Deputados veem interferência do STF na política

Parlamentares de oposição do Rio Grande o Norte também avaliam a interferência da Suprema Corte na politica econômica do país, como a deputada federal Carla Dickson (União-RN), para quem o ministro Alexandre de Moraes “ignora o Congresso Nacional ao restabelecer o IOF salvo exceções, maus um golpe que penaliza quem menos pode pagar”.

Para Carla Dickson, o Congresso “foi derrotado, o governo comemora e o cidadão comum que se vire”, enquanto o STF “dobra a caneta a favor de interesses, erguendo a bandeira tributária sobre os mais vulneráveis”.

Segundo Dickson, o ministro Moraes “atende Lula” retomando o aumento do IOF: “Aquela história de taxar os super ricos? Conversa pra boi dormir, quem vai pagar a conta, mais uma vez, são os mais pobres”.

O deputado federal General Girão (PL-RN) diz que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de manter o decreto do governo Lula e aumentar o IOF “é mais uma demonstração do desequilíbrio entre os Poderes no Brasil”.

“Tudo isso mesmo após a revogação do texto pelo Congresso Nacional. A decisão, tomada de forma monocrática durante o recesso do Judiciário, representa mais uma afronta direta à soberania do Legislativo e ao princípio da separação dos Poderes”, destacou.


Na avaliação de Girão, a justificativa do ministro Morais foi baseada “na tese de que o Executivo tem legitimidade para editar decretos sobre o IOF por tratar-se de imposto regulatório”.


Na prática, segundo Girão, o STF “continua validando o uso do tributo como ferramenta arrecadatória, mesmo sob forte contestação política e técnica – inclusive de setores econômicos afetados diretamente pelas novas alíquotas”.

Por TN

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Bolsonaro diz sentir que vai ser preso até mês que vem: ‘Estou no cadafalso’

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nessa sexta-feira sentir que vai ser preso até o mês que vem, no âmbito do julgamento que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado. A declaração foi dada à agência Reuters.

“O sentimento é que (prisão) vai acontecer, até o mês que vem, que é o julgamento. Nunca se viu um processo tão rápido como o meu”, disse ele ao ser perguntado sobre se acha que vai ser preso. “Eu estou no cadafalso. Na hora que o soberano Alexandre de Moraes achar que tem que chutar o banquinho, ele chuta”.

O ex-presidente se emocionou durante a entrevista ao falar do filho Eduardo, que se licenciou do mandato de deputado federal e está nos Estados Unidos trabalhando punições a empresas brasileiras por causa do processo do pai.

Bolsonaro disse que, entre todas as medidas cautelares, a mais dura é a de não poder mais conversar com o filho — com quem afirmou se falar “dia sim, dia não” — e afirmou acreditar que o deputado não volta mais ao Brasil.

“Acredito que ele não voltará. Se voltar, vai ser preso. O Eduardo é um garoto inteligente, fala inglês muito bem, fala espanhol, domina o árabe. Tem bom relacionamento com o governo Trump. Eu acredito que ele vá buscar uma alternativa de se tornar um cidadão americano e não volte mais para cá. Enquanto o Alexandre de Moraes tiver o poder de prender quem ele bem entender”, afirmou.

Mais cedo, na chegada ao estacionamento do diretório do Partido Liberal, onde Bolsonaro se dirigiu após passagem na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para a instalação da tornozeleira, ele tinha dito que Eduardo pode concorrer ao Senado via procuração.

“A suspeita é um exagero. Sou ex-presidente da República, tenho 70 anos de idade. Suprema humilhação. É a quarta busca e apreensão em cima de mim”, afirmou. “O inquérito do golpe é um inquérito político. Nada de concreto existe ali.”

O ex-presidente ainda afirmou que não tentou fugir. “Sair do Brasil é a coisa mais fácil que tem. Não conversei com ninguém [sobre deixar o país]”.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que Alexandre de Moraes está se afirmando como ditador, após seu pai, Jair Bolsonaro, ser alvo de buscas realizadas pela Polícia Federal nesta sexta-feira 18.

Ele também pede que os “Estados Unidos, o país da liberdade e lar dos corajosos, mandem uma resposta” para o Brasil. “Para não deixar que o modelo de censura brasileira seja exportado para outros países.”

As falas foram dadas em inglês no programa WarRoom do ex-estrategista de Donald Trump e um dos principais expoentes da extrema direita, Steve Bannon.

Jair está proibido de acessar redes sociais e de falar com Eduardo, que está nos EUA. Isso, para Eduardo, é o “Brasil estabelecendo um novo modelo de censura.”

“Se Moraes vencer essa guerra —o que eu não acho que vai acontecer—, será um estrago para o Brasil e para o Ocidente”, afirmou.

Eduardo afirmou que Jair “cumpriu todas as ordem de Moraes, mesmo considerando que todas elas eram ilegais”. Ele considera, assim como o pai, o pedido de busca uma “humilhação” e que Moraes está “dobrando a aposta” após a taxação dos EUA.

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) acusou o STF de ser um “escritório de advocacia da extrema esquerda” e afirmou que “não há mais democracia no Brasil”.

Chamando Alexandre de Moraes de “ditador de plantão”, Gonçalves disse que o ministro age de forma “covarde” e “arbitrária” ao determinar medidas como o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro.
O parlamentar classificou as ações do STF como parte de um “regime ditatorial” já instalado no Brasil e acusou Moraes de violar direitos e liberdades individuais por interesse político.

“Todos sabem a ânsia que esse sistema corrupto tem de matar o presidente Bolsonaro. Eles não querem prender não, eles querem matar o presidente. Mas como eu disse, não matam a ideia. A ideia está plantada no coração do povo brasileiro”, afirmou Gonçalves.

Sargento Gonçalves também direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem acusou de “covardia” por não pautar pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. “Deus não te colocou nessa cadeira para ser covarde. Não permita que esse ministro roube a liberdade do povo brasileiro”, cobrou.

O deputado fez apelos ao Congresso e à população para que se mobilizem contra o que chama de “usurpação dos Poderes” por parte do Supremo. “O STF rasga decisões do Congresso com uma canetada. Isso é inadmissível. Não podemos aceitar como normal um ministro derrubar sozinho a decisão de 513 deputados e 81 senadores”, disse.

Em tom alarmista, Gonçalves sugeriu que o Brasil caminha para se transformar em uma nova Venezuela e disse que “não irá se calar nem se render”. Ele convocou a população a “não se acovardar” e “ir às ruas, pacificamente”, para defender a Constituição e a liberdade.

“Ninguém nasceu de seis meses para ter medo de ministro do STF não. Não iremos nos acovardar. Podem fazer o que for. Igualmente tem outros milhares, milhões de brasileiros dispostos a denunciar, a enfrentar, a cobrar a nossa liberdade, democracia, estado democrático de direito, a Constituição de 1988”, destacou.

Lula: ‘Não vou entregar esse país de volta àquele bando de malucos’

Durante um evento em Missão Velha, no interior do Ceará, o presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira 18 que deverá ser candidato à reeleição em 2026 para impedir a volta ao poder do que ele chamou de “bando de malucos”, em referência ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não vou entregar esse país de volta àquele bando de malucos que quase destroem esse país nos últimos anos. Eles não voltarão, podem estar certos disso”, afirmou. “Não voltarão não é porque Lula não quer, é porque vocês não vão deixar eles voltarem.”

“Se tiver com a saúde que estou hoje, com a disposição que estou hoje, podem ter certeza que serei candidato outra vez para ganhar eleições nesse país”, acrescentou Lula.

Lula …

Ministros vão propor a Lula restrição de vistos de autoridades dos Estados Unidos

Ministros de Lula (PT) devem propor ao petista que determine a restrição de vistos para autoridades americanas que compõem o governo Donald Trump.

O pedido também deve mirar dirigentes de big techs entrarem no Brasil.

 medida será em resposta ao secretário de Estado do governo Donald Trump, Marco Rubio, que nesta sexta-feira (18) anunciou a revogação dos vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seus familiares e seus aliados no tribunal. A sanção tem efeito imediato. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

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“Seguirei a orientação do prefeito Paulinho Freire”, diz Eriko Jácome

Presidente da Câmara Municipal de Natal (CMN), o vereador Eriko Jácome (PP) comemora “o momento de protagonismo e alta produtividade” da Casa, que no primeiro semestre de 2025 aprovou mais de 2.300 requerimentos e mais de 200 proposições, entre projetos de Lei, decretos, resoluções e projetos complementares.

Já no terceiro mandato legislativo, Eriko Jácome considera-se um liderado do prefeito Paulinho Freire (União Brasil) e a quem deve acompanhar politicamente nas eleições do ano que vem, quando pretende disputar mandato de deputado estadual, federal ou até mesmo de vice-governador. “Acredito que ele fará a melhor escolha no momento certo, pensando nas eleições de 2026. Essa grande chapa ainda está em formação, e seguirei a orientação do grupo, que tem avaliado com responsabilidade e critério todas as possibilidades”.


Para Jácome, “a união das forças de direita é fundamental para apresentar ao povo do Rio Grande do Norte um projeto político coeso, responsável e sintonizado com os anseios da população. Não há espaço para vaidades”

Qual o balanço que o presidente de sua gestão na Câmara Municipal de Natal (CMN) e análise das atividades da Casa nesse primeiro semestre?
O balanço deste primeiro semestre é extremamente positivo. A Câmara Municipal de Natal vive um momento de protagonismo e alta produtividade. Só nesses primeiros seis meses, aprovamos mais de 2.300 requerimentos e mais de 200 proposições, entre Projetos de Lei, Decretos, Resoluções e Projetos Complementares. Nosso foco tem sido ouvir a população, e isso se reflete tanto na qualidade quanto na quantidade das matérias que têm sido apreciadas. Acredito que tivemos uma atuação democrática, marcada por muito diálogo dentro da Casa Legislativa, onde os parlamentares puderam contribuir de forma ativa e construtiva. Também fortalecemos parcerias importantes com instituições como o Ministério Público, Fecomércio, CDL e outras entidades representativas. Além disso, mantivemos uma relação de responsabilidade e sintonia com a Prefeitura, aprovando pautas essenciais para o desenvolvimento da nossa cidade. A verdade é que a Câmara tem mostrado, todos os dias, que está em sintonia com os interesses de Natal e da sua população.

Afora a votação do orçamento geral do município, tem algum projeto mais importante que o senhor queira destacar?
Sim, além da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2026 e da revisão do Plano Plurianual (PPA-2022/2025), tivemos votações muito relevantes. Destaco a aprovação das normas de unificação das Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs), que modernizam nosso regramento urbanístico e apontam para uma Natal mais sustentável e organizada. Também aprovamos projetos inclusivos importantes, como os voltados à proteção de pessoas com deficiência, ao combate à violência contra a mulher e à ampliação de direitos sociais. Outro ponto importante foi o reajuste salarial dos professores da rede municipal, uma pauta histórica que teve nosso apoio incondicional. A verdade é que foram inúmeros projetos nas mais diversas áreas: urbanismo, saúde, educação, mobilidade, cultura e direitos humanos. Isso mostra que a Câmara não apenas legisla, como também responde às necessidades concretas da cidade.

Qual sua análise do primeiro semestre da gestão do prefeito Paulinho Freire (União Brasil) em Natal?
Paulinho Freire tem feito uma gestão extremamente eficiente e comprometida. Em apenas sete meses, já entregou resultados históricos. Um exemplo claro foi o maior São João da história da cidade, um evento grandioso que movimentou o turismo, gerou renda, empregos formais e informais e ainda arrecadou mais de 5 toneladas de alimentos para doação. Foi um sucesso que uniu cultura, economia e responsabilidade social. Outro ponto que merece destaque é a convocação de 710 professores, reforçando a educação municipal. E temos acompanhado ainda a requalificação de praças, a modernização da iluminação pública com lâmpadas de LED, que tem impactado diretamente na sensação de segurança e diversas obras estruturantes. Vejo uma prefeitura que está nas ruas, dialogando, ouvindo e entregando. Como vereador e presidente da Câmara, me sinto à vontade para afirmar que estamos diante de uma gestão que tem feito a diferença em tempo recorde.

Já dialogou com o Poder Executivo sobre envio de projetos de interesse para o município no segundo semestre? Quais?
Sim, o diálogo com o prefeito Paulinho Freire tem sido constante e construtivo. Estamos sempre discutindo propostas que possam contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento de Natal e melhorar a vida da população. Já começamos a avaliar algumas possibilidades para o segundo semestre, mas, por enquanto, ainda não há projetos definidos ou formalizados.

Em poucos meses à frente da presidência da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam-RN), o que o senhor já desenvolveu ou pretende desenvolver de ações em parceria com os legislativos da capital e do interior?
Assumir a presidência da Fecam-RN tem sido uma grande missão. Já iniciamos articulações importantes com as câmaras do interior, com o objetivo de fortalecer o legislativo municipal em todo o estado. Estamos focando em capacitação técnica, ampliação da transparência e promoção de ações em todo RN. Queremos que a Fecam seja um elo entre os municípios do nosso estado, valorizando a atuação dos vereadores e oferecendo suporte para que os parlamentos locais sejam mais eficientes e próximos da população.

O senhor apoia a pré-candidatura de Rogério Marinho ao governo? Tendo em vista a sustentação que PL deu à campanha vitoriosa de Paulinho, em Natal, que o senhor também fez parte?
Tenho muito respeito e admiração pelo trabalho do senador Rogério Marinho. Ele construiu uma trajetória sólida e tem uma visão de desenvolvimento que dialoga com muitas das pautas que defendo. No momento, integro um grupo político liderado pelo prefeito Paulinho Freire, em quem confio e acredito que fará a melhor escolha no momento certo, pensando nas eleições de 2026. Essa grande chapa ainda está em formação, e seguirei a orientação do grupo, que tem avaliado com responsabilidade e critério todas as possibilidades.

O senhor acredita que a direita pode marchar unida às eleições de 2026?
Acredito e defendo isso com convicção. A união das forças de direita é fundamental para apresentar ao povo do Rio Grande do Norte um projeto político coeso, responsável …

Lula convoca chanceler após Trump revogar vistos de ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para um encontro no Palácio da Alvorada neste sábado, após o anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a revogação dos vistos de entrada de vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são de O Globo.

Segundo o jornal, durante a reunião, a principal pauta teria sido a preparação para a viagem de Lula ao Chile, onde participará de uma reunião de alto nível focada na proteção dos regimes democráticos. O presidente deve embarcar no domingo e retornar na segunda-feira,.

A medida, divulgada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, também atingiu familiares e aliados dos magistrados.

Rubio justificou a revogação dos vistos afirmando que o governo americano responsabiliza estrangeiros que, segundo ele, restringem a liberdade de expressão protegida nos Estados Unidos.

Em comunicado oficial, Lula manifestou sua discordância com a ação, qualificando-a como uma interferência injustificada e sem respaldo legal.

O presidente expressou apoio aos membros da Corte e destacou que pressões externas não abalarão o compromisso das instituições brasileiras com a defesa da democracia e da soberania nacional.

Por InfoMoney

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Planalto fornece conteúdo para militância do PT tentar desgastar Bolsonaro nas redes após tornozeleira

Enquanto os principais ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotam discrição diante da operação da Polícia Federal desta sexta-feira,18, a militância do PT atua para desgastar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com conteúdo cedido pelo próprio Palácio Planalto.

Em nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República afirmou que seus integrantes se dedicam exclusivamente à produção de conteúdos de natureza institucional do governo e que vídeos usados pela estratégia de comunicação do PT foram os mesmos enviados para setores do governo (leia mais abaixo).

Com a operação contra Bolsonaro, a ordem nos grupos de WhatsApp usados pelo partido para a disputa política era focar na repercussão do pronunciamento de Lula, levado ao ar na véspera, e na ação que levou Bolsonaro a sofrer medidas cautelares, como monitoramento com tornozeleira eletrônica.

A coordenação da estratégia digital petista disponibilizou, ainda na manhã de sexta, “cortes” do pronunciamento em que Lula cita indiretamente Bolsonaro, como o trecho em que o presidente diz que “alguns políticos” são “traidores da Pátria”.

Dez versões do pronunciamento haviam sido disponibilizadas, em grupos de WhatsApp da rede de influenciadores do PT, por meio de um link, somente três minutos após o pronunciamento de Lula ir ao ar em cadeia nacional, ainda na quinta-feira.

Os recortes tinham na “digital” de criação o email pessoal de Mariana Gurgel Zoccoli, diretora do Departamento de Produção, Edição e Acervo da Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Secom. Procurada pelo mesmo canal, a diretora não deu retorno.

Os demais conteúdos disseminados pela rede petista tinham paralelo com recortes da declaração de Lula recomendados para a militância e com a campanha “Pode Espalhar”, lançada pelo PT e arquitetada por uma das agências de comunicação que prestam serviços a esse ecossistema.

A estratégia tem por trás o Instituto Lula, a Fundação Perseu Abramo e sindicatos. Os materiais são produzidos por Agências de comunicação contratadas pelo partido e por outras entidades.

O que diz a Secom 

Procurado para esclarecer como se dá aval à interlocução de servidores do governo com estrategistas que prestam serviços ao partido político, a Secom disse que seus colaboradores só produzem conteúdos institucionais, “sem sofrer interferências de quaisquer agentes externos nem executar tarefas para outras entidades”.

Disse ainda que no caso dos cortes do pronunciamento de Lula que acabaram quase instantaneamente usados pela coordenação da campanha petista “houve edição do conteúdo para distribuição aos diversos órgãos do governo, aos ministros e a parlamentares”.

“Cabe destacar que o material foi publicado nos canais oficiais do presidente e nos perfis gov.br e que o engajamento para distribuição de conteúdo é estratégia comum e legítima no âmbito da comunicação em redes sociais”, acrescentou.

Por Estadão

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Moraes determina que PGR investigue postagens de Eduardo Bolsonaro com foto antiga do ministro

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou neste sábado (19) que postagens feitas em rede social pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro depois que a PF (Polícia Federal) cumpriu mandados na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro sejam incluídas em uma investigação sobre o parlamentar pela atuação dele nos Estados Unidos contra o Brasil.

Segundo o ministro, Eduardo “intensificou as condutas ilícitas objeto destas investigações, por meio de diversas postagens e ataques ao STF nas redes sociais”.

Moraes citou três publicações. Uma delas é uma nota à imprensa publicada por Eduardo no Facebook. No texto, o deputado licenciado chama o ministro de “ditador” e afirma que as medidas foram tomadas para “fazer do meu pai um refém”.

Na outra publicação, feita no X, antigo Twitter, Eduardo postou uma foto de Moraes com a frase “Talvez o Moraes não sabe se o Filipe Martins foi ou não aos EUA, mas agora todo mundo sabe que o Moraes não vai!”.

Esse post foi feito depois que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que determinou a revogação do visto de Moraes.

A terceira publicação foi uma entrevista dada pelo parlamentar a um jornal, onde ele diz que o presidente americano Donald Trump “não vai recuar”.

Em 26 de maio, Moraes determinou que Eduardo fosse investigado por supostas ações cometidas nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

Em 7 de julho, o ministro prorrogou o inquérito por mais 60 dias. Na decisão, o ministro considerou a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes.

A determinação deste sábado adiciona as postagens às investigações em curso. Eduardo é investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado democrático de Direito.

Por R7

Análise: Brasil é o único país que não consegue negociar com os EUA

Até mesmo integrantes do Brics e adversários dos EUA têm obtido progressos nas disputas comerciais

A falta de progressos nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos chama a atenção. Outros países, incluindo membros do Brics, como China, Índia, Indonésia e Vietnã, têm avançado de forma significativa nas tratativas com o governo Trump.

Em entrevista à CNN Internacional, o presidente Lula disse que houve “mais de dez” reuniões do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e do chanceler Mauro Vieira, com integrantes do governo americano. E que o Brasil mandou uma carta no dia 16 de maio com uma proposta, sem obter resposta.

Não é o caso de outros países. A Indonésia firmou acordo na terça-feira (15) com os Estados Unidos, reduzindo as tarifas americanas de 32% para 19% sobre produtos indonésios. É alta, mas é a mais baixa conseguida em acordos de outros países do Sudeste Asiático com os Estados Unidos: o Vietnã, também novo membro do Brics, aceitou 20 %; Filipinas, 21 %; Malásia, 25 %; Tailândia e Camboja, no mínimo 36 %.

Em troca, a Indonésia se comprometeu a comprar US$ 15 bilhões em energia dos EUA, US$ 4,5 bilhões em produtos agrícolas e 50 aviões da Boeing. Foram eliminadas ainda tarifas sobre exportações americanas à Indonésia e estabelecidas penalidades para mercadorias chinesas reexportadas através do país.

A Índia, como a Indonésia integrante do Brics, está em estágio avançado de negociação para um acordo provisório, que prevê a redução de tarifas recíprocas com os Estados Unidos. Uma equipe indiana esteve em Washington para a quinta rodada de discussões, e ambos os lados demonstram otimismo de que um acordo possa ser fechado nas próximas semanas. O próprio presidente Donald Trump fez referência a isso.

A China, líder do Brics e principal adversária dos Estados Unidos, obteve no dia 12 de maio acordo preliminar com o governo americano. Os EUA reduziram sua sobretaxa de 145 % para 30 % e a China, de 125 % para 10 %.

Diante da alíquota imposta por Trump em abril, o governo em Pequim suspendeu o fornecimento de minérios estratégicos para os Estados Unidos, que reagiram restringindo ainda mais a exportação de chips sofisticados para a China. Isso foi superado em maio. Ou seja, são questões bem mais estratégicas do que as que os Estados Unidos têm com o Brasil.

Com o Japão, o contencioso gira em torno de barreiras japonesas à importação de automóveis e cereais americanos. São dois setores muito sensíveis para a economia e até para a cultura japonesa. No caso dos automóveis, cujas exportações representam 3% do PIB, o Japão impõe regras de segurança consideradas excessivas para os padrões americanos. E o Japão preserva sua segurança alimentar e sua agricultura quase como tabus.

Mesmo assim, as negociações não foram concluídas principalmente porque o Japão realiza eleições para a Câmara Alta (equivalente ao Senado) no domingo. O Partido Liberal-Democrata, no governo, sente-se vulnerável a discursos nacionalistas na oposição.

Mas tem havido telefonemas entre os ministros do Comércio dos dois países e o primeiro-ministro Shigeru Ishiba pretende se reunir com o influente secretário americano do Tesouro, Scott Bessent, antes do prazo fatal de 1º de agosto.

A Coreia do Sul iniciou negociações com os Estados Unidos imediatamente depois das tarifas anunciadas por Trump no dia 2 de abril, mesmo em meio ao processo de impeachment de seu presidente, Yoon Suk Yeol. Estão em discussão a abertura do mercado agrícola e cooperação industrial, incluindo a revitalização de estaleiros nos Estados Unidos, além de medidas de contenção da China. Acordo “de princípio” pode ser firmado até 1º de agosto.

Negociações estão em curso com o objetivo de evitar tarifas de até 30% sobre produtos mexicanos, não contemplados pelo acordo comercial USMCA, com prazo para 1.º de agosto. Também está sendo discutida a tarifa de 25% imposta por Trump sobre aço de todos os países.

A Argentina ficou com a tarifa de 10%, imposta por Trump aos países com superávit americano na balança comercial, como é o caso do Brasil. Os dois países negociam um acordo de tarifa zero para 70% a 80% dos produtos. Bessent visitou Buenos Aires em abril.

por CNN

Gleisi reage à revogação de vistos de ministros do STF e critica interferência dos EUA

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu nesta sexta-feira, 18, à decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto de entrada de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) naquele país. A sanção foi aplicada a Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes.

Para Gleisi, a decisão é uma “afronta” ao Poder Judiciário brasileiro e à soberania nacional”.

“Essa retaliação agressiva e mesquinha a uma decisão do Tribunal expõe o nível degradante da conspiração de Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro contra o nosso país. Não se envergonham do vexame internacional que provocaram no desespero de escapar da Justiça e da punição pelos crimes que cometeram”, disse ela nas redes sociais.

A ministra afirmou, ainda, que, “ao contrário do que planejaram, a Suprema Corte do Brasil se engrandece nesse momento, cumprindo o devido processo legal, defendendo a Constituição e o Direito, sem jamais terem se dobrado a sanções e ameaças de quem quer que seja”.

No fim da publicação, Gleisi recorreu a um raciocínio também usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil está com a Justiça, não com os traidores. O Brasil é do povo brasileiro!”, destacou.

A decisão de retirar o visto de entrada de Moraes, “seus aliados na Corte” e familiares foi anunciada pelo secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio.

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AG), Jorge Messias, manifestou, por sua vez, “apoio e solidariedade” aos magistrados e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também teve o visto revogado pelos Estados Unidos.

“Não se pode coadunar com a deturpação que pretende imputar a tais autoridades brasileiras a prática de atos de violação de direitos fundamentais tampouco censura à liberdade de expressão, quando em verdade sua atuação se orienta nos estritos limites do ordenamento jurídico, em favor da conservação da integridade da nossa Democracia e dos predicados do Estado de Direito”, escreveu o advogado-geral da União em postagem publicada nas redes sociais.

Para Messias, o exercício da jurisdição não pode sofrer, em hipótese nenhuma, “assédio de índole política”, muito menos por parte de outro País.

“Asseguro que nenhum expediente inidôneo ou ato conspiratório sórdido haverá de intimidar o Poder Judiciário de nosso país em seu agir independente e digno”, destacou o ministro.

Por MSN

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Para Lula, Zanin chamou tornozeleira de ‘indigna’

Por Cláudio Humberto

Ágil para convocar nesta sexta (18) sessão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que referendou a tornozeleira eletrônica imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Cristiano Zanin, que preside o colegiado, defendeu que o Estado não poderia obrigar Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, a usar o aparelho. Em 2019, ainda advogado do petista, Zanin declarou à Folha: “Na minha visão, Lula tem o direito de recusar a usar tornozeleira”.

Coisa indigna

Zanin chegou a dizer que Lula considerava a tornozeleira “negativa para a dignidade” e, portanto, não poderia ser obrigado a usar.

Antes era humilhação

Como advogado de Lula, Zanin dizia que o uso da tornozeleira era uma tentativa dos procuradores de “impor uma nova humilhação” ao petista.

Vapt-vupt

Na 1ª Turma, o agora ministro Zanin se apressou para votar apoiando a medida contra Bolsonaro. Precisou de pouco tempo até registrar o voto.

Descondenado

No caso de Bolsonaro, o processo mira seu filho Eduardo. Com Lula, o condenado, foi o petista, em processo que o STF depois jogou no lixo.

Por Cláudio Humberto – Diário do Poder

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Maioria defende nem Lula nem Bolsonaro em 2026, mas renovação só deve vir em 2030

Especialistas analisam a rejeição a Lula e Bolsonaro em 2026 e debatem quando o Brasil poderá romper a polarização e renovar suas lideranças políticas.

No Dois Pontos, especialistas analisam o desejo por novas lideranças e discutem quando o Brasil deve superar a polarização entre Lula e Bolsonaro.

Uma pesquisa recente da Genial/Quaest mostra que dois em cada três brasileiros defendem que o presidente Lula não dispute a reeleição em 2026. O levantamento também indica que a maioria espera que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, abandone o discurso de que será candidato para apoiar outro nome. Os dados revelam uma demanda por renovação política, ainda sem alternativas viáveis no cenário eleitoral atual.

Parte da elite política e analistas avaliam que só a partir das eleições de 2030, quando Lula e Bolsonaro provavelmente estarão fora da disputa, o País começará a vislumbrar novas lideranças nacionais. Isso, no entanto, não significa que ambos deixarão de influenciar o processo eleitoral.

Tanto o lulismo quanto o bolsonarismo devem continuar a repercutir mesmo após a saída de cena de seus principais líderes. Fenômeno semelhante ao observado após a morte de Getúlio Vargas, quando a política brasileira permaneceu dividida entre getulistas e antigetulistas.

Para discutir o tema, o Dois Pontos desta semana recebe Sergio Fausto, diretor-geral da Fundação Fernando Henrique Cardoso, e Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

O episódio tem apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e participação do repórter de Política Zeca Ferreira.

por Estadão 150

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Parlamentares reagem à operação da PF contra ex-presidente Jair Bolsonaro

Políticos do governo e da oposição usam redes sociais para comentar decisão do STF que impõe tornozeleira eletrônica e outras restrições a Jair Bolsonaro.

Parlamentares reagiram nesta sexta-feira (18) à operação da Polícia Federal que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de acesso às redes sociais.

🔎 A decisão do Supremo Tribunal Federal foi tomada a partir de mandado da Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Bolsonaro é investigado pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ataque à soberania nacional.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, também comentou as medidas impostas pelo STF.

Em inglês, ele afirmou que o ministro Alexandre de Moraes “redobra a aposta” após a divulgação, no dia anterior, de um vídeo de Jair Bolsonaro direcionado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eduardo detalhou as restrições aplicadas ao pai, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno, a proibição de uso de redes sociais, de comunicação com embaixadores e diplomatas estrangeiros e com outros investigados. “Eu e meu irmão Carlos estamos sob investigação”, acrescentou.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também filho do ex-presidente, classificou as medidas impostas pelo STF como “humilhação proposital” e afirmou que elas deixarão “cicatrizes nas nossas almas”. Em publicação nas redes sociais, disse que a proibição de comunicação entre pai e filho é “o maior símbolo do ódio” atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão.

Flávio comparou o episódio a uma “inquisição” e destacou que a data da operação, 18 de julho, coincide com o Mandela Day — data internacional que celebra a resistência e a luta pela liberdade. “Deus vai te honrar, pai!”, escreveu, acrescentando que Bolsonaro sairá “ainda maior e mais forte” do episódio.

Flávio Bolsonaro comenta a operação da PF contra o pai — Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro comenta a operação da PF contra o pai — Foto: Reprodução

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, comentou com a decisão do STF. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que “um possível plano de fuga ficou mais difícil” após a imposição da tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro. Marinho também mencionou que, diferentemente de uma “joia das Arábias”, o equipamento “não poderá ser desviado nem vendido”.

“TOC, TOC, TOC! Agora, um possível plano de fuga ficou mais difícil. O @STFdeterminou uso de tornozeleira eletrônica no ex-presidente golpista, e a @policiafederal já cumpriu a decisão da Justiça. Como não é uma joia das “Arábias”, não poderá ser desviada nem vendida. #AnistiaNão”, escreveu.

Na outra ponta, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) classificou as medidas impostas pelo STF como um “ato absurdo de perseguição política”. “Censuraram suas redes, proibiram de falar com o filho e obrigaram a usar tornozeleira eletrônica”, escreveu. Zema afirmou ainda que o processo contra Bolsonaro estaria “cheio de abusos e ilegalidades” e criticou o que chamou de politização da Justiça: “Não existe democracia quando a Justiça é politizada”.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também publicou mensagem em apoio a Jair Bolsonaro. “Coragem é um atributo que quem conhece Jair Bolsonaro sabe que nunca lhe faltou”, escreveu. Ele afirmou que o ex-presidente “não faltou para defender a liberdade, valores, ideais e combater injustiças” e disse ainda que “não conheço ninguém que ame mais este país, que tenha se sacrificado mais por uma causa, quanto Jair Bolsonaro”.

Sobre as restrições impostas, declarou: “Não imagino a dor de não poder falar com um filho. Mas se as humilhações trazem tristeza, o tempo trará a justiça. Não haverá pacificação enquanto não encontrarmos o caminho do equilíbrio. Não haverá paz social sem paz política, sem visão de longo prazo, sem eleições livres, justas e competitivas. A sucessão de erros que estamos vendo acontecer afasta o Brasil do seu caminho. Força, presidente”.

g1 e GloboNews

VEJA VÍDEO: Bolsonaro diz que investigação contra ele é política e ‘suprema humilhação’: ‘Nunca pensei em sair do Brasil ou ir pra embaixada’

Ele confirmou que teve 14 mil dólares apreendidos em casa: ‘Tem recibo do Banco do Brasil’.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como política a investigação que o levou a ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18) e resultou na imposição de medidas restritivas por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele colocou uma tornozeleira eletrônica e não poderá se aproximar de embaixadas.

Em entrevista à imprensa, após colocar a tornozeleira, Bolsonaro negou que estivesse planejando deixar o país. “Nunca pensei em sair do Brasil ou ir para embaixada”, afirmou o ex-presidente.

Bolsonaro disse ainda que as medidas contra ele são uma “suprema humilhação”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que a “concreta possibilidade de fuga” do ex-presidente é um fator determinante para a adoção de medidas cautelares. O pedido foi acatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por determinação de Moraes, Bolsonaro também está proibido de sair à noite, de se comunicar com outros investigados, de manter contato com diplomatas e de usar redes sociais. Ele também terá que permanecer em casa entre 19h e 7h, inclusive nos fins de semana.

Segundo Moraes, Bolsonaro agiu em conjunto com o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para interferir em processos judiciais.

A investigação apura suspeitas de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ameaça à soberania nacional. Entenda os crimes.

➡️ Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, alegando que Bolsonaro sofria uma “caça às bruxas” e fazendo ataques ao STF. Segundo Moraes, o ex-presidente confessou uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço à própria anistia.

por Band Jornalismo

Atlas: Helder Barbalho é aprovado por 70,3% dos eleitores do Pará

Foram entrevistadas 2.214 pessoas pela AtlasIntel, por recrutamento digital aleatório, entre 7 e 14 de julho; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é aprovado por 70,3% dos eleitores do estado, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (17).

Outros 22,7% desaprovam seu desempenho. Não sabe ficou em 7%.

Veja o cenário: 

  • Aprovo: 70,3%
  • Desaprovo: 22,7%
  • Não sei: 7%

Ainda segundo os eleitores, a administração de Helder é ótima ou boa para 58,4%. Já 28% consideram regular. Outros 13,6% dizem ser ruim ou péssima.

Confira:

  • Ótimo/bom: 58,4%
  • Regular: 28%
  • Ruim/péssimo: 13,6%

Foram entrevistadas 2.214 pessoas pela AtlasIntel, por recrutamento digital aleatório, entre 7 e 14 de julho. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também ouviu a opinião dos eleitores paraenses sobre o governo federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 50,2%. Já 43,6% desaprova. Outros 6,2% não sabem.

Em outra frente, 45,7% dizem que o desempenho do chefe do Executivo é ótimo ou bom. Para 33,7%, é ruim ou péssimo. Regular fica em 20,6%.

por CNN, São Paulo

Após 20 dias, STF revoga prisão e libera o retorno de Eduardo Siqueira ao cargo de prefeito de Palmas

Eduardo estava cumprindo prisão domiciliar após sofrer um infarto enquanto estava no Quartel do Comando Geral (QCG), em Palmas. Decisão é do ministro Cristiano Zanin.

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou nesta quinta-feira (17) a soltura do prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), e o retorno ao cargo. Ele estava preso há 20 dias, após operação da Polícia Federal que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Eduardo foi preso no dia 27 de junho deste ano, em nova fase da Operação Sisamnes. Ele foi levado para o Quartel do Comando Geral (QCG) após o cumprimento do mandado de prisão preventiva deferido pelo ministro do STF Cristiano Zanin, relator do processo.

A defesa de Eduardo informou que foi notificada da decisão do ministro Zanin na noite desta quinta-feira (17) determinando a revogação da preventiva e o retorno ao cargo.

Além da prisão, Eduardo ficou afastado do cargo na prefeitura, período em que o vice, Pastor Carlos Velozo (Agir) assumiu interinamente a gestão. Até esta quinta-feira, o prefeito afastado cumpria prisão domiciliar. O benefício foi concedido a Eduardo após ele sofrer um infarto dentro do local onde estava no QCG.

Na nova decisão, o ministro atendeu ao pedido da defesa, que argumentou que a investigação não tem relação com a função pública exercida pelo prefeito, tornando desnecessário o afastamento do cargo. Ao autorizar o retorno às atividades, o ministro também considerou que a revogação da prisão era necessária para viabilizar os deslocamentos exigidos pelo exercício da função pública de Eduardo.

O ministro manteve as cautelares de proibição de contato com outros investigados e de sair do país, com retenção do passaporte.

A decisão não se estende aos outros dois presos na operação, o advogado Antônio Ianowich Filho e policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz.

Por Patricia Lauris, g1 Tocantins e TV Anhanguera

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