“Superfungo”: especialistas falam sobre cuidados e prevenção após 1º caso de Candida auris em Natal

A confirmação, nesta quinta-feira (22), do primeiro caso de infecção pela Candida auris, um fungo resistente a múltiplos medicamentos, em Natal, gerou preocupação, especialmente devido ao potencial de disseminação do agente em ambientes hospitalares. A C. auris, conhecida como “superfungo”, preocupa os especialistas por ser resistente a antifúngicos convencionais, representando um desafio no tratamento. Contudo, especialistas reforçam que, com medidas adequadas de controle, a situação está sob controle e o risco de surto generalizado pode ser minimizado.

A infectologista Eveline Pipolo afirma que o paciente está em isolamento, e as autoridades sanitárias estão tomando todas as precauções necessárias para evitar que o fungo se espalhe para outros pacientes e profissionais de saúde. De acordo com a médica, a detecção precoce e a implementação imediata de medidas de contenção são essenciais para evitar complicações.

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  • RN confirma primeiro caso de fungo resistente a múltiplas medicações

Ela explicou que a principal preocupação com a Candida auris não é tanto com a infecção em si, mas com a velocidade com que o fungo pode se espalhar dentro de um ambiente hospitalar: ele pode ser transmitido através de superfícies contaminadas, equipamentos médicos e até mesmo por contato entre pacientes e profissionais de saúde. “A C. auris pode passar para mão do profissional de saúde, que podem levar para outros hospitais, assim colonizando outras instituições”, explica, advertindo que os daí parte a necessidade de reforço nos protocolos de higiene.

No entanto, Eveline tranquiliza a população, explicando que o risco de transmissão fora de hospitais é extremamente baixo e que o foco está, justamente, na prevenção dentro das unidades de saúde. “As pessoas não precisam evitar os hospitais, pois já são ambientes que estão sendo cuidados”, destaca.

Eveline enfatiza que, embora a Candida auris seja uma preocupação em ambientes hospitalares, ele não representa uma ameaça significativa fora desses contextos, especialmente para pessoas com boa saúde.

A resistência da Candida auris aos antifúngicos é o que torna seu controle tão desafiador, mas, conforme Rafael Bastos, professor da UFRN, nem todas as cepas do fungo são igualmente resistentes. “Embora a Candida auris tenha resistência a alguns antifúngicos, no Brasil as cepas têm mostrado ser mais sensíveis, o que facilita o tratamento em casos diagnosticados precocemente”, afirmou o professor. Ele destaca que os hospitais têm protocolos rigorosos para o diagnóstico rápido do fungo, o que permite o início imediato do tratamento.

O primeiro paciente infectado no RN está internado no Hospital da Polícia Militar de Natal, onde as medidas de controle incluem o isolamento do paciente, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos profissionais de saúde, e a intensificação da limpeza e desinfecção, especialmente em áreas de risco, como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A desinfecção das superfícies é realizada com produtos específicos que combatem o fungo, e a equipe médica está sendo constantemente treinada para lidar com infecções como a Candida auris.

“Nos hospitais já existem protocolos de higienização e controle, que são adotados diariamente, então diante de uma situação dessas, o que difere que é esses protocolos passam a ser repetidos: se antes era higienizado uma vez, agora será duas, três, quatro vezes”, explica Rafael.

Além disso, os especialistas explicam que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesap) está realizando a triagem de todos os pacientes que estiveram em contato com o infectado, monitorando sinais de colonização do fungo e realizando testes para garantir que não haja novos casos.

Complicações e mortalidade

A infectologista explica também que, em pacientes imunocomprometidos, como os que estão em tratamento para câncer ou doenças crônicas, a Candida auris pode causar infecções graves, que variam de complicações superficiais na pele até septicemia, quando o fungo entra na corrente sanguínea e se espalha para diversos órgãos. Isso pode resultar em um quadro clínico severo, afetando órgãos vitais como o coração, pulmões e rins. “A situação se torna ainda mais delicada quando o paciente já enfrenta outras comorbidades, como complicações provenientes de tratamentos imunossupressores ou doenças preexistentes”, adverte a médica.

Com relação à taxa de mortalidade, Eveline explica que, embora a C. auris não seja, em si, a principal causa de óbito nesses casos, ela pode acelerar o agravamento do estado geral do paciente, tornando o tratamento mais desafiador. A taxa de mortalidade relacionada ao fungo pode atingir até 50% em pacientes severamente debilitados. Dessa forma, o controle eficaz da infecção, por meio de diagnóstico precoce e de medidas rigorosas de contenção e tratamento, se torna essencial para minimizar os impactos do fungo e evitar a propagação do fungo nos ambientes hospitalares.

Por TN

Jovem é alvo de atentado enquanto conversava na calçada de casa no RN

A Polícia Militar registrou, na noite desta sexta-feira (23), uma tentativa de homicídio na cidade de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte. O crime ocorreu por volta das 21h40, no bairro Garilândia.

Equipamento policial

De acordo com informações repassadas pela PM, uma mulher identificada como Mirian Mychelle da Silva dos Santos, de 24 anos, foi alvo de disparos de arma de fogo enquanto conversava na calçada da residência do avô. 

Testemunhas relataram à polícia que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram vários disparos contra a vítima. Mirian foi atingida e socorrida por populares para o hospital do município.

Após receber os primeiros atendimentos, a jovem foi transferida em uma ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Até o momento, não há informações oficiais sobre a motivação do crime nem sobre a autoria do atentado.
O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Apodi.

Por Portal 96 FM

VÍDEO: Multidão se junta a Nikolas Ferreira em caminhada até Brasília

Milhares de pessoas têm se somado, ao longo dos últimos dias, à caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que segue para uma manifestação final na Praça do Cruzeiro, localizada no Eixo Monumental de Brasília, mas distante 6 quilômetros da Praça dos Três Poderes.

O movimento, que chega ao penúltimo dia neste sábado, 24, ganhou força nas redes sociais e passou a atrair apoiadores de diferentes regiões do país. A caminhada convocada por Nikolas tem sido tratada por aliados como um ato simbólico de mobilização da direita, com discursos em defesa de “liberdade”, “justiça”, liberação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão e críticas ao governo Lula.

Mais cedo, Nikolas afirmou que foram identificadas tentativas de infiltração durante o trajeto. Segundo o deputado, pessoas ligadas ao PT teriam tentado se misturar ao grupo com itens como bandeiras e equipamentos, o que levou a orientações para que os manifestantes mantivessem organização e seguissem as recomendações das forças de segurança.

Segundo o deputado, haveria registros dessas pessoas comprando itens que, na avaliação dele, seriam usados para simular participação no ato: “Tem vídeo deles comprando coisas, comprando pilha para o megafone, uma bandeirinha do Brasil, para poder fingir que era um dos nossos”.

Por Revista Oeste

Medicamentos à base de cannabis batem recorde de autorização de importação em 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) bateu em 2025 o recorde de autorizações para importar medicamentos à base de cannabis. No ano passado, o órgão autorizou 194,7 mil importações, média de 533 por dia. Em 2015, quando a medida foi liberada, a média era de apenas duas aprovações diárias.

O crescimento foi de 16% em relação a 2024, quando a agência deu aval a 167,3 mil solicitações de pacientes para importar remédios à base de cannabis.

Neste ano, a Anvisa vai revisar a regulamentação de produtos à base de cannabis, publicada em 2019. Uma das propostas em discussão previa a manipulação desses medicamentos em farmácias, mas a Anvisa retirou esse trecho do texto submetido à diretoria.

Além da autorização à manipulação dos remédios à base de cannabis, o órgão regulador decidirá sobre o registro desses medicamentos dermatológicos e administrados por via bucal e sublingual. Até então, só são permitidos os usos oral e inalatório.

Governo federal tem até março para apresentar regras de cultivo de cannabis

Em outra frente, o governo Lula tem até março para apresentar ao Superior Tribunal de Justiça um regulamento para o cultivo de cannabis para fins medicinais. Em outubro, a meia hora do prazo final, a Advocacia-Geral da União pediu à Corte mais tempo para definir as regras, como mostrou a Coluna do Estadão

Uso medicinal da cannabis

Medicamentos derivados da cannabis são usados no tratamento de diversas doenças, a exemplo de esquizofrenia e epilepsia. Geralmente, a base da preparação é o canabidiol (CBD), que não tem efeito psicoativo. Essa ação neurológica da planta acontece por causa de outro composto da cannabis, o tetrahidrocanabinol (THC), que tem uso muito mais restrito em remédios.

A Anvisa passou a autorizar a venda no País de medicamentos à base da planta em 2019, mas os remédios são caros e produzidos por poucos laboratórios, o que faz com que a procura pela importação siga crescendo.

Por Estadão

Caso Master provocou abalo de confiança generalizado nas instituições do Brasil, diz The Economist

O colapso do Banco Master expôs um escândalo que ultrapassa o setor financeiro e revelou ligações entre banqueiros, políticos e integrantes do Judiciário em Brasília, segundo análise da revista britânica The Economist. Para a publicação, o episódio abalou a confiança nas instituições brasileiras.

De acordo com a revista, Daniel Vorcaro, que assumiu o controle do banco em 2019, mantinha um padrão de vida luxuoso enquanto o Master crescia oferecendo CDs com juros muito acima do mercado. Depois, veio à tona que a instituição não tinha liquidez e havia vendido ativos sem valor por bilhões de dólares.

A fragilidade ficou clara quando o Master tentou ser vendido ao BRB (Banco Regional de Brasília). O maior impacto financeiro recaiu sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá pagar entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões aos depositantes — a maior indenização da história do fundo no Brasil. A revista lembra ainda que Vorcaro chegou a ser preso ao tentar deixar o país.

O caso ganhou dimensão política quando parlamentares e o Tribunal de Contas passaram a questionar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição, em uma interferência considerada incomum. Investigações apontaram relações próximas do banco com políticos do Centrão e ministros do STF, reforçando a percepção pública de falta de imparcialidade.

Apesar da crise, a The Economist destaca que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu fortalecido, ao resistir às pressões políticas e defender maior autonomia da autoridade monetária.…

Mesmo após fala de Lula, Planalto adota silêncio estratégico sobre escândalo do Banco Master

Apesar das declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso envolvendo o Banco Master, a orientação no Palácio do Planalto é de cautela máxima. Interlocutores do governo avaliam que tanto o Executivo quanto o PT devem evitar novos posicionamentos públicos para não alimentar interpretações de interferência política nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. A avaliação interna é de que qualquer comentário oficial sobre o caso pode ser explorado politicamente e gerar ruídos institucionais, especialmente porque as apurações ainda estão em andamento e podem alcançar novos nomes. Aliados defendem que o governo aguarde o desfecho das investigações antes de adotar uma postura mais firme ou institucional sobre o escândalo.

Lula falou sobre o assunto pela primeira vez nesta semana, durante evento em Maceió (AL), que marcou a contratação de duas milhões de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023. Sem citar diretamente Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente afirmou que há quem defenda o banqueiro por “falta de vergonha na cara”.

Na declaração, Lula disse ser inadmissível que a população mais pobre seja penalizada enquanto um banco privado provoca um rombo bilionário no sistema financeiro. Segundo ele, o prejuízo acabaria sendo absorvido por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados, reforçando o tom crítico que, nos bastidores, o governo agora tenta conter.

Por Metrópoles

“Deram 15 minutos ou morreríamos”, diz líder chavista sobre ameaças dos EUA após captura de Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.

No áudio, divulgado inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto” após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes chavistas.

A dirigente também afirmou que o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu, citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e “criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de críticas internas e externas.

A reunião, realizada em janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda de petróleo venezuelano.

Por O Globo

Moraes mantém engavetados pedidos da CGU por dados sobre Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ainda não respondeu a pedidos feitos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para ter acesso a provas de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As solicitações, encaminhadas em dezembro de 2025 pelo ministro da CGU, Vinicius de Carvalho, tratam de dois casos sensíveis: a suposta fraude no cartão de vacinação contra a covid-19 e irregularidades na entrada de joias da Arábia Saudita no Brasil.

Os pedidos foram protocolados no inquérito que apura a atuação de “milícias digitais antidemocráticas”, sob relatoria de Moraes, mas não houve qualquer movimentação desde então. A CGU afirma que os dados são essenciais para a responsabilização administrativa de servidores públicos eventualmente envolvidos. Em ocasiões anteriores, Moraes já havia negado solicitações semelhantes, alegando a existência de diligências em andamento.

No caso do cartão de vacina, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro em 2024, apontando um esquema de inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde, supostamente comandado pelo então ajudante de ordens Mauro Cid. A investigação acabou arquivada em março de 2025 por decisão de Moraes, após parecer da PGR alegar falta de provas além da delação de Cid. Mesmo assim, a CGU voltou a pedir acesso a áudios, mensagens e registros do ConecteSUS, sem resposta.

Já a investigação sobre as joias sauditas segue aberta no Supremo. A PF aponta que presentes recebidos por Bolsonaro teriam sido vendidos ilegalmente nos Estados Unidos, com valores usados para custear despesas pessoais após o fim do mandato. A CGU fez ao menos três pedidos formais para obter provas do inquérito, incluindo áudios e e-mails, mas afirma que ainda não recebeu resposta do STF. Procurado, o Supremo disse que informações públicas constam no andamento do processo, enquanto a CGU declarou que não comenta investigações em curso.

Por Poder360

Com eleição no radar, Lula injeta R$ 178 bilhões no Minha Casa Minha Vida em 2026

De olho na reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu turbinar os recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2026, ano de eleição presidencial. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 178 bilhões, consolidando o programa como principal vitrine social da gestão. Do total, R$ 8,56 bilhões virão do Orçamento Geral da União, R$ 24,76 bilhões do Fundo Social e R$ 144,5 bilhões do FGTS.

Desde que foi retomado em 2023, o Minha Casa Minha Vida passou a receber aportes crescentes. No primeiro ano do atual mandato, o volume chegou a R$ 111,1 bilhões; em 2024, subiu para R$ 145,6 bilhões; e, em 2025, ultrapassou a marca de R$ 180 bilhões. A escalada de recursos reforça o papel estratégico do programa para o governo, tanto no enfrentamento do déficit habitacional quanto na movimentação da construção civil e geração de empregos.

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o MCMV foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, os investimentos somaram cerca de R$ 186 bilhões — praticamente o mesmo volume que o governo Lula projeta aplicar em apenas um ano. Na prática, o programa enfrentou restrições orçamentárias severas e chegou a sofrer cortes de até 95% no fim do mandato anterior, reduzindo drasticamente novas contratações.

Além do reforço no MCMV, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar melhorias em imóveis já existentes, e criou uma nova faixa voltada à classe média, com financiamento de até R$ 2,25 milhões e juros abaixo da Selic. O pacote amplia o alcance social e eleitoral da política habitacional, recolocando o Minha Casa Minha Vida como um dos principais trunfos de Lula na disputa de 2026.

Por Metrópoles

Crise, encontros políticos e falta de dinheiro: o que Vorcaro contou à PF sobre a queda do Banco Master

Em depoimento à Polícia Federal no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro atribuiu a liquidação do Banco Master à falta de liquidez e a mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de confirmar encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), durante o período em que tentava vender a instituição ao Banco de Brasília (BRB). O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, apontando justamente a incapacidade de honrar compromissos financeiros e indícios de fraude em operações que somam R$ 12,2 bilhões. As informações são da colunista Andréia Sadi, do g1, que teve acesso à transcrição do depoimento.

Segundo Vorcaro, o modelo de negócios do Master era “100% baseado” no FGC, mecanismo criado para proteger correntistas em casos de quebra bancária. O banqueiro afirmou que a instituição atravessava uma crise de liquidez, mas que teria cumprido todos os compromissos até 17 de novembro, um dia antes da intervenção. O BC, no entanto, destacou graves violações às normas do sistema financeiro, e o pagamento aos investidores do Master — estimado em R$ 41 bilhões — deve ser o maior da história do FGC.

No depoimento, Vorcaro confirmou encontros com Ibaneis entre 2024 e 2025, tanto em sua residência quanto na casa do governador, e afirmou que conversou sobre a venda do banco ao BRB, controlado pelo governo do DF. Ibaneis negou a versão e disse que “entrou mudo e saiu calado” nas reuniões. O negócio acabou barrado pelo Banco Central, apesar de o BRB ter injetado R$ 16,7 bilhões no Master, operação que hoje é investigada pelo Ministério Público por suspeita de gestão fraudulenta.

O banqueiro também falou sobre a prisão no Aeroporto de Guarulhos, em 17 de novembro, dizendo ter sido pego de surpresa e negando tentativa de fuga. Atualmente em prisão domiciliar, Vorcaro alegou não ter influência política e afirmou que, se tivesse o poder que lhe atribuem, não estaria usando tornozeleira eletrônica. Em acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra, admitiu que não houve desembolso real em uma operação de R$ 6 bilhões envolvendo carteiras de crédito, reforçando os indícios de que os recursos simplesmente “não existiam” no caixa do banco.

Por G1

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Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Cerca de 1,24 milhão de potiguares encerraram 2025 com algum tipo de dívida em atraso. Dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, da Serasa, indicam que 49,65% da população adulta do Rio Grande do Norte estava inadimplente em dezembro, acima dos 45,65% registrados no mesmo mês de 2024. A variação representa 100 mil novos inadimplentes em 12 meses.

O número ajuda a dimensionar o impacto das dívidas sobre o orçamento das famílias no estado. A virada do ano costuma concentrar despesas obrigatórias, como impostos, material escolar e reajustes de serviços, o que tende a aumentar a pressão financeira sobre quem já enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.

Além do crescimento no total de inadimplentes, o levantamento detalha a composição dessas dívidas. Bancos e cartões de crédito concentram 26,1% dos débitos, seguidos por contas básicas, como água, luz e gás (22,1%), e por financeiras (19,6%). O valor médio de cada dívida é de R$ 1.593,27, indicador que ajuda a explicar a dificuldade de regularização para parte dos consumidores sem um planejamento financeiro estruturado.

O cenário observado no estado acompanha uma tendência nacional. Em dezembro, o Brasil chegou a 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número já registrado na série histórica, após 12 meses consecutivos de alta. A maior concentração de pessoas com o nome negativado está na faixa etária entre 41 e 60 anos (35,6%), seguida pelos grupos de 26 a 40 anos, acima de 60 anos e jovens entre 18 e 25 anos.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, os números reforçam a importância da organização financeira como ponto de partida para a reversão do endividamento. “Quando o consumidor entende exatamente quanto ganha, quanto gasta e onde estão os principais compromissos financeiros, ele passa a ter condições reais de tomar decisões mais equilibradas e evitar o acúmulo de novas dívidas”, afirma.

Segundo o especialista, outro aspecto relevante é a definição de prioridades. “Não é possível resolver tudo de uma vez. Priorizar dívidas com juros mais altos, renegociar prazos e valores e, ao mesmo tempo, criar o hábito de guardar pequenas quantias mensalmente já produz efeito. Mesmo valores baixos, quando organizados, ajudam a reduzir a dependência do crédito”, diz Erli.

Bandeira destaca que, para quem busca avançar na regularização das contas para uma estratégia de longo prazo, a divisão do orçamento pode ajudar. “No planejamento financeiro, uma referência bastante utilizada é a organização da renda em blocos percentuais. Um modelo simples é destinar cerca de 30% da renda para despesas essenciais, como moradia, água, luz e alimentação”, explica.

“Outros 30% podem ser direcionados a compromissos financeiros e objetivos, como pagamento de dívidas, educação ou aquisição de bens, enquanto os 40% restantes ficam para poupança, investimentos e despesas pessoais. Essa estrutura facilita o controle do orçamento e a visualização dos limites de gasto”, completa o consultor.

CONSELHO DE PAZ: 23 países aceitam convite e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (22) a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à manutenção da paz e à reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação em outros conflitos no futuro.

23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam

Cerca de 60 países foram convidados. Até o momento, 23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam o convite. O Canadá foi o único país que teve o convite cancelado por decisão direta de Trump, após troca de críticas com o primeiro-ministro Mark Carney durante o Fórum Econômico Mundial.

Países que aceitaram

  • Armênia
  • Arábia Saudita
  • Argentina
  • Azerbaijão
  • Bahrein
  • Belarus
  • Bulgária
  • Catar
  • Cazaquistão
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Hungria
  • Indonésia
  • Israel
  • Jordânia
  • Kosovo
  • Marrocos
  • Mongólia
  • Paquistão
  • Paraguai
  • Turquia
  • Uzbequistão
  • Vietnã

Países que recusaram

  • França
  • Noruega
  • Eslovênia
  • Suécia
  • Espanha
  • Alemanha

Países que estão analisando

  • Brasil
  • Reino Unido
  • China
  • Croácia
  • Itália
  • Rússia
  • Singapura
  • Ucrânia

Desde o anúncio, diplomatas alertam que o novo conselho pode enfraquecer a ONU. Segundo o estatuto obtido pela Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do órgão. Países interessados em assento permanente deverão pagar US$ 1 bilhão, valor que será administrado pelo próprio Trump.

Posição do Brasil

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que o mundo vive um momento político “muito crítico”, com a Carta da ONU sendo desrespeitada.

“Em vez de corrigir a ONU, o presidente Trump está propondo criar uma nova ONU, como se fosse dono dela”, afirmou Lula.

O governo brasileiro não pretende responder imediatamente ao convite. A estratégia é solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o funcionamento do conselho. O tema será usado como argumento para defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral, em setembro.

Segundo diplomatas, o Brasil pretende mobilizar outros países para pressionar por mudanças no sistema multilateral e alertar que, sem reforma, o mundo tende a ser governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.

Para integrantes da diplomacia, o plano do presidente americano expõe a fragilidade do atual sistema internacional, sobretudo diante da incapacidade do Conselho de Segurança de lidar com crises como a de Gaza.…

Fundo Garantidor de Créditos pagou R$ 26 bilhões a 67% dos credores do Banco Master

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já pagou R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master até esta sexta-feira (23). O montante representa 66,4% do total previsto e alcança 67,3% dos investidores com direito à garantia.

Os pagamentos começaram na segunda-feira (19) e ganharam velocidade após ajustes técnicos. Atualmente, o FGC processa cerca de 2,8 mil pedidos por hora pelo aplicativo. O fundo informa que mantém monitoramento contínuo dos sistemas, mas ressalta que checagens de segurança podem atrasar casos específicos.

O valor total estimado para cobrir as garantias do Banco Master é de R$ 40,6 bilhões, cerca de um terço dos recursos disponíveis no FGC. O banco foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro.

Will Bank

O FGC também terá de honrar garantias do Will Bank, liquidado nesta semana, com desembolso estimado em R$ 6,3 bilhões. Ainda não há prazo para início dos pagamentos, que dependem do envio da lista de credores pelo liquidante.

O fundo esclareceu que, como o Will Bank faz parte do mesmo conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é cumulativo. Quem já recebeu o teto não terá novos valores a receber.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no dia da liquidação em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes bilionárias, mas responde ao processo em liberdade.

Detran/RN promove na terça-feira (27) leilão virtual com carros, motos e sucatas

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN) realiza na próxima terça-feira (27), um novo leilão público totalmente online de veículos e sucatas apreendidos, retidos e não reclamados dentro dos prazos legais.

O certame contará com 109 lotes entre veículos destinados à circulação e sucata e será operacionalizado pela plataforma Lance Certo Leilões (https://www.lancecertoleiloes.com.br), responsável por organizar e conduzir os lances pela internet, com início programado às 10h para os veículos e continuação às 13h para os lotes de sucatas.

O leilão é uma oportunidade tanto para quem busca adquirir um veículo a preços abaixo dos praticados no mercado tradicional quanto para quem atua no segmento de reaproveitamento de peças e sucatas automotivas.

Os veículos e sucatas poderão ser vistoriados visualmente pelos interessados nos dias de hoje (23) e na segunda-feira (26), nos endereços dos pátios situados nas cidades de São Gonçalo do Amarante, Mossoró e Caicó, no horário das 8h às 16h.

A visitação é restrita à visualização sem manipulação, sem retirada de peças e sem registro de imagens, conforme as normas de exposição dos lotes. Essa etapa prévia é fundamental para que os licitantes possam formar seus critérios de lance com mais segurança, já que os bens são vendidos no estado em que se encontram, e o Detran/RN não responde por eventuais defeitos ou irregularidades pós-arrematação. As imagens dos veículos e lotes de sucata também estão disponíveis no portal do Lance Certo Leilões.

Os interessados em participar devem realizar cadastro prévio no portal da organizadora, sendo recomendado que isso seja feito com antecedência para evitar contratempos nos acessos durante o pregão virtual. A participação é aberta a pessoas físicas maiores de 18 anos e a pessoas jurídicas regularmente constituídas, que deverão observar todas as exigências do instrumento convocatório para habilitação e emissão de lances. A documentação, condições de arrematação e demais regras estão detalhadas no edital disponível no site do leilão.

Fonte: Detran RN

Polícia Civil deflagra operação “Clavis Legis” e prende quatro suspeitos por tráfico de drogas em Currais Novos

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Penal, deflagrou, entre os dias 20 e 22 de janeiro, a Operação “Clavis Legis”, que resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão. As ordens judiciais são decorrentes de investigações relacionadas ao tráfico de drogas .

A primeira fase da operação foi deflagrada a partir de apurações sobre a comercialização de drogas na área central do município de Currais Novos.

As investigações, que se estenderam por aproximadamente dez meses e envolveram trabalho de campo e inteligência policial, culminaram na prisão de um homem de 23 anos.

Dando continuidade à segunda fase da operação, a análise de mandados de prisão expedidos pela Justiça Estadual possibilitou a identificação, localização e prisão de três suspeitos, de 44, 35 e 22 anos, que se encontravam na condição de foragidos.

Todos os presos foram conduzidos à delegacia para a realização dos procedimentos legais e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a elucidação dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos, com o objetivo de responsabilizar todos os autores dos crimes.

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e solicita que informações sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: PCRN