Toffoli destrava apuração do Banco Master e dá prazo para PF ouvir investigados

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa segunda-feira (15) o avanço de novas diligências no caso envolvendo o Banco Master. Em despacho, o magistrado determinou que a Polícia Federal (PF) cumpra uma série de medidas investigativas consideradas urgentes, com prazo inicial de 30 dias.

Na decisão, obtida pelo blog da Natuza Nery, do g1, Toffoli afirma haver “absoluta necessidade” de aprofundar as apurações para garantir o sucesso da investigação e a “proteção do Sistema Financeiro Nacional”. O caso apura uma suposta fraude estimada em R$ 12 bilhões, que envolve a instituição financeira e seu controlador, Daniel Vorcaro.

O ministro autorizou quatro frentes imediatas de investigação: a oitiva dos investigados, que deverão prestar depoimento e apresentar documentos; o depoimento de dirigentes do Banco Central sobre as atividades do Banco Master e possíveis reflexos em outras instituições; a possibilidade de pedidos de quebra de sigilos telefônico, telemático, fiscal e de correspondência; além da requisição de dados a órgãos públicos e empresas privadas.

As oitivas poderão ocorrer de forma presencial ou por videoconferência, deverão ser gravadas e acompanhadas por magistrados auxiliares do gabinete de Toffoli. No início de dezembro, o ministro já havia determinado que todas as decisões relacionadas ao caso passassem a tramitar exclusivamente no STF, o que acabou suspendendo investigações em instâncias inferiores.

A centralização do processo ocorreu poucos dias após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) revogar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e de outros investigados na Operação “Compliance Zero”, que apura as irregularidades envolvendo o Banco Master.

Por G1

PUBLICIDADE

Ricardo Nunes vê Lula enfraquecido e aposta em vitória da centro-direita em 2026

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega fragilizado ao cenário eleitoral de 2026 e afirmou que a direita tem chances reais de derrotá-lo nas urnas. Para Nunes, o desgaste do governo federal abre espaço para uma candidatura competitiva fora do campo petista.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (15), o prefeito citou a rejeição ao presidente e criticou a condução da economia, mencionando o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio e o impacto da política fiscal sobre a atual taxa de juros. Segundo ele, uma gestão de centro-direita teria maior responsabilidade no controle dos gastos públicos.

Nunes também destacou o peso político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele mantém forte capacidade de articulação e influência eleitoral. O prefeito disse que esse apoio pode ser decisivo, especialmente para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo pai como nome da direita para a disputa presidencial, embora tenha evitado comentar sobre a rejeição ao ex-presidente.

Apesar da possibilidade de a direita se fragmentar no primeiro turno, com nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Jr., Nunes afirmou acreditar em uma convergência no segundo turno contra o PT. Ele reforçou, por fim, que não pretende disputar as eleições de 2026 e seguirá à frente da Prefeitura de São Paulo até o fim do mandato, em 2028.

Por CNN