Detran anuncia mutirões e ação itinerante de exame prático em fevereiro

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) divulgou nesta quinta-feira (22) o cronograma itinerante para avaliação de condutores em cidades do interior do Estado durante o mês de fevereiro. As equipes de examinadores iniciam os serviços no dia 02, nos municípios de Alexandria, Patu e Umarizal.

Além das 22 cidades que receberão as equipes para os testes itinerantes, o Detran também confirmou a realização de quatro mutirões em Natal, nos dias 06, 07, 20 e 21. E haverá ainda quatro dias em Mossoró, de 09 a 12 de fevereiro. A participação nos mutirões depende de agendamento antecipado no Portal de Serviços do Detran.

O cronograma de testes práticos de direção veicular seguirá por: Alexandria, Patu e Umarizal (02/02), Pau dos Ferros (03/02), São Miguel (04/02), Apodi (05/02), Caraúbas (06/02), mutirão em Natal (06 e 07/02), mutirão em Mossoró (09 a 12/02), Areia Branca (11/02), Assu (13/02), mutirão em Natal (19 e 20/02), Santa Cruz e Jaçanã (23/02), Acari e Currais Novos (24/02), Lagoa Nova, Cruzeta e Cerro Corá (25/02), Parelhas, Florânia e Jucurutu (26/02), Caicó e Jardim do Seridó (27/02).

O Detran realiza mensalmente um trabalho itinerante focado no interior do Estado, contemplando cidades que não dispõem desse serviço. O agendamento para os testes no interior é feito diretamente com o Centro de Formação de Condutores (CFC) onde foi concluído o processo. Em Natal e Mossoró, os exames devem ser agendados diretamente pelo Portal (portal.detran.rn.gov.br). O usuário acessa o Portal, faz login com o Gov.br, em seguida faz o Agendamento do teste.


Fonte: Assessoria de Comunicação Detran/RN

Crise do caso Master tem efeito dominó, atinge estados e gera alerta com risco de rombo de R$ 30 bilhões

As fraudes envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) acenderam um alerta para um possível efeito-dominó ainda pouco percebido pelo mercado, com risco de um rombo estimado em até R$ 30 bilhões nos cofres públicos do Distrito Federal e de quatro estados.

O problema tem origem em uma operação considerada estratégica pelo BRB: o chamado “pix judicial”, sistema que agiliza a liberação de depósitos judiciais ao integrar o sistema do Judiciário ao de pagamentos instantâneos do Banco Central. Após o sucesso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o banco venceu licitações e passou a administrar depósitos judiciais também na Bahia, Maranhão, Alagoas e Paraíba.

Com isso, o BRB passou a gerenciar cerca de R$ 30 bilhões em recursos judiciais, valores depositados como garantia em processos para assegurar pagamentos ao final das ações. O risco surgiu após as fraudes relacionadas à compra de carteiras de crédito do Banco Master — compostas por títulos considerados “podres” — que podem ultrapassar R$ 10 bilhões e chegar a até R$ 16 bilhões, segundo apurações. O caso é investigado pela Polícia Federal.

Caso o BRB não consiga honrar os compromissos assumidos com os tribunais e liberar os valores judiciais sob sua responsabilidade, os governos estaduais teriam de cobrir o prejuízo para garantir o funcionamento do Judiciário. Sem um aporte financeiro relevante, a avaliação nos bastidores é que o banco estatal não teria condições de sustentar a operação.

Já se fala, inclusive, em um pedido de socorro à União. A leitura é que o Distrito Federal não teria capacidade de capitalizar sozinho o BRB, enquanto os quatro estados do Nordeste também enfrentam dificuldades fiscais. O fato de esses governos serem comandados pelo PT ou por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumenta a pressão política por ajuda federal.

Em nota, o BRB afirmou que as operações com o Banco Master estão sendo analisadas em investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da Kroll. O banco declarou manter compromisso com a transparência e afirmou que segue “sólido, seguro e operando normalmente”.

Alguns tribunais reagiram. O Tribunal de Justiça da Paraíba informou ter aberto processo administrativo para verificar a capacidade econômico-financeira do BRB e afirmou não haver indícios de comprometimento contratual. Já o Tribunal de Justiça do Maranhão disse estar ciente das apurações e ressaltou que o contrato prevê a migração dos depósitos para outra instituição, se necessário, conforme regras do Banco Central.

Os demais tribunais citados não se manifestaram.…

Adolescente “Chefinho”, apontado como líder de facção, é apreendido na zona Oeste de Natal

Uma operação do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) resultou na apreensão de um adolescente de 17 anos com mandado de busca e apreensão em aberto por ato infracional análogo a roubo.

Segundo a polícia, o adolescente é apontado como liderança de uma facção criminosa que atua na região. Conhecido como “Chefinho”, ele estava foragido desde outubro de 2025 e foi apreendido na noite de quinta-feira (22).

O mandado foi expedido pela 3ª Vara da Infância e Juventude de Natal. A apreensão do jovem foi feita por equipes do Tático Operacional Rodoviário do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) durante patrulhamento com abordagens na comunidade Novo Horizonte, na zona Oeste da capital, área antes conhecida como Japão.

Após a captura, o jovem foi encaminhado e colocado à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis.…

Polícia Civil conclui investigações e elucida série de homicídios em Goianinha

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu, nesta quinta-feira (22), as investigações que resultaram na elucidação de uma série de homicídios ocorridos no município de Goianinha ao longo do ano de 2025.

De acordo com a Polícia Civil, o principal investigado é Victor Ouro Felix de Freitas, conhecido como “Ourinho”, apontado como integrante com função de disciplina em uma facção criminosa atuante na região. O suspeito já se encontra preso.

As investigações apontam que o homem é responsável por quatro homicídios consumados e duas tentativas de homicídio.

As vítimas fatais foram identificadas como Lucas Marlon Pereira Ribeiro, Jailson Leandro de Souza, conhecido como “Nego do Bolo”, Jefferson da Silva e Bruno Henrique de Carvalho, conhecido como “Bruno Formiga”.

Além desses crimes, o investigado também é alvo de outros cinco inquéritos policiais que apuram mortes violentas ocorridas na região de Goianinha, os quais seguem em fase de apuração.

Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam com o objetivo de detalhar as circunstâncias e motivações de cada crime. As identidades das vítimas sobreviventes foram preservadas para garantir a segurança e o sigilo dos atos investigativos ainda em curso.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a importância da colaboração da população. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: PCRN

Judiciário bancou escolta em cidade de resort ligado à família de Toffoli

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) desembolsou ao menos R$ 450 mil em diárias para servidores destacados a prestar apoio de segurança e transporte a uma autoridade do Supremo Tribunal Federal em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. Os pagamentos ocorreram entre 2022 e 2025 e constam no painel de transparência do tribunal, sem identificação do ministro beneficiado.

Ao todo, 25 servidores do Judiciário foram mobilizados em 16 ocasiões diferentes, somando quase 600 diárias custeadas com recursos públicos. O período mais intenso foi julho de 2025, quando os registros indicam 28 dias consecutivos de estadia. As informações detalham apenas a finalidade genérica de “apoio à autoridade do STF”, sem esclarecer o motivo das viagens ou a agenda oficial cumprida no município.

Ribeirão Claro abriga o Tayayá Resort, empreendimento que já pertenceu a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli. O local voltou ao noticiário após ser citado em investigações que envolvem o Banco Master, cujo caso é relatado por Toffoli no Supremo. Um fundo de investimento ligado a empresas mencionadas nesse inquérito aportou R$ 4,3 milhões para adquirir participação no resort, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Dados da Receita Federal mostram que o Tayayá Resort já teve como sócia a Maridt Participações S.A., empresa pertencente a irmãos de Toffoli. O investimento mais recente foi feito pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações, administrado pela Reag, gestora citada em apurações da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro. Procurados, o gabinete do ministro, o TRT-2, o resort e as empresas envolvidas não se manifestaram até a publicação.

Por CNN

Lula e Xi Jinping conversam por telefone e defendem multilateralismo em meio a ameaças de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta quinta-feira, com o presidente da China, Xi Jinping, em um momento de crescente tensão no cenário internacional. Segundo a agência estatal Xinhua, o líder chinês avaliou que, diante de um mundo “tumultuado”, Brasil e China exercem papel relevante como forças de estabilidade, devendo atuar juntos em defesa da paz e da cooperação global.

Na conversa, Xi defendeu o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países e destacou a importância do multilateralismo e do fortalecimento das Nações Unidas como eixo central da ordem internacional. Sem citar nominalmente os Estados Unidos, o presidente chinês afirmou que Brasil e China precisam “se manter do lado correto da história” e atuar pela equidade e justiça internacionais.

O diálogo ocorreu um dia após Donald Trump anunciar, em Davos, a criação de um Conselho da Paz liderado pelos EUA, iniciativa vista com desconfiança por diplomatas por potencialmente esvaziar o papel da ONU. Tanto Brasil quanto China foram convidados a integrar o novo órgão, mas nenhum dos dois confirmou adesão. Pequim, inclusive, reiterou publicamente que seguirá defendendo o sistema internacional baseado na ONU.

Aliados de Lula interpretam a conversa como um sinal político claro de alinhamento com a China diante de movimentos considerados intervencionistas por parte de Washington. O ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial do presidente, já classificou a proposta de Trump como uma possível “revogação” prática das Nações Unidas, reforçando o tom crítico compartilhado entre Brasília e Pequim.

Por O Globo

BPChoque apreende drogas, armas de grosso calibre e granada em São José do Mipibu/RN

Na manhã desta quinta-feira (22), policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) realizaram uma importante apreensão de drogas, armas de fogo e um artefato explosivo no município de São José do Mipibu, na Região Metropolitana de Natal.

Equipamento policial

A ação teve início durante patrulhamento de rotina, quando populares informaram à guarnição sobre a presença de indivíduos armados em uma residência da cidade.

Diante da denúncia, os policiais se deslocaram imediatamente ao endereço indicado para averiguação.

Ao perceberem a aproximação da equipe policial, os suspeitos tentaram fugir, mas foram alcançados e detidos. Com eles, os militares apreenderam uma submetralhadora, um rifle Puma, uma granada, além de diversas munições de calibres .44, 9mm e .38. Também foi encontrado um tablete de substância esverdeada análoga à maconha, dinheiro em espécie e uma motocicleta que, pode ter sido utilizada na prática de crimes.

Diante da materialidade dos fatos, os envolvidos e todo o material apreendido foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

Com informações da PMRN

Motorista de app aplica ‘roubo digital’ de R$ 1,4 mil em corrida que custava R$ 13

Uma passageira em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, teve R$ 1.411 retirados de sua conta por um motorista da 99, depois de uma corrida que custava apenas R$ 13,45. O caso, ocorrido no dia 15 de janeiro, praticamente zerou as economias da mulher. A empresa bloqueou o condutor do aplicativo.

O motorista, dono de um Volkswagen Voyage prata registrado em Belo Horizonte, disse à polícia que tudo não passou de um “mal entendido”. Ele alegou que a passageira teria feito o pagamento errado ao escanear um QR Code no carro e que não percebeu o valor cobrado.

A Polícia Civil do Rio informou que o dinheiro foi devolvido via Pix e, como a vítima se deu por satisfeita, o caso foi encerrado sem representação. A família da passageira contou que só percebeu a falta do valor ao chegar em casa e que todas as tentativas de contato com o motorista foram frustradas.

Em nota, a 99 disse que bloqueou o motorista e reforçou que comportamentos assim violam os termos de uso do aplicativo. A empresa ainda alertou passageiros a sempre conferirem o valor e a confirmação do pagamento antes de sair do carro.…

Ambulância do Samu fica de prontidão 24h para atender Bolsonaro na Papudinha

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) passou a ficar disponível em tempo integral para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha, em São Sebastião, no Distrito Federal. A medida foi adotada após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O veículo de resgate é uma Unidade de Suporte Intermediário (USI), equipada para atendimentos de maior complexidade e acompanhada por equipe completa, incluindo médico da rede pública de saúde. A ambulância foi deslocada de sua base original, no Gama, e permanece estacionada no batalhão desde a transferência de Bolsonaro, ocorrida em 15 de janeiro de 2026.

As equipes do Samu se revezam em plantões contínuos dentro da própria Papudinha, ocupando uma sala reservada. O protocolo prevê que o grupo só deixe o local após a chegada do plantão seguinte, garantindo atendimento imediato caso seja necessária remoção hospitalar de urgência.

A disponibilização da ambulância foi uma das condições impostas por Moraes para a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para o batalhão da PM. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por envolvimento em trama golpista e permanece em cela separada de outros detentos, entre eles o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques.

Por Metrópoles

Empresário vira elo sensível entre PT, Banco Master e escândalo dos consignados

Um nome passou a acender alertas no Palácio do Planalto nas investigações que envolvem o Banco Master e fraudes em consignados do INSS: o do empresário Augusto “Guga” Lima. Ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, Lima aparece como personagem-chave por conectar o esquema financeiro a políticas de crédito criadas em governos do PT na Bahia. Ambos foram presos preventivamente na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e seguem monitorados, aguardando novos depoimentos.

Guga Lima foi um dos responsáveis pela formatação do CredCesta, programa de crédito consignado vinculado à antiga Cesta do Povo, política social do governo baiano que, sob gestões petistas, migrou para um modelo financeiro baseado em desconto em folha de servidores públicos. A estrutura, inicialmente apresentada como ação de cunho social, tornou-se uma engrenagem lucrativa e de alto volume, com Lima atuando como operador privado do sistema, fora da administração formal do Estado.

A partir de 2018, ainda no governo Rui Costa (PT), o CredCesta passou a operar em parceria com o Banco Master. Dois anos depois, Lima se tornou sócio de Vorcaro, e o modelo foi replicado em escala nacional. As carteiras de consignados passaram a ser cedidas, revendidas e utilizadas como lastro em fundos de investimento e operações financeiras complexas. Parte relevante desses créditos, segundo investigações, teria origem em associações de servidores da Bahia sem capacidade comprovada para gerar os volumes bilionários apresentados.

Relatórios preliminares apontam que o Master negociou cerca de R$ 12 bilhões em carteiras com lastro questionado, incluindo contratos de consignados não apresentados às autoridades. O entrelaçamento entre associações, fundos de investimento e recursos ligados ao setor público levou órgãos de controle a aprofundarem as apurações. No Congresso, a oposição tenta avançar com CPIs para investigar as conexões entre o banco, o INSS e governos petistas, enquanto investigadores observam um padrão comum: o uso de estruturas associativas e benefícios públicos como base para operações financeiras de alto risco.

Por Gazeta do Povo