Rachas sobre governo Lula e 2026 marcam federação União–PP antes de oficialização

Antes mesmo de sair do papel, a federação entre União Brasil e PP já enfrenta conflitos públicos e divisões sobre a relação com o governo Lula e o cenário eleitoral de 2026. As duas siglas negociam desde 2023 para formar uma superaliança no Congresso, mas o processo tem se arrastado e hoje está marcado por disputas internas e troca de farpas entre dirigentes.

Com raízes na antiga Arena — partido que deu sustentação ao regime militar — União e PP anunciaram oficialmente a intenção de formar a federação em abril de 2025, dois anos após o início das tratativas. Em agosto, houve um novo ato para marcar a aprovação do acordo pelas legendas, mas, até agora, nenhum pedido formal de registro foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Enquanto a parte burocrática não avança, o clima político azedou. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), único nome colocado como pré-candidato à Presidência pela federação, tem feito críticas públicas ao presidente do PP, Ciro Nogueira. Segundo ele, Nogueira estaria tentando usar a federação para se projetar como vice na chapa do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Se você monta o maior time do país, é pra ser campeão ou vice-campeão?”, ironizou Caiado.

No governo federal, ministros das duas siglas resistem ao desembarque prometido da base de Lula. Celso Sabino (Turismo), do União, e André Fufuca (Esporte), do PP, sinalizam que pretendem permanecer nos cargos. A ordem da federação não afeta, porém, os espaços controlados por figuras influentes do centrão, como Arthur Lira (PP-AL), que comanda a Caixa Econômica Federal, e Davi Alcolumbre (União-AP), que tem influência sobre os ministérios das Comunicações e da Integração e Desenvolvimento Regional.

Pressionado pelo presidente do partido, Antonio Rueda, o União Brasil marcou para quarta-feira (8) uma reunião que pode resultar na expulsão de Sabino, caso ele não abra mão do ministério ou se desfilie. Rueda também se tornou alvo de notícias negativas — segundo depoimento obtido pela PF, um piloto afirmou que ele seria o verdadeiro dono de quatro aeronaves ligadas a investigados por lavagem de dinheiro para o PCC. O dirigente nega as acusações.

No PP, Fufuca deve continuar, mas aliados afirmam que ele perderá o comando da federação no Maranhão, o que pode enfraquecer seus planos de disputar o Senado em 2026.

Apesar de controlarem quatro ministérios, União e PP estão entre os partidos mais infiéis ao Planalto no Congresso, ao lado de MDB, PSD e Republicanos. Essas siglas de centro e direita apostam numa candidatura de Tarcísio para a Presidência. Aliados de Jair Bolsonaro dizem que a ex-primeira-dama Michelle seria o nome para vice, enquanto lideranças do centrão citam Ciro Nogueira e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como opções.

A entrevista de Ciro ao jornal O Globo, na qual ele disse que a direita tem hoje apenas dois nomes viáveis — Tarcísio e Ratinho Jr. (PSD) —, irritou Caiado. O governador respondeu com duras críticas nas redes sociais, acusando Nogueira de “se oferecer de forma vergonhosa” para ser vice e questionando sua lealdade política:
“Esse cidadão não tem credibilidade para descredenciar a minha candidatura. Ele quer usar a federação para se cacifar como vice, isso não vai acontecer”, declarou.

Ciro respondeu com ironia: “Deve estar com tempo livre. Eu não. Sobretudo para polêmicas vazias. Nosso adversário é Lula. Caiado, pode falar qualquer coisa: você está certo. Satisfeito?”.

A federação entre partidos funciona como uma fusão temporária: após aprovada pelo TSE, as legendas atuam como um único partido por quatro anos, com estatuto e direção comuns. Atualmente, há três federações em vigor no país: PSDB–Cidadania, PSOL–Rede e PT–PCdoB–PV.

Por Agência Brasil

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‘A gente não pode errar’, diz Lula após conversa “extraordinariamente boa” com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou como “extraordinariamente boa” a conversa telefônica que teve nesta segunda-feira (6) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista à TV Mirante, no Maranhão, Lula disse ter se surpreendido com a cordialidade do republicano e destacou que os dois líderes têm a responsabilidade de conduzir as negociações de forma a evitar prejuízos para as populações dos dois países.

“São dois homens de 80 anos, com muita responsabilidade e experiência. A gente não pode errar. Nem o povo americano, nem o povo brasileiro podem sofrer por conta de erros nossos”, afirmou.

Durante a ligação, Lula cobrou a suspensão de tarifas aplicadas a produtos brasileiros e pediu a retirada de medidas de retaliação impostas a ministros, como a suspensão de vistos. Segundo ele, o objetivo é restabelecer um diálogo franco e direto com Washington. “Eu falei para ele: para a gente começar a conversar, é importante que comece a ver o zeramento da taxação e a isenção de punição aos nossos ministros. A gente tem que começar a discutir com um pouco de verdade”, disse.

Lula também ressaltou que o Brasil é um dos três países do G20 que têm déficit comercial com os EUA — ao lado do Reino Unido e da Austrália — e defendeu que as duas nações sirvam de exemplo para o mundo, destacando os 200 anos de relação diplomática entre os países. O presidente disse estar otimista com o avanço das negociações.

Mais cedo, Trump também comentou a conversa em sua rede Truth Social, descrevendo o diálogo como “muito bom”. Segundo ele, o foco principal foi economia e comércio bilateral.
“Esta manhã, tive uma ligação telefônica muito boa com o presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitas coisas, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países”, escreveu.

De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às tratativas com autoridades brasileiras. Os dois presidentes também concordaram em realizar um encontro presencial em breve.

Lula estava em Imperatriz (MA) nesta segunda-feira, onde participou da entrega de 2.837 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. O investimento federal foi de R$ 358,6 milhões, beneficiando cerca de 11 mil pessoas.

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Deputada e ativistas brasileiros serão deportados de Israel para a Jordânia nesta terça

Treze brasileiros detidos em Israel, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), serão deportados nesta terça-feira (7) para a Jordânia. A informação foi divulgada pelo Global Sumud Flotilla, grupo que organizou a flotilha que tentou chegar à Faixa de Gaza.

Segundo comunicado publicado na noite de segunda-feira (6), autoridades israelenses informaram oficialmente sobre a transferência. Os brasileiros estão presos na penitenciária de Ktzi’ot e devem deixar o país a pé, cruzando a fronteira pela ponte Allenby/Rei Hussein — que liga Israel ao território jordaniano.

A Embaixada do Brasil em Amã já foi acionada e prepara uma estrutura de recepção, incluindo avaliação médica de todos os deportados assim que cruzarem a fronteira. Ainda não há, no entanto, informações sobre os procedimentos para o retorno do grupo ao Brasil.

Além dos brasileiros, cidadãos de Argentina, Colômbia, África do Sul e Nova Zelândia também devem ser deportados no mesmo comboio.

De acordo com o comunicado, o Itamaraty foi informado de que não haverá acesso direto ou comunicação com os detidos durante o percurso entre a prisão e a fronteira. Representantes diplomáticos brasileiros estarão presentes no local de travessia para acompanhar a situação e agir em caso de necessidade.

Os brasileiros que devem ser deportados nesta terça são: Thiago Ávila, Luizianne Lins, Bruno Gilga Rocha, Lucas Farias Gusmão, João Aguiar, Mohamad El Kadri, Mariana Conti, Gabrielle Tolotti, Ariadne Telles, Lisiane Proença, Magno Carvalho Costa, Victor Nascimento Peixoto (Mansur Peixoto) e Miguel Viveiros de Castro.

Até o momento, apenas Nicolas Calabrese — cidadão argentino-italiano residente no Brasil — havia sido deportado. Ele chegou ao Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (6), desembarcando no aeroporto do Galeão.

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Jovem que ingeriu vodca com metanol morre em município da Grande São Paulo

Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, morreu nesta segunda-feira (6) após complicações provocadas pela ingestão de uma bebida alcoólica adulterada com metanol. Ela estava internada no Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo (SP) desde o fim de setembro.

De acordo com a prefeitura, a morte ocorreu após a adoção de um protocolo de cuidados paliativos decidido em conjunto entre a equipe médica e a família. Exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol no organismo da paciente.

Bruna passou mal no dia 28 de setembro, depois de consumir um combo de vodca com suco de pêssego durante um show na cidade. Na última sexta-feira (3), o hospital havia iniciado o protocolo de confirmação de morte encefálica.

Surto de intoxicação

A Vigilância Epidemiológica do município recebeu, até esta segunda-feira (6), 78 notificações de possíveis intoxicações por metanol. Entre os casos, seis resultaram em morte — incluindo Bruna, a única mulher entre as vítimas. Os outros cinco óbitos foram de homens com idades entre 36 e 58 anos, moradores de diferentes cidades da região, entre elas Itu e São Paulo.

Os demais 72 casos correspondem a pacientes que procuraram atendimento na rede hospitalar e de urgência, pública e privada, de São Bernardo do Campo. A morte de Bruna é, até o momento, o único caso confirmado laboratorialmente.

A prefeitura informou que quatro estabelecimentos comerciais foram interditados nos bairros Taboão, Paulicéia, Ferrazópolis e Parque dos Químicos, além de lotes de bebidas apreendidos pela Polícia Civil. As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Infrações contra o Meio Ambiente.

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CEARÁ-MIRIM REGULAMENTA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE QUEIJOS ARTESANAIS DE LEITE CRU

A Prefeitura de Ceará-Mirim sancionou, no dia 23 de setembro de 2025, a Lei Municipal nº 2.353, que estabelece normas para a produção e comercialização de queijos artesanais de leite cru no município. A legislação foi aprovada em plenário no último 18 de setembro e representa um marco para o fortalecimento da cadeia produtiva local.

A nova lei alinha o município às diretrizes federais e estaduais sobre produtos de origem animal, com foco na qualidade, segurança sanitária e valorização da produção rural, estimulando a formalização dos produtores e o desenvolvimento econômico no campo.

Entre os principais pontos, a legislação determina que a produção deve ocorrer exclusivamente em propriedades certificadas como livres ou controladas de brucelose e tuberculose, além de exigir boas práticas de ordenha, fabricação e higiene, controle da qualidade da água e do leite, e a criação de Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (RTIQ) para cada tipo de queijo artesanal.

As queijeiras precisarão contar com estrutura adequada, responsável técnico e seguir padrões rígidos de higienização e segurança. Os manipuladores devem possuir treinamento específico, certificado de boas práticas e realizar exames de saúde anuais.

A comercialização dos produtos será autorizada somente após registro junto ao Serviço de Inspeção Municipal, Estadual ou Federal, garantindo a rastreabilidade e a segurança alimentar. A lei também define regras claras para embalagem, transporte, maturação e armazenamento, além de prever fiscalização periódica e sanções em casos de descumprimento, como multas, suspensão, interdição ou cancelamento do registro.

Disse o prefeito Antônio Henrique, “é um importante avanço para o setor rural, fortalecendo a tradição do queijo artesanal, preservando a identidade cultural da região e assegurando ao consumidor um produto de qualidade”.

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REGIÃO DO VALE/RN: Mulher é perseguida e morta a facadas pelo ex-companheiro em Ipanguaçu

Uma mulher foi assassinada a facadas na noite deste sábado (4) na comunidade de Pedrinhas, zona rural de Ipanguaçu, no Oeste potiguar. A vítima é Patrícia Poliana Lopes, de 39 anos, natural de Itajá.

De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 23h30, quando Patrícia foi perseguida pelo ex-companheiro após sair de um bolão de vaquejada. Ele a seguiu de carro pela RN-118 e a atacou em frente a um ponto comercial, onde ela morreu antes da chegada do socorro.

O suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento terminado há cerca de dois anos, fugiu logo após o ataque e ainda não foi localizado. O corpo foi recolhido pelo Itep de Mossoró, e a Polícia Civil de Ipanguaçu investiga o caso.

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Uma em cada 5 garrafas de uísque ou vodca vendidas no Brasil é falsificada, diz estudo

Um estudo da Euromonitor International, encomendado pela Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), revelou um dado alarmante: 20% das garrafas de uísque e vodca vendidas no país são falsificadas.

O levantamento também mostrou que 28% de todos os destilados comercializados no Brasil estão ligados a crimes — que vão de sonegação fiscal e contrabando até falsificação e produção sem registro.

Preço atrativo: as versões falsas chegam a ser 35% mais baratas em média. Na internet, a diferença pode chegar a 48% em relação ao produto original.

Risco à saúde: muitas adulterações usam álcool impróprio para consumo, como o metanol, que pode causar graves intoxicações.

Por que cresce tanto? Alta carga tributária, falhas na fiscalização e canais de venda informais e digitais ajudam a manter o crime em alta.

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) chegou a levantar a hipótese de que parte do metanol usado nas fraudes venha de distribuidoras ligadas ao PCC, mas o governo de São Paulo nega qualquer elo com a facção criminosa.

Fonte: ABBD

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MATO GRANDE/RN: Prefeitura de Pedra Grande garante construção de 100 novas casas populares com recursos próprios.

A construção de 100 novas casas populares, realizadas com recursos próprios e investimento direto da administração municipal da Prefeitura de Pedra Grande, reflete um momento histórico de avanço e desenvolvimento habitacional local.

Atualmente, a cidade contabiliza 76 moradias já entregues no Conjunto Morada dos Ventos I e 24 novas casas em construção na comunidade de Enxu Queimado.
O prefeito da cidade, Pedro Henrique, acompanha a execução das obras e acrescenta que também foi uma preocupação da gestão garantir o calçamento dos conjuntos habitacionais. “Chegar à marca de 100 casas construídas com investimento próprio mostra que planejamento e responsabilidade geram resultados. E aqui o resultado é esse: melhoria na vida das famílias de Pedra Grande. Pessoas com casas novas, ruas calçadas e o sonho de um futuro melhor sendo realidade.”, destacou.

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O programa habitacional “Meu Futuro é Aqui” faz parte de um plano municipal de desenvolvimento social, que une responsabilidade fiscal e financeira, gestão estratégica e aplicação eficiente dos recursos públicos. Essa integração de fatores permite investimentos em obras que, de fato, mudam a realidade da vida da população, reduzindo o déficit habitacional e garantindo moradia digna para famílias Pedragrandenses.

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TRAIRÍ\RN: Vice-prefeita Riane Guedes, que assumirá Prefeitura de Jaçanã, externa agradecimentos e lamenta morte de Uady Farias

Com a morte do prefeito Uady Farias, na noite deste sábado (4), assumirá a prefeitura do município de Jaçanã (RN), a vice-prefeita Riane Guedes.

Assim como Uady, Riane também é filiada ao União Brasil.

Em suas redes sociais Riane externou agradecimentos ao seu companheiro de gestão.

“Hoje, Jaçanã perde não apenas um prefeito, mas um amigo, um líder e um ser humano admirável.

Com o coração em luto, me uno a toda a população para lamentar profundamente a partida de Uady Farias, um homem que dedicou sua vida a servir e transformar nossa cidade.

Foram muitas caminhadas, sonhos e planos compartilhados. Sou eternamente grata pela confiança que Uady sempre depositou em mim, pela parceria, pelo respeito e pelo compromisso que tivemos com Jaçanã.

Sua partida repentina nos deixa sem chão, mas também nos inspira a seguir firmes, honrando tudo o que ele acreditava: o amor por essa terra e o cuidado com as pessoas.

Peço a Deus que conforte os corações de todos os familiares, amigos e jaçanãenses.

Obrigada, Uady, por tudo. Sua luz e seu legado permanecerão vivos entre nós.

Riane Guedes

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Quatro municípios realizam eleições suplementares neste domingo (5)

Eleitores dos municípios de Cruzeiro do Iguaçu, São João, São Tomé, os três do Paraná, e de Três Rios (RJ) retornam às urnas, neste domingo (5), para eleger os ocupantes dos cargos de prefeito e vice-prefeito até 2028. 

Em Muaná (PA), a eleição suplementar, prevista para ocorrer na mesma data, foi suspensa por determinação da ministra Isabel Gallotti. 

No caso dos municípios de Cruzeiro do Iguaçu e São João, as eleições ocorrem após a cassação dos diplomas dos prefeitos eleitos em 2024. Em São Tomé e Três Rios, a Justiça Eleitoral determinou a realização de novo pleito após o indeferimento do registro de candidatura das chapas vencedoras.

Fonte: TSE

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RN descarta primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol

O Rio Grande do Norte descartou o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica. O registro ocorreu em Natal.

Um homem deu entrada em um hospital da capital potiguar com dificuldades para enxergar. O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) foi acionado, coletou amostras de sangue e realizou a análise com o uso de um cromatógrafo gasoso — equipamento capaz de identificar o metanol em pequenas quantidades.

O exame descartou a presença da substância. A suspeita havia sido comunicada oficialmente pela Vigilância Sanitária do Estado, e o paciente foi liberado após atendimento, segundo a Secretaria de Saúde de Natal.

Por Agorarn

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Prejuízo com adulteração de bebidas alcoólicas cresceu R$ 67,6 bilhões nos últimos 5 anos

O prejuízo com adulteração de bebidas alcoólicas cresceu R$ 67,6 bilhões entre 2020 e 2025, segundo dados do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade).

Veja o crescimento ao longo dos anos:

  • 2020 — R$ 17,6 bilhões
  • 2021 — R$ 17,6 bilhões
  • 2022 — R$ 72,2 bilhões
  • 2023 — R$ 72,2 bilhões
  • 2024 — R$ 85,2 bilhões

No ano passado, o Brasil perdeu 468,3 bilhões com o mercado ilegal, seja com os produtos ou com a sonegação de impostos. De todo o prejuízo, 85,2 bilhões foram apenas com a falsificação de bebidas alcoólicas — cerca de 18,2%.

O valor estimado em perdas é equivalente a 0,73% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil do mesmo ano, de cerca de R$ 11,7 trilhões. As bebidas alcoólicas ficam atrás apenas do vestuário, com R$ 87,36 bilhões, em lucratividade para o mercado ilegal.

“Quem opera no mercado ilegal obtém altos lucros gerados pela sonegação de impostos, sobretudo em setores de elevada carga tributária, como cigarros e bebidas. Esses ganhos, aliados ao baixo risco e à sensação de impunidade, tornam a atividade ainda mais atrativa para o crime organizado”, disse Edson Vismona, presidente do FNCP.

O mercado bilionário também tem impactado a saúde da população. Casos de intoxicação por metanol, álcool solvente usado na adulteração de bebidas, dispararam no Brasil.

Por CNN Brasil

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Mercado ilegal causa prejuízo anual de R$ 468,3 bilhões no Brasil; veja perdas por setor

A atuação do mercado ilegal em 15 setores de bens de consumo no Brasil faz com que a economia nacional deixe de movimentar R$ 468,3 bilhões ao ano, segundo levantamento do FNCP (Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade).

Além do impacto financeiro, o comércio ilegal acarreta perdas significativas ao governo, que deixa de arrecadar cerca de R$ 8,8 bilhões em tributos devido ao contrabando.

Para o presidente do FNCP, Edson Vismona, o ritmo de tramitação de projetos com potencial de inibir o crescimento da ilegalidade, como o PLP (projeto de lei complementar) dos devedores contumazes, possibilita que o mercado ilegal continue se aproveitando de brechas legislativas para crescer.

“Com a demora, só quem ganha é quem opera na ilegalidade. O PLP 125 de 2022 já deveria ter sido aprovado há muito tempo. Mas não anda. Um projeto que não tem nenhum motivo palpável para não tramitar, mas ainda assim fica parado”, afirma Vismona.

Devedores contumazes são empresas ou pessoas que se estruturam deliberadamente para não pagar impostos, diferentemente de contribuintes que eventualmente atrasam ou têm dificuldades financeiras.

Essas empresas declaram impostos, mas não os pagam, usando a estratégia para protelar a cobrança do fisco, recorrendo indefinidamente na esfera administrativa e judicial.

Perdas econômicas causadas pelo mercado ilegal (2024) – representam 4% do PIB do Brasil

  • Vestuário: R$ 87,3 bilhões
  • Bebidas alcoólicas: R$ 85,2 bilhões
  • Combustíveis: R$ 29,0 bilhões
  • Material esportivo: R$ 23,3 bilhões
  • Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos: R$ 21,0 bilhões
  • Defensivos agrícolas: R$ 20,5 bilhões
  • Ouro: R$ 12,7 bilhões
  • TV por assinatura: R$ 12,1 bilhões
  • Óculos: R$ 11,0 bilhões
  • Celulares: R$ 9,7 bilhões
  • Cigarros: R$ 8,8 bilhões
  • Filmes: R$ 4,0 bilhões
  • Perfumes importados: R$ 1,5 bilhão
  • Computadores: R$ 1,1 bilhão
  • Brinquedos: R$ 0,6 bilhão

Por Poder 360

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Constituição completa 37 anos e já teve 136 alterações por emendas

A Constituição Federal brasileira completa 37 anos neste domingo (5). Considerada a lei maior e fundamental do país, ela organiza o Estado e define direitos e deveres. O texto constitucional já foi alterado 136 vezes pelo Congresso Nacional desde sua promulgação em 1988.

Para que mudanças possam ser implementadas na Constituição, o Congresso precisa aprovar as chamadas PECs (Propostas de Emendas à Constituição). Nesta tramitação, não há necessidade das propostas passarem pela sanção do presidente da República.

Até o próximo ano, o número de emendas feitas na Constituição Cidadã pode aumentar. Na Câmara, há 818 matérias do tipo tramitando e outras 271 propostas estão em análise no Senado.

As PECs costumam suscitar intensos debates políticos, dado o impacto significativo que podem provocar se aprovadas. Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados a PEC da Segurança Pública, encaminhada pelo governo em abril. Considerada uma das pautas prioritárias do Executivo, a proposta busca promover maior integração entre as diferentes forças policiais do país.

A intenção do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é votar a matéria até o fim de 2025 na Casa. Ele também mira neste ano avançar com um pacote sobre a reforma administrativa, que incluiu uma PEC ainda a ser protocolada.

Para irem à promulgação, no entanto, as PECs precisam ser aprovadas nas duas Casas. No fim de setembro, o Senado rejeitou e arquivou uma proposta aprovada na Câmara para aumentar a proteção de parlamentares na Justiça, a chamada PEC da Blindagem.

A rejeição gerou mal-estar entre deputados, que viram uma “traição” na postura dos senadores. Hugo apoiou a proposta e argumentou que a proposta mirava justamente retomar um trecho da Constituição aprovada em 1988 que foi removido por uma emenda em 2001.

Entre 1988 e 2001, vigorou a regra que determinava a necessidade de aval do Congresso, a partir de votação secreta, para a abertura de processos criminais contra parlamentares no STF (Supremo Tribunal Federal). O próprio Congresso, no entanto, aprovou a retirada da norma do texto constitucional em 2001.

Por CNN Brasil

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EDITORIAL THE NEWS: Parabéns, você ganhou um novo sócio

Antes de tudo, o texto a seguir não é sobre política; é sobre Economia e Empreendedorismo.

Parabéns, você ganhou um novo sócio!

Ele não entrou com capital, não ajudou na gestão, não correu riscos e não gerou empregos. Mas quer 10% do que você lucrou — além de tudo o que já vinha levando antes.

O nome dele? Estado brasileiro.

Um sócio que já ficava com: 40% do que você pagava na nota de produto, 20% sobre cada salário, cobra impostos sobre luz, água, internet, sistemas, máquinas.

As mudanças aprovadas por unanimidade na Câmara podem até parecer “justiça fiscal”, porque, em um primeiro momento, beneficiam 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 7.500.

Mas a verdade é que, no longo prazo, todos vamos perder. Se trata apenas de mais um capítulo do velho manual da arrecadação preguiçosa: ao invés de cortar gastos, o governo prefere espremer a população.

Esse não é o primeiro aumento de impostos do governo. É só lembrar da taxação do IOF. O Brasil tem batido recordes de arrecadação. Nunca entrou tanto dinheiro nos cofres públicos como nos últimos 3 anos.

Mesmo assim, tal como aquele seu amigo descontrolado financeiramente, o Brasil consegue — quase de maneira inexplicável — gastar mais do que ganha: R$ 1,616 trilhão em despesas contra R$ 1,27 trilhão de receitas.

Para ficar ainda mais claro: Ganhamos bem, mas gastamos como se fôssemos herdeiros — e culpamos um terceiro (mercado e empresas) toda vez que o dinheiro acaba.

Esse é o grande problema, pois assim como a gula de gastos um endividado não tem fim, não há recursos infinitos para essa comilança e uma hora essa conta vai chegar.Taxar dividendos é optar pelo caminho mais fácil, que pode sim maquiar o curto prazo. É pedir a Coca-Zero junto com o Big Mac, tortinha de maçã e McFlurry de Trento, treinando fofo 1x por semana.

Mesmo que o refrigerante seja zero, mantenha essa combinação por alguns anos e seu percentual de gordura será quase do tamanho da nossa dívida pública frente ao PIB: 76,6%.

Não acredita? Então é só se lembrar que o Brasil já tem a maior carga tributária do mundo, nenhum prêmio Nobel, quase 10 milhões de analfabetos e 46% da população sem escolaridade básica completa.

“O problema são os ricos! Tem que tirar deles e dar para os pobres!” Desde quando uma coisa excluí a outra? A produção de riqueza não é um jogo de soma zero, é abundante.

Mas é claro que eles querem que você acredite que taxar uma minoria vai resolver, criando um inimigo imaginário perfeito chamado empresário, quando o vilão mesmo está pedindo seus votos a cada 4 anos e ganhando auxílio paletó.

Porque é mais fácil aumentar a arrecadação do que diminuir o próprio desperdício. Mais fácil mirar o grande que lucra do que analisar gasto por gasto da planilha.

Não se trata de proteger os mais pobres, como querem fazer parecer. Trata-se de tratar o lucro como se fosse um erro moral a ser corrigido — e não o resultado de um trabalho bem feito.

Por definição, o dividendo (lucro) é aquilo que sobra depois que um empresário paga todas as contas mais os impostos, ou seja, querem que quem mais produz pague duas vezes.

No fim do dia, um país que premia a ineficiência e pune o mérito não quer mesmo prosperar no coletivo.
Mas o pior que a medida em si é a mentalidade fracassada por trás: desigualdade se corrige com punição e não com incentivo.

Novamente, o problema não é ajudar os que ganham menos. É punir quem ganha mais.

É como tirar parte do salário dos melhores funcionários da empresa esperando que o resultado melhore. Até o mais idiota pensa em pedir demissão.

Então a pergunta não é “quem vai pagar a conta”.

A pergunta é: quem ainda vai topar abrir conta por aqui?

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