Regime iraniano reprime nova onda de protestos; mais de 2.300 são presos e pelo menos 65 foram mortos

Pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas no Irã nos últimos 13 dias, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). Os protestos começaram por causa da alta inflação e se espalharam por todo o país, tornando-se o maior desafio ao regime em anos.

O número de mortos pode ser maior. Um apagão nacional da internet, que já dura 48 horas, dificulta a confirmação dos dados, de acordo com o monitor NetBlocks. Moradores relatam que o bloqueio tem incentivado ainda mais pessoas a ir às ruas.

Testemunhas afirmam que forças de segurança usaram armas militares contra manifestantes. Entre as vítimas, estaria uma criança de 5 anos. Hospitais registraram cenas de caos, com corpos amontoados, segundo relatos.

O procurador-geral iraniano prometeu punições sem clemência aos manifestantes envolvidos em danos ao patrimônio.

O governo do Irã acusa os Estados Unidos de estimular os protestos. Já o presidente Donald Trump ameaçou reagir caso a repressão continue: “Se começarem a atirar, nós também começaremos”.

O movimento, iniciado por motivos econômicos, agora tem caráter político, com pedidos pelo fim do regime islâmico.…

China ataca igreja cristã e moradores temem destruição do templo

Autoridades chinesas cercaram a Igreja Cristã de Yayang, em Wenzhou, com um verdadeiro aparato policial e máquinas pesadas. A operação deixou moradores em alerta e levantou temores de que o templo protestante independente possa ser demolido, conforme o canal do Paulo Mathias.

Segundo a organização ChinaAid, a ação começou na segunda-feira (5) e isolou totalmente a área. Moradores cristãos teriam sido retirados de suas casas, e visitantes foram proibidos de registrar fotos ou vídeos da movimentação.

O governo chinês não explicou oficialmente os motivos da intervenção, mas fontes apontam que a remoção da cruz ou até a destruição do prédio não está descartada. O clima de intimidação aos fiéis tem se repetido nos últimos meses, segundo relatos de testemunhas.

Para especialistas em direitos religiosos, a ação mostra mais uma vez a pressão do regime contra qualquer forma de fé que escape do controle estatal.…

Novo comando na Venezuela acena aos EUA e abre negociações sobre petróleo e direitos humanos

Poucos dias após a queda de Nicolás Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, começou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos. As primeiras movimentações envolvem negociações sobre o petróleo venezuelano, mudanças na relação comercial entre os países e gestos no campo dos direitos humanos.

O primeiro anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump após a captura de Maduro teve como foco o petróleo — principal interesse estratégico dos EUA no país sul-americano, que detém as maiores reservas do mundo. Na última terça-feira (6), Trump afirmou que o governo interino venezuelano concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam administrados diretamente por Washington, com a promessa de uso em benefício “do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.

Apesar da declaração, autoridades em Caracas não se manifestaram de imediato. A resposta oficial veio no dia seguinte, por meio da estatal PDVSA, que confirmou estar em negociações com os EUA para a venda de petróleo, classificando o diálogo como “estritamente comercial”. A empresa citou como precedente a continuidade das operações da petroleira americana Chevron no país, mesmo sob sanções internacionais.

Além da pauta energética, Trump anunciou, de forma unilateral, um novo marco comercial. Segundo o presidente dos EUA, o governo liderado por Delcy Rodríguez teria concordado em adquirir exclusivamente produtos norte-americanos com recursos provenientes do petróleo, incluindo alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e itens para recuperação da rede elétrica. Paralelamente, houve um gesto na área de direitos humanos: o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de presos políticos, embora persistam denúncias de censura, novas prisões e perseguição a jornalistas no país.

Por Metrópoles

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Rússia afirma que apreensão de petroleiro pelos EUA viola o direito marítimo

Governo Trump mostra apreensão de petroleiro Sophie no mar do Caribe em 7 de janeiro de 2026. — Foto: Divulgação/Kristi Noem

A Rússia acusou os Estados Unidos de violar o direito marítimo após a apreensão, nesta quarta-feira (7), de um petroleiro venezuelano que navegava sob bandeira russa.

O Ministério dos Transportes da Rússia confirmou que a embarcação Marinera, anteriormente chamada Bella 1, foi interceptada por forças navais americanas. Em comunicado, Moscou afirmou que a ação fere a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, que garante a liberdade de navegação em alto-mar, e exigiu tratamento “humano e digno” aos cidadãos russos a bordo.

A apreensão foi confirmada pelo Exército dos EUA. Segundo o Comando Europeu americano, o navio foi confiscado no Atlântico Norte por violar sanções impostas a petroleiros venezuelanos, com base em um mandado de um tribunal federal.

De acordo com a imprensa americana, o petroleiro havia recebido escolta de um submarino russo nos últimos dias, o que pode elevar a tensão entre Washington e Moscou. Após a operação, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio a petroleiros venezuelanos “segue em vigor em todo o mundo”.

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EUA exigem que Venezuela faça parceria exclusiva na produção de petróleo e rompa relações com China, Irã, Rússia e Cuba

O governo Donald Trump apresentou exigências à Venezuela para permitir a retomada da produção de petróleo, segundo dois altos funcionários da Casa Branca ouvidos pela CNN.

Durante negociações lideradas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, os EUA exigiram que o governo interino de Delcy Rodríguez rompa relações com China, Irã, Rússia e Cuba e aceite uma parceria exclusiva com os Estados Unidos no setor petrolífero. As fontes afirmam ainda que Caracas teria de favorecer empresas americanas nas futuras vendas de petróleo.

As exigências vieram após a captura de Nicolás Maduro no fim de semana. De acordo com Rubio, as prioridades dos EUA são a saída de aliados estrangeiros da Venezuela, cooperação na produção e venda de petróleo e maior atuação conjunta no combate ao narcotráfico.

Washington afirma já ter comunicado oficialmente as condições ao governo interino e diz acreditar que a pressão militar na costa venezuelana força Rodríguez a negociar. Caso haja cooperação, o governo americano admite rever sanções contra Caracas.

Trump tem dito a aliados que quer afastar Irã, Rússia e China do hemisfério ocidental, e considera a Venezuela um ponto-chave dessa estratégia. O objetivo imediato é impedir que o petróleo venezuelano seja destinado a países adversários.

A refinaria de petróleo de Amuay-Cardon, na Venezuela • Getty Images

Na sexta-feira (9), Trump deve se reunir com executivos do setor petrolífero. Estão previstos representantes da Chevron — única empresa americana ainda atuando na Venezuela —, além da Exxon Mobil, ConocoPhillips e outras companhias.

O encontro ocorre após Trump afirmar que o governo interino venezuelano entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, que seriam vendidos a preço de mercado sob controle do governo americano…

Trump chama Maduro de ‘um cara violento’ e diz que ele tentava imitar sua forma de dançar

Trump discursou em evento para congressistas do Partido Republicano em Washington. Segundo reportagem do ‘NYT’, danças frequentes de Maduro teriam precipitado ação militar americana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, como “um cara violento” em discurso nesta terça-feira (6).

“Ele era um cara violento. Ele sobe lá e tenta imitar um pouco a minha dança. Mas ele é um cara violento”, disse Trump, em referência às frequentes aparições em público de Maduro nas quais ele dançava.

Trump discursa nesta terça frente a uma plateia formada por congressistas de seu partido, o republicano, no Kennedy Center, em Washington. O centro teve seu nome recentemente alterado para Trump-Kennedy Center, depois de Trump colocar aliados na direção da entidade.

Antes de ser deposto e levado aos EUA, no último sábado (3), Maduro fazia aparições constantes em eventos e na rede de TV venezuelana cantando e dançando. No entanto, ele não parece ter imitado em nenhuma delas os trejeitos de Trump ao dançar “YMCA”, canção que tipicamente encerra seus comícios.

De acordo com uma reportagem do jornal americano “New York Times” publicada no domingo (4), as frequentes danças de Maduro em público foram decisivas para que Trump ordenasse a operação de captura em Caracas, por acreditar que o venezuelano estaria “zombando” da crise entre os dois países.

Durante sua fala nesta terça, Trump elogiou a operação militar no país sul-americano.

“Foi tudo muito complexo. 152 aviões. Muitos falam sobre tropas em terra. Tínhamos muitas tropas em terra, mas foi impressionante. Pense bem: ninguém morreu, enquanto do outro lado, muita gente morreu. Infelizmente, digo isso, soldados, principalmente cubanos, muitos, muitos mortos. E eles sabiam que estávamos chegando e estavam protegidos, enquanto os nossos não. Sabe, os nossos saltavam de helicópteros e não tinham proteção.”

Acusações contra Maduro

Maduro foi formalmente acusado de narcoterrorismo em audiência em Nova York na segunda-feira, na qual ele se declarou inocente e disse ser um “prisioneiro de guerra”. Ele responderá pelos seguintes quatro crimes nos EUA, que foram descritos pela nova acusação do Departamento de Justiça:

  • Conspiração para o narcoterrorismo;
  • Conspiração para o tráfico de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de metralhadores para uso pelo narcotráfico.

por g1

Venezuela detém 14 jornalistas em sessão da Assembleia Nacional; um deles foi deportado

Pelo menos 14 jornalistas e profissionais da imprensa foram detidos em Caracas durante a sessão de instalação da Assembleia Nacional. Segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP), 13 atuavam para veículos internacionais e 1 para um meio nacional. Desses, 13 foram liberados sem apresentação formal às autoridades e 1 foi deportado; as nacionalidades não foram divulgadas.

De acordo com o sindicato, os profissionais tiveram equipamentos revistados, celulares desbloqueados à força e dados pessoais, como chamadas, mensagens e redes sociais, inspecionados dentro e nos arredores da Assembleia e na região de Altamira. O SNTP afirmou que, apesar das liberações, 23 jornalistas e trabalhadores da comunicação seguem presos no país, classificando a situação como “alarmante”.

O sindicato também denunciou restrições à cobertura da sessão, com proibição de transmissões ao vivo, gravações e fotos. Ao menos três jornalistas teriam sido detidos por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), levados ao Palácio Legislativo e submetidos à verificação detalhada de seus celulares.

As detenções ocorreram após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa por forças dos Estados Unidos, no sábado (3). No mesmo contexto, a Assembleia Nacional, controlada pelo chavismo, reelegeu Jorge Rodríguez como presidente e deu posse a Delcy Rodríguez como presidente interina, a primeira mulher a chefiar o Executivo venezuelano.

Por Poder 360

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Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz da América do Sul, diz embaixador

O embaixador brasileiro na ONU, Sérgio França Danese, declarou nesta segunda-feira (5) que a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos coloca em risco a paz na América do Sul. Segundo ele, intervenções armadas anteriores no continente já resultaram em mortes, prisões políticas e regimes autoritários.

Danese reforçou que o futuro da Venezuela deve ser decidido apenas pelo povo venezuelano, sem interferência externa, e que a operação norte-americana viola normas do direito internacional. “O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás”, disse o diplomata.

Outros países sul-americanos reagiram: Colômbia e Cuba repudiaram a ação, apontando ameaça à soberania venezuelana e impactos humanitários. A Argentina, em contrapartida, apoiou a operação, chamando o sequestro de Maduro de “passo decisivo contra o narcoterrorismo”.

O alerta brasileiro deixa claro que a região está dividida, com tensões geopolíticas em alta, e evidencia que ações militares externas podem desestabilizar toda a América do Sul.

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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala em trabalhar ‘junto’ com os EUA

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que pretende dialogar com os Estados Unidos para construir uma agenda de cooperação baseada no desenvolvimento compartilhado e no respeito ao direito internacional. Segundo ela, a prioridade é estabelecer relações equilibradas, com respeito à soberania e sem interferência externa e fez um convite a trabalharem ‘juntos’ por isso.

Com a captura de Nicolás Maduro por forças americanas durante uma operação militar em Caracas, na madrugada de sábado (3), Delcy passou a atuar como presidente em exercício. No domingo (4), ela recebeu apoio das Forças Armadas venezuelanas. O presidente dos EUA, Donald Trump advertiu que novos ataques podem ocorrer caso o governo venezuelano “não faça a coisa certa”.

Leia a íntegra da declaração (traduzida para o português):

“Mensagem da Venezuela ao mundo e aos Estados Unidos

A Venezuela reafirma seu compromisso com a paz e a coexistência pacífica. Nosso país aspira a viver sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional. Acreditamos que a paz global se constrói garantindo, primeiro, a paz de cada nação.

Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os Estados Unidos e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo

Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer uma coexistência comunitária duradoura.

Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem a paz e o diálogo, não a guerra. Essa sempre foi a posição do presidente Nicolás Maduro e é a de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida. Meu sonho é que a Venezuela seja uma grande potência onde todos os venezuelanos de bem estejam unidos.

A Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e a um futuro.

Delcy Rodríguez, presidente interina da República Bolivariana da Venezuela”

Trump diz que Irã pode ser “atingido com muita força” em meio a protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã no domingo (4) sobre uma forte resposta caso as forças de segurança intensifiquem a violência contra os manifestantes no país do Oriente Médio.

“Estamos acompanhando de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou Trump a repórteres ao ser questionado sobre os protestos no Irã.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas durante uma semana de manifestações no país, segundo grupos de direitos humanos no domingo, enquanto as manifestações contra a inflação crescente se espalhavam pelo país, provocando confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.

Trump havia ameaçado anteriormente ajudar os manifestantes caso enfrentassem violência, dizendo na sexta-feira (2): “Estamos prontos para agir”, sem especificar quais ações estava considerando.

Essa advertência provocou ameaças de retaliação contra as forças americanas na região por parte de altos funcionários iranianos. O Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã “não se renderá ao inimigo”.

Por CNN

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estaria na Rússia, diz Agência Reuters

Delcy Rodríguez, declarada presidente interina da Venezuela, está na Rússia, disseram à agência de notícias Reuters quatro fontes familiarizadas com seus movimentos no sábado (3), depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro havia sido capturado pelas forças dos EUA após um ataque ao país.

O irmão dela, Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional, está em Caracas, disseram três fontes com conhecimento de seu paradeiro.

Delcy Rodríguez apareceu em uma mensagem de áudio na televisão estatal no início do dia, pedindo uma prova de vida de Maduro e da esposa Cilia, enquanto Jorge Rodríguez não apareceu desde o ataque.

Por UOL com informações de Reuters

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Nicolás Maduro desembarca nos EUA após ser capturado durante ataques à Venezuela

O avião com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, chegou aos Estados Unidos neste sábado (3). O pouso da aeronave foi realizado na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York, onde Maduro deve responder a acusações de tráfico de drogas e porte de armas em um tribunal federal de Manhattan na próxima semana.

O presidente venezuelano e sua esposa foram capturados na madrugada deste sábado durante ataques dos EUA contra a cidade de Caracas, capital da Venezuela.

Mais cedo, o presidente Donald Trump, disse que o país norte-americano vai assumir a administração da Venezuela provisoriamente. Durante pronunciamento oficial, ele anunciou, ainda, a entrada de petroleiras norte-americanas em solo venezuelano.

Em resposta ao anúncio de Trump, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou ministros e a população a resistirem a uma intervenção dos Estados Unidos no país. Rodríguez pediu calma e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”.

*Em atualização

por Tribuna do Norte

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[VÍDEO] “Viva a liberdade!”: Milei celebra captura de Maduro pelos EUA e relembra fala na cúpula do Mercosul quando rebateu Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, reagiu neste sábado (3) ao ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, celebrado após o anúncio do presidente norte-americano Donald Trump sobre a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.

Milei aproveitou o fato para compartilhar um vídeo relembrando o próprio discurso na cúpula do Mercosul, na presença do presidente Lula, onde condenou o regime Maduro e elogiou as ações dos EUA e Donald Trump contra o ditador venezuelano.

Em publicação na rede social X, Milei comemorou a ação e repetiu seu slogan político: “La libertad avanza. Viva la libertad, carajo”…

FOTO: MADURO já está nos EUA sob custódia das forças militares americanas

Uma imagem que circula nas redes sociais neste sábado (3) mostra Nicolás Maduro já em território dos Estados Unidos, sob custódia de forças militares americanas. Na foto, o líder venezuelano aparece escoltado por agentes armados ao lado de uma aeronave, em cenário que indica uma operação militar.

A divulgação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar publicamente que Maduro foi capturado durante uma ofensiva de larga escala contra alvos do regime na Venezuela e retirado do país por via aérea, junto com a esposa.

Até o momento, o governo norte-americano não informou oficialmente o local exato onde Maduro estaria detido, nem quais medidas legais serão adotadas. Já autoridades venezuelanas divergem sobre o paradeiro do presidente e pedem provas de vida.

A situação elevou drasticamente a tensão internacional, com países da região reagindo à ofensiva e o governo da Venezuela decretando estado de emergência, denunciando o que chama de agressão militar e violação do direito internacional.

Sob pressão militar, Maduro propõe diálogo com EUA sobre petróleo, migração e drogas

Em meio à escalada de tensão com Washington, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quinta-feira (1) que está disposto a abrir um diálogo com os Estados Unidos para tratar de temas como petróleo, migração e combate ao narcotráfico. Segundo ele, Caracas está pronta para “conversar seriamente” caso haja interesse do governo norte-americano.

Maduro citou a possibilidade de um acordo energético que permita investimentos de empresas dos EUA, como a Chevron, atualmente a única grande petrolífera americana autorizada a exportar petróleo venezuelano. O líder chavista também sugeriu negociações sobre voos de deportação de venezuelanos e cooperação antidrogas, afirmando que os termos poderiam ser definidos “onde e como eles quiserem”.

As declarações ocorreram no mesmo dia em que forças militares americanas realizaram um novo bombardeio contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região. A ação faz parte de uma ofensiva ampliada que, nesta semana, já incluiu a confirmação de um ataque em solo venezuelano pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A pressão sobre Maduro se intensificou desde agosto, quando Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do venezuelano e reforçou a presença militar no Caribe. Apesar de contatos diretos entre Trump e Maduro em novembro, as conversas não avançaram. Segundo a imprensa americana, os EUA também demonstram interesse estratégico nas reservas venezuelanas, as maiores comprovadas de petróleo do mundo, enquanto seguem apreendendo embarcações e impondo bloqueios sob alegação de sanções internacionais.

Por G1

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