O Complexo Turístico da Redinha foi reaberto temporariamente após ter fechado as portas há quase 11 meses. O equipamento voltou a funcionar com a expectativa de que movimente o turismo na alta estação por meio de serviços culinários, artesanato e atividades culturais. O retorno é resultado de um acordo de cooperação técnica da Prefeitura do Natal com o Serviço Social do Comércio (Sesc/RN) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Felipe Alves, um termo de autorização foi assinado entre a pasta e os permissionários para o retorno temporário dos boxes. “A nossa expectativa é que tenhamos grandes resultados, sobretudo de vendas para os comerciantes que estão lá instalados”, destaca.
A reportagem da Tribuna do Norte visitou o local no primeiro dia de retorno das atividades nessa segunda-feira (22) e verificou um movimento intenso de visitantes e permissionários. A comerciante Maria Betânia, que trabalha vendendo ginga com tapioca na Redinha, comenta que a expectativa é aproveitar a alta estação para melhorar o faturamento das vendas.
Durante o fechamento do Mercado, ela conta que apenas o auxílio disponibilizado pela Prefeitura aos permissionários não cobriu todas as despesas com as quais precisou arcar. “Como é alta temporada, a gente espera que o resultado seja bom. Vai ser em nome de Jesus”, compartilha.
Quem também tem no comércio o seu principal sustento é Ivanize Januário Barbosa, de 78 anos, que herdou da família a arte de preparar a tradicional ginga com tapioca. Assim como Maria Betânia, ela aponta que o fechamento do equipamento trouxe desafios financeiros e precisou alugar um espaço próprio para manter as vendas. Agora, a expectativa é continuar fidelizando a freguesia: “Estou satisfeita e feliz por estar aqui, mesmo que seja até carnaval”.
Além das atrações culinárias, o secretário destaca que foi realizada uma parceria com o Sesc/RN para a realização de atividades culturais aos fins de semana. Outro ponto que pode ser desfrutado pelos visitantes são os estandes com produtos feitos por artesãos do Estado.
A servidora pública Joedna Canela veio de Mossoró para aproveitar a capital potiguar com a família e não esconde a alegria em prestigiar a reabertura do Mercado. “Para mim, que sou turista, é uma felicidade estar aqui, por coincidência, no dia de hoje. Além disso, a gente vai ver um pouco da nossa cultura avançar cada vez mais e o turista ser sempre bem acolhido, principalmente numa cidade do porte de Natal”, relata.
Concessão segue como prioridade
O Mercado da Redinha fechou as portas no fim de janeiro deste ano, após o primeiro edital de licitação dar deserto. Em maio, a Prefeitura selecionou a empresa para elaborar os estudos técnicos-financeiros, jurídicos e ambientais para uma nova tentativa de concessão.
Já em julho, a Justiça Federal concedeu uma decisão liminar que determina a realização de Consulta Prévia, Livre e Informada (CLPI) à comunidade tradicional local sobre o equipamento, o que estacionou o processo de concessão.
O titular da Secretaria de Parcerias e Concessões (Sepae) de Natal, Arthur Dutra, aponta que a Prefeitura já iniciou os processos para realizar a Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto aos representantes das comunidades tradicionais da Redinha. Até o momento, contudo, não há uma data para conclusão.
“Por se tratar de um processo que exige metodologia adequada, boa-fé e construção conjunta de etapas e cronograma com os participantes, não é recomendável fixar, neste momento, um prazo fechado para sua conclusão; tão logo haja definição formal do calendário, o Município dará a publicidade cabível”, explica.
Ele reforça, ainda, que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) está acompanhando o caso e a prioridade é assegurar a condução do projeto com segurança jurídica, transparência e considerando as decisões proferidas.” A concessão do Complexo Turístico da Redinha permanece como prioridade estratégica e será levada adiante, na medida em que a consulta avance e os encaminhamentos necessários sejam consolidados”, complementa.
Até o dia 22 de fevereiro de 2026, o mercado funcionará de domingo a domingo, das 7h às 19h. De sexta a domingo ocorrerão ações educativas e culturais do Sesc a partir das 16h.
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