Em derrota para governo, Câmara retira de pauta MP que renderia R$ 17 bi

Texto enviado pelo governo ao Congresso foi retirado de pauta, o que inviabiliza a apreciação antes de caducar

O plenário da Câmara dos Deputados retirou de pauta a MP (Medida Provisória) com alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), e inviabilizou a apreciação.

A matéria perde a validade nesta quarta-feira (8).A votação contou com 251 favoráveis votos e 193 contrários.

A aprovação da MP era considerada essencial pela equipe econômica e renderia cerca de R$ 17 bilhões aos cofres do governo federal em 2026, ano eleitoral. A proposta altera regras de tributação sobre investimentos, fintechs e compensações tributárias.

Para facilitar a votação, o relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), flexibilizou o texto original do governo em diversos pontos e atendeu a demandas de parlamentares ligados ao setor produtivo, principalmente ao agronegócio. Governistas, entretanto, reclamam que o acordo foi quebrado.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se envolveu diretamente nas negociações e nas tentativas de convencimento. Ele chegou a se reunir, na tarde desta quarta-feira, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com líderes do Congresso Nacional para tratar da medida provisória.

Lideranças governistas destacaram que o governo dispõe de um “arsenal” de reação, caso a medida provisória não seja aprovada pelo Congresso Nacional. Entre as alternativas, estaria o contingenciamento de até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares.

A publicação da MP 1303, em junho deste ano, foi publicada para tentar contornar a crise gerada pela tentativa de aumento no IOF. O texto, entretanto, enfrentou resistência de diversos setores.

por CNN

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Rachas sobre governo Lula e 2026 marcam federação União–PP antes de oficialização

Antes mesmo de sair do papel, a federação entre União Brasil e PP já enfrenta conflitos públicos e divisões sobre a relação com o governo Lula e o cenário eleitoral de 2026. As duas siglas negociam desde 2023 para formar uma superaliança no Congresso, mas o processo tem se arrastado e hoje está marcado por disputas internas e troca de farpas entre dirigentes.

Com raízes na antiga Arena — partido que deu sustentação ao regime militar — União e PP anunciaram oficialmente a intenção de formar a federação em abril de 2025, dois anos após o início das tratativas. Em agosto, houve um novo ato para marcar a aprovação do acordo pelas legendas, mas, até agora, nenhum pedido formal de registro foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Enquanto a parte burocrática não avança, o clima político azedou. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), único nome colocado como pré-candidato à Presidência pela federação, tem feito críticas públicas ao presidente do PP, Ciro Nogueira. Segundo ele, Nogueira estaria tentando usar a federação para se projetar como vice na chapa do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Se você monta o maior time do país, é pra ser campeão ou vice-campeão?”, ironizou Caiado.

No governo federal, ministros das duas siglas resistem ao desembarque prometido da base de Lula. Celso Sabino (Turismo), do União, e André Fufuca (Esporte), do PP, sinalizam que pretendem permanecer nos cargos. A ordem da federação não afeta, porém, os espaços controlados por figuras influentes do centrão, como Arthur Lira (PP-AL), que comanda a Caixa Econômica Federal, e Davi Alcolumbre (União-AP), que tem influência sobre os ministérios das Comunicações e da Integração e Desenvolvimento Regional.

Pressionado pelo presidente do partido, Antonio Rueda, o União Brasil marcou para quarta-feira (8) uma reunião que pode resultar na expulsão de Sabino, caso ele não abra mão do ministério ou se desfilie. Rueda também se tornou alvo de notícias negativas — segundo depoimento obtido pela PF, um piloto afirmou que ele seria o verdadeiro dono de quatro aeronaves ligadas a investigados por lavagem de dinheiro para o PCC. O dirigente nega as acusações.

No PP, Fufuca deve continuar, mas aliados afirmam que ele perderá o comando da federação no Maranhão, o que pode enfraquecer seus planos de disputar o Senado em 2026.

Apesar de controlarem quatro ministérios, União e PP estão entre os partidos mais infiéis ao Planalto no Congresso, ao lado de MDB, PSD e Republicanos. Essas siglas de centro e direita apostam numa candidatura de Tarcísio para a Presidência. Aliados de Jair Bolsonaro dizem que a ex-primeira-dama Michelle seria o nome para vice, enquanto lideranças do centrão citam Ciro Nogueira e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como opções.

A entrevista de Ciro ao jornal O Globo, na qual ele disse que a direita tem hoje apenas dois nomes viáveis — Tarcísio e Ratinho Jr. (PSD) —, irritou Caiado. O governador respondeu com duras críticas nas redes sociais, acusando Nogueira de “se oferecer de forma vergonhosa” para ser vice e questionando sua lealdade política:
“Esse cidadão não tem credibilidade para descredenciar a minha candidatura. Ele quer usar a federação para se cacifar como vice, isso não vai acontecer”, declarou.

Ciro respondeu com ironia: “Deve estar com tempo livre. Eu não. Sobretudo para polêmicas vazias. Nosso adversário é Lula. Caiado, pode falar qualquer coisa: você está certo. Satisfeito?”.

A federação entre partidos funciona como uma fusão temporária: após aprovada pelo TSE, as legendas atuam como um único partido por quatro anos, com estatuto e direção comuns. Atualmente, há três federações em vigor no país: PSDB–Cidadania, PSOL–Rede e PT–PCdoB–PV.

Por Agência Brasil

Quatro municípios realizam eleições suplementares neste domingo (5)

Eleitores dos municípios de Cruzeiro do Iguaçu, São João, São Tomé, os três do Paraná, e de Três Rios (RJ) retornam às urnas, neste domingo (5), para eleger os ocupantes dos cargos de prefeito e vice-prefeito até 2028. 

Em Muaná (PA), a eleição suplementar, prevista para ocorrer na mesma data, foi suspensa por determinação da ministra Isabel Gallotti. 

No caso dos municípios de Cruzeiro do Iguaçu e São João, as eleições ocorrem após a cassação dos diplomas dos prefeitos eleitos em 2024. Em São Tomé e Três Rios, a Justiça Eleitoral determinou a realização de novo pleito após o indeferimento do registro de candidatura das chapas vencedoras.

Fonte: TSE

Com missão de eleger 30 deputados em 2026, Aécio volta a presidir PSDB

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) vai retornar ao comando do PSDB em dezembro e tem a missão de liderar a sigla na campanha eleitoral de 2026, com foco em aumentar o número de deputados federais. A sigla tem planos de ganhar 30 cadeiras na Câmara dos Deputados. Atualmente, os tucanos possuem 13 deputados.

Aécio já foi presidente do PSDB de 2013 a 2017, e durante esse período foi o último candidato forte da sigla nas eleições presidenciais. Em 2014, ele foi ao 2º turno contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), e terminou derrotado pela petista.

O deputado federal vai ocupar o lugar de Marconi Perillo, que encerra sua presidência em 30 de novembro. No último sábado (27/9), Perillo anunciou sua pré-candidatura ao governo de Goiás, estado que já governou por quatro vezes.

Ao deixar o comando do PSDB, o ex-governador goiano deve se dedicar a sua campanha. Além disso, ele será presidente do ITV (Instituto Teotônio Vilela), que está nas mãos de Aécio.

Desde que 0 ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi candidato em 2018 e ganhou as eleições daquele ano, o PSDB vem perdendo força nacionalmente e luta para manter a relevância política. Em agosto, o partido perdeu o seu último governador. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, deixou o PSDB se filiou ao PP.

Na última década, o PSDB saiu de maior legenda da oposição para uma sigla menor. Em 2022, pela primeira vez desde a sua fundação, a sigla não teve um candidato à Presidência. No mesmo ano, a sigla também perdeu o comando do estado de São Paulo, que era o seu maior reduto.

Por Metropoles

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SERIDÓ/RN: Pesquisa apontou Dr Tadeu em 14º lugar e pré-candidatura começa ganhar força no RN

O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, apenas lançou sua pré-candidatura a deputado estadual, mas deixou claro que apenas em março definirá se de fato entrará na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Mesmo assim gestor já tem chamado atenção e provocado reações no meio político potiguar.

Reconhecido pelo trabalho à frente da Prefeitura de Caicó, Dr. Tadeu desponta como um nome de potencial estadual. Nas últimas pesquisas de opinião pública, o prefeito já aparece em 14º lugar na corrida por uma cadeira no Legislativo do Rio Grande do Norte, posição que evidencia seu crescimento e visibilidade além do Seridó.

Mesmo em fase de pré-candidatura, Dr. Tadeu demonstra força política e consolida seu nome como uma das novas lideranças do estado, com capacidade de incomodar e reconfigurar o tabuleiro eleitoral de 2026.

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SERIDÓ/RN: Bibi Costa e o burburinho político em Caicó

Corre à boca miúda nos corredores da política seridoense: o ex-prefeito de Caicó, Bibi Costa, voltou a ser um nome de peso nas rodas de conversa. Segundo fontes, cada vez mais lideranças e eleitores têm procurado o ex-gestor de forma espontânea e discreta, declarando apoio à sua pré-candidatura a deputado estadual.

O movimento, embora discreto, já chama atenção. “O projeto de Bibi, irmão do deputado Vivaldo Costa está ganhando corpo”, confidenciou um aliado. Nos bastidores, a percepção é de que Bibi vai surpreender — e não apenas em Caicó, mas em todo o Seridó, onde seu sobrenome carrega tradição e prestígio.

Afinal, Costa é Costa!

Por Folhacaicoense

Encontro entre Lula e Trump pode ocorrer neste mês de outubro na Itália

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja a Roma entre 13 e 18 de outubro para participar do Fórum Mundial da Alimentação, que celebra os 80 anos da FAO.

Durante o evento, pode ocorrer uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros.

Os dois já tiveram um breve contato na Assembleia Geral da ONU, em setembro, quando Trump falou em “química excelente” com Lula e demonstrou interesse em avançar no diálogo.

Além de Roma, a Malásia — onde Lula participará da 47ª Cúpula da Asean no fim do mês — também é cogitada como palco para o encontro.

O Itamaraty avalia ainda a possibilidade de uma conversa prévia por telefone ou videoconferência.

Por Poder 360

Isenção do IR “não é favor do Estado, é direito”, diz Motta

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta 4ª feira (1º.out.2025) que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda “não é um favor do Estado, é o reconhecimento de um direito”. Segundo ele, a medida representa “um avanço na justiça social do país” e permite “mais dinheiro na mesa de quem ganha até R$ 5.000”.

A declaração foi feita em publicação no X (antigo Twitter), horas antes da votação no plenário. O projeto estabelece isenção para quem recebe até R$ 5.000 e aumento da carga tributária para os mais ricos, sobretudo para pessoas que recebem dividendos. A análise está marcada para as 16h.

“Hoje é um dia muito importante, inclui o projeto de isenção de Imposto de Renda na pauta de votação. A matéria sempre foi uma prioridade da minha gestão A isenção do Imposto de Renda não é um favor do Estado, é o reconhecimento de um direito, um avanço na justiça social do país, garantindo mais dinheiro na mesa de quem ganha até R$ 5.000”, escreveu Motta.

O tema foi tratado em almoço na 3ª feira (30.set) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na reunião, foi decidido que o texto seria mantido como está.

A oposição, porém, articula para derrubar a forma de compensação proposta pelo Executivo. Deputados do PL devem apresentar emenda para eliminar o mecanismo. Como alternativa, podem propor que a medida só entre em vigor em 2027.

Segundo cálculos do governo, a ampliação da faixa de isenção deve beneficiar mais de 10 milhões de brasileiros — a maioria nas regiões Sudeste e Sul, onde Lula tem menor apoio eleitoral. A aprovação do projeto é vista como trunfo político para a campanha de reeleição do petista em 2026.

Poder 360

São Bento do Norte /RN: Prefeito Dão Monte Negro asfalta orlado farol priorizando a mobilidade urbana.

A Prefeitura Municipal de São Bento do Norte, no Litoral Norte do estado ,sob a gestão do prefeito Dão Monte Negro, realiza um sonho aguardado pela população, o asfaltamento da Avenida do Farol, um dos cartões- postais do município. Essa ação reforça o compromisso da administração em valorizar a mobilidade urbana e impulsionar o turismo local.

Além do asfaltamento realizado na orla do farol , o local está recebendo melhorias significativas , como a instalação de iluminação em Led de alta eficiência e a construção de um calçadão moderno. Essas melhorias estão transformando o espaço , tornando-o muito mais acolhedor, agradável para os visitantes e moradores ,além de aumentar consideravelmente a segurança para todos que passam pelo local.

Os serviços mencionados fazem parte da primeira fase do projeto, que está avançando de forma rápida e eficiente. O prefeito Dão Monte Negro realizou uma visita ao local para acompanhar de perto o progresso das obras em andamento. Ele esteve acompanhado pelo secretário de Administração Gurlan e o chefe de Gabinete Civil Edmilson, que também participaram da inspeção. Essa ação tem como objetivo garantir que toda população esteja devidamente informada sobre as ações prioritárias que estão sendo realizadas para o desenvolvimento sustentável e continuo do município.

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Ceará-Mirim sedia lançamento do Projeto InspirAÇÃO com Diego Ribas e Bruna Letícia

Na manhã desta terça-feira (30), Ceará-Mirim foi palco do lançamento do Projeto InspirAÇÃO, iniciativa pioneira do Sebrae/RN que une saúde emocional, responsabilidade afetiva e mentalidade empreendedora para transformar a realidade de alunos, famílias e escolas da rede pública.

O encontro, realizado na Escola Municipal Professora Adele de Oliveira, das 9h às 12h, contou com a presença especial dos embaixadores do projeto: Diego Ribas, ex-jogador de futebol (Santos, Atlético de Madrid, Flamengo e Seleção Brasileira) e atual comentarista do Grupo Globo, e Bruna Letícia, influenciadora e criadora de conteúdo digital. Eles compartilharam experiências de vida e carreira com os estudantes do 8º e 9º ano, incentivando sonhos, novos projetos e a confiança no futuro.

Diversas autoridades do município prestigiaram a iniciativa, entre elas a vice-prefeita Professora Margareth, o subprefeito do Litoral e ex-prefeito Júlio César, além de vereadores e secretários municipais, que ressaltaram a importância da parceria para o fortalecimento da educação e da cidadania.

A programação incluiu palestras motivacionais, oficinas, mentorias coletivas, jogos digitais, cartilhas educativas e atividades culturais, além de formações específicas voltadas aos educadores, com foco em aprimorar o ambiente escolar.

“Foi uma honra para nossa cidade receber um projeto desse porte, que trouxe não apenas conhecimento, mas também motivação e esperança para nossos jovens. A presença de Diego Ribas e Bruna Letícia valorizou nossos estudantes e reafirmou o compromisso da gestão com a educação e com o futuro da nossa juventude”, destacou o prefeito Antônio Henrique.

O InspirAÇÃO é fruto da parceria entre o Sebrae/RN e o movimento Enquanto Fôlego Houver, já reconhecido em escolas do Rio de Janeiro. Nesta primeira fase, o projeto está sendo realizado apenas em Natal e Ceará-Mirim, com previsão de expansão para outros municípios em 2026. Os estudantes que mais se destacarem nas atividades serão premiados com uma missão técnica, acompanhados de professores indicados pelas escolas.

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Relator da Anistia recebe familiares de presos do 8/1 nesta quarta (1º)

Paulinho da Força avalia relatório após reuniões e descarta anistia ampla por risco de derrubada no STF

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de anistia, afirmou que vai se reunir nesta quarta-feira (1º), às 11h, com familiares de condenados pelos atos de 8 de janeiro, na liderança do partido na Câmara.

Nessa terça-feira (30), o parlamentar afirmou que trabalha em uma proposta de redução das penas dos condenados, em vez de uma anistia ampla. Segundo ele, líderes partidários avaliam que um perdão total seria derrubado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em uma possível judicialização da matéria

“Todos esses líderes acham que o trabalho de uma anistia ampla, geral e irrestrita vai ser barrada no Supremo. Por isso, eu pretendo continuar achando que a redução de pena é o que vai pacificar o país, na mesma forma que essas pessoas que estão presas vão para as suas casas”, declarou o relator.

Paulinho pretende ouvir todas as bancadas ainda hoje e trabalha ainda para um encontro o ex-ministro José Dirceu (PT). A expectativa é concluir o relatório após as reuniões.

A votação, segundo o deputado, deve ocorrer depois de alinhamento com o Senado.

Contudo, ele ele ressaltou que a articulação entre as Casas cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta.

por CNN

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PESQUISA DATA SENSUS/ MOSSORÓ: Styvenson Valentim lidera 1º voto e Zenaide Maia 2º para senado

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data Sensus em Mossoró, nos dias 27 e 28 de setembro de 2025, revelou o cenário da disputa pelo Senado em 2026 entre os eleitores do município. O levantamento ouviu 800 pessoas, com margem de erro de 3,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

No recorte da pesquisa estimulada para o 1º voto, o senador Styvenson Valentim aparece na liderança com 22,1% das intenções. Logo atrás, a senadora Zenaide Maia soma 20,4%.

Quando o eleitorado foi questionado sobre o 2º voto para o Senado, a liderança é de Zenaide Maia, que aparece com 15,9%.

Os números reforçam que, no eleitorado mossoroense, a disputa pelo Senado tende a ser marcada por um equilíbrio entre os principais nomes já conhecidos da política potiguar, com Styvenson e Zenaide concentrando a maior parte das intenções de voto.

Blog do BG 

Joanna pede que Carlos Eduardo “desarme o palanque”: “Paulinho e eu vencemos a eleição”

Na segunda 29, Carlos Eduardo disse que seu sucessor na Prefeitura, Álvaro Dias (Republicanos) – aliado de Joanna, foi “desleal” e “ingrato” com ele
A vice-prefeita de Natal e atual prefeita em exercício, Joanna Guerra (Republicanos), pediu que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) “desarme o palanque”. Em entrevista à rádio Clube nesta terça-feira 30, Joanna criticou as últimas declarações do adversário e afirmou que Natal deveria se inspirar em cidades vizinhas onde a classe política se une após o período eleitoral.

A fala de Joanna foi uma resposta a uma entrevista dada por Carlos Eduardo à rádio Mix. Na segunda-feira 29, Carlos Eduardo disse que seu sucessor na Prefeitura, Álvaro Dias (Republicanos) – aliado de Joanna, foi “desleal” e “ingrato” com ele por ter apoiado o hoje prefeito Paulinho Freire (União) na última eleição. Em 2024, Carlos Eduardo também foi candidato e ficou em 3º lugar.

“Eu lamento, porque é como se o palanque ainda estivesse armado. Na verdade, as eleições já acabaram. Paulinho e eu vencemos as eleições. Temos feito um trabalho sério por Natal, com muitos resultados”, afirmou Joanna.

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Carlos Eduardo disse que Álvaro Dias rompeu uma amizade de quase 30 anos após ter assumido a Prefeitura em 2018. Segundo Carlos, “você acha que conhece alguém, mas realmente só conhece quando entrega o poder a ela.”

Sobre isso, Joanna Guerra respondeu: “Eu concordo quando ele disse que a gente só conhece a pessoa quando dá poder a ela. Tanto é que a gente conheceu um grande gestor”.

A vice-prefeita, que foi secretária de Planejamento na gestão de Álvaro Dias, listou obras e realizações da administração do ex-prefeito e enalteceu a revisão do Plano Diretor – que ficou desatualizado durante a gestão de Carlos Eduardo.

“Estava há 15 anos engessado, inclusive dentro da gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo. A gente não via mudanças significativas em Natal, e hoje a gente vê os olhos do País voltados novamente para Natal, potenciais de investimento na nossa cidade”, destacou a vice de Paulinho Freire.

“A gente vê em outras cidades, em outros estados, que, quando a eleição acaba, o palanque é desarmado. Aqui, infelizmente, no Rio Grande do Norte, em Natal, a gente não vê isso. O que a gente precisa é de apoio. Se todo mundo que se coloca nessa situação pensasse na cidade e no natalense, a gente talvez estivesse bem melhor do ponto de vista do desenvolvimento econômico e social”, finalizou Joanna.

por Agora RN

SERIDÓ/RN: Dr Tadeu radicaliza com Adjuto Dias na corrida para Assembleia

O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, lançou oficialmente sua candidatura a deputado estadual. No anúncio, ele fez questão de ressaltar sua ligação histórica e eleitoral com Caicó, destacando que seu domicílio eleitoral sempre foi no município.

Durante a entrevista, Dr. Tadeu voltou a se posicionar em relação ao deputado estadual Adjuto Dias, um de seus principais concorrentes na região. Ele afirmou que Adjuto tem domicílio eleitoral em Natal e, portanto, não pode ser considerado representante legítimo de Caicó. A declaração evidencia a rivalidade entre os dois, que devem disputar diretamente a preferência do eleitorado seridoense na corrida para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Por Robson Pires

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Jean Paul Prates confirma saída do PT e negocia filiação até a partidos do ‘centrão’: “Vou-me embora”

Ex-senador critica falta de debate interno no partido no âmbito estadual e defende processo participativo para escolha de candidatos

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates confirmou que deixará o Partido dos Trabalhadores, legenda na qual militou por mais de dez anos. Em entrevista à CartaCapital, ele afirmou manter conversas avançadas com MDB e PDT, partidos pelos quais pode disputar uma vaga no Senado em 2026.

Segundo Prates, a decisão não tem relação com sua saída da Petrobras, determinada pelo presidente Lula no ano passado, mas com o que considera a perda de participação interna no PT potiguar. “Fui senador, presidi a Petrobras, e ainda assim não houve consulta. Meu ponto não é buscar espaço para mim, mas defender que o processo de escolha de candidatos seja participativo, inclusive com as bases”, disse. “Pensei que no PT esta seria a regra. Como não foi, vou-me embora para outro lugar que seja assim.”

O ex-senador explicou que sua desfiliação seguirá três etapas: “A primeira é agradecer e me despedir com uma carta honesta e emotiva, inclusive. Depois, vou fazer a escolha da legenda que nós vamos abraçar e ajudar a construir. E, em terceiro estágio, lá mais para frente, com a legenda, do mesmo jeito que eu tô preconizando que se faça aqui hoje pelo PT, discutir a possibilidade de uma candidatura.”

Prates também voltou a falar sobre sua saída da Petrobras. Ele atribuiu o episódio a “divergências técnicas” com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). Apesar disso, garante que não há mágoa em relação ao presidente Lula: “Com o presidente Lula, a relação continua ótima, não há problema nenhum. Ele reconheceu em diversos momentos, inclusive durante discussões sobre outros assuntos, que eu estava certo, mas que havia uma situação política que ele precisava contemporizar.”

O ex-presidente da estatal, no entanto, criticou a atual condução do setor energético. “Hoje, há uma crise gigantesca acontecendo, que muita gente evita admitir. […] Virou uma espécie de quermesse de megawatts: quem se aproxima mais do ministro, quem tem a voz mais alta, quem faz o lobby mais eficiente leva seus interesses, e os outros se organizam para sobreviver à sombra”, afirmou.

Sobre a gestão de Magda Chambriard à frente da Petrobras, Prates avaliou que a empresa mantém a estratégia delineada em sua administração, mas lamentou decisões que considera equivocadas, como o foco na produção de etanol e o adiamento da entrada no segmento de energia eólica offshore. “Anunciar que ficaria fora desse segmento até 2035 não era necessário, a empresa poderia continuar avançando nesse sentido sem comprometer seus investimentos em pré-sal, petróleo ou gás”, criticou.

Em relação ao cenário eleitoral de 2026, Prates considera Lula favorito, mas alerta para a possibilidade de a oposição lançar vários nomes. “A estratégia deles provavelmente será lançar cinco candidatos contra Lula. Em um debate, será difícil lidar com todos ao mesmo tempo. […] Essa estratégia de múltiplos candidatos tem sido usada globalmente, criando um ‘caos cognitivo’, que até um político experiente como Lula precisa gerenciar.”

Jean Paul critica “Raimundocracia” no PT

Jean Paul Prates já havia criticado a forma como o PT potiguar tem conduzido a escolha de seus candidatos. Em entrevista ao programa Central Agora RN na última quarta-feira 24, ele afirmou estar “decepcionado” com o distanciamento entre o discurso de democracia interna e a prática atual, que chamou de “Raimundocracia”.

“Quando se lança candidato sem discutir com a base, quando a gente não debate mais, não se reúne para isso, quando a gente faz uma eleição para presidente nacional lindíssima, mas logo depois começa-se a escolher candidato sem nenhum processo decisório participativo, eu começo a desconfiar do discurso e da prática”, disse ele, ao jornalista Tiago Rebolo.

Segundo Prates, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, é quem centraliza as definições dentro do partido. “O partido, neste aspecto da escolha de candidatos, é comandado por Raimundo Alves. Raimundo é o comandante do PT. Depois que ele dá aquela entrevista definitiva, todo mundo, imediatamente, sai obedecendo aquilo e fazendo exatamente como ele planeja.”

Ele lembrou que, em 2022, foi preterido na disputa pelo Senado em favor de Carlos Eduardo Alves (PSD), decisão que considera equivocada. “Foi, aliás, a única cadeira que migrou do campo progressista para o conservadorismo e para a direita do Senado, das 81 cadeiras que foram submetidas à sufrágio naquela eleição. A única que nós perdemos para a direita foi a de Jean para Rogério Marinho.”

O ex-senador disse ainda que tem sido desconsiderado nas articulações recentes, mesmo após colocar seu nome à disposição para 2026. “É como se tivesse um recado: ‘olha, se toca que você não está mais na crista da onda, a gente não precisa de você para nada’.”

Apesar das críticas, Prates afirmou que mantém diálogo com a governadora Fátima Bezerra, mas considera cada vez mais difícil permanecer no partido. “Cada vez é mais difícil me convencer de que essa decepção com a forma de escolher candidatos está errada. Fica difícil, porque os atos se repetem.”

Ele concluiu dizendo que não depende de mandatos para seguir sua trajetória: “Não vivo da política, não faço questão de ter espaço em chapa para eventualmente ter mandato. Eu vivo do meu trabalho profissional. Então, se um partido que eu estou não pensa dessa forma, eu talvez tenha que procurar um que pense dessa forma.”

por Agora RN

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