várias vezes, dizendo que o acordo levaria a importações baratas de commodities sul-americanas, principalmente carne bovina, que não atendem aos padrões de segurança alimentar e ecológicos da UE. A Comissão Europeia negou que esse seja o caso.
O Brasil defende que qualquer regulamento sobre salvaguardas que seja adotado internamente pela União Europeia esteja em plena conformidade com o espírito e os termos pactuados no acordo.
A comissão e os proponentes, como a Alemanha e a Espanha, afirmam que o acordo oferece uma maneira de compensar a perda de comércio devido às tarifas impostas por Donald Trump e de reduzir a dependência da China, principalmente em relação a minerais essenciais.
Os defensores do acordo na União Europeia veem o Mercosul como um mercado crescente para carros, máquinas e produtos químicos europeus e uma fonte confiável de minerais essenciais para sua transição verde, como o lítio metálico para baterias, do qual a Europa agora depende da China. Eles também apontam para os benefícios agrícolas, já que o acordo ofereceria maior acesso e tarifas mais baixas para queijos, presunto e vinho da UE.
Agenda Durante a entrevista à imprensa, Lula esclareceu ainda que a assinatura do acordo deve ocorrer em Brasília, quando haverá a Cúpula de Líderes do Mercosul, em 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu.
Segundo ele, nesta data, o presidente do Paraguai não poderá estar presente, então a reunião de alto nível deve ser realizada no início de janeiro, em Foz do Iguaçu (PR), na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
“Possivelmente a gente marque a reunião do Mercosul para o começo de janeiro e assine [o acordo] no dia 20 de dezembro”, disse.
O ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou que 22% da pauta exportadora brasileira continua sujeita a tarifas adicionais nos Estados Unidos. Segundo ele, seguem as negociações para eliminar cobranças sobre produtos como pescados, mel, uva, máquinas, motores e calçados.
O presidente americano Donald Trump retirou a sobretaxa de 40% sobre 238 produtos agrícolas brasileiros. Com isso, o impacto do tarifaço caiu de 36% para 22%, com efeito retroativo a 13 de novembro de 2025, após reunião entre Mauro Vieira e Marco Rubio em Washington.
Foram liberados da cobrança itens como café, cacau, açaí, manga, tubérculos e fertilizantes. Produtos industriais, porém, continuam afetados. Alckmin afirmou que o governo brasileiro seguirá atuando para reduzir as barreiras restantes.
A intervenção do Banco Central no Banco Master desencadeou, já na madrugada de terça-feira (18), uma operação de liquidação que desmontou a estrutura do grupo financeiro e colocou sob administração especial o braço digital Will Bank, único ainda em atividade. O processo está sob comando de Eduardo Felix Bianchini, especialista em regimes especiais e responsável por conduzir liquidações de grande porte, como as do Cruzeiro do Sul e do BVA. A ele cabe a missão de reorganizar contas, preservar o funcionamento do banco digital e coordenar o ressarcimento que deve ser o maior da história do país.
Como determina o protocolo, Bianchini foi o primeiro a entrar na sede do grupo, antes das 6h, para bloquear imediatamente todos os acessos internos. Depois de revisar caso a caso, parte das credenciais foi restabelecida, mas dezenas de funcionários — especialmente das áreas comerciais — foram desligados. Setores essenciais, como tecnologia e contabilidade, permanecem ativos para garantir continuidade das operações do Will Bank e para auxiliar na reconstrução dos registros internos.
A liquidação foi decretada após o BC identificar uma severa crise de liquidez no Master e irregularidades graves na condução das atividades bancárias. A decisão veio em paralelo a uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de “fabricação” de carteiras de crédito envolvendo o banco e o BRB, com prejuízo estimado em R$ 12 bilhões. O controlador do grupo, Daniel Vorcaro, e outros executivos foram presos, enquanto o Banco Master, sua corretora, o banco de investimento e o Letsbank foram encerrados.
Nas primeiras etapas da liquidação, o liquidante abriu o balanço inicial que servirá de base para auditoria e para o cálculo do passivo total — estimado em dezenas de bilhões. Também iniciou o levantamento dos cerca de 1,6 milhão de credores aptos a receber valores pelo Fundo Garantidor de Créditos, que prevê iniciar ressarcimentos em até 30 dias. O FGC, porém, dificilmente recuperará o que desembolsar, já que, na ordem de prioridade, trabalhistas, créditos garantidos e tributos ficam à frente na fila.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra 2025 com uma espécie de “amortecedor” fiscal de R$ 24 bilhões, fruto de um mecanismo interno que limita a liberação de despesas pelos ministérios. A ferramenta, chamada de faseamento, funciona como uma poupança operacional: ao segurar parte dos recursos ao longo do ano, o Planalto garante que o ritmo de gastos não ultrapasse a capacidade prevista de arrecadação e preserva espaço para cumprir a meta de déficit zero no próximo ano.
Segundo o secretário-executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, o sistema impede que órgãos do governo acelerem o empenho de verbas — a etapa em que o gasto é oficialmente autorizado — e acabem criando um cenário em que cortes seriam impossíveis no fim do exercício. Ele explica que o Orçamento é liberado de forma fatiada a cada bimestre: uma parte do limite é aberta para uso e outra permanece travada até que novas projeções de receita confirmem margem fiscal. O modelo já é utilizado desde o segundo semestre do ano passado e ganhou força em 2025.
A estratégia, porém, não escapa de críticas. Técnicos do TCU e analistas independentes afirmam que o governo tem recorrido a medidas que facilitam o cumprimento do arcabouço fiscal sem necessariamente melhorar a trajetória da dívida pública — incluindo o uso crescente de fundos, exceções de despesa e alterações na LDO para evitar questionamentos da corte. Ainda assim, integrantes da Casa Civil e do Planejamento afirmam que o faseamento já demonstra impacto concreto na gestão das contas. O último relatório bimestral, que será enviado ao Congresso até sexta-feira (21), deve confirmar a ausência de novos bloqueios.
No início do ano, o Orçamento previa R$ 221,2 bilhões para despesas discricionárias. Em maio, o Executivo congelou R$ 31,3 bilhões e manteve outros R$ 60,9 bilhões retidos por meio do faseamento — valor que agora foi reduzido para R$ 24 bilhões. Para Guimarães, a prática evita o “empoçamento” de recursos, quando ministérios deixam verbas paradas sem execução. Diferentemente das despesas empenhadas, que viram restos a pagar, a parte não empenhada simplesmente deixa de existir, gerando economia real para o caixa federal.
O Rio Grande do Norte amargou um prejuízo de R$ 1,43 bilhão em cortes de geração de energia renovável somente entre os meses de janeiro e outubro de 2025, segundo dados da consultoria Volt Robotics, baseados em índices do Operador Nacional do Sistema (ONS). Além disso, o estado foi o mais prejudicado com os “curtailments” (cortes na geração de energia determinados pelo ONS para evitar sobrecarga no sistema) que ocorreram no Brasil em outubro deste ano. No período, o RN perdeu 45,99% da capacidade de gerar energia eólica e solar. O cenário, provocado por descompassos entre a demanda e a transmissão, preocupa especialistas, que defendem ressarcimentos aos geradores e temem que o RN perca investimentos.
No Brasil, entre janeiro e outubro deste ano, os cortes geraram uma perda de receita de R$ 5,4 bilhões nas usinas eólicas e solares centralizadas, especialmente no Nordeste. O monitoramento da Volt Robotics indica que 20,4% de toda a geração renovável que poderia ser produzida no país foi desperdiçada nesse período.
Os “curtailments” são determinados pelo ONS e ocorrem especialmente em dois cenários: quando a energia produzida é maior do que a consumida em determinado horário e quando as linhas de transmissão não conseguem escoar a energia que seria produzida. Em nota, o ONS explica que os cortes são “uma medida necessária para garantir a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), que tem como premissa fundamental o equilíbrio entre carga e geração”. Para gerir o excedente energético, o Operador pede o desligamento ou a redução de potência das usinas.
Para Sérgio Azevedo, presidente da Comissão Técnica de Energias Renováveis da Fiern (Coere), os cortes ocorrem devido à falta de planejamento na organização do sistema elétrico. “O Governo Federal cometeu um erro de planejamento e tem descontrole do crescimento exponencial da Micro e Minigeração Distribuída [MMGD]. Ele não conseguiu prever que ia ter tanta energia gerada no telhado e não controla essa geração, que compromete o sistema”, explica. A MMGD não sofre cortes, apenas usinas eólicas e/ou fotovoltaicas centralizadas.
O ONS reconhece o impacto da MMGD sobre o sistema elétrico, mas esclarece que não coordena a instalação de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs). “Com o crescimento da participação da MMGD na matriz, os REDs passaram a ter relevância e impacto direto na segurança e estabilidade da rede elétrica. Neste cenário, a inclusão dos REDs nos cortes de excedente de geração é uma medida necessária para garantir a operação segura e contínua do fornecimento de energia elétrica à sociedade”, afirmou em nota. “A projeção é que em 2029 cerca de 24% da capacidade instalada será oriunda deste tipo de fonte [MMGD] e não estará sob a coordenação do ONS”, acrescenta.
Elbia Gannoum (ABEEólica) pede a sanção da MP 1.304/2025. Foto: Alex Régis
Ressarcimento aos geradores Diante dos prejuízos bilionários, o setor reage com expectativa e preocupação enquanto a Medida Provisória 1.304/2025 aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isso porque um dos pontos dessa MP prevê o ressarcimento aos geradores que tiveram prejuízos. A expectativa é que o Executivo decida sobre a Medida Provisória nos próximos dias, mas o setor teme que o artigo dedicado ao ressarcimento seja vetado pelo presidente.
Em coletiva realizada nesta sexta-feira (14), representantes da indústria afirmaram que um eventual veto ao artigo 1A — dispositivo que estabelece as diretrizes de ressarcimento pelos cortes de geração (curtailment) — colocaria o setor em risco e aprofundaria os impactos já sentidos no RN e em outros estados.
Também na sexta-feira, a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, assinou um manifesto em que pede a sanção da MP na íntegra. “Não sancionar o Art. 1º-A (…) representaria o maior risco já imposto à indústria de energia limpa no Brasil em duas décadas”, escreveu. “A decisão presidencial definirá se o país continuará a ser e seguirá avançando como potência em energia renovável ou se comprometerá investimentos, empregos, financiamentos, desenvolvimento regional e a confiança construída”.
Gannoum esclarece em seu texto que o ressarcimento dos cortes que ocorrem desde setembro de 2023 não gerará aumento tarifário e não criará subsídios. Para ela, a MP visa remover o risco de prejuízo para os geradores, pois, mesmo com análises do ONS indicando que os cortes elétricos serão residuais após a expansão das linhas de transmissão, “quando ocorrerem, em função da localidade da ocorrência, poderão se concentrar de forma imprevisível em poucos agentes de geração”.
Francisco Silva, diretor Técnico Regulatório da ABEEólica, explica que a legislação prevê dois tipos de situação com os cortes ocorridos de setembro de 2023 a setembro de 2025: uma faixa dos que devem receber ressarcimento, por problemas alheios aos geradores – como falhas ou atrasos em linhas de transmissão –, e uma parcela dos que não devem ser ressarcidos, devido à sobre oferta.
Cortes gerados em função de sobre oferta de energia no sistema significam algo em torno de R$ 2,5 bilhões. “O Congresso Nacional entendeu que esses R$ 2,5 bilhões eram um risco do negócio do gerador”, diz Silva. Segundo ele, a faixa ressarcida deve ser contemplada com R$ 2,8 bilhões.
“Se o governo vetar esse ponto, a gente não está falando só de uma dificuldade da indústria, dos geradores. A gente está dizendo, com todas as letras, que já tem gerador dizendo que vai quebrar. Muitas dessas empresas eólicas que existem hoje, não havendo a sanção desse item 1-A, vão quebrar”, alerta Francisco, seguindo o mesmo apontamento do manifesto assinado por Elbia Gannoum.
Darlan Santos: não há interesse do setor em realizar novos projetos. Foto: Divulgação
Perda de investimentos em toda a cadeia produtiva Darlan Santos, presidente do Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia), alerta que os cortes representam não apenas prejuízos financeiros aos geradores de energia, mas também trazem riscos para a cadeia produtiva desse setor. No RN, a cadeia compreende transporte, logística e construção de usinas.
“Se hoje as empresas estão tendo perda de receita para a construção de novos projetos, não há, por parte [do setor de renováveis], …
O Procon Natal iniciou, nesta quinta-feira (13), as fiscalizações em torno das promoções da Black Friday, que acontece no fim de novembro. Mesmo antes da data oficial, diversas lojas da capital potiguar já começaram a anunciar descontos, o que motivou a antecipação da operação de monitoramento dos preços e práticas comerciais.
Segundo o fiscal Carlos Freire, o órgão está atento às promoções e à veracidade dos descontos oferecidos pelos estabelecimentos. Ele alerta que o consumidor deve verificar a idoneidade da loja, tanto física quanto virtual, e desconfiar de ofertas exageradas.
“O que mais temos visto é o descumprimento da oferta. Às vezes o produto é anunciado no catálogo digital ou na loja, mas não está disponível para o consumidor”, explicou o fiscal.
Atenção com prazos, garantias e trocas
Carlos Freire destaca que o consumidor deve observar prazos de entrega, condições de troca e certificados de garantia antes de concluir a compra. “Nunca saia da loja sem o certificado de garantia preenchido. Isso é um direito e protege o consumidor”, alertou.
Ele também lembra que a troca de produtos sem defeito não é obrigatória por lei, a menos que o lojista ofereça essa possibilidade de forma expressa. “Peça sempre que a política de troca esteja escrita no cupom fiscal. Isso resguarda o consumidor”, orientou.
Outra recomendação é ficar atento ao custo efetivo total nas compras parceladas, principalmente em financiamentos que envolvem juros. “Pode haver venda casada, e o consumidor só percebe depois”, acrescentou o fiscal.
Como denunciar irregularidades
Caso o consumidor se sinta lesado, o Procon Natal disponibiliza canais para denúncias e orientações. O atendimento pode ser feito presencialmente na sede do órgão ou pelos telefones (84) 3232-9050 e 3232-9051.
“O grande fiscal do Procon é o próprio consumidor. Em toda nota fiscal deve constar o telefone e o endereço do órgão. Se houver algum problema, ele pode entrar em contato imediatamente”, reforçou Carlos Freire.
Com as fiscalizações já em andamento, o Procon pretende garantir que as promoções da Black Friday ocorram de forma transparente e justa, evitando abusos e fraudes contra os consumidores.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse nesta sexta-feira (14) que o presidente Donald Trump está pronto para cumprir as promessas de conceder isenções tarifárias a alguns alimentos e outros produtos que não são produzidos nos EUA.
Greer disse à CNBC em uma entrevista ao vivo que existem algumas “microáreas” de comércio de produtos não produzidos nos EUA, como café, cacau e bananas, em que os EUA não precisam de tarifas.
Ele disse que o momento é propício para isso, depois de se aproximar de acordos comerciais com quatro países latino-americanos na quinta-feira (13).
Homem branco de meia-idade com cabelo curto e barba rala, veste terno escuro, camisa branca e gravata vermelha, fala para microfones em ambiente externo desfocado.
“E, portanto, o presidente decidiu que, agora que temos isso em vigor, temos esses acordos em mãos, é hora de retirar algumas dessas tarifas sobre produtos. Produtos que não fabricamos aqui.”
A Casa Branca anunciou na quinta-feira (13) que o país chegou a entendimentos preliminares para acordos comerciais com Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala.
Segundo o governo, os acordos devem ser concluídos nas próximas duas semanas e abrem os mercados para a produção agrícola e industrial dos EUA. Os quatro países se comprometeram a não impor impostos sobre serviços digitais de big techs.
A Casa Branca indicou que as tarifas gerais de 10% impostas a produtos da Argentina, El Salvador e Guatemala, e de 15% aos originários do Equador, permanecerão sem mudanças, mas que haverá uma redução em um certo número de mercadorias.
Segundo a Casa Branca, o governo americano tem mantido boas conversas com outros países da região. O Brasil, alvo de sobretaxas de 50%, não foi citado nos acordos.
O Pix completa cinco anos no dia 16 com números que confirmam sua consolidação como o maior fenômeno de pagamentos do país. Desde o lançamento, no fim de 2020, até setembro de 2025, o sistema registrou 196,2 bilhões de operações, que movimentaram R$ 84,9 trilhões — valor equivalente a sete vezes o PIB do Brasil em 2024 (R$ 11,7 trilhões).
Segundo estudo do Ebanx, baseado em dados do Banco Central, IBGE e NPCI (Índia), o Pix deve fechar dezembro de 2025 com 7,9 bilhões de transações no mês, impulsionadas pelas compras de fim de ano. Se a projeção se confirmar, o volume movimentado em 2025 chegará a R$ 35,3 trilhões, um salto de 34% em relação a 2024.
Com isso, o Pix se tornará o sistema de pagamentos instantâneos de adoção mais rápida do mundo, superando o UPI indiano, que levou seis anos e oito meses para atingir nível semelhante de uso.
O levantamento também mostra que 93% da população adulta brasileira usa o Pix — mais de 170 milhões de pessoas, número que já supera o total de usuários de cartão de crédito (153,4 milhões).
Empresas globais que adotaram o Pix como opção de pagamento registraram, em média, 16% de aumento na receita e 25% de crescimento na base de clientes em seis meses.
Com a chegada do Pix Automático, lançado em junho, o sistema ampliou ainda mais o alcance. Entre empresas parceiras do Ebanx, 74% dos novos clientes de e-commerce usaram a função para a primeira compra, mostrando que o recurso está incluindo consumidores que não têm cartão de crédito.
A pesquisa revela ainda uma mudança no perfil das operações. Em 2021, 73% das transações eram entre pessoas físicas. Agora, operações P2M (pessoa para empresa) já são maioria, com 44%, enquanto as transferências entre pessoas somam 43%.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira se reúne nesta quinta-feira (13), em Washington, com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para discutir as tarifas de 40% aplicadas pelo governo americano sobre produtos brasileiros desde agosto. O encontro busca avançar nas negociações diplomáticas iniciadas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrar a suspensão imediata das taxas.
A reunião é a terceira entre os dois ministros desde que Rubio foi designado principal interlocutor do governo Trump nas tratativas comerciais com o Brasil. Segundo o Itamaraty, o país já apresentou uma proposta formal aos EUA em 4 de novembro, e espera agora uma resposta concreta.
O tema também foi tratado brevemente entre os dois durante o encontro do G7 no Canadá, na quarta-feira (12). A expectativa brasileira é que a conversa em Washington tenha um caráter mais técnico, com encaminhamentos que permitam destravar o impasse antes de um novo encontro entre Lula e Trump, previsto para dezembro.
Em meio às negociações, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o governo americano deve anunciar em breve isenções para produtos como café, bananas e outros itens não produzidos no país, o que pode representar o primeiro sinal de flexibilização das medidas tarifárias.
A definição da potencial venda do shopping Midway Mall, em Natal, pode ficar só para o segundo semestre de 2026. Isso se deve à necessidade de análise e aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em razão do porte das empresas envolvidas no negócio. De acordo com o Cade, o prazo para essa averiguação é de 240 dias a partir da protocolização do pedido, que foi feito pela Riachuelo, detentora do shopping, na última sexta-feira (7). Com isso, o tempo estipulado para a resposta pode ir até 5 de julho do ano que vem.
A potencial transação leva em consideração a totalidade das quotas representativas do capital social do Midway Mall e Midwest Estacionamento. As sociedades seriam vendidas para a Capitânia Investimentos, gestora de fundos sediada em São Paulo, e outros eventuais coinvestidores minoritários. O comunicado foi feito pela Guararapes, que tem a Riachuelo como subsidiária.
Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, o Cade informou que não há processo público relacionado à operação. “Isso ocorre porque ou o processo ainda não foi notificado ao Cade ou por ser de acesso restrito”, explicou o órgão por meio de nota. O Cade é uma autarquia federal e tem como missão zelar pela livre concorrência no mercado, atuando de forma preventiva ao analisar fusões e aquisições, e de forma repressiva ao investigar e punir práticas anticompetitivas, como cartéis. Ele também atua para educar e disseminar a cultura da livre concorrência.
Questionado sobre a potencial venda do Midway, o Cade informou que, de forma geral, devem ser notificadas as operações entre empresas de qualquer setor da economia quando, no ano anterior à operação, pelo menos um dos grupos envolvidos tenha registrado faturamento bruto anual ou volume de negócios total no Brasil igual ou superior a R$ 750 milhões, e outro grupo envolvido tenha registrado R$ 75 milhões ou mais.
Além dos 240 dias iniciais para análise do pedido de venda, o prazo pode ser prorrogado uma única vez, por até 90 dias, caso o Tribunal do Cade justifique a necessidade da extensão e indique as medidas adicionais a serem adotadas para o julgamento.
Mesmo com avaliação positiva de analistas do mercado financeiro, as ações da Guararapes (GUAR3), controladora da Riachuelo, caíram 8,65% nesta segunda-feira (10), sendo negociadas a R$ 10,45. A queda ocorreu após o anúncio da venda do shopping Midway Mall, em Natal (RN), operação que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A empresa informou ao mercado que assinou um memorando de entendimentos não vinculante com um grupo de investidores liderado pela Capitânia Investimentos, dando início às tratativas para a transação. O Brazil Journal estima que o ativo pode ser avaliado em cerca de R$ 1,6 bilhão, com pagamento parcelado.
Mercado vê operação como positiva, mas ações recuam
Apesar da queda no valor das ações, analistas da XP Investimentos e do Itaú BBA classificaram a operação como estrategicamente positiva para a companhia. O negócio, segundo as instituições, deve simplificar a estrutura da Guararapes, liberar valor e gerar caixa para distribuição de dividendos.
A XP avalia que, se a venda for concluída, o múltiplo P/L da empresa cairá de 9,7 para 8 vezes em 2026, abrindo espaço para dividend yield entre 20% e 30%, considerado elevado para o setor. Já o Itaú BBA estima um valor presente líquido (VPL) de R$ 360 milhões, equivalente a 6% do valor de mercado da companhia.
Guararapes reforça solidez financeira
A Guararapes encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de 0,7 vez o Ebitda, o que demonstra solidez e equilíbrio financeiro. Mesmo com a possível elevação da alavancagem para uma vez o Ebitda após a venda, o banco Itaú BBA avalia que a estrutura de capital continuará saudável.
A XP Investimentos mantém recomendação de compra para as ações GUAR3, com preço-alvo de R$ 17, enquanto o Itaú BBA recomenda outperform — desempenho acima da média do mercado.
Apesar de enfrentar dificuldades financeiras, os Correios firmaram contratos que somam mais de R$ 19,5 milhões para ações relacionadas à COP-30, conferência do clima que ocorre em Belém (PA). A informação surge em meio a declarações recentes de Fabiano Silva dos Santos, presidente da estatal, que admitiu a delicada situação econômica da empresa.
Entre os contratos, destaca-se o da Latam Airlines, que recebeu cerca de R$ 1,3 milhão para o transporte de cargas da operação logística da conferência. A Azul Linhas Aéreas também foi contratada para o mesmo tipo de serviço, por R$ 4,5 milhões. Já a Sideral Linhas Aéreas firmou dois acordos que, juntos, totalizam R$ 7,9 milhões.
Outra empresa beneficiada foi a Cargo Way Event, que ficou responsável por serviços de logística e transporte, em contratos que somam R$ 7,5 milhões. Além disso, os Correios contrataram hospedagem em Belém para a equipe envolvida no evento, com três reservas na Mirití Pousada, no valor total de R$ 67,1 mil.
Os gastos chamam atenção diante do cenário de crise da estatal, que tem enfrentado prejuízos recorrentes e redução na receita operacional nos últimos anos. Mesmo assim, a empresa tem mantido altos investimentos em eventos e ações institucionais vinculadas ao governo federal.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (10) a falência do Grupo Oi, que acumulava R$ 1,7 bilhão em débitos fora do processo de recuperação judicial. A decisão ocorre após o administrador judicial apontar, na semana passada, que a companhia já não tinha condições de se reerguer. Mesmo declarada falida, a operadora continuará funcionando provisoriamente para garantir serviços essenciais — como telefonia pública, conectividade de órgãos federais e suporte a lotéricas — até a transferência completa desses contratos para outras empresas.
A sentença determina a liquidação ordenada dos ativos, a suspensão de cobranças individuais e o afastamento imediato da diretoria e do Conselho de Administração, que passam o controle ao gestor judicial Bruno Rezende. Credores só poderão receber após a venda dos bens da Oi, processo que deve levar meses. Trabalhadores seguem empregados enquanto a operação for mantida, com a massa falida assumindo salários e encargos.
Para investidores, o cenário é ainda mais duro: especialistas afirmam que o investimento em ações da Oi se tornou prejuízo praticamente irreversível, já que acionistas só recebem após todos os credores — algo improvável diante do tamanho do passivo. A orientação é acompanhar o processo judicial e, para a maioria, declarar perda total no Imposto de Renda para compensar prejuízos futuros. Na Bolsa, os papéis da empresa despencaram mais de 40% após o anúncio.
A Justiça considerou que a Oi descumpriu obrigações e esgotou suas fontes de recursos, mesmo após duas recuperações judiciais — a primeira iniciada em 2016, quando a dívida superava R$ 60 bilhões, e a segunda, em 2023. Segundo a juíza Simone Chevrand, a empresa insistiu em “manobras gerenciais” para evitar admitir a falência, inclusive buscando proteção nos EUA via Chapter 11. Com a insolvência reconhecida, uma assembleia de credores será convocada para acompanhar os próximos passos da liquidação.