STF trava investigação sobre saúde de Bolsonaro enquanto denúncias se acumulam

O Conselho Federal de Medicina (CFM) confirmou ao STF que recebeu dezenas de denúncias sobre o atendimento médico do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. Até a suspensão da investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, quatro denúncias já tinham sido formalizadas e outras 40 chegaram depois, mostrando a pressão por apuração.

O CFM explicou que nem todas as denúncias puderam ser encaminhadas ao CRM do Distrito Federal devido à decisão do STF que anulou a sindicância. “A suspensão obrigou a adequação imediata da atuação institucional às determinações judiciais vigentes”, disse o conselho, deixando claro que os pedidos não desapareceram — apenas foram travados pela Justiça.

O cientista político Luiz Carlos Ramiro Júnior, denunciou possíveis “intervenções estranhas” no tratamento do ex-presidente, que poderiam ameaçar a autonomia médica e a própria vida de Bolsonaro.

Os e-mails enviados ao STF, comprovando a necessidade da sindicância, revelam uma disputa pesada entre o poder judicial e o acompanhamento do tratamento de Bolsonaro.…

Após queda de Maduro, opositor exige vitória eleitoral na Venezuela

O exilado venezuelano Edmundo González Urrutia exigiu, nesta sexta-feira (9), o reconhecimento explícito da sua vitória nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024 — eleição que, oficialmente, foi declarada vencida por Nicolás Maduro, agora fora do poder após ser capturado pelos Estados Unidos.

González, que vive em Madri desde que fugiu da Venezuela em 2024 sob mandado de prisão chavista, afirmou que “a reconstrução democrática na Venezuela depende do reconhecimento explícito dos resultados eleitorais de 28 de julho de 2024” durante conversa com o premiê espanhol Pedro Sánchez.

A campanha da oposição venezuelana — que divulgou atas de apuração que o governo chama de “falsas” — sustenta que ele foi o legítimo vencedor do pleito, criticando fortemente o regime de Maduro por fraude e manipulação.

A oposição agora pressiona aliados internacionais a não aceitarem mais a farsa eleitoral chavista e a reconhecerem o que eles dizem ser a vontade real dos eleitores venezuelanos.…

Defesa diz que Vorcaro não contratou influenciadores e afirma que banqueiro é vítima de campanha difamatória

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta quinta-feira (8), que ele tenha contratado influenciadores digitais para difamar o Banco Central (BC) ou autoridades públicas. Em petição protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmam que Vorcaro é, na verdade, alvo de uma campanha difamatória organizada e pedem que a Corte investigue a origem das publicações que o envolvem.

A informação é da coluna Dinheiro & Negócios, do Metrópoles. O pedido foi endereçado ao ministro Dias Toffoli e assinado pelos advogados Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo. No documento, a defesa sustenta que o banqueiro sofre um “massivo ataque reputacional”, com disseminação constante de fake news de forma “orquestrada e coordenada”. Segundo os advogados, Vorcaro não difamou nem contratou terceiros para atacar qualquer instituição.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal informou analisar a abertura de um inquérito para investigar a suposta contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master e atacar o BC após a liquidação da instituição financeira. O caso ganhou repercussão depois que um influenciador relatou ter sido procurado para participar da suposta campanha.

Na petição, a defesa afirma que Vorcaro tem sido alvo recorrente de matérias que extrapolariam o direito à informação, citando “perseguição sistemática” e até “cyberstalking” por parte de sites e blogs. Os advogados anexaram links que, segundo eles, comprovariam os ataques ao banqueiro. Também destacam que Vorcaro nega qualquer envolvimento com uma suposta milícia digital e que vem cumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica.…

Administrador ligado ao grupo de Leo Dias fechou contratos com influenciadores e multa de R$ 800 mil citava iniciais de Vorcaro

Um dos envolvidos no pagamento a influenciadores para publicar conteúdos com ataques ao Banco Central é administrador de empresas vinculadas ao jornalista Leo Dias. Desde dezembro do ano passado, perfis de fofoca e política passaram a receber propostas para levantar suspeitas sobre a decisão do BC de liquidar o Banco Master, de Daniel Vorcaro. As informações foram reveladas pelo Estadão.

Mensagens obtidas pelo jornal mostram que André Silva Salvador abordava influenciadores afirmando atuar em uma “gestão de crise” de um executivo do mercado financeiro e oferecendo “serviços de divulgação”. Nas conversas, ele dizia ter parceria com Thiago Miranda, descrito como “sócio do grupo Leo Dias”. Na prática, Miranda é dono da agência Mithi e administrador de empresas do jornalista, como a Leo Dias Comunicação e Jornalismo Ltda, segundo registros da Junta Comercial de São Paulo.

Apesar da menção a Miranda, os contratos foram firmados por meio da empresa de Salvador, a UNLTD. Conforme revelou o Estadão, os acordos incluíam cláusula de confidencialidade do chamado “projeto DV” — iniciais que remetem a Daniel Vorcaro — e previam multa de R$ 800 mil em caso de quebra do sigilo. De acordo com a jornalista Malu Gaspar, em O Globo, os valores pagos a influenciadores poderiam chegar a até R$ 2 milhões, conforme o alcance dos perfis contratados.

A UNLTD tem sede em Águas Claras (DF), capital social de apenas R$ 5 mil e é classificada como empresa de pequeno porte. Mesmo assim, foi por meio dela que se viabilizaram os pagamentos das publicações críticas ao BC. A estratégia ganhou força após despacho do ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, questionando a liquidação do Banco Master — decisão depois recuada. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a PGR pedindo investigação por abuso de autoridade, enquanto os influenciadores usaram o episódio para colocar em dúvida a atuação do Banco Central.

Por Estadão

Caern deve religar abastecimento de Parazinho, Pedra Grande, São Bento do Norte e Caiçara até a noite desta sexta (9)

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) deve concluir até a noite desta sexta-feira (9) o conserto de um trecho da adutora do Boqueirão que se rompeu na manhã de quinta-feira (8).

A tubulação, com diâmetro de 300 milímetros, teve o rompimento registrado por volta das 11h, provocando a suspensão do abastecimento de água nos municípios de Parazinho, Pedra Grande, São Bento do Norte e Caiçara do Norte. Comunidades rurais da cidade de Touros também foram afetadas.

Segundo a Caern, após a conclusão do reparo, o sistema será religado de forma gradativa. A previsão é que o abastecimento esteja totalmente normalizado em até 72 horas.

Com informações da CAERN

Brasil segue em dezenas de organismos que Trump decidiu retirar os EUA

O Brasil mantém algum tipo de participação em 34 das 66 organizações internacionais das quais o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump determinou a saída do país, segundo levantamento feito a partir de dados oficiais da Casa Branca. A decisão, anunciada na última quarta-feira (7), envolve tanto organismos ligados ao sistema da ONU quanto entidades independentes, sob a justificativa de que atuariam contra os interesses norte-americanos.

Entre essas organizações, o Brasil atua como país-membro, parceiro institucional ou beneficiário direto de projetos em áreas como democracia, direitos humanos, comércio internacional, meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Do total, 19 entidades não fazem parte da ONU e outras 15 integram a estrutura das Nações Unidas, com presença brasileira em fóruns, conselhos e programas de cooperação.

Um dos casos de maior repercussão é o do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), que observou as eleições brasileiras de 2022 e atestou o funcionamento do sistema eletrônico de votação. Também figura na lista o Fundo da ONU para a Democracia (UNDEF), que financiou cerca de US$ 2 milhões em projetos no Brasil voltados à participação cidadã, direitos humanos e fortalecimento institucional.

Além disso, iniciativas ligadas ao comércio, à inclusão de mulheres exportadoras, à proteção ambiental, à pesquisa científica e ao desenvolvimento urbano seguem ativas no país, mesmo após a decisão americana. Especialistas avaliam que a saída dos EUA não implica, automaticamente, no encerramento das ações no Brasil, mas pode impactar financiamento, governança e o peso político dessas organizações no cenário internacional.

Por G1

RN registra 37,53% de armazenamento hídrico

As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam 37,53% da capacidade total, segundo atualização do Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, divulgada nesta terça-feira (07) pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN). O monitoramento acompanha 69 reservatórios responsáveis pela segurança hídrica da população potiguar.

De acordo com os dados, o volume total armazenado é de 1.986.003.526 de metros cúbicos, frente a uma capacidade total de 5.291.480.649 de metros cúbicos. O cenário é considerado de atenção, característico do período seco, e exige uso racional da água e acompanhamento permanente.

Entre os principais mananciais, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior do estado, acumula 1.058.527.347 m³, correspondentes a 44,61% da capacidade. A Barragem Oiticica, em Jucurutu, está com, 110.119.785 m³, equivalentes a 14,83%; a Barragem Santa Cruz do Apodi com 329.233.595 m³,  54,90%; o Reservatório Umari, em Upanema, está com 153.143.318 m³, percentualmente 52,30%; e o Reservatório Poço Branco (João Batista do Rego) com 72.605.706 m³, correspondentes a  53,39% da sua capacidade total.

O relatório do IGARN aponta ainda que 20 reservatórios encontram-se em situação crítica, com volumes inferiores a 10% da capacidade total. Estão nesse cenário os açudes, Itans (Caicó), com 0,00%; Lulu Pinto (Luís Gomes), com 0,01%; Passagem das Traíras (São José do Seridó), com 0,03%; Brejo (Olho-d’Água do Borges), com 0,29%; Jesus Maria José (Tenente Ananias), com 0,33%; Esguicho (Ouro Branco), com 0,60%; Mundo Novo (Caicó), com 0,78%; Sabugi (São João do Sabugi), com 1,03%; Carnaúba (São João do Sabugi), com 1,84%; Tourão (Patu), com 2,46%; São Gonçalo (São Francisco do Oeste), com 2,57%; Gangorra (Rafael Fernandes), com 3,50%; Apanha Peixe (Caraúbas), com 5,33%; Inspetoria (Umarizal), com 5,52%; 25 de Março (Pau dos Ferros), com 5,52%; Bonito II (São Miguel), com 5,80%; Japi II (São José do Campestre), com 7,26%; Dinamarca (Serra Negra do Norte), com 8,30%; Boqueirão de Parelhas – Ministro João Alves (Parelhas), com 9,30%; e Zangarelhas (Jardim do Seridó), com 9,32%.

Apesar de alguns reservatórios estratégicos apresentarem volumes acima de 50%, o quadro geral reforça a necessidade de uso responsável da água, do monitoramento permanente dos mananciais e do planejamento integrado entre os órgãos gestores, comitês de bacias e municípios, priorizando o abastecimento humano.

O monitoramento dos reservatórios é realizado de forma contínua pelo IGARN e os dados atualizados podem ser acompanhados por meio dos boletins oficiais divulgados pelo Instituto.…

Incêndio de grandes proporções é registrado na zona rural de São Miguel do Gostoso

Durante a noite desta última quarta-feira (07), um foco de incêndio foi registrado na zona rural de São Miguel do Gostoso, nas proximidades da Lagoa do Cardeiro.

As chamas chamaram a atenção de moradores da região, que tentaram conter o fogo utilizando extintores e água. A informação é do portal ocontador.causos

Diante da gravidade da situação, o Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar o incêndio por volta das 21h, segundo relatos de testemunhas.

Até o momento, não há informações sobre as causas do incêndio.…

Em carta de demissão, Lewandowski diz que deixa o governo Lula por razões pessoais e familiar

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, ele afirma que a saída ocorre por razões pessoais e familiares, a partir de sexta-feira (9).

Lula ainda não definiu o substituto. Entre os nomes cotados estão o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Lewandowski se reuniu com o presidente no Palácio do Planalto antes do ato do 8 de Janeiro e acertou os detalhes da saída.

Na carta, o ministro diz que exerceu o cargo com “zelo e dignidade” e agradeceu a confiança de Lula, destacando o privilégio de continuar servindo ao país após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal.…

‘Lula não quer paz’, diz Flávio Bolsonaro após veto ao PL da Dosimetria

Após o presidente Lula vetar o PL da Dosimetria, que previa a redução de penas para condenados pela tentativa de golpe de Estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nas redes sociais que o governo “não quer paz” e promove perseguição política.

Em publicação, o parlamentar criticou a política de segurança pública, acusou o governo de ignorar o avanço da criminalidade e disse que há uma “inversão de valores” ao tratar com mais rigor os envolvidos nos atos golpistas do que crimes violentos.

Flávio também anunciou que a oposição vai trabalhar para derrubar o veto na primeira sessão do Congresso Nacional.

Para isso, serão necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, em sessão conjunta convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O PL da Dosimetria alterava critérios de fixação de penas e poderia beneficiar réus condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.…

Após veto de Lula, relator da Dosimetria protocola PL da Anistia no Senado

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar integralmente o PL da Dosimetria, o relator do texto no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), protocolou nesta quinta-feira (8) um projeto de lei para anistiar os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

À CNN, o senador justificou que sempre foi a favor da anistia para pacificar o país e que a redução de penas aos envolvidos no 8/1 e no plano de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, é insuficiente.

“A dosimetria foi uma negociação muito aquém do que acho que é o justo. O justo é anular o inquérito”, disse o senador.

Amin sustenta que não houve tentativa de golpe, mas atos de vandalismo facilitados por omissão de agentes públicos, o que, segundo ele, não foi devidamente investigado.

O senador ainda acusa que o inquérito do 8 de Janeiro tem nulidades, como foro inadequado no STF (Supremo Tribunal Federal), suspeição de ministros e investigação tendenciosa comandada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal.

Por CNN

JMT assume prestação de serviço no Walfredo Gurgel e trabalhadores terceirizados iniciam 2026 trabalhando sem fardamento; denuncia sindicato

O Sindsaúde/RN já iniciou o ano de 2026 denunciando a situação grave e inadmissível enfrentada pelos trabalhadores (as) terceirizados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Desde o dia 1º de janeiro, quando a empresa JMT assumiu os serviços no hospital, os (as) profissionais estão sendo obrigados a trabalhar sem o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Segundo as informações, a empresa também assumiu os serviços no Hospital Santa Catarina. 

No Walfredo, faltam itens básicos e obrigatórios, como fardamento da empresa, botas ou qualquer tipo de calçado adequado que garanta proteção no ambiente hospitalar.

Diante da negligência, a direção do sindicato constatou que os (as) trabalhadores (as) estão se virando como podem,utilizando roupas brancas próprias e tênis, trazidos de casa ou comprados recentemente, ficando expostos diariamente a riscos à saúde e à integridade física.

Antes da JMT, os serviços eram prestados pela empresa Justiz, já conhecida pelos atrasos recorrentes no pagamento de salários, o que evidencia que a troca de empresas não resolve o problema estrutural da terceirização na saúde pública. O Governo do Estado insiste em manter os hospitais sob responsabilidade de empresas que não garantem sequer condições mínimas de trabalho.

O Sindsaúde/RN repudia a postura da governadora Fátima Bezerra (PT) por, mais uma vez, entregar o Walfredo Gurgel, referência em todo estado, à empresas terceirizadas que descumprem obrigações básicas, aprofundam a precarização do trabalho e colocam em risco tanto os profissionais da saúde quanto a população usuária do SUS.

O sindicato seguirá denunciando, acompanhando de perto o caso, cobrando providências imediatas e exigindo respeito, dignidade e segurança para todos os trabalhadores e trabalhadoras da saúde.

Fonte: Sindsaude RN

PF apura entrega feita pelo Careca do INSS em apartamento alugado por Lulinha

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, determinou a entrega de uma encomenda em um apartamento alugado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em São Paulo. O endereço fica em Moema, bairro nobre da capital paulista, e a entrega teria ocorrido em outubro de 2024.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. De acordo com os investigadores, o Careca do INSS encaminhou a um funcionário o endereço do imóvel e orientou que a encomenda — descrita como “medicamento” — fosse entregue em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha. O apartamento pertence formalmente ao empresário Jonas Suassuna, ex-sócio do filho do presidente, segundo registros cartoriais.

Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele desconhece completamente a entrega e negou qualquer vínculo com o lobista investigado. O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as tentativas de associar o empresário ao esquema como “esforço pirotécnico” e reiterou que não há relação direta ou indireta entre Lulinha e o INSS.

A Polícia Federal investiga se Lulinha teria atuado como sócio oculto do Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores do esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias. Segundo a PF, referências ao filho do presidente surgiram após a quebra de sigilo de investigados ligados ao lobista, preso desde setembro.

O presidente Lula afirmou, em dezembro, que todos os envolvidos na fraude devem ser investigados. “Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”, declarou à época, ao comentar o avanço das apurações.

Por Metrópoles

Presidente do TCU admite limites e diz que inspeção no BC precisa respeitar sigilo bancário

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, afirmou que a fiscalização do Banco Central no caso da liquidação do Banco Master deve observar os limites constitucionais, especialmente o sigilo bancário. A declaração foi dada à CNN Brasil em meio às críticas e à pressão do mercado financeiro sobre a atuação da Corte.

Segundo Vital, o TCU tem o dever de fiscalizar, mas precisa definir um “modus operandi” técnico que evite extrapolações. Ele disse que, ao retornar a Brasília na próxima segunda-feira (12), pretende se dedicar à organização da forma como o órgão atuará no caso, conciliando o poder de fiscalização com as restrições legais.

A fala ocorre em um momento de possível recuo do relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, que avalia suspender a inspeção nos documentos do Banco Central. O movimento é atribuído ao isolamento do relator dentro do TCU e ao desconforto de outros ministros, além da reação negativa do mercado à possibilidade de reversão da liquidação do banco.

Vital do Rêgo também ressaltou que não cabe ao TCU decidir sobre eventual reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master, atribuição que, segundo ele, é do Supremo Tribunal Federal. O papel da Corte de Contas, afirmou, é apenas verificar se os procedimentos adotados pelo Banco Central seguiram a legalidade.

Por CNN

PUBLICIDADE

Moraes barra CFM de investigar Bolsonaro e manda PF interrogar chefe do conselho: “desvio de finalidade”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, anulou a sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) que investigava o atendimento médico de Jair Bolsonaro enquanto ele estava sob custódia da Polícia Federal. Na decisão, Moraes deixou claro: o CFM extrapolou suas funções e cometeu um desvio de finalidade ao tentar fiscalizar atos da PF.

O caso surgiu depois que Bolsonaro relatou ter caído da cama durante a madrugada. Um relatório médico mostrou que ele estava consciente, orientado, sem déficit neurológico e clinicamente estável. Exames realizados no Hospital DF Star não indicaram qualquer sequela. A Justiça já havia garantido atendimento médico integral, que vinha sendo cumprido.

Além de anular a sindicância, Moraes determinou que o presidente do CFM seja ouvido pela Polícia Federal em até dez dias. O Hospital DF Star também terá que enviar, em 24 horas, todos os exames e laudos médicos relacionados ao caso. Novas investigações semelhantes pelo CFM estão proibidas.

A decisão reforça que órgãos de fiscalização não podem se sobrepor à Justiça ou tentar politizar casos médicos. Bolsonaro segue sem problemas de saúde, enquanto o CFM recebeu um aviso claro: ultrapassou os limites da lei e da ética profissional.…