Anvisa libera mais liberdade para cannabis medicinal no Brasil

A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (28), novas regras para o uso da cannabis medicinal no Brasil, ampliando o acesso de pacientes a medicamentos à base de canabidiol e regulando a publicidade de produtos derivados da planta. A medida permite que farmácias de manipulação vendam fitofármacos e amplia a concentração de canabinóides para tratamentos de doenças graves.

A decisão segue determinação do STJ, que exigia regras claras até 31 de março. As normas entram em vigor seis meses após a publicação, mantendo restrições à manipulação enquanto a agência define critérios de qualidade e regulamentações específicas.

Atualmente, a Anvisa já autoriza a importação de produtos à base de cannabis e fiscaliza associações e farmacêuticas do setor.

Entre 2015 e 2025, mais de 660 mil autorizações de importação individual foram registradas, e atualmente 49 produtos de 24 empresas estão liberados.…

Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país

Cinco estados brasileiros já têm leis que autorizam cultivo medicinal

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira 28 para discutir a definição de regras específicas para a produção da cannabis medicinal no Brasil.Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país - Agora RNAnvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país - Agora RN

No encontro, agendado para as 9h30 na sede da agência, em Brasília, os diretores vão debater a revisão da Resolução 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis.

A definição de regras atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou a regulamentação do plantio da cannabis, desde que voltado exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

Propostas

No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução diferentes que normatizam a produção da cannabis medicinal, pesquisas científicas com a planta e o trabalho de associações de pacientes.

Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a demanda por produtos à base de cannabis cresceu exponencialmente ao longo da última década no país.

“No Brasil, a evolução do uso desses produtos tem sido registrada principalmente pelo aumento de importações individuais. Entre 2015 e 2025, ou seja, nos últimos 10 anos, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importações.”

“A gente tem também, no Brasil, autorizados 49 produtos de 24 empresas, aprovados pela Anvisa, disponíveis em farmácia. Cerca de 500 decisões judiciais para plantio de pessoas físicas ou jurídicas”, completou.

Safatle destacou ainda que, atualmente, cinco estados brasileiros contam com leis que autorizam o cultivo de cannabis medicinal.

As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia. Entre os requisitos de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas e o georreferenciamento das plantações.

Além disso, a autorização será limitada a produtos com teor de THC igual ou inferior a 0,3%.

As medidas também abrem caminho para a produção, sem fins lucrativos, por parte de associações de pacientes. O objetivo é avaliar a viabilidade da produção em pequena escala, fora do modelo industrial, por meio de chamamento público.

Durante a entrevista, o diretor da Anvisa Thiago Campos ressaltou o rigor técnico para a elaboração das resoluções, além do alinhamento com a decisão do STJ e com diretrizes de órgãos internacionais.

“As medidas aqui definidas atendem aos requisitos de controle internacional, das condições da Organização das Nações Unidas e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão alinhadas àquilo que constou na decisão judicial do STJ.”

As propostas serão analisadas pelo colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

Entenda

Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei das Drogas não alcança espécies de cannabis com concentrações muito baixas de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da planta que causa efeitos entorpecentes.

À época, os ministros concederam autorização a uma empresa que recorreu à Corte para importar sementes de cannabis com baixo teor de THC e alto teor de canabidiol, composto que não possui efeitos entorpecentes, mas traz benefícios medicinais.

Para que a decisão pudesse ser cumprida, o tribunal determinou a regulamentação da importação de sementes, do cultivo e da industrialização e comercialização de espécies de cannabis com baixa concentração de THC (menos de 0,3%). 

Prazo prorrogado

O prazo estabelecido para a definição das regras, de seis meses, venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro do mesmo ano, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Logo após a prorrogação, a Anvisa informou já ter iniciado as ações necessárias para o cumprimento da determinação, incluindo a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos e da minuta do ato regulatório.

“O trabalho também inclui o planejamento das etapas para monitoramento e controle sanitário após a regulamentação”, destacou a agência.

Números

A estimativa da Anvisa é que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem produtos à base de cannabis. O acesso a esse tipo de tratamento, segundo a Anvisa, ocorre, sobretudo, por via judicial.

Ainda segundo a agência, desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões para a oferta desse tipo de produto.

“Embora sem regulamentação no país, muitas associações conseguiram autorização na justiça para produção de cannabis exclusivamente para uso medicinal”, destacou a Anvisa.

por Agência Brasil

Moraes manda excluir receitas próprias do MPU do limite do arcabouço fiscal

Decisão é liminar e ainda passará por referendo do plenário do Supremo; medida foi um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatou um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e concedeu uma liminar que exclui as receitas próprias do MPU (Ministério Público da União) do limite imposto pelo arcabouço fiscal.

Na decisão, Moraes afirmou que a própria lei que instituiu o novo regime fiscal prevê exceções ao teto de gastos, especialmente nos casos em que os recursos têm origem em receitas próprias destinadas às finalidades institucionais de órgãos públicos.

O ministro destacou que o MPU arrecada valores provenientes de aluguéis e arrendamentos de imóveis, multas, juros contratuais, indenizações por danos ao patrimônio público e taxas de inscrição em concursos públicos e processos seletivos.

Segundo Moraes, embora o Ministério Público também esteja sujeito às regras de responsabilidade fiscal é necessário considerar os prejuízos que o represamento dessas receitas pode causar ao funcionamento da instituição.

Além das receitas próprias, a liminar também exclui do teto fiscal os recursos provenientes de convênios ou contratos firmados pelo MPU com entes federativos, ou entidades privadas, desde que destinados ao custeio de atividades específicas do órgão.

Por se tratar de uma decisão liminar, a medida já está em vigor. Com o retorno do Judiciário após o recesso, no entanto, a decisão deverá ser referendada pelo plenário do STF.

O pedido foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, chefe do Ministério Público da União.

Ele alegou urgência e solicitou a concessão da liminar para permitir a utilização dos valores ainda em 2025, por meio da abertura de créditos adicionais. Na ação, Gonet apontou o risco de que recursos orçamentários indispensáveis ao adequado funcionamento do Ministério Público deixassem de ser executados.

A PGR argumentou ainda que a Constituição estabelece paridade institucional entre o Judiciário e o Ministério Público. Em 2024, o Supremo atendeu a um pedido da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e decidiu excluir as receitas próprias do Judiciário do teto de gastos.

por CNN Brasil, Brasília

Vírus Nipah: Países asiáticos retomam protocolos de pandemia em aeroportos

Tailândia, Nepal e Taiwan voltaram a adotar medidas rigorosas de verificação de saúde em aeroportos após confirmação de cinco casos do vírus em Bengala Ocidental

Aeroportos em países asiáticos reforçaram medidas de proteção sanitária após a confirmação de cinco casos do vírus Nipah na Índia. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram protocolos rigorosos de verificação de saúde, semelhantes aos que foram adotados durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com a emissora News 18, afiliada da CNN na Índia, os casos foram diagnosticados em profissionais de saúde na região de Bengala Ocidental. As autoridades de saúde indianas buscam acalmar a população, afirmando que a situação está sob controle.

O vírus Nipah, descoberto em 1999, já foi identificado outras vezes no sudeste da Ásia. A doença causa preocupação devido à sua alta letalidade e capacidade de transmissão entre humanos, o que justifica as medidas preventivas adotadas pelos países vizinhos.

Riscos para o Brasil

A infectologista Rosana Ritchmann avaliou os riscos do vírus Nipah para o Brasil e destacou que não há motivo para preocupação entre os cidadãos brasileiros, a menos que estejam se deslocando para a região afetada. “Não tem nenhum motivo para a gente ficar preocupado aqui. Se alguém agora tiver quadro respiratório, com tosse, dor de cabeça, não tem nada a ver com esse vírus”, afirmou.

No entanto, a especialista ressaltou a importância de as autoridades sanitárias brasileiras começarem a planejar medidas preventivas. “É uma questão das nossas autoridades sanitárias já começarem a pensar, eventualmente, se tiver alguma suspeita clínica de alguém que viajou, retornou dessa região, como vamos manejar esse caso?”, questionou.

Segundo Ritchmann, é necessário estabelecer um programa de enfrentamento que inclua medidas de isolamento, período de incubação, manejo de contatos e outras ações caso surja alguma suspeita de infecção pelo vírus Nipah no Brasil.

por CNN Brasil

Caiado deixa União Brasil e oficializa filiação ao PSD mirando 2026

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou nesta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, deixando oficialmente o União Brasil. O comunicado foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Caiado aparece ao lado dos governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ambos já filiados à sigla.

Cotados como possíveis candidatos à Presidência da República em 2026, os três governadores afirmaram que atuarão de forma conjunta dentro do partido e que apoiarão aquele que for escolhido como representante do PSD na disputa nacional. Caiado destacou que a decisão foi tomada sem interesses individuais e com foco na construção de um projeto político comum.

Durante o anúncio, Eduardo Leite afirmou que o movimento representa mais do que ambições pessoais e defendeu a união em torno de um plano voltado para o futuro do país. Ratinho Jr. também ressaltou a chegada de Caiado como um reforço importante para a proposta de construir um Brasil mais moderno e comprometido com políticas sociais.

Ao comentar a mudança partidária, Caiado agradeceu ao União Brasil, legenda pela qual construiu sua trajetória recente, mas afirmou que o novo passo representa um amadurecimento político. Segundo ele, a filiação ao PSD simboliza a busca por um projeto nacional capaz de promover mudanças estruturais no país.

Por CNN

Prefeito de Ielmo Marinho é preso sob acusação de liderar facção criminosa

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Securitas, que resultou na prisão em flagrante do prefeito Fernando Batista Damasceno, de Ielmo Marinho, município da Grande Natal.

De acordo com as investigações, iniciadas em 2023, o grupo seria estruturado para intimidar adversários políticos e cometer outros crimes, contando com um núcleo armado e influência político-administrativa. O prefeito é apontado como líder da organização, que também teria entre seus integrantes ocupantes de mandato legislativo e um policial militar.

O caso ganhou força após uma ocorrência registrada na Câmara Municipal de Ielmo Marinho, onde homens armados estariam atuando como segurança privada de um parlamentar, supostamente para intimidar opositores. Na ocasião, a polícia apreendeu armas, munições — inclusive de calibres restritos — e outros materiais, reforçando a suspeita de atuação criminosa organizada.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, o prefeito foi preso em flagrante por embaraço à investigação, após tentar ocultar provas ao arremessar dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência. A operação contou com a atuação conjunta do Ministério Público do RN e o apoio da Polícia Militar, e tem como foco aprofundar a apuração de crimes como porte ilegal de arma, milícia privada e organização criminosa.

Fachin sinaliza que inquérito do Banco Master deve sair do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (27) que o inquérito que investiga irregularidades no Banco Master tende a deixar a Corte. A declaração foi dada em entrevista ao blog da jornalista Ana Flor, do G1, ao comentar o avanço das investigações e a competência do tribunal para manter o caso.

Segundo Fachin, a avaliação preliminar indica que, após a coleta de depoimentos e a análise de documentos, pode ficar claro que não há justificativa para o processo permanecer no STF. Para o ministro, o andamento da instrução deverá definir se o caso se enquadra ou não na competência da Corte, mas a tendência atual é de deslocamento para outra instância.

O inquérito está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que tem sido alvo de críticas e acusações de possível favorecimento ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco liquidado pelo Banco Central. Toffoli, no entanto, nega qualquer impedimento e sustenta que sua atuação não compromete a imparcialidade do processo, argumento que já recebeu respaldo de colegas como o decano Gilmar Mendes.

A condução do caso também tem gerado desconforto político. De acordo com apurações da imprensa, o presidente Lula acompanha de perto a investigação e passou a sinalizar que não pretende sair em defesa pública do relator, diante da pressão e das críticas que cercam o escândalo envolvendo o Banco Master.

Com informações do InfoMoney

Brasil tem média de 66 crianças e adolescentes desaparecidos por dia em 2025; RN registra 775 casos

O Brasil contabilizou 23.919 registros de desaparecimento de crianças e adolescentes ao longo de 2025, o que representa uma média alarmante de 66 casos por dia. Os dados, enviados pelos estados e pelo Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), apontam crescimento de 8% em relação a 2024, quando a média diária era de 60 desaparecimentos de menores de 18 anos.

Do total de ocorrências no país, cerca de 61% envolvem meninas e adolescentes do sexo feminino, enquanto 38% são do sexo masculino. Especialistas destacam que, apesar do recorte por gênero ajudar no diagnóstico do problema, ainda há dificuldade em identificar causas e motivações dos desaparecimentos, já que muitos casos não têm o desfecho claramente registrado pelas autoridades.

No Rio Grande do Norte, foram contabilizados 775 desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025, com taxa de 22,43 casos a cada 100 mil habitantes. Embora o estado não figure entre os maiores índices proporcionais do país, os números acendem um alerta para a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, busca e localização, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Entre as principais ferramentas utilizadas está o protocolo Amber Alert, acionado em situações consideradas de alto risco. O sistema divulga informações e imagens de crianças desaparecidas em redes sociais como Facebook e Instagram, ampliando o alcance das buscas. Segundo o Ministério da Justiça, a iniciativa tem sido fundamental para agilizar localizações, mas autoridades reconhecem que a política nacional ainda precisa avançar na integração com estados e na análise das diferenças regionais.

Veja o ranking por estado:

  • São Paulo: 20.546 casos (taxa por 100 mil habitantes: 44,59 desaparecidos)
  • Minas Gerais: 9.139 casos (taxa: 42,72 desaparecidos)
  • Rio Grande do Sul: 7.611 casos (taxa: 67,75 desaparecidos)
  • Paraná: 6.455 casos (taxa: 54,29 desaparecidos)
  • Rio de Janeiro: 6.331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
  • Santa Catarina: 4.317 casos (taxa: 52,73 desaparecidos)
  • Bahia: 3,929 casos (taxa: 26,42 desaparecidos)
  • Goiás: 3.631 casos (taxa: 48,91 desaparecidos)
  • Pernambuco: 2.745 casos (taxa: 28,71 desaparecidos)
  • Ceará: 2.578 casos (taxa: 27,81 desaparecidos)
  • Espírito Santo: 2.421 casos (taxa: 58,66 desaparecidos)
  • Distrito Federal: 2.235 casos (taxa: 74,58 desaparecidos)
  • Mato Grosso: 2.112 casos (taxa: 54,24 desaparecidos)
  • Pará: 1.238 casos (taxa: 14,21 desaparecidos)
  • Maranhão: 1.182 casos (taxa: 16,84 desaparecidos)
  • Rondônia: 1.018 casos (taxa: 58,11 desaparecidos)
  • Amazonas: 982 casos (taxa: 22,72 desaparecidos)
  • Paraíba: 929 casos (taxa: 22,31 desaparecidos)
  • Rio Grande do Norte: 775 casos (taxa: 22,43 desaparecidos)
  • Piauí: 744 casos (taxa: 21,98 desaparecidos)
  • Alagoas: 729 casos (taxa: 22,63 desaparecidos)
  • Sergipe: 728 casos (taxa: 31,66 desaparecidos)
  • Tocantins: 609 casos (taxa: 38,38 desaparecidos)
  • Roraima: 577 casos (taxa: 78,1 desaparecidos)
  • Acre: 413 casos (taxa: 46,7 desaparecidos)
  • Amapá: 408 casos (taxa: 50,59 desaparecidos)
  • Mato Grosso do Sul: 378 casos (taxa: 12,92 desaparecidos)

Por G1

Prefeito de Mossoró não foi alvo de condução coercitiva e não existiu apreensão de valores em sua residência

A Polícia Federal esteve na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), na manhã desta terça-feira (27), durante uma megaoperação que investiga um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde no Rio Grande do Norte. Foram levados um smartphone e um notebook.

Apesar de o gestor estar entre os alvos da ação, não procede a informação de que ele tenha sido alvo de condução coercitiva, tampouco de que dinheiro tenha sido encontrado em sua residência. A operação segue em andamento e apura possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.

SERIDÓ/RN: Polícia Militar apreende armas, munições e desarticula organização criminosa no interior do RN

Na tarde desta segunda-feira (26), a 11ª CIPM recebeu denúncias anônimas informando que indivíduos estariam reunidos em uma residência na cidade de Parelhas/RN, portando armas de fogo.

Diante da gravidade das informações, equipes policiais foram imediatamente acionadas e se deslocaram até o endereço indicado para averiguação da ocorrência.

No local, os policiais realizaram abordagens e diligências, conseguindo localizar duas armas de fogo, diversas munições e outros materiais ilícitos.

De acordo com as informações apuradas, os suspeitos seriam integrantes de uma facção criminosa com atuação nas cidades de Natal, Caicó e Pau dos Ferros, sendo dois homens e uma mulher envolvidos na ação criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos um revólver calibre .38 com 13 munições intactas, uma pistola Imbel calibre .380 com 25 munições intactas, além de uma balança de precisão e aparelhos celulares.

Todo o material, juntamente com os suspeitos, foi encaminhado à Polícia Civil, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis para responsabilização dos envolvidos.4

Com informações da PMRN

Carla Dickson assume o protagonismo feminino conservador e representa o RN na caminhada de Nikolas Ferreira, em Brasília

A deputada federal Carla Dickson (União Brasil-RN) ganhou projeção nacional ao ser a única deputada do Rio Grande do Norte a participar presencialmente da caminhada “Acorda Brasil”, mobilização de grande repercussão política liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, em Brasília.

O ato, que teve início em Paracatu (MG) e foi concluído na capital federal, consolidou-se como um dos movimentos políticos mais expressivos do país nos primeiros dias de 2026, reunindo parlamentares, lideranças conservadoras e milhares de apoiadores em defesa da liberdade, da democracia e dos valores que vêm sendo constantemente atacados no Brasil.

Ao marcar presença de forma ativa, pública e firme, Carla Dickson simbolizou a força da mulher conservadora na política nacional, assumindo um papel de protagonismo em um movimento majoritariamente masculino e reafirmando que as mulheres também lideram, mobilizam e ocupam espaços centrais na defesa de princípios e convicções.

Sua participação reforça não apenas o alinhamento político com Nikolas Ferreira, mas também o seu posicionamento como uma das principais vozes da direita no Rio Grande do Norte, projetando o estado no cenário nacional e fortalecendo a representatividade feminina conservadora no Congresso Nacional.

“Foi um momento de reencontros e, acima de tudo, de luta. Luta pela liberdade, pelos princípios que defendemos no Parlamento, pela família, por um Brasil livre, sem ditadura, e pela liberdade do nosso presidente Bolsonaro”, afirmou a deputada.

Em Brasília, a caminhada percorreu pontos estratégicos da capital federal, saindo do Park Way, passando pela EPIA Sul e EPIA Norte, até chegar à Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental. O ato simbolizou resistência, mobilização popular e o fortalecimento do campo conservador no país.

A presença de Carla Dickson vai além do gesto político. Representa a mulher conservadora que não se omite, que ocupa espaços, enfrenta narrativas e se posiciona com coragem e coerência. Seu protagonismo consolida seu nome como uma das principais referências da oposição no Congresso Nacional e como uma liderança feminina em ascensão no cenário político brasileiro.…

RN é o terceiro estado do NE com maior percentual da população endividada

O Rio Grande do Norte é o terceiro estado da região Nordeste com o maior percentual da população adulta endividada. Em dezembro de 2025, 49,65% desse público possuía alguma dívida, o que representa cerca de 1,24 milhão de pessoas.

No comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando o nível de endividamento foi de 45,65%, houve um aumento de quatro pontos percentuais. Os dados são do Mapa da Inadimplência no Brasil, realizado pela Serasa. A informação é da Tribuna do Norte.

Na região Nordeste, o percentual de endividamento do Rio Grande do Norte perdeu apenas para o registrado no Ceará (51,55%) e em Pernambuco (50,25%). Na sequência, aparecem Alagoas (47,32%), Maranhão (46,06%), Paraíba (44,33%), Bahia (44,07%), Sergipe (44,04%) e Piauí (40,08%).

No Brasil, o último balanço do Serasa aponta que 81,2 milhões de pessoas estavam endividadas no país em dezembro de 2025. No recorte das dívidas, a inadimplência junto a bancos e cartão de crédito lidera com 26,1%, seguida das contraídas com necessidades básicas (ex: conta de água e luz) e as financeiras (19,6%).

Por Tribuna do Norte

MATO GRANDE/RN: Vice-prefeito Holderlin Silva nega ruptura com prefeita Aize Bezerra e reafirma união da gestão

O vice-prefeito de João Câmara, Holderlin Silva, veio a público nesta segunda-feira (data) para desmentir informações divulgadas por um blog de oposição que apontavam para uma suposta ruptura política entre ele e a prefeita Aize Bezerra.

Em uma transmissão ao vivo realizada em seu perfil oficial no Instagram, Holderlin utilizou a oportunidade para esclarecer os fatos e reafirmar seu compromisso com a atual gestão municipal. Segundo ele, não existe qualquer desentendimento que comprometa a parceria administrativa.

“Seguimos firmes e fortes, com o mesmo propósito de reconstruir e avançar a nossa João Câmara”, declarou.

O vice-prefeito destacou ainda que a gestão segue unida e focada no trabalho, apesar das especulações que circulam nas redes sociais e em alguns veículos de comunicação. A fala teve como objetivo tranquilizar a população e reforçar a estabilidade política do município.

A administração municipal segue desenvolvendo ações e projetos voltados para o crescimento e o desenvolvimento de João Câmara, mantendo a parceria entre prefeita e vice-prefeito como base do atual governo.…

Urgente: PF e CGU deflagram operação contra desvio de recursos públicos no RN

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta terça-feira (27/1), operação com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.

Estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais.

As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

Auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e por fraudes em contratações administrativas.

Fonte: Polícia Federal

Governo Lula afunda no escândalo do Banco Master e expõe elo direto com o Planalto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece cada vez mais envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master, cujo controlador, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Revelações recentes colocam o Planalto no centro do caso, com registros de reuniões diretas entre Vorcaro, o presidente da República e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de interesses da instituição financeira.

O encontro com Lula teria ocorrido por articulação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que, segundo informações, foi contratado pelo banco como “consultor” por R$ 1 milhão mensais. O vazamento da reunião, tratado nos bastidores como “controlado”, incluiu a tentativa de minimizar o impacto político, com a versão de que o presidente defendeu que o assunto fosse tratado apenas pela chamada “área técnica” do governo.

O caso ganha contornos ainda mais sensíveis com a revelação de que o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, teria recebido R$ 6,5 milhões em um contrato de consultoria com o Banco Master antes de assumir o cargo — pagamentos de R$ 250 mil por mês, segundo as denúncias. O detalhe que agrava a situação é que o contrato teria sido mantido mesmo após Lewandowski assumir função ministerial, por meio do escritório de advocacia que mantém com os filhos.

As conexões entre o Banco Master e figuras centrais do governo Lula ampliam o desgaste político do caso e levantam questionamentos sobre lobby, conflito de interesses e tentativa de blindagem institucional. Com a prisão de Vorcaro e o avanço das investigações, o escândalo ameaça ultrapassar o campo financeiro e se transformar em mais um foco de crise política no terceiro mandato do petista.

Por Diário do Poder