Portugal vai às urnas neste domingo para uma eleição presidencial que promete ser a mais disputada da história recente do país. Pela primeira vez, esquerda, centro-direita e direita disputam voto a voto o cargo de chefe de Estado, mas um levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião, da Universidade Católica portuguesa, aponta que André Ventura (Chega), aliado do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro no país, lidera com 24% das intenções de voto.
O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, declarou que o combate ao crime organizado foi elevado ao patamar de “ação de Estado” pelo governo federal. O anúncio foi feito durante pronunciamento à imprensa, no qual o ministro destacou a necessidade de uma atuação integrada entre as diferentes esferas de poder.
Segundo Wellington César, a medida reflete uma decisão direta da Presidência da República, compartilhada por diversos atores da administração pública. O objetivo é estabelecer uma “ação articulada”, na qual cada órgão do Estado atue dentro de suas competências e atribuições legais, mas de forma coordenada para aumentar a eficácia das operações.
“Houve uma decisão do presidente da República […] de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou o ministro.
O novo ministro justificou a nova diretriz apontando para a “relevância” que as organizações criminosas assumiram no atual cenário nacional. Para o ministro, essa gravidade impõe a necessidade de superar ações isoladas em favor de uma “atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quinta-feira (15) que “o Estado vai derrotar o crime organizado” no país. A declaração foi feita durante a cerimônia de posse do novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, no Palácio do Planalto.
“Nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado. (…) Para que a gente possa definitivamente dizer que o Estado não pode ser derrotado por nenhuma organização criminosa, por nenhuma organização empresarial, por nenhuma organização religiosa.
Nada pode derrotar o Estado, a não ser a incompetência e a incapacidade dos governantes e das instituições”, afirmou o petista.
Durante o discurso, o mandatário afirmou ainda que o combate às facções criminosas “não é apenas ficar prendendo o pobre, é chegar na cobertura e saber quem ganha dinheiro, quem não paga imposto”.
Lula também citou o caso das fraudes no Banco Master como um dos exemplos das recentes ações de combate ao crime organizado.
Segundo o titular do Planalto, o país vive um “bom momento” na “questão da Justiça”. Outro exemplo foi a Operação Carbono Oculto, que teve como objetivo desarticular o esquema financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
“Nós nunca estivemos tão perto. E nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar no andar de cima da corrupção e do que crime organizado nesse país como agora”, declarou.
Mais cedo, o presidente convocou uma reunião sobre o tema com o novo ministro e outras autoridades. Depois do encontro, Lima e Silva informou que Lula decidiu elevar o combate ao crime organizado para “ação de Estado”. Com isso, os órgãos da União vão desenvolver ações articuladas para conter facções criminosas.
O governo tem dois projetos sobre segurança pública em tramitação no Congresso: uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema e o Projeto de Lei Antifacção. A análise das duas propostas deve ser retomada neste ano, após ter sido adiada no ano passado por falta de consenso no Legislativo.
O deputado estadual Francisco (PT) esteve nesta quinta-feira (15) no município de Jardim do Seridó, onde se reuniu com a prefeita Silvana de Lalá e lideranças do Partido dos Trabalhadores, para tratar da destinação de emenda parlamentar para o município.
Durante o encontro, Francisco confirmou a destinação de uma emenda no valor de R$ 80 mil, que será aplicada em ações voltadas para a cultura e a assistência social, atendendo demandas apresentadas pelo PT de Jardim do Seridó, em diálogo com a gestão municipal.
A ação reforça o compromisso do mandato com políticas públicas que impactem diretamente a vida da população.
Participaram da reunião a presidente do PT de Jardim do Seridó, Diana Moreira, a vice-presidente Professora Chaguinha, além dos membros da direção municipal do partido David Félix e Eduardo Soares.
O deputado destacou a importância da articulação com as lideranças locais e reafirmou o compromisso de seguir trabalhando em parceria com os municípios para garantir investimentos e desenvolvimento social.
“Nosso mandato tem o compromisso de ouvir as bases, dialogar com os municípios e transformar essas demandas em ações concretas. Essa emenda é resultado da organização do PT de Jardim do Seridó e do diálogo com a gestão municipal, garantindo investimentos importantes para a cultura e a assistência social”, afirmou Francisco.…
O financiamento imobiliário no Rio Grande do Norte acompanhou, em 2025, o movimento de retração observado no restante do país. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que entre janeiro e novembro do ano passado foram financiadas 2.572 unidades habitacionais no RN com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que representa um recuo de 17,7% em relação ao mesmo período de 2024. No volume financeiro, os contratos somaram R$ 723,7 milhões, queda de 20,9% na comparação anual, refletindo tanto a redução do número de operações quanto o impacto direto dos juros mais elevados sobre o valor financiado.
A situação é atribuída, principalmente, ao encarecimento do crédito e à redução dos recursos da poupança. O desempenho do Rio Grande do Norte em 2025, abaixo do verificado no ano anterior, ficou alinhado ao da região Nordeste. No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, a região apresentou retração de 13,7% no volume financeiro financiado e de 17,5% no número de unidades, mantendo participação de 10,3% em valores e 11,8% em unidades no total nacional.
Embora não tenha detalhado os dados dos demais estados do Nordeste, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) destaca que, apesar do Rio Grande do Norte ter registrado queda tanto em volume quanto em número de contratos, o estado não figura entre aqueles com os maiores decréscimos da região.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Sérgio Azevedo, os efeitos da restrição de crédito já começam a ser percebidos sobretudo na decisão por novos lançamentos.
Sérgio Azevedo: menos crédito reduz volume de novos projetos | Foto: Magnus Nascimento
“As obras em andamento seguem, em grande parte, os cronogramas, pois foram estruturadas com financiamentos e vendas contratadas anteriormente. No entanto, a restrição de crédito exige mais cautela na tomada de decisão e reduz o volume de novos projetos colocados no mercado”, explica. Segundo ele, o setor tem buscado se adaptar ao novo cenário, com revisão de cronogramas e maior seletividade comercial.
A leitura é compartilhada pelo presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-RN), Renato Gomes, que avalia a retração do SBPE como resultado, sobretudo, da menor capacidade de endividamento das famílias. “Observa-se maior procura por imóveis compactos, imóveis usados, que tendem a ter preços mais negociáveis, e por localizações fora dos eixos tradicionalmente mais valorizados, mas com boa infraestrutura urbana e potencial de crescimento. Famílias que adiam a compra acabam migrando para o aluguel, mantendo a demanda aquecida nesse segmento”, aponta.
Renato Gomes: juros impactam comportamento das famílias | Foto: ALEX RÉGIS
O desempenho registrado no RN em 2025 reflete um movimento mais amplo de retração do crédito imobiliário em todo o país. Os dados da Abecip mostram que, entre janeiro e novembro do ano passado, os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE somaram R$ 140,1 bilhões no país, representando queda de 17,1% em relação ao mesmo período de 2024.
A desaceleração também se refletiu no número de contratos firmados. No acumulado de 11 meses de 2025, foram financiadas aproximadamente 408,3 mil unidades habitacionais em todo o país, recuo de 21% na comparação anual. Em novembro, o SBPE financiou 39,2 mil imóveis, número que, embora figure entre os maiores já registrados para um mês de novembro na série histórica, ficou 16,7% abaixo do observado no mesmo mês do ano anterior. Em valores, os financiamentos de novembro alcançaram R$ 12,4 bilhões, com retração de 17,1% na comparação anual e queda de 16,8% frente a outubro, indicando perda de ritmo ao longo do segundo semestre
Juros elevados impactam crédito imobiliário
O economista Helder Cavalcanti, conselheiro do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon-RN), avalia que a retração no estado está diretamente relacionada ao ambiente macroeconômico. “A política monetária restritiva, com a Selic em 15%, impactou o crédito imobiliário de forma significativa, elevando o custo do financiamento e reduzindo a demanda”, explica. Ele acrescenta que mudanças nas regras de emissão de títulos como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), além da taxação desses papéis, reduziram a oferta de recursos para o setor e encareceram a captação pelas instituições financeiras.
Helder Cavalcanti: segmento de médio padrão é o mais afetado | Foto: Magnus Nascimento
Para Helder Cavalcanti, o segmento de médio padrão é o mais afetado, pois é aquele que depende diretamente do crédito tradicional. “Com taxas efetivas acima de 13% ao ano, o financiamento imobiliário fica mais desafiador para a classe média, pois o comprometimento da renda com parcelas elevadas se torna um obstáculo”, analisa.
Segundo ele, enquanto o mercado econômico conta com programas e subsídios que ajudam a mitigar os efeitos dos juros, e o alto padrão depende menos do financiamento bancário, o segmento intermediário sente de forma mais intensa o impacto do encarecimento do crédito.
Além da política monetária, fatores regionais também ajudam a explicar o desempenho do estado. A dependência da construção civil na economia potiguar, mudanças nas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal, como a redução do limite financiável de 80% para 70% do valor do imóvel, e a própria retração da poupança, principal fonte de recursos do SBPE, contribuíram para reduzir a capacidade de absorção do crédito imobiliário ao longo de 2025.
Projeções para 2026
Para 2026, a expectativa do setor é de acomodação do mercado, com possibilidade de retomada gradual, condicionada principalmente à trajetória dos juros e à melhora do ambiente de crédito. Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN, avalia que o desempenho relativamente melhor do Rio Grande do Norte em comparação com outros estados do Nordeste reflete um ambiente mais equilibrado.
“Esse desempenho relativamente melhor reflete a resiliência do mercado potiguar e um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda. A modernização do Plano Diretor teve papel importante nesse processo, ao trazer regras mais claras, segurança jurídica e maior previsibilidade, permitindo que o setor se organizasse melhor e absorvesse com menos impacto um momento de retração do crédito”, afirma.
O pré-candidato a deputado federal e vereador de Assú, Pedro Filho, reuniu apoiadores nesta sexta-feira (16), no município de Mossoró, dando mais um passo importante no fortalecimento de sua pré-candidatura.
O encontro contou com a presença de ex-vereadores, suplentes, líderes comunitários e pastores, que vêm somando forças ao projeto político de Pedro Filho na região Oeste. As adesões reforçam a ampliação das bases e a construção de apoios estratégicos visando as eleições deste ano.
Pedro Filho tem intensificado agendas pelo estado, fortalecendo alianças e consolidando seu nome como uma alternativa para representar o Rio Grande do Norte na Câmara Federal, com diálogo, presença nos municípios e compromisso com as pautas da população.…
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o convite dos Estados Unidos para integrar o Conselho da Paz em Gaza será analisado com cautela.
Segundo um interlocutor do governo, a decisão não pode ser tomada sem avaliar as consequências diplomáticas e geopolíticas. Lula deve iniciar as discussões com seus auxiliares a partir de segunda-feira. O convite foi recebido pela embaixada brasileira em Washington na sexta-feira. O Itamaraty não se manifestou.
Além do Brasil, líderes como Javier Milei (Argentina), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e Mark Carney (Canadá) também foram convidados por Donald Trump.
O conselho pretende supervisionar a reconstrução, a governança e a transição política da Faixa de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e Hamas.
A proposta enfrenta críticas por excluir representantes palestinos e concentrar poder nos EUA. A presença de membros considerados controversos também gera dúvidas no governo brasileiro.
No último sábado, a praia de Tibau foi o cenário de um encontro significativo para a política do Rio Grande do Norte. O pré-candidato ao governo do estado, Cadu Xavier, foi recebido na casa da ex-deputada Sandra Rosado, em um evento que contou com a presença da governadora Fátima Bezerra e dos deputados estaduais Ivanilson Oliveira, Dr. Bernardo e Isolda Dantas. O encontro, que reuniu diversas lideranças da região oeste, teve um clima de descontração, mas também destacou a articulação política do PT potiguar e do grupo governista.
Com encontros com deputados durante a semana que terminou, e o evento desse sábado, fica a clara sinalização que o PT do RN está se mobilizando ativamente para as eleições de 2026, inclusive para uma possível eleição indireta para governador. Com a força do apoio de Lula, a expectativa é que o grupo chegue ao pleito com uma nominata robusta na federação, fortalecendo a candidatura de Cadu Xavier ao governo e de Fátima ao Senado.
A Transparência Internacional – Brasil afirmou que o histórico do ministro Dias Toffoli, do STF, indica baixa chance de ele se declarar impedido no inquérito sobre o Banco Master.
A entidade avalia, porém, que isso só ocorreria com forte pressão da sociedade civil.
Em nota divulgada na sexta-feira (16), a entidade lembrou decisões anteriores em que Toffoli atuou mesmo citado em investigações, como a anulação da delação de Sérgio Cabral, a invalidação de provas da Odebrecht e a suspensão de multa bilionária da J&F, empresa que tinha sua esposa como advogada.
Segundo a ONG, o pedido formal de impedimento deveria partir da Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso Toffoli recusasse, caberia ao plenário do STF decidir.
Imagem: reprodução/X
Parlamentares da oposição defendem o afastamento do ministro após reportagem do Estadão revelar que Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, investiu em um resort pertencente aos irmãos de Toffoli.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que, diante das revelações, o ministro deveria se afastar “pela transparência das investigações”. Ela apoia a criação de uma CPMI para apurar o caso e já assinou um pedido de impeachment contra Toffoli.…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pautar o debate nacional sobre educação ao fazer declarações contundentes durante um discurso recente, no qual criticou a desigualdade histórica no acesso ao ensino no Brasil. Ao abordar o tema, Lula usou uma fala provocativa para ilustrar o preconceito estrutural que, segundo ele, sempre marcou a relação do Estado com a população mais pobre.
“Pobre não precisa estudar, porra! Vocês nasceram só pra trabalhar. Pobre não nasceu pra estudar. Pobre nasceu pra trabalhar”, disse o presidente, em tom crítico, ao reproduzir o que classificou como um pensamento elitista ainda presente na sociedade brasileira. Em seguida, Lula contrapôs essa lógica ao destacar que, historicamente, o estudo foi tratado como privilégio dos filhos da elite, que podiam se formar no exterior, em países como França, Inglaterra, Estados Unidos e Espanha.
A fala gerou forte repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Aliados do governo afirmam que o presidente utilizou uma linguagem dura justamente para denunciar a exclusão educacional e defender políticas públicas de ampliação do acesso à escola, à universidade e à formação profissional. Já críticos apontam o uso do palavrão e da generalização como inadequados para o cargo.
O discurso ocorre em um momento em que o governo federal tenta recolocar a educação no centro da agenda, com foco em redução da evasão escolar, valorização de professores e ampliação do ensino integral. Ao reacender o debate, Lula reforça a narrativa de que investir em educação é condição essencial para romper o ciclo de pobreza e desigualdade no país.…
As plataformas de vídeo sob demanda (VOD) já representam 37,2% do consumo de vídeo nos lares brasileiros, segundo a Kantar Ibope. O estudo mostra que, no final de 2025, a TV linear atingiu 62,8% (sendo 55,8% da TV aberta) contra 37,2% do vídeo online, com liderança do YouTube (21,6%), seguida pela Netflix (5,6%) e pelo TikTok (5%).
Esses dados correspondem ao uso de dispositivos variados, enquanto o consumo exclusivo por televisores se divide entre 74,4% para a televisão linear e 25,6% para o vídeo online.
O YouTube segue como a plataforma mais assistida, com 21,6% da audiência, superando a soma de todos os streamings pagos. Em seguida aparecem Netflix (5,6%) e TikTok (5%).
Entre os serviços pagos, a Netflix lidera e cresceu 20% em relação ao ano anterior. O Globoplay aparece em segundo lugar (1,7%), à frente do Prime Video (1,1%), HBO Max (0,5%) e Disney+ (0,3%).
Nos televisores, a TV linear ainda domina com 74,4%, mas o vídeo online já alcança 25,6%. Já a TV paga representa apenas 6,9% do consumo total.
O avanço do streaming reforça a mudança no comportamento do público e acontece em meio ao debate sobre o PL do Streaming, que trata da regulamentação e possível taxação dessas plataformas no Brasil. A discussão deve ser retomada no Congresso em fevereiro.…
A pré-candidatura de Juninho Saia Rodada a deputado federal segue em trajetória de expansão e consolidação política no Rio Grande do Norte, acumulando apoios estratégicos em diferentes regiões do estado e ampliando sua presença em colégios eleitorais considerados decisivos para o pleito.
Na segunda-feira, 12, Juninho esteve no município de Apodi, onde foi recebido por um grupo de suplentes de vereador da oposição local. Durante o encontro, os líderes declararam apoio ao projeto político do pré-candidato, destacando a necessidade de renovação e de maior representatividade do município na Câmara Federal. A adesão fortalece a articulação política de Juninho no Oeste potiguar, região de grande relevância eleitoral.
Já na quarta-feira, 14, a pré-candidatura ganhou novo impulso no Seridó, tradicional reduto político do estado. Em São João do Sabugi, o vereador Aprígio Neto oficializou apoio a Juninho Saia Rodada, ressaltando a sintonia do projeto com as demandas regionais e a importância de eleger um parlamentar comprometido com o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e o fortalecimento dos municípios do interior.
O movimento de crescimento continuou no domingo, 18, com mais um reforço significativo no Alto Oeste potiguar. O ex-vereador de Pau dos Ferros, Edgar Queiroz, anunciou publicamente seu apoio à pré-candidatura, destacando a capacidade de diálogo de Juninho e sua construção política baseada na proximidade com as bases e lideranças locais.
Com apoios que se espalham pelo Oeste, Seridó e Alto Oeste, Juninho Saia Rodada amplia sua base política e se consolida como um nome competitivo na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A agenda de visitas e articulações segue intensa, reforçando o projeto de uma pré-candidatura construída de forma gradual, plural e conectada com as realidades regionais do Rio Grande do Norte.…
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou neste sábado (17) decisões do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à análise de provas da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes no Banco Master. A entidade classificou as medidas como “atípicas” e afirmou haver “perplexidade institucional” diante das ordens do magistrado.
Na última quarta-feira (14), Toffoli retirou da Polícia Federal a custódia do material apreendido na operação e transferiu a responsabilidade pela análise das provas para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Após manifestação do Ministério Público, o ministro autorizou que quatro peritos da PF acompanhem a extração de dados, mas reforçou que o controle do material ficará sob responsabilidade do MPF.
Para a ADPF, as decisões afrontam prerrogativas legais da Polícia Federal e fogem dos protocolos técnicos tradicionais de investigação criminal. Em nota, a associação afirmou que a condução de inquéritos pela PF segue metodologia própria e que a interferência judicial em etapas técnicas compromete a autonomia e a eficiência das apurações.
A operação autorizada por Toffoli incluiu novas buscas, prisões temporárias e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e aliados. Apesar de defender a harmonia entre as instituições, a entidade afirmou esperar que STF e PF retomem, com brevidade, uma atuação cooperativa e dentro dos parâmetros institucionais.
O convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Luiz Inácio Lula da Silva integre um “Conselho de Paz” voltado à reconstrução da Faixa de Gaza colocou o presidente brasileiro diante de um delicado dilema diplomático. A eventual participação pode gerar custos políticos, especialmente diante da postura crítica adotada por Lula em relação à ofensiva militar israelense no território palestino.
O governo brasileiro deve analisar com cautela os impactos geopolíticos da iniciativa antes de se manifestar oficialmente. Auxiliares de Lula avaliam pedir mais detalhes sobre o funcionamento do conselho, liderado pelos EUA, e os limites de atuação do grupo, sobretudo porque a política externa brasileira tradicionalmente defende a mediação de conflitos sob a coordenação da ONU.
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, Lula tem feito críticas duras à condução do conflito e defendido a criação de um Estado palestino. Em pronunciamentos internacionais, chegou a classificar a situação em Gaza como “genocídio”, o que aprofundou a crise diplomática com Israel e levou o governo israelense a declará-lo persona non grata em fevereiro de 2024.
O conselho anunciado por Trump inclui nomes como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Apesar do anúncio, o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que a iniciativa não foi previamente coordenada com Israel, abrindo mais uma frente de incerteza sobre a viabilidade política do projeto.
O Rio Grande do Norte se consolidou como referência nacional na produção de energia limpa. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 98% da energia gerada no estado vem de fontes renováveis.
A matriz elétrica potiguar é liderada pela energia eólica, com 85,34% da produção, seguida pela solar (12,27%). As termelétricas somam 2,36% — entre fontes fósseis (1,86%) e biomassa (0,49%) —, enquanto as pequenas hidrelétricas representam 0,04%.
Sozinho, o Rio Grande do Norte responde por 30% de toda a produção de energia eólica do país, segundo dados de janeiro da Aneel. O estado fica atrás apenas da Bahia, que produz 34% e tem território cerca de dez vezes maior.
Pelas estradas do estado, é possível ver torres eólicas em empreendimentos espalhados pelo interior e pelo litoral. O Rio Grande do Norte também se prepara para gerar energia eólica no mar (veja mais abaixo).
Os primeiros parques eólicos do Rio Grande do Norte começaram a operar há 20 anos.
Qualidade dos ventos
Segundo especialistas, um dos principais motivos para o sucesso do estado nesse tipo de empreendimento é a qualidade dos ventos.
Para Rodrigo Mello, diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (Senai-RN) e do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), o estado tem “os melhores ventos do Brasil”.
“O grande destaque do Rio Grande do Norte na produção de energia eólica é por conta da qualidade dos ventos que nós temos. Por isso, mesmo sendo um território muito pequeno, houve uma concentração importante de geração aqui”, reforçou.
O professor Pedro Mutti, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), doutor em Ciências Climáticas e Geografia, explicou que os ventos chegam ao estado sem barreiras, o que favorece a produção de energia eólica.
“O RN encontra-se na trajetória dos chamados ventos alísios, que sopram constantemente nas regiões tropicais em direção ao Equador e penetram sobre o continente sem praticamente nenhuma barreira geográfica marcante”, explicou.
Segundo o professor, a produção de energia renovável beneficia não só o estado, mas todo o país, já que o sistema elétrico nacional é interligado.
Energia solar: 2ª maior fonte, mas com limite territorial
A energia solar é a segunda maior fonte da matriz elétrica potiguar e tem perspectiva de crescimento nos próximos anos.
Segundo Pedro Mutti, o estado se beneficia da alta incidência solar e da baixa nebulosidade.
“Estamos em uma região próxima ao Equador, que recebe uma quantidade generosa de radiação solar durante todo o ano, com baixa nebulosidade e baixa persistência de nuvens por conta da baixa umidade”, explicou.
A localização do estado, no Nordeste brasileiro e próxima à Linha do Equador, também permite que haja uma incidência considerável de raios solares ao longo do ano.
Apesar do potencial, o tamanho reduzido do território limita a expansão da energia solar em números absolutos. Com 52 mil km², o Rio Grande do Norte é o sexto menor estado do Brasil, considerando o Distrito Federal.
INFOGRÁFICO: RN é referência em energia renovável — Foto: Arte g1
Energia de sobra, dificuldade de escoamento e desperdício
Dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) apontam que o Rio Grande do Norte tem capacidade para gerar mais de 10 gigawatts de energia eólica por mês — quantidade suficiente para abastecer cerca de 5 milhões de residências ou 20 milhões de pessoas — quase seis vezes mais que população potiguar, que é de 3,4 milhões, segundo o IBGE.
Esse volume pode ser até dez vezes maior que o consumo do estado, segundo a Neoenergia Cosern, distribuidora local. RN consome em média cerca de 1 GW ao mês.
Em setembro do ano passado o Rio Grande do Norte bateu recorde no “desperdício” de energia eólica em todo o país.
Linhas de transmissão RN (Arquivo) — Foto: Igor Jácome/G1
Um levantamento do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontou que o estado foi responsável por 36% dos cortes de geração entre todas as unidades da federação naquele mês.
🔎 Contexto: o corte de energia, fenômeno conhecido como curtailment, ocorre quando usinas eólicas e solares são obrigadas a reduzir ou interromper a geração de energia devido à falta de capacidade de escoamento na rede de transmissão.
Para o diretor do Senai e do ISI-ER, Rodrigo Mello, esse é um problema que pode dificultar o avanço da produção de energia eólica no estado. “Necessitam de algumas atividades governamentais para, por exemplo, reforçar ainda mais esse escoamento, reforçar essa subestação, a velocidade, a questão do armazenamento de energia”, disse.
A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova York, em setembro de 2025, para participar da Assembleia Geral da ONU, custou ao menos R$ 6 milhões, segundo dados do Itamaraty enviados à Câmara dos Deputados. As informações constam em resposta a um requerimento apresentado pelo deputado Capitão Alden (PL-BA) e foram encaminhadas pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. De acordo com o ministério, os principais gastos foram com hospedagem, que somou 553,3 mil dólares, além de 603,2 mil dólares destinados à compra de material de escritório e serviços de interpretação. Também houve despesa adicional de R$ 98,7 mil com intérpretes. Considerando a cotação do dólar em torno de R$ 5,30 no período, os valores em moeda estrangeira ultrapassam R$ 6,1 milhões.
O Itamaraty informou que esse montante corresponde ao custo total da viagem. A comitiva oficial contou com quatro pessoas além do presidente. Com despesas pagas pelo governo estavam apenas o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o chanceler Mauro Vieira.
Sem ônus, segundo a pasta, participaram a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU. O ministério destacou ainda que os custos relacionados a assessores e demais integrantes da comitiva ampliada são de responsabilidade direta da Presidência da República.