Um vídeo que circula nas redes sociais chamou atenção ao mostrar uma formação incomum no céu do município de Patu, na região Oeste do Rio Grande do Norte, no domingo (5). O fenômeno, popularmente conhecido como “nuvem rolo”, é conhecido na meteorologia como nuvem arco ou nuvem prateleira, associada à formação de tempestades.
As imagens das nuvens “escalando” a serra na cidade despertaram a curiosidade dos moradores. Apesar do impacto visual, o fenômeno não é considerado raro, mas depende de condições específicas para ocorrer, como umidade elevada e influência do relevo. De acordo com a meteorologista Aléxia Valentim, esse tipo de nuvem é considerado acessório de sistemas mais intensos, como cumulonimbus, e costuma surgir como um indicativo de mudanças bruscas no tempo.
Segundo ela, a formação está ligada à entrada de ar frio gerado pela chuva dentro da nuvem de tempestade, criando o que se chama de frente de rajada. Esse processo favorece ventos mais fortes, queda de temperatura e a aparência característica de uma “plataforma” no céu.
“Ela é chamada nuvem arco ou mais popularmente conhecida como nuvem prateleira ou pelos meteorologistas como ‘Boca de Baleia’, são supercélulas ou multicélulas. A nuvem arco às vezes dura apenas um curto período de tempo. Você pode esperar altas velocidades de vento, ar frio e queda de temperatura”, detalha Valentim.
O meteorologista Gilmar Bristot complementa que, no caso específico de Patu, o relevo teve papel fundamental. A umidade deixada pela chuva ao longo da tarde evaporou e foi forçada a subir pela encosta da serra. Ao encontrar camadas mais frias da atmosfera, o vapor se condensou novamente, formando a nuvem.
“Essa umidade na forma de vapor voltou a ser na forma líquida, com gotículas d’água formando a nuvem. Acima da serra, possivelmente tinha um vento de sudeste, que fez com que essa nuvem se projetasse para frente, formando tipo um rolo”, descreve.
Aurora Lima Nery, de 3 anos, tem distrofia muscular de cinturas tipo R5 e deve passar por triagem nos Estados Unidos; tratamento busca conter avanço de condição progressiva que pode comprometer funções vitais
Uma criança de 3 anos e 11 meses, moradora de Feira de Santana, no interior da Bahia, foi selecionada para um tratamento experimental de terapia gênica nos Estados Unidos após ser diagnosticada com uma doença rara e progressiva que afeta os músculos. Aurora Lima Nery tem distrofia muscular de cinturas tipo R5, condição que pode comprometer funções vitais ao longo do tempo.
Segundo a mãe da criança, Emanuele Lima, os primeiros sinais não foram percebidos de imediato. “Foi uma gestação tranquila, ela nasceu bem, teve todos os marcos normais, sentou antes do tempo, falou, caminhou. Tudo estava indo muito bem”, afirma.
O quadro mudou após o primeiro ano de vida, quando Aurora teve um desmaio e precisou ser internada em uma UTI. A suspeita inicial era de miosite viral, mas exames posteriores mostraram níveis muito elevados de CPK, uma enzima associada à lesão muscular, o que levantou a hipótese de uma doença mais grave.
Ao longo de cerca de um ano, a criança passou por diferentes internações e avaliações médicas em unidades de saúde na Bahia e em outros estados. O diagnóstico definitivo veio apenas após a realização de testes genéticos voltados para doenças raras.
“Recebi o diagnóstico por mensagem. Foi assim que descobri que minha filha tinha distrofia de cinturas”, relata a mãe.
Hoje, prestes a completar quatro anos, Aurora começa a apresentar sinais clínicos da doença, como encurtamentos musculares e fadiga após esforço físico. Segundo a família, atividades comuns para outras crianças, como correr ou brincar por longos períodos, podem causar dor e exaustão.
Aurora Lima Nery, de 3 anos, tem distrofia muscular de cinturas tipo R5 • Arquivo pessoal
A distrofia muscular de cinturas tipo R5 é considerada uma forma grave da doença. Sem tratamento especializado, pode evoluir para perda de mobilidade, comprometimento respiratório e cardíaco. Relatórios médicos apontam expectativa de vida de até 20 a 25 anos nesses casos.
Tratamento experimental
Diante do diagnóstico, a família buscou alternativas e conseguiu a inclusão de Aurora em um estudo experimental nos Estados Unidos. A menina deve passar por uma triagem inicial em Richmond, onde será avaliada para a possível aplicação do medicamento, ainda em fase de estudo. O tratamento tem como objetivo estabilizar a doença e impedir a progressão dos sintomas.
O tratamento é baseado em terapia gênica e busca atuar diretamente na causa da doença. O procedimento utiliza um vírus modificado para levar ao organismo a proteína que falta ou não funciona corretamente, com o objetivo de preservar a função muscular.
Segundo a mãe, o processo começa com a realização de exames nos Estados Unidos para confirmar se a criança atende aos critérios do estudo. Após essa etapa, a família retorna ao Brasil e aguarda a análise dos resultados. Caso seja aprovada, Aurora será convocada para uma nova viagem, quando poderá receber o medicamento. A previsão é de que a primeira ida ao país ocorra entre setembro e outubro deste ano.
O tratamento é feito em ambiente hospitalar e exige acompanhamento intensivo. Depois do procedimento, a criança deverá permanecer nos Estados Unidos por cerca de seis meses, período em que passará por um protocolo de redução da imunidade para evitar rejeição ao tratamento. Por causa disso, o isolamento é rigoroso, já que infecções comuns podem representar riscos.
A participação não terá custo com a medicação ou internação, mas a família precisará arcar com despesas de viagem e estadia, além da permanência no exterior.
Emanuele afirma que a expectativa é conter a doença antes do avanço dos sintomas. “O objetivo é estabilizar enquanto ela ainda está bem. Isso pode mudar completamente o curso da doença”, diz.
Desde o diagnóstico, a rotina da família foi alterada. A mãe interrompeu o trabalho e passou a se dedicar integralmente aos cuidados da filha, que realiza acompanhamento com fisioterapia e com outros especialistas.
Apesar das limitações, Aurora ainda mantém parte das atividades diárias, com restrições para evitar desgaste muscular. A família espera que o tratamento experimental possa impedir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida da criança.
Vice-líder do governo cita risco ao processo eleitoral de 2026 e diz que há tentativa de pressionar autoridades brasileiras com apoio norte-americano
O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL), após declarações do ex-deputado sobre acionar autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de 2026.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes na ação penal em que Eduardo já é réu por coação.
Segundo o documento, o filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que pretende recorrer a autoridades estrangeiras — como integrantes do governo norte-americano — para denunciar supostas irregularidades da Justiça Eleitoral brasileira durante o pleito. A fala foi durante uma entrevista ao site Metrópoles.
Para Lindbergh, a declaração indica a continuidade de um movimento de pressão internacional sobre o governo brasileiro e o Judiciário, o que, na avaliação do parlamentar, representa risco ao processo eleitoral de 2026.
“O réu não apenas reitera condutas já investigadas, como projeta sua atuação para o contexto das eleições de 2026”, diz.
Além da prisão preventiva, a petição pede a imposição de medidas cautelares para impedir novas articulações internacionais e a abertura de investigação complementar pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pela PF (Polícia Federal).
Presidente americano diz que reabertura estreito é prioridade “muito grande” para encerrar o conflito
A reabertura do Estreito de Ormuz deve fazer parte de uma proposta para encerrar a guerra com o Irã, disse o presidente Donald Trump.
“Temos que ter um acordo que seja aceitável para mim, e parte desse acordo será garantir o livre tráfego de petróleo e de tudo mais”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa na Casa Branca nesta segunda (6).
O presidente também reconheceu que reabrir o Estreito de Ormuz é “diferente” de seus outros objetivos, enquanto negociadores trabalham para pôr fim à guerra com o Irã.
Trump já havia dito anteriormente que uma proposta apresentada por outros países para um cessar-fogo de 45 dias “não é suficiente”.
O plano de cessar-fogo é visto como uma tentativa de última hora de evitar ataques massivos a usinas de energia iranianas e outras infraestruturas, que Trump ameaçou realizar caso o Estreito de Ormuz continue bloqueado.
Questionado por Kristen Holmes, da CNN, se aceitaria um acordo que não incluísse a abertura do estreito ou se isso agora é uma prioridade, Trump respondeu: “Eu diria que é uma prioridade muito grande.”
O presidente também afirmou não ter certeza se Teerã ainda tem capacidade de lançar minas no Estreito de Ormuz.
“Eles não têm mais quem lance minas”, disse. “Nem tenho certeza se ainda há minas lá, aliás. … Acho que pode não haver nenhuma, porque eles são muito bons em inventar coisas.”
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
Medida terá efeito em produção nacional e importação do combustível
O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), uma medida provisória que concede uma nova subvenção ao diesel importado, de R$ 1,20 por litro do combustível.
O governo anunciou também uma subvenção ao diesel nacional de R$ 0,80 por litro. A medidas consta num pacote de ações para conter o preço do combustível no território nacional.
O programa contará ainda com a participação dos estados, que irão arcar com R$ 0,60.
Apesar da expectativa por uma unanimidade na adesão dos estados ao programa, o ministro Dario Durigan, da Fazenda, informou que 25 estados confirmaram que vão aderir à proposta.
O governo anunciou também uma subvenção ao diesel nacional de R$ 0,80 por litro.
A medidas consta num pacote de ações para conter o preço do combustível no território nacional.