Maduro agradece a Lula e ao papa por apelos em meio à tensão com os EUA

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, agradeceu nesta terça-feira (4) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao papa Leão XIV pelos apelos ao diálogo e à paz diante da crescente tensão entre Caracas e Washington. A manifestação ocorreu durante o congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Maduro destacou a recente declaração do papa, que pediu entendimento entre Estados Unidos e Venezuela para evitar uma escalada militar no Caribe. Ele também elogiou a postura de Lula em defesa da paz regional e da CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), além de agradecer ao Alto Comissariado da ONU por condenar o uso da força contra o país.

O agradecimento ocorre em meio à intensificação das atividades militares dos EUA no Caribe e ao aumento da pressão internacional sobre o governo venezuelano, acusado de violar direitos humanos e restringir a oposição. Caracas, por sua vez, acusa Washington de tentar promover uma mudança de regime.

Lula afirmou que pretende discutir o tema na próxima cúpula da CELAC, marcada para os dias 9 e 10 de novembro. “A reunião só faz sentido se for para tratar da presença dos navios de guerra dos EUA”, disse o petista, ressaltando que a América Latina “é uma região de paz, não de guerra”.

Por CNN Brasil

EUA lamenta mortes de policiais no RJ e se coloca “à disposição”

O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou uma carta, nesta terça-feira (4/11), ao secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, e se colocou “à disposição para qualquer apoio necessário” no combate ao tráfico de drogas.

No comunicado, o governo de Donald Trump enalteceu a atuação das forças de segurança do RJ e lamentou a morte de quatro policiais que “tombaram no cumprimento do dever” após a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão.

O documento redigido em Washington e obtido pela coluna é assinado por James Sparks, do setor de Repressão às Drogas do Departamamento de Justiça dos EUA. Diz a mensagem:

“É com profundo pesar que expressamos nossas mais sinceras condolências pela trágica perda dos quatro policiais que tombaram no cumprimento do dever, durante a recente Operação Contenção no Complexo do Alemão.

Lula adota ações controversas e ‘ameaça manchar imagem do Brasil’, diz New York Times

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tomado decisões controversas no combate à crise climática e na redução da destruição da Floresta Amazônica. É o que afirma o The New York Times, em reportagem publicada nesta terça-feira (4).

De acordo com o jornal, quando Lula retornou ao poder em seu terceiro mandato como presidente, tinha como objetivo restaurar a imagem do Brasil como um país exemplar em ações climáticas. O veículo cita que Lula prometeu reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, arrecadar fundos globais para combater a crise climática e conter a destruição desenfreada da Amazônia.

O New York Times destaca que o presidente colocou áreas da Amazônia sob proteção federal, sendo esse um processo que foi paralisado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e fortaleceu as agências responsáveis pela fiscalização de crimes ambientais, que haviam sido sucateadas pelo governo anterior.

Segundo a reportagem, porém, três anos após sua posse, Lula tomou ações ambientais que se contradizem. Sob seu governo, o presidente flexibilizou leis ambientais e permitiu, poucas semanas antes da COP30, a perfuração de petróleo perto da foz do rio Amazonas pela primeira vez.

“Essa controvérsia ameaça manchar a imagem do Brasil no exterior e enfraquecer sua influência nas negociações climáticas este ano na COP30, em um momento crucial, enquanto as nações se preparam para debater o abandono dos combustíveis fósseis para limitar o aumento das temperaturas globais”, afirma o jornal.

O New York Times ressalta que Lula tem sido um firme defensor da exploração de petróleo na Amazônia, argumentando que o mundo ainda precisará da commodity por muitos anos, e que o projeto seria uma forma de gerar empregos e investimentos para o desenvolvimento da região Norte do Brasil.

Por Econômico

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Trump avisa que dias de poder estão contados para Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que acredita que o regime de Nicolás Maduro na Venezuela está com os dias contados. Em entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS, neste domingo (2), Trump evitou detalhar se os EUA planejam alguma ação militar, mas jogou um alerta que não passou despercebido, segundo informações da CNN.

Questionado sobre a possibilidade de Maduro perder o poder, Trump foi direto: “Eu diria que sim. Acho que sim”. Quando pressionado sobre relatos de ataques dentro do país, o presidente americano se esquivou: “Não estou dizendo que é verdade ou mentira” e reafirmou que não vai antecipar nenhuma medida militar.

Mais cedo, Trump também descartou a ideia de uma guerra aberta com a Venezuela, mesmo após os Estados Unidos reforçarem a presença militar na costa venezuelana. “Duvido. Não acho que vá acontecer”, afirmou, tentando minimizar o temor de conflito direto.

Nos últimos meses, a marinha americana intensificou operações contra embarcações acusadas de tráfico de drogas em águas internacionais, mantendo a pressão sobre Maduro. A mensagem de Trump deixa claro: o regime venezuelano está na mira, mas os Estados Unidos jogam com cautela, entre o aviso e a ameaça silenciosa.…

Trump diz que “dias de Maduro estão contados”, mas evita confirmar ação militar na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (2) que acredita que o tempo de Nicolás Maduro no comando da Venezuela “está chegando ao fim”. A declaração foi dada durante entrevista ao programa 60 Minutes, da rede CBS.

“Eu diria que sim. Acho que sim”, respondeu Trump ao ser questionado se os dias de Maduro como presidente estavam contados. No entanto, o republicano evitou confirmar se Washington prepara uma ofensiva militar em solo venezuelano.

“Quer dizer, não estou dizendo que é verdade ou mentira. Não vou dizer o que vou fazer com a Venezuela, se vou fazer ou não”, afirmou.

Mais cedo, Trump também havia minimizado a possibilidade de uma guerra contra o país vizinho, mesmo após o aumento da presença militar americana próximo à costa venezuelana. “Duvido. Não acho que vá acontecer”, declarou.

Nos últimos dois meses, as forças armadas dos EUA intensificaram ataques contra embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico em águas internacionais — o que elevou a tensão na região e reacendeu especulações sobre novas ações contra o regime de Maduro.…

Brasil e EUA se aproximam: Mauro Vieira diz que reunião com Marco Rubio foi “muito produtiva” e abre caminho para encontro Trump-Lula

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou nesta quinta-feira (16) que o encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi “ótimo” e extremamente produtivo. Segundo ele, a conversa teve clima descontraído, mas foco total em avançar em uma agenda bilateral de comércio e cooperação.

Vieira confirmou que negociações entre Washington e Brasília começarão em breve. A agenda de reuniões será definida nos próximos dias, com contatos diretos entre os dois diplomatas. A expectativa é de encontros rápidos e objetivos entre equipes técnicas dos dois países.

O ministro também falou sobre um possível encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Vieira disse que a reunião deve acontecer em breve, possivelmente na próxima Cúpula da ASEAN, na Malásia, mas que tudo depende da coincidência de agendas. “Há interesse de ambas as partes em se encontrar muito em breve”, afirmou.

A visita de Vieira à Casa Branca ocorre em meio à diminuição das tensões entre Brasil e EUA. Desde o breve encontro entre Trump e Lula nos bastidores da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o diálogo vem se fortalecendo. Nos últimos meses, o Brasil sofreu sanções comerciais e políticas, incluindo tarifas de 50% sobre produtos nacionais e a inclusão de ministros do STF na lista de sanções americanas.

O encontro Vieira-Rubio marca uma etapa crucial para Brasília. Além de abrir espaço para o comércio, a reunião pode pavimentar a tão aguardada conversa direta entre os dois presidentes, sinalizando uma reaproximação estratégica entre Brasil e Estados Unidos após meses de tensão.

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Maduro chama María Corina de “bruxa demoníaca” após Nobel da Paz

O ditador venezuelano Nicolás Maduro chamou neste domingo (12) a líder opositora María Corina Machado de “bruxa demoníaca”, dois dias depois de ela ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. A declaração foi feita durante um ato alusivo à descoberta da América, celebrado na Venezuela como o “Dia da Resistência Indígena”.

Maduro não mencionou diretamente o prêmio, mas disse que “90% da população repudia a bruxa demoníaca da Sayona”, apelido usado pelo regime para se referir à opositora em alusão a uma figura do folclore local. María Corina foi reconhecida pelo comitê do Nobel por sua “incansável luta pela democracia na Venezuela”.

A opositora dedicou a premiação “ao povo sofredor da Venezuela” e ao presidente americano, Donald Trump, também indicado ao Nobel neste ano. Segundo ela, as ações do republicano foram decisivas para colocar o país “à beira da liberdade”.

A vitória de María Corina gerou reações irônicas de aliados do regime. O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, disse esperar que ela “ganhe o Nobel de Física” no próximo ano, enquanto o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, afirmou genericamente que “os venezuelanos de bem são militantes do partido da paz”.…

China ameaça retaliação caso EUA mantenham novas tarifas

O governo chinês enviou um recado direto aos Estados Unidos neste domingo (12), afirmando que adotará “medidas firmes e correspondentes” se Washington não recuar das tarifas extras de 100% sobre produtos chineses, anunciadas por Donald Trump. O Ministério do Comércio declarou que não deseja uma escalada na guerra comercial, mas que não teme reagir se os americanos mantiverem a ofensiva.

Em coletiva, a pasta cobrou que os EUA “corrijam imediatamente suas ações equivocadas” e respeitem os acordos firmados entre Xi Jinping e Trump. As tarifas adicionais americanas, previstas para entrarem em vigor em 1º de novembro, foram apresentadas como resposta ao endurecimento do controle de exportações de terras raras imposto por Pequim. A nova regra determina que qualquer item produzido no exterior com uso de terras raras chinesas precise de licença de exportação — atingindo diretamente cadeias industriais estratégicas, como a automobilística, de defesa e tecnologia.

Trump justificou a medida dizendo que a postura chinesa é “extraordinariamente agressiva” e ameaça “paralisar mercados no mundo inteiro”. Ele também chegou a cogitar restrições sobre aviões da Boeing como forma de atingir a economia chinesa. O Ministério do Comércio da China reagiu chamando a postura dos EUA de “duplo padrão” e acusou Washington de abusar do conceito de segurança nacional para impor restrições unilaterais, citando equipamentos e semicondutores como exemplos.

Segundo o governo chinês, o impacto das medidas próprias será “limitado”, mas Pequim está disposta a manter canais de diálogo com outros países para preservar a estabilidade das cadeias globais. A disputa tarifária se intensifica a poucos dias de um encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, previsto para ocorrer na cúpula da Apec, na Coreia do Sul.

O clima de tensão marca uma nova fase da guerra comercial, que já havia escalado no início do ano, quando Trump impôs tarifas de 145% sobre produtos chineses e recebeu uma resposta de 125% de Xi. Hoje, as tarifas médias efetivas aplicadas pelos EUA sobre importações da China chegam a 58%, segundo o Instituto Peterson de Economia Internacional, enquanto as chinesas estão em torno de 32%.…

Guerra comercial turbinada: Trump anuncia 100% de tarifa à China e apavora mercado global

O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (10) que os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa adicional de 100% sobre produtos importados da China, somando-se à alíquota de 30% que já está em vigor, conforme a CNN. A medida entra em vigor a partir de 1º de novembro de 2025, podendo ocorrer antes, dependendo das ações chinesas.

A decisão foi divulgada pelo próprio Trump em sua rede social, Truth Social, e inclui ainda controles de exportação sobre softwares essenciais produzidos nos EUA. É uma escalada dramática na guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta, após meses de relativa trégua.

Especialistas alertam que a medida pode encarecer produtos chineses nos EUA, prejudicar consumidores americanos e provocar reação econômica e política em Pequim. A expectativa é de impactos fortes no setor de tecnologia, eletrônicos e produtos industrializados.

No cenário global, a decisão reacende tensões comerciais e deve afetar cadeias de produção em todo o mundo, mostrando que a disputa econômica entre EUA e China está longe de arrefecer.…

María Corina se diz “chocada” após ganhar Prêmio Nobel da Paz

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, disse nesta sexta-feira (10) que está chocada após vencer o Prêmio Nobel da Paz de 2025, durante uma ligação telefônica com Edmundo Gonzalez, ex-líder da oposição venezuelana.

Segundo o comitê, Machado recebeu a premiação por promover os direitos democráticos e combater a ditadura.

Durante a conversa, ela também pôde ser ouvido dizendo a Gonzalez que “não conseguia acreditar”.

“Estamos todos chocados de alegria. Este é um grande sucesso, um grande sucesso”, respondeu Gonzalez.

Machado, uma engenheira industrial de 58 anos que vive escondida, foi impedida em 2024 pela justiça venezuelana de concorrer à presidência e, assim, desafiar o presidente Nicolás Maduro, que está no poder desde 2013.

Ela então se dedicou à campanha para seu substituto, o ex-embaixador Gonzalez, atraindo multidões que às vezes chegavam a milhares de pessoas em atos na Venezuela, de acordo com participantes e imagens capturadas pela mídia.

Mas vários membros do círculo íntimo de Machado enfrentaram prisão, incluindo seu chefe de segurança na época da campanha, e seis membros de sua equipe se refugiaram na embaixada da Argentina depois que promotores emitiram mandados de prisão.

Por CNN

Israel aprova cessar-fogo e promete libertar todos os reféns em Gaza

O governo de Israel aprovou, nesta quinta-feira (9), uma resolução de cessar-fogo que prevê a libertação de todos os reféns mantidos em Gaza, segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Autoridades israelenses informaram à CNN que o cessar-fogo entrou em vigor imediatamente, embora ainda não esteja confirmado se as Forças de Defesa de Israel receberam a ordem formal para suspender as operações militares.

A medida foi votada pelo gabinete de Netanyahu em reunião realizada na noite de quinta-feira e inclui não apenas a libertação dos reféns vivos do Hamas, mas também a devolução dos restos mortais daqueles que morreram.

Ainda não há detalhes sobre a reação do grupo Hamas ou sobre os próximos passos para garantir a implementação completa do cessar-fogo, que pode marcar um novo capítulo na tensão entre Israel e Gaza.…

Deputada e ativistas brasileiros serão deportados de Israel para a Jordânia nesta terça

Treze brasileiros detidos em Israel, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), serão deportados nesta terça-feira (7) para a Jordânia. A informação foi divulgada pelo Global Sumud Flotilla, grupo que organizou a flotilha que tentou chegar à Faixa de Gaza.

Segundo comunicado publicado na noite de segunda-feira (6), autoridades israelenses informaram oficialmente sobre a transferência. Os brasileiros estão presos na penitenciária de Ktzi’ot e devem deixar o país a pé, cruzando a fronteira pela ponte Allenby/Rei Hussein — que liga Israel ao território jordaniano.

A Embaixada do Brasil em Amã já foi acionada e prepara uma estrutura de recepção, incluindo avaliação médica de todos os deportados assim que cruzarem a fronteira. Ainda não há, no entanto, informações sobre os procedimentos para o retorno do grupo ao Brasil.

Além dos brasileiros, cidadãos de Argentina, Colômbia, África do Sul e Nova Zelândia também devem ser deportados no mesmo comboio.

De acordo com o comunicado, o Itamaraty foi informado de que não haverá acesso direto ou comunicação com os detidos durante o percurso entre a prisão e a fronteira. Representantes diplomáticos brasileiros estarão presentes no local de travessia para acompanhar a situação e agir em caso de necessidade.

Os brasileiros que devem ser deportados nesta terça são: Thiago Ávila, Luizianne Lins, Bruno Gilga Rocha, Lucas Farias Gusmão, João Aguiar, Mohamad El Kadri, Mariana Conti, Gabrielle Tolotti, Ariadne Telles, Lisiane Proença, Magno Carvalho Costa, Victor Nascimento Peixoto (Mansur Peixoto) e Miguel Viveiros de Castro.

Até o momento, apenas Nicolas Calabrese — cidadão argentino-italiano residente no Brasil — havia sido deportado. Ele chegou ao Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (6), desembarcando no aeroporto do Galeão.

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Após ultimato de Trump, Hamas diz que concorda em libertar todos os reféns israelenses e quer discutir outros pontos do plano de paz

O grupo terrorista Hamas respondeu, nesta sexta-feira (3), ao presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a proposta de plano de paz na Faixa de Gaza. O grupo informou que concorda em libertar todos os reféns israelenses e deixar o governo no enclave palestino, mas pediu que alguns pontos do acordo sejam discutidos.

A resposta do Hamas surgiu horas após o “ultimato” de Trump, que deu um prazo até este domingo (5) para o grupo se manifestar sobre a proposta.

“Para alcançar o fim da guerra e a retirada completa [das forças de Israel] da Faixa de Gaza, o movimento anuncia sua concordância em libertar todos os prisioneiros da ocupação, vivos e cadáveres, conforme a fórmula de troca contida na proposta do presidente Trump, e providenciar as condições de campo para o processo de troca. Nesse sentido, o movimento confirma sua prontidão para entrar imediatamente, por meio dos mediadores, em negociações para discutir os detalhes disso”, disse o Hamas em comunicado.

Sobre a possível saída da administração de Gaza, o grupo palestino disse concordar em entregar o governo para um comitê palestino independente, conforme proposto pelo presidente dos EUA.

Apesar da sinalização positiva, o Hamas não comentou os outros 18 pontos da proposta de paz com Israel. Entre elas, a deposição de armas e a reconstrução do enclave palestino.

De acordo com o comunicado, as questões “relacionadas ao futuro da Faixa de Gaza e aos direitos legítimos do povo palestino” precisam ter uma “posição nacional unificada”. Por isso, a organização afirmou que tais temas serão debatidos por meio de um “quadro nacional”.

O acordo já foi aceito por Israel durante visita de Benjamin Netanyahu aos EUA nesta semana. O premiê israelense, porém, já sinalizou que pode não cumprir um dos pontos do plano de paz: a retirada de tropas do enclave palestino.

Por Metrópoles

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Secretário de Comércio de Trump diz que é preciso “consertar” o Brasil

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou que é preciso “consertar” o Brasil para o país agir corretamente e parar de tomar ações que prejudiquem os norte-americanos.

Além do Brasil, o secretário citou Suíça e Índia como países que precisam “entrar no jogo” de Donald Trump para terem acesso ao mercado dos EUA.

“Temos um monte de países para consertar, como Suíça, Brasil e Índia. São países que precisam realmente reagir corretamente com a América. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudicam a América. É por isso que estamos em ‘impedimento’ com eles”, disse Lutnick em entrevista ao programa NewsNation, divulgada neste sábado (27).

“Esses países precisam entender que se você quer vender aos consumidores dos Estados Unidos, você tem que entrar no jogo do presidente dos Estados Unidos”, continuou o auxiliar de Trump.

Assim como o Brasil, a Índia também é tarifada em 50% pelos EUA. No caso do país asiático, porém, 25% da taxação é pela compra de petróleo russo.

Já produtos da Suíça enfrentam tarifas de 39% para entrarem nos EUA.

Índia e Suíça também fazem parte do grupo afetado por tarifas de até 100% para uma série de produtos, incluindo produtos farmacêuticos e caminhões, que passarão a valer a partir de 1º de outubro.

Por CNN Brasil

EUA dizem que vão revogar visto do presidente da Colômbia após falas em ato pró-Palestina

O governo dos Estados Unidos informou que vai revogar o visto do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, após o político ter participado de uma manifestação pró-Palestina em Nova York. Na ocasião, ele pediu que soldados norte-americanos desobedecessem às ordens do presidente Donald Trump.

“Vamos revogar o visto de Petro devido às suas ações imprudentes e incendiárias”, publicou o Departamento de Estado em sua conta no X (antigo Twitter).

Durante o protesto, em frente à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), Petro defendeu a criação de uma força armada global com a prioridade de libertar os palestinos. “Essa força precisa ser maior do que a dos Estados Unidos”, disse.

O presidente colombiano também afirmou:

“É por isso que, daqui de Nova York, peço a todos os soldados do exército dos Estados Unidos que não apontem suas armas para o povo. Desobedeçam às ordens de Trump. Obedeçam às ordens da humanidade.”
A agência Reuters não conseguiu confirmar se Petro ainda permanecia em Nova York. Nem o gabinete da Presidência da Colômbia, nem o Ministério das Relações Exteriores responderam aos pedidos de comentário.

Por g1