Após 16 anos no poder, Viktor Orbán reconhece derrota para a oposição de centro-direita na Hungria

O líder nacionalista veterano da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota neste domingo após uma vitória eleitoral esmagadora do partido de oposição Tisza.

Resultados baseados em 46% dos votos apurados mostraram o partido Tisza, de centro-direita e pró-União Europeia, liderado por Peter Magyar, conquistando 135 assentos — ou uma crucial maioria de dois terços — no parlamento de 199 membros, à frente do partido Fidesz, de Orbán.

“Os resultados eleitorais ainda não são finais, mas a situação é compreensível e clara”, disse Orbán na sede de campanha do Fidesz. “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro.”

A derrota de Orbán também poderá significar a eventual liberação de fundos da UE para a Hungria, que o bloco havia suspendido devido ao que Bruxelas chamou de erosão dos padrões democráticos por parte de Orbán. Além disso, deve privar o presidente russo, Vladimir Putin, de seu principal aliado na UE, assim como impactar outros círculos de direita ocidentais, incluindo a Casa Branca.

Quem é Peter Magyar

Magyar, cujo sobrenome significa literalmente “húngaro”, ganhou notoriedade há dois anos, depois que sua ex-esposa, Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, renunciou a todos os cargos políticos após um indulto em um caso de abuso sexual que causou indignação pública.

Magyar rapidamente se distanciou do partido governista e o acusou de corrupção e de disseminar propaganda, dizendo que estava desiludido com o Fidesz.

Nascido em 1981 em uma família de advogados, Magyar também estudou direito. Casou-se com Varga em 2006 e, quando a carreira dela a levou para Bruxelas, Magyar ingressou no corpo diplomático da Hungria e trabalhou com legislação da UE. Após retornar à Hungria, trabalhou em um banco estatal e depois chefiou uma agência de empréstimos estudantis.

Magyar e Varga, que se divorciaram em 2023, têm três filhos. Magyar se descreve como religioso e diz que gosta de cozinhar e jogar futebol com seus amigos e filhos.

Por Valor e g1

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Prefeitura de Extremoz oferece apoio para manutenção de embarcações e reforça segurança dos pescadores

A Prefeitura de Extremoz, por meio da Secretaria Municipal de Pesca, está disponibilizando apoio logístico para o translado de embarcações destinadas à manutenção. A iniciativa tem como objetivo garantir melhores condições de trabalho para os pescadores do município, além de reforçar a segurança no uso das embarcações.

O serviço consiste no auxílio para retirada e recolocação dos barcos no mar, utilizando equipamentos próprios da Secretaria, o que facilita o acesso às intervenções necessárias, especialmente em casos de manutenção preventiva ou corretiva.

Os interessados podem solicitar o serviço diretamente na sede da Secretaria de Pesca, localizada na Praia de Pitangui, na Rua Expedito José da Costa, nº 240.

A ação integra o conjunto de medidas da gestão municipal voltadas ao fortalecimento da atividade pesqueira local, reconhecendo a importância do setor para a economia e subsistência de diversas famílias em Extremoz.…

Prefeita do União Brasil no Alto Oeste declara apoio a Álvaro Dias e Babá Pereira

A prefeita de João Dias, Maria de Fátima Mesquita da Silva, a “Fatinha de Marcelo”, anunciou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte, ao lado de Babá Pereira. O movimento chama atenção no cenário político estadual por um fator estratégico: a gestora é filiada ao União Brasil — mesmo partido do pré-candidato, Alysson Bezerra.

Eleita com 66,84% dos votos em um município do Alto Oeste potiguar, Fatinha rompe, na prática, com a tendência de alinhamento automático dentro da legenda e reforça a articulação de Álvaro Dias no interior do estado.

O apoio tem peso político pela simbologia regional. O Alto Oeste é uma área onde Alysson mantém influência, mas a adesão de uma prefeita da sigla ao projeto adversário evidencia fissuras internas no União, a exemplo do que ocorre na Capital, em Natal, onde o prefeito Paulinho Freire do União Brasil também não votará em Alysson, mas sim em Álvaro.…

PESQUISA VERITÁ: Flávio Bolsonaro supera Lula em 18 estados e no DF; Lula tem maioria em 7 estados do Nordeste e no RS

Pesquisa do Instituto Veritá mostra que Flávio Bolsonaro venceria Lula em 18 estados e no DF, enquanto o atual presidente só teria maioria dos votos em 7 estados do Nordeste e no Rio Grande do Sul.

Na intenção de voto estimulada, Flávio Bolsonaro lidera com 42,8%, contra 38,4% de Lula.

Este é o retrato da pesquisa realizada pelo Instituto Veritá que ouviu 40.500 eleitores em todo o país de 13 a 19 de março de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 1 ponto percentual e intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é o BR-02476/2026.

Estratificação

Cor ou raça

O levantamento também mostrou que Flávio lidera entre os eleitores de cor ou raça branca, amarela, parda e indígena, enquanto Lula está à frente entre a população negra.

Religião

Nos dados estratificados por religião, Flávio tem maioria entre católicos e evangélicos. Já Lula lidera entre os espíritas, membros de outras religiões e pessoas sem religião.

Faixa etária

Flávio lidera ainda entre os eleitores das faixas etárias de 16 a 34 anos e 35 a 54 anos. Lula tem maioria entre os eleitores acima de 55 anos.

Gênero

Na estratificação por gênero, Lula lidera o voto feminino (43% x 36,5%), enquanto Flávio lidera o voto masculino (49,8% x 33,2).

Renda familiar

Flávio Bolsonaro também lidera em todos os cenários por renda familiar:

  • Acima de 5 salários mínimos: Flávio 51,8% x Lula 40,6%
  • Entre 2 e 5 salários mínimos: Flávio 51,2% x Lula 39,9%
  • Abaixo de 2 salários mínimos: Flávio 47,% x 42,9%

Rejeição

A pesquisa do Instituto Veritá também indica que Lula, com 43,1%, é mais rejeitado que Flávio, com 34,6% de rejeição.

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DATAFOLHA: 59% defendem que Bolsonaro cumpra pena em casa; 37% querem volta dele para a cadeia

Pesquisa do Datafolha aponta que 59% dos brasileiros defendem que Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar, enquanto 37% preferem que ele volte ao regime fechado; 5% não souberam responder. A margem de erro é de 2 pontos.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades entre 7 e 9 de abril e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (BR-03770/2026).

Bolsonaro está em casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu prisão domiciliar por 90 dias após internação por broncopneumonia. Condenado a 27 anos e 3 meses por envolvimento na trama golpista, ele cumpria pena na “Papudinha”, em Brasília.

A decisão impõe restrições: uso de tornozeleira, proibição de redes sociais, limitação de visitas e veto a aglomerações próximas à residência. O descumprimento pode levar à volta ao regime fechado.

Detalhes da pesquisa

A defesa da domiciliar é maior entre idosos (61%) e empresários (81%). Já a preferência pela prisão cresce entre jovens de 16 a 24 anos (44%) e desempregados (42%). No Nordeste, há empate técnico: 48% pela domiciliar e 47% pela prisão.

Por perfil político, 94% dos bolsonaristas apoiam a permanência em casa, contra 3% que defendem a prisão. Entre petistas, 68% querem o retorno ao regime fechado e 28% a domiciliar. Eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva são 66% a favor da prisão, enquanto 93% dos que apoiam Flávio Bolsonaro defendem a domiciliar. Entre eleitores de Ronaldo Caiado, 80% apoiam a permanência em casa.…

Eleição presidencial no Peru pode colocar no 2º turno dois candidatos de direita

Mais de 27 milhões de pessoas vão às urnas neste domingo (12) para escolher entre 35 nomes quem será o presidente que governará o Peru pelos próximos cinco anos, embora esse prazo seja incerto, dada a história recente do país.

Noos últimos nove anos, o Peru teve nada menos que nove presidentes, entre processos de impeachment e renúncias. As pesquisas de intenção de votos colocam candidatos denominados mais à direita como favoritos, mas com quase 1/3 de indecisos, nem isso está garantido.

Caso nenhum candidato alcance o patamar de mais de 50% dos votos neste domingo,  como apontam as pesquisas, será realizado um segundo turno, agendado para o dia 7 de junho.

Favoritos são de direita

O nome mais forte nesse primeiro turno das eleições é uma constante das últimas três campanhas eleitorais: Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, mais uma vez mostra força na etapa inicial do pleito, aparecendo como favorita para chegar ao segundo turno. Mas isso também aconteceu em 2011, 2016 e 2021, quando ela foi derrotada na votação final por Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski e Pedro Castillo, respectivamente.

Nas últimas semanas, quem cresceu nas pesquisas a ponto de alcançar o segundo lugar foi Carlos Álvarez, um ex-comediante e apresentador de televisão, que focou sua campanha em propostas radicais de segurança pública, prometendo prisão perpétua para quem cometer crimes graves e pena de morte em casos flagrantes.

Alinhado a pautas populistas, Álvarez se apresenta como um “não político” e critica a polarização das últimas eleições, não se identificando diretamente com as linhas ideológicas dos demais candidatos. Defensor da atenção à infância em termos de saúde e educação, sua base eleitoral é forte nas zonas rurais do Peru.

Conta a seu favor ser um nome muito reconhecido em todo o país, por suas sátira na TV imitando políticos locais e regionais, de Alberto Fujimori até a chilena Michele Bachelet e o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

Por InfoMoney

Delegado revisa inquérito e conclui pela segunda vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

A Polícia Federal concluiu novamente que não há provas de crime no inquérito que apura suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação.

O caso havia sido reaberto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro ao deixar o governo, em 2020.

Na nova análise, já sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a PF revisou as provas e manteve a conclusão de que não há elementos para responsabilização penal.

O relatório também cita que não foram encontradas evidências de interferência nem mesmo em materiais relacionados ao inquérito das fake news.

Com o envio do documento ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, caberá a ele decidir se solicita novas diligências ou o arquivamento definitivo do caso.…