Alerta máximo: Anvisa investiga mortes suspeitas e acende sinal vermelho sobre “canetas do emagrecimento”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu investigação para apurar seis mortes suspeitas e mais de 200 notificações de pancreatite possivelmente ligadas ao uso de canetas injetáveis para diabetes e obesidade, como Ozempic, Saxenda e Mounjaro. Apesar de ainda não haver confirmação de causa direta, o aumento acelerado dos relatos levou o órgão a emitir um alerta e reforçar que o uso fora da indicação médica pode ampliar riscos graves à saúde.

Especialistas apontam que os próprios pacientes que recorrem às chamadas “canetas do emagrecimento” já fazem parte de um grupo vulnerável, com obesidade e diabetes — condições que elevam a chance de complicações. A perda de peso rápida, estimulada pelos medicamentos, pode favorecer a formação de cálculos biliares, fator que está ligado a episódios de inflamação no pâncreas, uma doença potencialmente grave e que registra milhares de casos por ano no país.

Outro ponto de preocupação é o mecanismo de ação dessas substâncias, que retardam o esvaziamento do estômago e alteram o metabolismo digestivo, podendo impactar o funcionamento do pâncreas. A Anvisa orienta que qualquer suspeita de pancreatite leve à suspensão imediata do tratamento e reforça que o uso deve ocorrer apenas com prescrição e acompanhamento médico.

Além dos efeitos adversos, a circulação de produtos falsificados e de origem irregular acende um alerta extra. Sem saber exatamente qual substância está sendo aplicada — ou em qual dose — pacientes ficam expostos a riscos ainda maiores, sobretudo quando recorrem ao mercado paralelo em busca de resultados rápidos sem orientação profissional.

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Anvisa registra 6 mortes suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

O número de notificações de suspeita de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras vem crescendo no Brasil desde 2020, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No período, seis registros tiveram desfecho suspeito de morte.

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 145 notificações relacionadas a medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados de estudos clínicos, o total chega a 225 registros. As informações fazem parte do sistema VigiMed, usado para monitorar eventos adversos de medicamentos.

A série histórica aponta aumento contínuo: houve apenas uma notificação em 2020, número que subiu para 21 em 2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Em 2025, os registros saltaram para 45 casos, alta de 60,7% em relação ao ano anterior.

A Anvisa destaca que os dados se referem a suspeitas, não a casos confirmados. O risco de pancreatite já consta nas bulas desses medicamentos, aprovadas pela agência no Brasil.

O crescimento do uso dessas canetas — inclusive fora das indicações originais e por meio do mercado ilegal — reforça, segundo a Anvisa, a necessidade de prescrição responsável e acompanhamento médico.

Nesta semana, a agência reguladora do Reino Unido também emitiu alerta sobre o risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos para obesidade e diabetes, como Wegovy e Mounjaro, ressaltando que, embora raros, alguns casos têm sido severos.

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Anvisa registra seis mortes suspeitas por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil

Agência contabiliza mais de 200 notificações de pancreatite ligadas a medicamentos usados para diabetes e obesidade; especialistas alertam para riscos do uso sem prescrição médica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil desde 2018, segundo o portal G1. Os dados constam no VigiMed, sistema oficial da agência para monitoramento de eventos adversos relacionados a medicamentos, além de relatos de estudos clínicos realizados no país.

As notificações envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida, amplamente utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Os casos foram registrados em pacientes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e do Distrito Federal. No caso das mortes, os estados não foram informados.

Segundo a Anvisa, os dados são classificados como suspeitos porque ainda passam por análise técnica para confirmação da relação direta entre o uso dos medicamentos e a pancreatite. Especialistas alertam, no entanto, que o número pode ser maior, já que a notificação desses eventos não é obrigatória para médicos e hospitais.

Na base do VigiMed, os relatos estão associados a medicamentos comercializados com os nomes Wegovy, Victoza, Trulicity, Saxenda, Xultophy, Ozempic, Rybelsus e Mounjaro. A agência ressalta que nem todos os casos podem estar relacionados aos produtos originais, uma vez que há registros do uso de versões falsas, irregulares ou manipuladas, apresentadas como similares.

A pancreatite associada a esses medicamentos ganhou atenção internacional após um alerta emitido no Reino Unido, onde foram registradas 19 mortes suspeitas. Apesar disso, autoridades sanitárias reforçam que os dados não indicam a necessidade de suspensão do uso das canetas emagrecedoras, desde que haja indicação adequada e acompanhamento médico.

O risco de pancreatite já é conhecido e consta nas bulas de alguns desses medicamentos. No caso do Mounjaro (tirzepatida), por exemplo, a inflamação do pâncreas é descrita como uma reação adversa incomum, mas possível. Especialistas destacam ainda que pacientes com obesidade e diabetes, público-alvo dessas terapias, já apresentam maior risco de desenvolver a doença, o que dificulta a confirmação de uma relação direta.

A Anvisa informou que acompanha os casos e destacou que, desde abril de 2025, passou a exigir a retenção de receita médica para a venda desses medicamentos, como forma de reforçar o controle e a avaliação clínica dos pacientes. A agência não descarta a adoção de novas medidas caso sejam identificados outros riscos.

Em escala global, há registro de 14.530 notificações de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos e 378 mortes suspeitas. Especialistas alertam que o principal risco está no uso sem orientação profissional, especialmente de versões manipuladas, que não garantem controle de dose nem monitoramento adequado de efeitos adversos.

por G1

Agência de saúde do Reino Unido faz alerta para risco de pancreatite com Mounjaro e Wegovy

A agência reguladora de medicamentos do Reino Unido (MHRA) emitiu um alerta após registrar casos graves de pancreatite em usuários de remédios para obesidade e diabetes, como Wegovy (Novo Nordisk) e Mounjaro (Eli Lilly). Em 19 casos, a inflamação evoluiu para morte.

Entre 2007 e outubro de 2025, a MHRA recebeu cerca de 1.300 notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos, incluindo 24 casos de pancreatite necrosante, a forma mais grave da doença. No período, 25 milhões de embalagens foram distribuídas no país, o que indica que o efeito é raro, mas potencialmente grave.

Os medicamentos atuam imitando hormônios intestinais como o GLP-1 e o GIP, usados no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, no controle do peso. Nos EUA, as bulas já trazem alertas sobre o risco de inflamação no pâncreas.

A MHRA orienta pacientes a procurar atendimento médico diante de dor abdominal intensa e persistente, especialmente se houver náuseas e vômitos. Médicos também devem questionar pacientes com esses sintomas sobre o uso de canetas emagrecedoras, inclusive as adquiridas de forma privada.

As farmacêuticas afirmam que os medicamentos devem ser usados com acompanhamento médico. A Novo Nordisk diz que os benefícios superam os riscos para pacientes com indicação clínica. A Eli Lilly alerta para maior cautela em pessoas com histórico de pancreatite.…

Anvisa libera mais liberdade para cannabis medicinal no Brasil

A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (28), novas regras para o uso da cannabis medicinal no Brasil, ampliando o acesso de pacientes a medicamentos à base de canabidiol e regulando a publicidade de produtos derivados da planta. A medida permite que farmácias de manipulação vendam fitofármacos e amplia a concentração de canabinóides para tratamentos de doenças graves.

A decisão segue determinação do STJ, que exigia regras claras até 31 de março. As normas entram em vigor seis meses após a publicação, mantendo restrições à manipulação enquanto a agência define critérios de qualidade e regulamentações específicas.

Atualmente, a Anvisa já autoriza a importação de produtos à base de cannabis e fiscaliza associações e farmacêuticas do setor.

Entre 2015 e 2025, mais de 660 mil autorizações de importação individual foram registradas, e atualmente 49 produtos de 24 empresas estão liberados.…

Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país

Cinco estados brasileiros já têm leis que autorizam cultivo medicinal

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira 28 para discutir a definição de regras específicas para a produção da cannabis medicinal no Brasil.Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país - Agora RNAnvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país - Agora RN

No encontro, agendado para as 9h30 na sede da agência, em Brasília, os diretores vão debater a revisão da Resolução 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis.

A definição de regras atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou a regulamentação do plantio da cannabis, desde que voltado exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

Propostas

No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução diferentes que normatizam a produção da cannabis medicinal, pesquisas científicas com a planta e o trabalho de associações de pacientes.

Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a demanda por produtos à base de cannabis cresceu exponencialmente ao longo da última década no país.

“No Brasil, a evolução do uso desses produtos tem sido registrada principalmente pelo aumento de importações individuais. Entre 2015 e 2025, ou seja, nos últimos 10 anos, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importações.”

“A gente tem também, no Brasil, autorizados 49 produtos de 24 empresas, aprovados pela Anvisa, disponíveis em farmácia. Cerca de 500 decisões judiciais para plantio de pessoas físicas ou jurídicas”, completou.

Safatle destacou ainda que, atualmente, cinco estados brasileiros contam com leis que autorizam o cultivo de cannabis medicinal.

As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia. Entre os requisitos de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas e o georreferenciamento das plantações.

Além disso, a autorização será limitada a produtos com teor de THC igual ou inferior a 0,3%.

As medidas também abrem caminho para a produção, sem fins lucrativos, por parte de associações de pacientes. O objetivo é avaliar a viabilidade da produção em pequena escala, fora do modelo industrial, por meio de chamamento público.

Durante a entrevista, o diretor da Anvisa Thiago Campos ressaltou o rigor técnico para a elaboração das resoluções, além do alinhamento com a decisão do STJ e com diretrizes de órgãos internacionais.

“As medidas aqui definidas atendem aos requisitos de controle internacional, das condições da Organização das Nações Unidas e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão alinhadas àquilo que constou na decisão judicial do STJ.”

As propostas serão analisadas pelo colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

Entenda

Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei das Drogas não alcança espécies de cannabis com concentrações muito baixas de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da planta que causa efeitos entorpecentes.

À época, os ministros concederam autorização a uma empresa que recorreu à Corte para importar sementes de cannabis com baixo teor de THC e alto teor de canabidiol, composto que não possui efeitos entorpecentes, mas traz benefícios medicinais.

Para que a decisão pudesse ser cumprida, o tribunal determinou a regulamentação da importação de sementes, do cultivo e da industrialização e comercialização de espécies de cannabis com baixa concentração de THC (menos de 0,3%). 

Prazo prorrogado

O prazo estabelecido para a definição das regras, de seis meses, venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro do mesmo ano, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Logo após a prorrogação, a Anvisa informou já ter iniciado as ações necessárias para o cumprimento da determinação, incluindo a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos e da minuta do ato regulatório.

“O trabalho também inclui o planejamento das etapas para monitoramento e controle sanitário após a regulamentação”, destacou a agência.

Números

A estimativa da Anvisa é que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem produtos à base de cannabis. O acesso a esse tipo de tratamento, segundo a Anvisa, ocorre, sobretudo, por via judicial.

Ainda segundo a agência, desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões para a oferta desse tipo de produto.

“Embora sem regulamentação no país, muitas associações conseguiram autorização na justiça para produção de cannabis exclusivamente para uso medicinal”, destacou a Anvisa.

por Agência Brasil

Vírus Nipah: Países asiáticos retomam protocolos de pandemia em aeroportos

Tailândia, Nepal e Taiwan voltaram a adotar medidas rigorosas de verificação de saúde em aeroportos após confirmação de cinco casos do vírus em Bengala Ocidental

Aeroportos em países asiáticos reforçaram medidas de proteção sanitária após a confirmação de cinco casos do vírus Nipah na Índia. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram protocolos rigorosos de verificação de saúde, semelhantes aos que foram adotados durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com a emissora News 18, afiliada da CNN na Índia, os casos foram diagnosticados em profissionais de saúde na região de Bengala Ocidental. As autoridades de saúde indianas buscam acalmar a população, afirmando que a situação está sob controle.

O vírus Nipah, descoberto em 1999, já foi identificado outras vezes no sudeste da Ásia. A doença causa preocupação devido à sua alta letalidade e capacidade de transmissão entre humanos, o que justifica as medidas preventivas adotadas pelos países vizinhos.

Riscos para o Brasil

A infectologista Rosana Ritchmann avaliou os riscos do vírus Nipah para o Brasil e destacou que não há motivo para preocupação entre os cidadãos brasileiros, a menos que estejam se deslocando para a região afetada. “Não tem nenhum motivo para a gente ficar preocupado aqui. Se alguém agora tiver quadro respiratório, com tosse, dor de cabeça, não tem nada a ver com esse vírus”, afirmou.

No entanto, a especialista ressaltou a importância de as autoridades sanitárias brasileiras começarem a planejar medidas preventivas. “É uma questão das nossas autoridades sanitárias já começarem a pensar, eventualmente, se tiver alguma suspeita clínica de alguém que viajou, retornou dessa região, como vamos manejar esse caso?”, questionou.

Segundo Ritchmann, é necessário estabelecer um programa de enfrentamento que inclua medidas de isolamento, período de incubação, manejo de contatos e outras ações caso surja alguma suspeita de infecção pelo vírus Nipah no Brasil.

por CNN Brasil

“Superfungo”: especialistas falam sobre cuidados e prevenção após 1º caso de Candida auris em Natal

A confirmação, nesta quinta-feira (22), do primeiro caso de infecção pela Candida auris, um fungo resistente a múltiplos medicamentos, em Natal, gerou preocupação, especialmente devido ao potencial de disseminação do agente em ambientes hospitalares. A C. auris, conhecida como “superfungo”, preocupa os especialistas por ser resistente a antifúngicos convencionais, representando um desafio no tratamento. Contudo, especialistas reforçam que, com medidas adequadas de controle, a situação está sob controle e o risco de surto generalizado pode ser minimizado.

A infectologista Eveline Pipolo afirma que o paciente está em isolamento, e as autoridades sanitárias estão tomando todas as precauções necessárias para evitar que o fungo se espalhe para outros pacientes e profissionais de saúde. De acordo com a médica, a detecção precoce e a implementação imediata de medidas de contenção são essenciais para evitar complicações.

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Ela explicou que a principal preocupação com a Candida auris não é tanto com a infecção em si, mas com a velocidade com que o fungo pode se espalhar dentro de um ambiente hospitalar: ele pode ser transmitido através de superfícies contaminadas, equipamentos médicos e até mesmo por contato entre pacientes e profissionais de saúde. “A C. auris pode passar para mão do profissional de saúde, que podem levar para outros hospitais, assim colonizando outras instituições”, explica, advertindo que os daí parte a necessidade de reforço nos protocolos de higiene.

No entanto, Eveline tranquiliza a população, explicando que o risco de transmissão fora de hospitais é extremamente baixo e que o foco está, justamente, na prevenção dentro das unidades de saúde. “As pessoas não precisam evitar os hospitais, pois já são ambientes que estão sendo cuidados”, destaca.

Eveline enfatiza que, embora a Candida auris seja uma preocupação em ambientes hospitalares, ele não representa uma ameaça significativa fora desses contextos, especialmente para pessoas com boa saúde.

A resistência da Candida auris aos antifúngicos é o que torna seu controle tão desafiador, mas, conforme Rafael Bastos, professor da UFRN, nem todas as cepas do fungo são igualmente resistentes. “Embora a Candida auris tenha resistência a alguns antifúngicos, no Brasil as cepas têm mostrado ser mais sensíveis, o que facilita o tratamento em casos diagnosticados precocemente”, afirmou o professor. Ele destaca que os hospitais têm protocolos rigorosos para o diagnóstico rápido do fungo, o que permite o início imediato do tratamento.

O primeiro paciente infectado no RN está internado no Hospital da Polícia Militar de Natal, onde as medidas de controle incluem o isolamento do paciente, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos profissionais de saúde, e a intensificação da limpeza e desinfecção, especialmente em áreas de risco, como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A desinfecção das superfícies é realizada com produtos específicos que combatem o fungo, e a equipe médica está sendo constantemente treinada para lidar com infecções como a Candida auris.

“Nos hospitais já existem protocolos de higienização e controle, que são adotados diariamente, então diante de uma situação dessas, o que difere que é esses protocolos passam a ser repetidos: se antes era higienizado uma vez, agora será duas, três, quatro vezes”, explica Rafael.

Além disso, os especialistas explicam que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesap) está realizando a triagem de todos os pacientes que estiveram em contato com o infectado, monitorando sinais de colonização do fungo e realizando testes para garantir que não haja novos casos.

Complicações e mortalidade

A infectologista explica também que, em pacientes imunocomprometidos, como os que estão em tratamento para câncer ou doenças crônicas, a Candida auris pode causar infecções graves, que variam de complicações superficiais na pele até septicemia, quando o fungo entra na corrente sanguínea e se espalha para diversos órgãos. Isso pode resultar em um quadro clínico severo, afetando órgãos vitais como o coração, pulmões e rins. “A situação se torna ainda mais delicada quando o paciente já enfrenta outras comorbidades, como complicações provenientes de tratamentos imunossupressores ou doenças preexistentes”, adverte a médica.

Com relação à taxa de mortalidade, Eveline explica que, embora a C. auris não seja, em si, a principal causa de óbito nesses casos, ela pode acelerar o agravamento do estado geral do paciente, tornando o tratamento mais desafiador. A taxa de mortalidade relacionada ao fungo pode atingir até 50% em pacientes severamente debilitados. Dessa forma, o controle eficaz da infecção, por meio de diagnóstico precoce e de medidas rigorosas de contenção e tratamento, se torna essencial para minimizar os impactos do fungo e evitar a propagação do fungo nos ambientes hospitalares.

Por TN

Medicamentos à base de cannabis batem recorde de autorização de importação em 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) bateu em 2025 o recorde de autorizações para importar medicamentos à base de cannabis. No ano passado, o órgão autorizou 194,7 mil importações, média de 533 por dia. Em 2015, quando a medida foi liberada, a média era de apenas duas aprovações diárias.

O crescimento foi de 16% em relação a 2024, quando a agência deu aval a 167,3 mil solicitações de pacientes para importar remédios à base de cannabis.

Neste ano, a Anvisa vai revisar a regulamentação de produtos à base de cannabis, publicada em 2019. Uma das propostas em discussão previa a manipulação desses medicamentos em farmácias, mas a Anvisa retirou esse trecho do texto submetido à diretoria.

Além da autorização à manipulação dos remédios à base de cannabis, o órgão regulador decidirá sobre o registro desses medicamentos dermatológicos e administrados por via bucal e sublingual. Até então, só são permitidos os usos oral e inalatório.

Governo federal tem até março para apresentar regras de cultivo de cannabis

Em outra frente, o governo Lula tem até março para apresentar ao Superior Tribunal de Justiça um regulamento para o cultivo de cannabis para fins medicinais. Em outubro, a meia hora do prazo final, a Advocacia-Geral da União pediu à Corte mais tempo para definir as regras, como mostrou a Coluna do Estadão

Uso medicinal da cannabis

Medicamentos derivados da cannabis são usados no tratamento de diversas doenças, a exemplo de esquizofrenia e epilepsia. Geralmente, a base da preparação é o canabidiol (CBD), que não tem efeito psicoativo. Essa ação neurológica da planta acontece por causa de outro composto da cannabis, o tetrahidrocanabinol (THC), que tem uso muito mais restrito em remédios.

A Anvisa passou a autorizar a venda no País de medicamentos à base da planta em 2019, mas os remédios são caros e produzidos por poucos laboratórios, o que faz com que a procura pela importação siga crescendo.

Por Estadão

RN SOB RISCO: Sesap alerta para peixes que causam intoxicação grave

O RN entra em alerta às vésperas do Carnaval. A Sesap avisou: peixes contaminados por ciguatoxina estão circulando e podem causar intoxicação grave. A ciguatera, nome da doença, já deixou dezenas de potiguares doentes nos últimos anos e continua ameaçando mesas e restaurantes do litoral.

A toxina se concentra principalmente na cabeça, vísceras e ovas dos peixes e não é eliminada nem cozinhando, congelando ou defumando. Invisível, sem cheiro e sem gosto, o veneno provoca dor abdominal, vômitos, diarreia, cãibras, coceira e até problemas na visão. Os sintomas podem surgir em 30 minutos e durar semanas.

Entre 2022 e 2025, o RN registrou 77 casos de intoxicação alimentar por ciguatera, incluindo surtos confirmados e outros ainda em investigação.

Peixes como bicuda, arabaiana, dourado, cioba e guarajuba são os mais perigosos. Só em janeiro, Touros registrou cerca de 30 casos após consumo de cavala, bicuda e arabaiana em um restaurante local.

Não existe antídoto. A Sesap orienta: ao primeiro sinal de intoxicação, procure imediatamente um serviço de saúde, informe o peixe consumido e, se possível, guarde sobras congeladas para análise.

Evite peixes de procedência duvidosa e use os canais oficiais de orientação: CIATOX-RN 0800 281 7005 ou WhatsApp (84) 98883-9155, com plantão 24 horas.…

Espanhol com suspeita de superfungo mora em Pipa e passou 15 dias em unidade de saúde de Tibau do Sul

O paciente de 58 anos com suspeita de estar com o superfungo Candida auris, no Rio Grande do Norte, é um espanhol que mora na praia da Pipa e que passou 15 dias internado em uma unidade de saúde de Tibau do Sul, no litoral potiguar, antes de ser transferido para Natal.

Ele segue em um leito de isolamento no Hospital da Polícia Militar, enquanto as autoridades de saúde do estado aguardam o resultado do teste que poderá confirmar a presença do fungo.

Segundo a prefeitura de Tibau do Sul, cidade onde fica o distrito de Pipa, o paciente tem doença cardíaca crônica e deu entrada na Unidade Mista de Saúde de Tibau do Sul no dia 1º de janeiro, inicialmente para tratamento de problemas cardíacos.

Ele permaneceu internado por 15 dias na unidade e foi transferido no dia 16 de janeiro para o Hospital da Polícia Militar, em Natal.

Após apresentar um quadro de febre, exames laboratoriais foram realizados e, no dia 20 de janeiro, o Laboratório Central do Rio Grande do Norte (Lacen) apontou a possível presença do Candida auris, um fungo considerado ultrarresistente a medicamentos e que exige protocolos rigorosos de controle hospitalar.

Em nota, a Prefeitura de Tibau do Sul informou que, durante o período de internação do paciente na Unidade Mista, não houve identificação da presença do fungo, nem detecção do microrganismo no ambiente hospitalar ou em outros pacientes.

Ainda segundo o município, de forma preventiva, todos os profissionais de saúde que tiveram contato com o paciente estão sendo monitorados, seguindo protocolos técnicos e sanitários, até que novas orientações sejam emitidas pelos órgãos competentes de vigilância em saúde.

A nota também destaca que, até o momento, não é possível determinar a origem da contaminação pelo fungo, nem estabelecer o local ou as circunstâncias em que o paciente teve contato com o fungo.

No Hospital da Polícia Militar, apenas equipes de saúde mantêm contato direto com o paciente, já que ele não tem parentes morando no estado. Todos os profissionais seguem protocolos de segurança e utilizam equipamentos de proteção individual.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que realiza o rastreamento do caso para identificar onde e quando o paciente pode ter sido contaminado.

As amostras foram enviadas para um laboratório de referência em São Paulo, conforme protocolo do Ministério da Saúde, mas ainda não há previsão para a divulgação dos resultados.

O fungo gera preocupação das autoridades de saúde por ser resistente aos medicamentos usados neste tipo de tratamento. Ele se instala principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido no ambiente hospitalar.

Segundo o médico infectologista Eduardo Teodoro, que atua no Hospital da PM, o paciente não apresenta infecção causada pelo fungo, mas uma colonização.

“A infecção acontece quando o micro-organismo está causando doença no paciente. Já a colonização ocorre quando o fungo está presente na pele ou em algum local do corpo, mas sem provocar doença”, explicou.
“Quando há infecção, fazemos o tratamento antifúngico. Quando é colonização, a principal medida é a prevenção, para evitar a disseminação dentro do ambiente hospitalar. É exatamente o que está sendo feito”, afirmou.

Por G1RN

Sesap confirma caso de Candida auris em hospital da rede estadual

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou a identificação do fungo Candida auris em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano. A confirmação ocorreu após a realização de dois exames pelo Laboratório Central do Estado.

O paciente está internado para tratamento de outra enfermidade e encontra-se em isolamento, conforme os protocolos de segurança recomendados. De acordo com a Sesap, todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para evitar a transmissão do fungo a outros pacientes e também aos profissionais de saúde.

As equipes do hospital atuam de forma integrada com a Vigilância em Saúde, que está realizando o monitoramento e o rastreamento do caso. A Secretaria reforça que a transmissão da Candida auris ocorre apenas por contato direto, não sendo considerada de fácil disseminação.

A Sesap segue acompanhando a situação e destaca que os protocolos de controle e prevenção estão sendo rigorosamente cumpridos, garantindo a segurança no ambiente hospitalar.…

Sesap investiga suspeita de intoxicação alimentar após consumo de peixe em Touros

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) está apurando quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera registrados no município de Touros, no Litoral Norte potiguar. As ocorrências foram identificadas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe, e seguem sob acompanhamento da Vigilância em Saúde.

Segundo a Sesap, amostras biológicas dos pacientes foram encaminhadas ao Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN) e deverão ser enviadas para um laboratório de referência na Região Sul do país, responsável pela análise específica da toxina. Ainda não há previsão para a divulgação dos resultados, nem confirmação oficial sobre o diagnóstico ou o estado de saúde das pessoas envolvidas.

A pasta informou que o monitoramento dos casos continua ativo, seguindo os protocolos de investigação de surtos alimentares. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local exato do consumo nem sobre possíveis novos casos relacionados.

O que é ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ciguatoxina, produzida por algas marinhas microscópicas. Os peixes que se alimentam dessas algas podem acumular toxina, especialmente espécies de maior porte, que estão no topo da cadeia alimentar marinha.

A ingestão de peixes contaminados pode provocar sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, além de manifestações neurológicas, a exemplo de formigamento, sensação de inversão térmica (frio que parece quente e vice-versa) e fraqueza muscular. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas, embora a intoxicação raramente seja leve à morte.

Histórico no RN

Esta não é a primeira investigação do tipo no Rio Grande do Norte. Em 2025, pelo menos 13 pessoas apresentaram sintomas semelhantes após consumirem peixe em um restaurante de Natal, episódio que também manifestou a suspeita de ciguatera. Na ocasião, dois médicos tiveram quadro mais grave e precisaram de internação em UTI.

Especialistas alertam que a ciguatoxina não tem cor, cheiro ou sabor e não é eliminada pelo cozimento ou congelamento, o que dificulta a identificação do alimento contaminado. Além disso, não existe tratamento específico para a intoxicação, sendo o atendimento focado no intervalo dos sintomas.

A Sesap reforça que casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde para investigação e adoção das medidas permitidas.…

Casos suspeitos de ciguatera são investigados em Touros, no litoral do RN

A Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) investiga quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera registrados no município de Touros, no litoral Norte do estado.

As ocorrências teriam sido registradas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe, e amostras já foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial. A informação é do portal AGORA RN

De acordo com a Sesap, os casos seguem sendo tratados como suspeitos, sem confirmação oficial até o momento. Ainda não há informações conclusivas sobre a espécie de peixe consumida nem se a ingestão ocorreu em restaurantes ou em residências.

A investigação ganhou repercussão após a circulação de mensagens em redes sociais que alertavam para um possível surto de ciguatera no Rio Grande do Norte. As publicações mencionavam espécies como bicuda, cavala e arabaiana como possíveis fontes de contaminação.

A Sesap informou, no entanto, que não há confirmação de surto e orientou a população a aguardar os resultados das análises laboratoriais antes de tirar conclusões sobre os casos registrados em Touros.

Ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por algas microscópicas conhecidas como dinoflagelados, comuns em recifes de corais. Essas toxinas se acumulam ao longo da cadeia alimentar.

O acúmulo ocorre principalmente em peixes carnívoros, que acabam transmitindo as substâncias tóxicas aos seres humanos após o consumo. As toxinas não têm cheiro nem sabor e não são eliminadas por processos como cozimento ou congelamento.

Entre os sintomas mais comuns da intoxicação por ciguatera estão náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais, formigamento, fraqueza muscular, alterações neurológicas e inversão térmica, quando o frio é sentido como quente e vice-versa.

Em casos mais graves, a intoxicação por ciguatera pode provocar alterações cardíacas. A Sesap segue acompanhando a situação até a conclusão das análises laboratoriais.…

ESTUDO: Quem parar de usar canetas emagrecedoras, vai engorda 4X mais rápido

Um estudo publicado nessa quarta-feira (7/1) no BMJ apontou que os resultados de perda de peso obtidos com o uso das chamadas canetas emagrecedoras podem desaparecer muito mais rápido do que se imaginava. Os remédios agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, têm ganhado cada vez mais popularidade como uma promessa de emagrecimento rápido.

A pesquisa indica que pessoas que usaram os medicamentos engordaram, em média, quatro vezes mais rápido do que quem perdeu peso fazendo dietas. O retorno ao peso anterior aconteceu apenas dois anos após a interrupção do uso.

Mesmo os benefícios cardiometabólicos, como diminuição da diabetes tipo 2 e controle de colesterol, foram se esvaecendo com o tempo. Após o tratamento, os pacientes recuperaram em média 400 gramas do peso ao mês a mais do que quem fez dieta.

A conclusão é fruto da análise de resultados de 37 estudos que avaliaram a saúde de 9,3 mil participantes. Eles foram acompanhados, em média, por 39 semanas enquanto faziam o tratamento e nas 32 semanas seguintes após a interrupção.

Por Metrópoles