O deputado estadual Taveira Júnior passou a integrar oficialmente o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na manhã desta quarta-feira (1º). A filiação foi conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e também presidente do PSDB no estado, Ezequiel Ferreira.
O ato contou com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire, do presidente da Câmara de vereadores da capital, Ériko Jácome, do vereador Léo Souza, da deputada estadual Cristiane Dantas, do ex-vice-governador Fábio Dantas, entre outras lideranças.
Com forte atuação política na região metropolitana e raízes em Parnamirim, Taveira Júnior chega ao PSDB para fortalecer a nominata do partido nas eleições de 2026. A filiação representa um novo momento na trajetória do parlamentar, que segue ampliando alianças e consolidando seu espaço no cenário político do Rio Grande do Norte.
O deputado já confirmou que será candidato à reeleição no próximo mês de outubro. A expectativa é de que, com a nova filiação, Taveira Júnior amplie sua base de apoio e continue defendendo pautas importantes para o desenvolvimento dos municípios potiguares.…
A Prefeitura de Touros foi contemplada com o Selo FNAS 2025, concedido pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). O reconhecimento destaca a qualidade da gestão financeira dos recursos destinados à política de assistência social no município.
A certificação integra uma iniciativa nacional que valoriza estados e municípios que se destacam na administração dos recursos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com foco na responsabilidade, transparência e eficiência na aplicação dos investimentos públicos.
De acordo com os critérios estabelecidos, foram avaliados o desempenho na gestão orçamentária e financeira, a correta aplicação dos recursos e o cumprimento das normativas do SUAS.
Touros se destacou ao atender às exigências estabelecidas, consolidando boas práticas na gestão pública e no uso dos recursos voltados à assistência social.
O reconhecimento também reforça a qualidade da prestação de contas do município e evidencia o trabalho desenvolvido pela assistência social, que vem ampliando o atendimento e garantindo serviços mais eficientes à população.
A CPMI do INSS atendia a todas as condições para entrar para a história como um dos grandes momentos do Congresso. A causa era das mais nobres: por anos, uma quadrilha formada por lobistas, empresários, funcionários públicos e sabe-se lá quem mais desviou de maneira sórdida, com a conivência e omissão de autoridades, parte das minguadas pensões dos aposentados.
Havia, no início, uma meta eletrizante a ser perseguida: a quase certeza de que a trama contava com a participação de políticos ou prepostos ligados a figurões do poder. E havia também uma meta desafiadora típica de casos de corrupção: descobrir onde foram parar mais de 4 bilhões de reais furtados dos idosos.
Porém, depois de seis meses de trabalho, 36 depoimentos, mais de 600 quebras de sigilo e muito barulho, a comissão foi encerrada sem sequer ter o relatório final aprovado. Em outras palavras, para a história, ela existiu, mas não chegou a lugar algum, não revelou nada. Entrou para os anais do Parlamento, mas como um retumbante exemplo de fracasso.
DECEPÇÃO - A Comissão do INSS: investigação terminou sem conclusão (Marcos Oliveira/Agência Senado)
Um conjunto de fatores contribuiu para esse desfecho. Desde que foi instalada, em agosto do ano passado, a CPMI foi alvo de sabotagem. A bancada do governo, em maioria, inviabilizou linhas importantes de investigação que poderiam atingir o Planalto, particularmente o presidente da República.
Uma das entidades envolvidas nas fraudes tinha o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, como dirigente. Ele nunca foi ouvido. O mesmo aconteceu com o primogênito do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que mantinha relações, até agora também não explicadas de forma clara, com um dos líderes da quadrilha.
Os requerimentos de convocação apresentados para ouvir o irmão e o filho do presidente foram rejeitados. A apuração emperrou ainda mais quando se soube que um ex-assessor do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, recebeu 3 milhões de reais de uma empresa ligada às fraudes. Dessa vez, houve quatro pedidos de convocação do ex-assessor que nunca foram analisados. Prevaleceu a maioria da bancada governista, naquele momento reforçada pelos parlamentares ligados ao senador. Resultado: a participação de figurões na trama não pôde ser esclarecida.
Qualquer manual de investigação ensina que a melhor maneira de chegar aos criminosos é seguir o dinheiro roubado. A CPMI até tentou. Depois de um cochilo da bancada governista, os parlamentares aprovaram a quebra do sigilo bancário do filho do presidente e de ex-dirigentes do banco Master, instituição que mantinha uma carteira de empréstimos fraudulentos a aposentados. O Master foi liquidado, deixando um rombo no mercado superior a 50 bilhões de reais.
Como se sabe, o dono do banco, Daniel Vorcaro, mantinha uma extensa teia de relações e contatos com magistrados e políticos, especialmente no Congresso, o que teria facilitado muitos de seus negócios escusos. O fundo de previdência dos funcionários públicos do Amapá, por exemplo, que tem como conselheiro um irmão de Alcolumbre, comprou títulos podres do Master, gerando um prejuízo de 400 milhões de reais aos aposentados do estado.
Há duas semanas, a CPMI pediu ao senador mais tempo para concluir o trabalho. Alcolumbre não se manifestou. Os parlamentares então recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que a prorrogação era um ato que cabia ao presidente do Congresso. Resultado: também não foi possível seguir o dinheiro.
FRACASSO – CPI do Crime Organizado: apuração do caso Master não prosperou (Saulo Cruz/Agência Senado)
Em ano eleitoral, é compreensível que políticos se protejam de eventuais desgastes. Não há, por enquanto, qualquer evidência de que Davi Alcolumbre tenha se beneficiado do roubo aos aposentados ou das falcatruas do banco. O fato de um irmão do senador ocupar o cargo de conselheiro do fundo de previdência do Amapá ou de seu ex-assessor ter recebido milhões de um golpista pode estar restrito ao universo das coincidências. A verdade é que os escândalos do INSS e do Master são altamente radioativos. Isso explicaria o empenho do presidente do Congresso em abreviar ou mesmo evitar novas investigações — cuidado que ele também tem tomado em relação à criação de uma CPI para investigar o Master.
Na semana passada, um grupo de senadores ingressou com uma ação no STF pedindo a interferência da Corte diante da omissão de Alcolumbre. Sorteado para relatar o caso, o ministro Kassio Nunes Marques ainda não se manifestou, mas é provável que a decisão dele seja contrária às pretensões dos parlamentares, o que sepultaria definitivamente a possibilidade de uma investigação congressual da maior fraude financeira da história.
EXEMPLO - CPMI dos Correios: há vinte anos, prisão e condenação de políticos e auxiliares do então presidente Lula (Alan Marques/Folhapress/)
Em fevereiro, deputados já haviam colhido mais de 200 assinaturas e protocolado um pedido de criação de uma CPI na Câmara. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), assim como fizeram os senadores, pediu ao STF que obrigasse Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Casa, a instalar a comissão de inquérito, mas o ministro Cristiano Zanin, que relatou o caso, rejeitou a demanda.
Procurado por VEJA, Motta, por meio de sua assessoria, explicou que o regimento interno estabelece o limite de cinco CPIs em funcionamento simultâneo e que sua instalação segue a ordem dos pedidos de criação — a do Master foi, portanto, para o fim da fila. “Adicionalmente, as diferentes instâncias, Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e Ministério Público, estão atuando com autonomia e diligência nas investigações. O papel do Congresso é acompanhar e garantir que as investigações avancem com isenção”, ressaltou o parlamentar. Davi Alcolumbre também foi procurado por VEJA, mas não quis se pronunciar.
A falta de energia da cúpula do Congresso para investigar o Master se alia ao constrangimento que o caso gerou ao próprio Supremo Tribunal e às decisões consideradas controversas tomadas pelos ministros da Corte. A CPI do Crime Organizado, em funcionamento no Senado desde novembro, tentou driblar os obstáculos e puxar para a comissão a apuração de um dos fios soltos do escândalo.
Os parlamentares quebraram o sigilo de um fundo de investimento ligado ao Master …
A Prefeitura de Extremoz promove, nesta sexta-feira (03), o tradicional espetáculo “Paixão de Cristo”, reforçando uma das mais importantes manifestações de fé do município. A encenação será realizada a partir das 17h30, em frente à Igreja Matriz.
O evento reúne moradores, artistas locais e visitantes em um momento de reflexão e celebração religiosa, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações. A iniciativa integra a programação da Semana Santa e busca valorizar a cultura e a espiritualidade da população.…
O deputado André Janones (Rede) afirmou que fará uma campanha “mais baixa que a anterior” contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com o presidente Lula (PT). A declaração foi enviada à coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, após a divulgação de pesquisa do instituto Atlas, que apontou empate técnico em São Paulo entre Lula e Flávio.
O parlamentar detalhou sua estratégia para prejudicar o pré-candidato da direita. “A brincadeira nem começou ainda e vou fazer uma campanha mais baixa que a anterior. O Flávio será amassado e haverá choro e ranger de dentes”, afirmou.
Na opinião do deputado, o resultado da pesquisa não reflete o cenário definitivo da disputa, e a vantagem deverá se consolidar a favor de Lula. “Ao final, não sobrará pedra sobre pedra”, definiu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados na corrida eleitoral em São Paulo, segundo a pesquisa divulgada na quarta-feira (1º/4).
Janones se filiou à Rede Sustentabilidade no último dia 26 de março, em Brasília. Antes, ele estava no Avante.…
Há 23 anos no mercado publicitário do Rio Grande do Norte, a agência de publicidade Execom segue construindo uma trajetória de credibilidade e confiança junto aos clientes locais. Se nos primeiros anos de atuação a empresa contava com dez clientes, atualmente esse número supera 50. Seja nas entregas para os órgãos do setor público ou para as instituições do segmento privado, a geração de soluções e resultados é prioridade.
O sócio-diretor da Execom, Odemar Neto, conta que a agência foi fundada no dia 15 de março de 2003 com uma proposta de modelo de trabalho inovador para a época: o home-office. Na época, apenas o setor de profissionais que atuavam diretamente com mídia, atendimento e finalização de materiais precisava estar na sede da empresa, enquanto os demais tinham abertura para entregar as demandas de casa. “Então já começamos de uma forma moderna”, ressalta o sócio-driretor.
Para o sócio-diretor de atendimento da Execom, Erick Gurgel, a consistência foi decisiva para o fortalecimento da agência no cenário local. Além de buscar compreender as dores dos clientes e oferecer soluções eficazes, ele destaca que a conexão com o território é outro fator essencial para a empresa.
“Somos uma agência que nasceu e cresceu aqui, então entendemos a cultura, o comportamento e as dinâmicas locais. Isso faz muita diferença na hora de criar campanhas que, de fato, dialogam com as pessoas. E, claro, tem o compromisso com a entrega. No fim do dia, o que sustenta qualquer posicionamento é a capacidade de transformar comunicação em impacto real”, enfatiza.
Entre o leque de clientes da empresa estão o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), Prefeitura do Natal, Prefeitura de Mossoró, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), Arena das Dunas, Sebrae/RN e Unimed. Em termos de eventos, ganha destaque a relação consolidada da agência com o Carnatal, realizado anualmente em Natal.
Segundo Erick Gurgel, alguns cases de sucesso da empresa incluem a campanha premiada “Quando um número vira um nome, pode ser tarde demais”, realizada para o Detran/RN. “Foi um trabalho que conseguiu transformar um dado frio em uma mensagem muito humana, com forte repercussão e reconhecimento, inclusive com premiação em concurso fora do país”, destaca o sócio-diretor de atendimento.
Acompanhamento do trabalho e valorização da equipe
Para atender às demandas, a Execom conta com mais de 60 funcionários no quadro da empresa. Para aperfeiçoar os conhecimentos da equipe, Odemar Neto explica que a agência tem participado de congressos e efetivou a instalação de um sistema que oferece 250 ferramentas de Inteligência Artificial para os colaboradores.
Segundo o sócio-diretor da Execom, a agência também apresenta um sistema de trabalho avançado para administrar as demandas da equipe. “Nesse processo, desde o começo do dia, todos em suas áreas, seja de redação, criação, planejamento, financeiro, produção ou mídia, abrem as pastas e começam a trabalhar, e a gente tem como ver a evolução do trabalho. Então isso é muito bom para termos o controle total do que está acontecendo”, explica.
De acordo com Erick Gurgel, especialmente quando a pauta é uso de IA, a agência mantém o cuidado de orientar os colaboradores sobre o uso adequado. “O que fazemos é preparar a equipe para usar a IA de forma estratégica, como uma ferramenta que potencializa o trabalho. Mas a decisão, o direcionamento criativo e a construção das narrativas continuam sendo conduzidos por pessoas. É isso que garante autenticidade”, aponta.
Sobre os próximos passos da Execom, Odemar Neto aponta que a estudar a expansão da presença da empresa em outro estado. Isso porque atualmente a agência já conta com clientes na Paraíba, São Paulo e Bahia, mas fisicamente mantém apenas um escritório em Natal.
Erick Gurgel destaca, ainda, que a agência enxerga espaço para ampliar a atuação em projetos maiores e com maior complexidade. “O objetivo continua o mesmo: fazer uma comunicação que não só apareça, mas que gere resultado para o cliente, impacto e que contribua com a nossa sociedade”, aponta.
Diferente do que historicamente costuma acontecer, os preços dos pescados mais procurados nesta Semana Santa seguem estáveis se comparados com igual período do ano passado, de acordo com comerciantes e compradores ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE na Feira do Peixe, instalada no Canto do Mangue, e também no Mercado do Peixe. Dentre os pescados mais procurados estão a cioba, tilápia, robalo e meca, comercializados com valores a partir de R$ 45, em média. Para parte dos comerciantes ouvidos, a procura é boa, mas para outros, as vendas ainda deixam a desejar por conta do receio em consumir, influenciado pelo medo da toxina ciguatera.
Segundo pesquisa da Fecomércio RN, o consumo de pescados deve movimentar R$ 133,4 milhões no Rio Grande do Norte nesse feriadão. Um dos comerciantes da Feira do Peixe, Jorge Gosson, afirmou que cioba, meca e cavala são os mais procurados no período. A faixa de preços, segundo ele, varia entre R$ 45 e R$ 50 por quilo, valores semelhantes aos registrados no mesmo período do ano passado.
“O preço está bom e as vendas estão melhores. A procura aumentou 70%, graças a Deus”, falou. Quem também comemorou a alta procura foi Heider Herbert. “Aqui sai muito a cioba, a tilápia e o robalo. O preço é parecido com o do ano passado, na faixa dos R$ 50. As vendas estão indo muito bem. Realmente, a semana está sendo santa”, brincou o vendedor.
Outros feirantes, no entanto, reclamam que não conseguiram, até o momento, superar as vendas do ano passado. A razão é o medo, por parte dos consumidores, da toxina ciguatera. Com isso, os preços do pescado, que geralmente tendem a subir na Semana Santa, ficaram estáveis, de acordo com relatos feitos à reportagem.
Outra consequência, para alguns comerciantes, é que as vendas ainda não conseguiram superar os números do mesmo período do ano passado, como é o caso de Lenilson Venâncio.
“As vendas caíram em relação a 2025 por conta dessa história da ciguatera. Mesmo com os preços bons, a procura tem sido menor”, conta. Segundo ele, cioba, tainha, badejo, pescada amarela, robalo e corvina são os peixes mais buscados. Quem não abre mão de consumir o pescado nesta época, comemora os bons preços. A enfermeira Erica Galvão, de 34 anos, estava iniciando as compras na Feira do Peixe, quando falou com a reportagem. Ela conseguiu levar para a casa a tilápia por R$ 25 o quilo.
“Está até abaixo da média, com um preço ótimo. Por enquanto, comprei apenas tilápia, mas vou pesquisar algo mais, talvez, camarão. Lá em casa é tradição comer pescado na Semana Santa. Então, convenci meu marido e viemos às compras na Feira do Peixe”, relatou.
A aposentada Conceição Farias, de 74 anos, disse que também não abre mão da tradição de comer peixe neste período. Acompanhada do filho, ela ainda estava no início das compras quando falou com a reportagem. “Comprei a guaiuba, que eu gosto de comer frita. Está R$ 40 aqui no Mercado do Peixe. Pelo tamanho, está um preço bom. Em outros locais, encontrei mais barato, mas o peixe era muito miúdo”, disse.
Para atender à demanda da Semana Santa, a Prefeitura do Natal instalou, no Canto do Mangue, a Feira do Peixe, um espaço que reúne 10 feirantes e que foi estruturado para facilitar tanto a comercialização quanto a compra de pescado. A feira irá funcionar até esta sexta-feira (3), das 7h às 17h. Já o Mercado do Peixe funcionará nesta sexta e sábado (4), das 6h às 18h e no domingo (5), das 6h às 14h.
Consumo de peixe deve crescer até 20%
A procura por pescados no RN deve crescer 20% entre a Quaresma e a Páscoa, acompanhando a média nacional, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O reflexo é percebido principalmente em bares e restaurantes, que registram aumento no volume de vendas, com maior concentração entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa. Para atender à demanda, os estabelecimentos adaptam cardápios e ampliam a oferta de pratos à base de peixes e frutos do mar.
De acordo com o presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, a expectativa é de intensificação na movimentação no fim da Quaresma, com variações mais acentuadas em datas específicas. Na Sexta-feira da Paixão, por exemplo, a procura por pratos com pescado pode triplicar, sobretudo aqueles à base de bacalhau.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou dois avisos de chuvas intensas que atingem o Rio Grande do Norte até sábado (4) da Semana Santa, às 23h59. Um dos alertas é de nível amarelo, válido para todo o estado, enquanto o outro é de nível laranja e abrange municípios das regiões Oeste, Seridó e Central potiguar.
O alerta amarelo, classificado como de perigo potencial, o menor grau de severidade do Inmet, é válido desde a madrugada às 00h quinta-feira (2) até às 23h59 do sábado (4). Segundo o Inmet, há previsão de chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, além de ventos com intensidade entre 40 e 60 km/h. O órgão aponta baixo risco de ocorrências como queda de galhos, alagamentos, descargas elétricas e cortes de energia.
Já o alerta laranja, classificado como de perigo, o grau intermediário de severidade do Inmet, começou às 10h da quinta-feira (2) e segue até o mesmo horário do aviso amarelo. Neste caso, a previsão é de chuvas mais intensas, variando entre 30 e 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, com ventos de 60 a 100 km/h. Há risco de alagamentos, queda de árvores, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia.…
A CPMI do INSS identificou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do país ao investigar o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo o relatório final, a estrutura era formada por ao menos 41 empresas de fachada e movimentou cerca de R$ 39 bilhões. O documento, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), não chegou a ser votado antes do fim da comissão.
O esquema começava com entidades que realizavam descontos ilegais em aposentadorias. Apenas três delas — Abapen, Abrasprev e CBPA — repassaram juntas milhões ao operador. No total, Antunes recebeu R$ 353,8 milhões, sendo ao menos R$ 150 milhões lavados por meio da rede.
Os recursos eram distribuídos por empresas como Arpar Administração, Dinar, HBR Capital e Spyder, que sozinha movimentou R$ 371 milhões. Parte do dinheiro era enviada ao exterior ou convertida em criptomoedas.
As empresas envolvidas tinham características típicas de fachada: não possuíam funcionários, funcionavam em endereços residenciais e estavam registradas em nome de “laranjas”.
De acordo com o relatório, a rede também era utilizada por outros grupos criminosos, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Hezbollah. Fintechs e operadores financeiros seriam compartilhados entre esses esquemas.
O volume movimentado — muito superior aos R$ 6,3 bilhões estimados da chamada “farra do INSS” — indica que a estrutura era usada para múltiplas atividades ilegais, como pagamento de propina e lavagem de recursos de diferentes origens.
A CPMI recomenda o aprofundamento das investigações devido à complexidade e ao alcance internacional do esquema.
Com informações da coluna de Andreza Matais. no Metrópoles
Antes do encerramento da CPMI, parlamentares haviam aprovado um requerimento solicitando à empresa Prime Aviation — usada por Vorcaro para administrar aeronaves — dados sobre voos e passageiros desde 2015. A companhia informou à comissão que precisaria de mais tempo para reunir as informações solicitadas, conforme informações do Metrópoles.
Segundo ofícios enviados ao colegiado, a empresa alegou inicialmente, em 19 de março, que não teria recebido o pedido original. Em nova comunicação, no dia 24 de março, quatro dias antes do fim da CPMI, a Prime Aviation informou que não conseguiu reunir a totalidade dos dados dentro do prazo estabelecido.
No documento encaminhado à comissão, a empresa afirmou que, “apesar das diligências já realizadas, não foi possível reunir a integralidade dos dados necessários ao atendimento completo da requisição”. Com o encerramento da CPMI após a decisão do STF e sem prorrogação pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o pedido não avançou.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), citados pela reportagem, indicam que Toffoli utilizou o terminal executivo do aeroporto de Brasília em 4 de julho de 2025, data em que um voo da Prime Aviation partiu em direção a Marília (SP). Até o momento, as informações sobre passageiros solicitadas pela CPMI não foram oficialmente disponibilizadas à comissão.…
A morte de duas jovens mulheres no grave acidente ocorrido na Rota do Sol, entre Natal e Parnamirim, no final da manhã desta quinta-feira (2), gerou forte comoção nas redes sociais e em grupos de WhatsApp ao longo do dia. Segundo equipes que atenderam a ocorrência, as vítimas foram identificadas como Kezia Karoliny Alves Tarquino, de 40 anos, e Carolina Xavier da Silveira, de 44.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a colisão envolveu dois veículos. Um T-Cross, que trafegava no sentido Pium, teria perdido o controle da direção, invadido a pista contrária e colidido frontalmente com um Citroën C3, que seguia no sentido Ponta Negra, na zona Sul de Natal.
Equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) foram mobilizadas para o resgate. Uma adolescente que estava em um dos veículos foi socorrida pela aeronave Potiguar 01 e levada para atendimento médico no Hospital Walfredo Gurgel. As equipes ainda tentaram reanimar as duas mulheres no local, mas os óbitos foram confirmados ainda na rodovia.
Ao longo do dia, amigos, familiares e conhecidos passaram a publicar mensagens de despedida e homenagens nas redes sociais, destacando a dor da perda repentina.
Carolina Xavier era casada com o professor de jiu-jitsu Andrade Neto, conhecido no meio esportivo, e a filha do casal permanece internada para tratamento médico. Já Kezia Karoliny Alves Tarquino, segundo relatos de pessoas próximas, atuava como servidora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, reagiu com firmeza ao relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos que critica decisões da Corte brasileira. Em nota divulgada nesta quinta-feira (2), o magistrado afirmou que o documento apresenta “distorções” e não reflete a realidade do sistema jurídico do país.
Segundo Fachin, o relatório erra ao questionar decisões do STF, especialmente aquelas relacionadas à remoção de conteúdos em plataformas digitais. Ele destacou que essas medidas fazem parte de investigações sobre o uso criminoso das redes sociais, envolvendo práticas como tentativa de golpe de Estado e ataques ao Estado Democrático de Direito.
O documento norte-americano, que cita o ministro Alexandre de Moraes, acusa a Corte de promover censura e interferir no debate público, inclusive com possíveis impactos nas eleições. Fachin rebateu, afirmando que há uma interpretação equivocada sobre o papel do Judiciário brasileiro e os limites da liberdade de expressão.
Na avaliação do presidente do STF, o direito à livre manifestação não pode ser utilizado como justificativa para a prática de crimes. Ele reforçou que o ordenamento jurídico brasileiro prevê limites claros e que o Supremo atua dentro dessas regras.
Fachin também informou que o tribunal deve responder oficialmente ao relatório por vias diplomáticas, reforçando a posição institucional da Corte diante das críticas vindas dos Estados Unidos.…
Conversas obtidas pela Polícia Federal colocam o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no centro de um novo capítulo polêmico envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes. Diálogos com sua então noiva, Martha Graeff, indicam que o magistrado foi citado em encontros próximos a datas de viagens realizadas em jatos executivos ligados ao empresário.
A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O cruzamento de informações mostra ao menos três coincidências entre mensagens e voos registrados entre maio e agosto de 2025. Em um dos trechos, Vorcaro afirma estar com Moraes e o senador Ciro Nogueira na véspera de uma viagem do ministro de Brasília para São Paulo em aeronave vinculada à empresa Prime Aviation. Dias depois, novas mensagens indicam encontros e jantares com a presença do magistrado e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Os registros de voos, baseados em dados da ANAC e do DECEA, apontam que Moraes e sua esposa utilizaram aeronaves executivas em diversas ocasiões no período. Em paralelo, mensagens de Vorcaro relatam encontros com o ministro nas mesmas datas ou em dias próximos, levantando questionamentos sobre a relação entre ambos.
Em nota oficial, Alexandre de Moraes negou qualquer irregularidade e afirmou nunca ter viajado em aeronaves de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel, nem ter relação com eles. Já o escritório de sua esposa declarou que contrata serviços de táxi aéreo de diversas empresas e que não houve viagens conjuntas com os empresários.
O caso ganha ainda mais repercussão após a revelação de que mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram contato direto com Moraes no dia da prisão do banqueiro, em novembro de 2025. Em um dos trechos, o empresário questiona o ministro sobre tentativas de bloqueio envolvendo o banco.
As novas informações ampliam a pressão sobre o episódio e alimentam o debate sobre possíveis conexões entre agentes públicos e investigados, em meio às apurações envolvendo o Banco Master.…
O abastecimento de água no Rio Grande do Norte enfrenta uma situação crítica, com cerca de 128 mil pessoas afetadas em pelo menos nove municípios. Segundo a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte, cidades como Ouro Branco, São João do Sabugi e Serra do Mel já estão em colapso total no fornecimento, enquanto outros municípios vivem sob risco iminente de desabastecimento.
Diante do cenário, o governo do estado decretou situação de emergência em quase todo o RN, reflexo da estiagem prolongada que compromete reservatórios e sistemas de distribuição. O caso mais grave é o de Serra do Mel, que enfrenta colapso há anos devido à contaminação de poços, agravando ainda mais a crise hídrica na região.
A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte afirma que vem adotando medidas emergenciais e estruturantes, como perfuração de poços, dessalinização e obras como a Barragem de Oiticica. Além disso, projetos como o Sistema Adutor do Seridó prometem ampliar a segurança hídrica para cidades como Currais Novos, Acari e Cruzeta.
Apesar das ações, o setor produtivo critica a resposta do poder público e aponta prejuízos significativos, principalmente na agricultura e pecuária. Entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte avaliam que as medidas atuais são insuficientes para conter os impactos econômicos já acumulados.
Enquanto isso, a dependência de soluções emergenciais, como a Operação Carro-Pipa, segue alta, especialmente nas zonas rurais. Para especialistas e representantes do setor, o desafio agora é acelerar obras estruturantes e garantir investimentos que evitem que a crise hídrica volte a se repetir com tanta intensidade nos próximos anos.