Trump diz que Irã pode ser “atingido com muita força” em meio a protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã no domingo (4) sobre uma forte resposta caso as forças de segurança intensifiquem a violência contra os manifestantes no país do Oriente Médio.

“Estamos acompanhando de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou Trump a repórteres ao ser questionado sobre os protestos no Irã.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas durante uma semana de manifestações no país, segundo grupos de direitos humanos no domingo, enquanto as manifestações contra a inflação crescente se espalhavam pelo país, provocando confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.

Trump havia ameaçado anteriormente ajudar os manifestantes caso enfrentassem violência, dizendo na sexta-feira (2): “Estamos prontos para agir”, sem especificar quais ações estava considerando.

Essa advertência provocou ameaças de retaliação contra as forças americanas na região por parte de altos funcionários iranianos. O Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã “não se renderá ao inimigo”.

Por CNN

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estaria na Rússia, diz Agência Reuters

Delcy Rodríguez, declarada presidente interina da Venezuela, está na Rússia, disseram à agência de notícias Reuters quatro fontes familiarizadas com seus movimentos no sábado (3), depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro havia sido capturado pelas forças dos EUA após um ataque ao país.

O irmão dela, Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional, está em Caracas, disseram três fontes com conhecimento de seu paradeiro.

Delcy Rodríguez apareceu em uma mensagem de áudio na televisão estatal no início do dia, pedindo uma prova de vida de Maduro e da esposa Cilia, enquanto Jorge Rodríguez não apareceu desde o ataque.

Por UOL com informações de Reuters

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Nicolás Maduro desembarca nos EUA após ser capturado durante ataques à Venezuela

O avião com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, chegou aos Estados Unidos neste sábado (3). O pouso da aeronave foi realizado na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York, onde Maduro deve responder a acusações de tráfico de drogas e porte de armas em um tribunal federal de Manhattan na próxima semana.

O presidente venezuelano e sua esposa foram capturados na madrugada deste sábado durante ataques dos EUA contra a cidade de Caracas, capital da Venezuela.

Mais cedo, o presidente Donald Trump, disse que o país norte-americano vai assumir a administração da Venezuela provisoriamente. Durante pronunciamento oficial, ele anunciou, ainda, a entrada de petroleiras norte-americanas em solo venezuelano.

Em resposta ao anúncio de Trump, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou ministros e a população a resistirem a uma intervenção dos Estados Unidos no país. Rodríguez pediu calma e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”.

*Em atualização

por Tribuna do Norte

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[VÍDEO] “Viva a liberdade!”: Milei celebra captura de Maduro pelos EUA e relembra fala na cúpula do Mercosul quando rebateu Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, reagiu neste sábado (3) ao ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, celebrado após o anúncio do presidente norte-americano Donald Trump sobre a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.

Milei aproveitou o fato para compartilhar um vídeo relembrando o próprio discurso na cúpula do Mercosul, na presença do presidente Lula, onde condenou o regime Maduro e elogiou as ações dos EUA e Donald Trump contra o ditador venezuelano.

Em publicação na rede social X, Milei comemorou a ação e repetiu seu slogan político: “La libertad avanza. Viva la libertad, carajo”…

FOTO: MADURO já está nos EUA sob custódia das forças militares americanas

Uma imagem que circula nas redes sociais neste sábado (3) mostra Nicolás Maduro já em território dos Estados Unidos, sob custódia de forças militares americanas. Na foto, o líder venezuelano aparece escoltado por agentes armados ao lado de uma aeronave, em cenário que indica uma operação militar.

A divulgação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar publicamente que Maduro foi capturado durante uma ofensiva de larga escala contra alvos do regime na Venezuela e retirado do país por via aérea, junto com a esposa.

Até o momento, o governo norte-americano não informou oficialmente o local exato onde Maduro estaria detido, nem quais medidas legais serão adotadas. Já autoridades venezuelanas divergem sobre o paradeiro do presidente e pedem provas de vida.

A situação elevou drasticamente a tensão internacional, com países da região reagindo à ofensiva e o governo da Venezuela decretando estado de emergência, denunciando o que chama de agressão militar e violação do direito internacional.

Sob pressão militar, Maduro propõe diálogo com EUA sobre petróleo, migração e drogas

Em meio à escalada de tensão com Washington, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quinta-feira (1) que está disposto a abrir um diálogo com os Estados Unidos para tratar de temas como petróleo, migração e combate ao narcotráfico. Segundo ele, Caracas está pronta para “conversar seriamente” caso haja interesse do governo norte-americano.

Maduro citou a possibilidade de um acordo energético que permita investimentos de empresas dos EUA, como a Chevron, atualmente a única grande petrolífera americana autorizada a exportar petróleo venezuelano. O líder chavista também sugeriu negociações sobre voos de deportação de venezuelanos e cooperação antidrogas, afirmando que os termos poderiam ser definidos “onde e como eles quiserem”.

As declarações ocorreram no mesmo dia em que forças militares americanas realizaram um novo bombardeio contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região. A ação faz parte de uma ofensiva ampliada que, nesta semana, já incluiu a confirmação de um ataque em solo venezuelano pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A pressão sobre Maduro se intensificou desde agosto, quando Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do venezuelano e reforçou a presença militar no Caribe. Apesar de contatos diretos entre Trump e Maduro em novembro, as conversas não avançaram. Segundo a imprensa americana, os EUA também demonstram interesse estratégico nas reservas venezuelanas, as maiores comprovadas de petróleo do mundo, enquanto seguem apreendendo embarcações e impondo bloqueios sob alegação de sanções internacionais.

Por G1

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Zelensky diz que acordo de paz com a Rússia está 90% pronto, mas alerta: “Os 10% finais decidem o futuro”

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (31) que um acordo de paz com a Rússia está “90% pronto”, restando apenas os “10% mais difíceis” para a conclusão. A declaração foi feita durante discurso de véspera de Ano-Novo, no qual o líder ucraniano alertou que o país não aceitará um fim da guerra que recompense Moscou.

Segundo Zelensky, a Ucrânia quer encerrar o conflito, mas não “a qualquer preço”. Ele destacou que qualquer acordo precisa incluir garantias sólidas de segurança para impedir uma nova invasão russa no futuro. “Esses 10% vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa”, afirmou em mensagem publicada no Telegram.

Os Estados Unidos tentam intermediar um acordo envolvendo Moscou e Kiev, mas o principal impasse segue sendo a questão territorial. O presidente russo, Vladimir Putin, pressiona para obter o controle total da região de Donbass, no leste ucraniano, ponto considerado inegociável pelo Kremlin.

Zelensky, porém, rejeitou a ideia de que a cessão do Donbass encerraria a guerra. Para ele, essa exigência representa uma armadilha. “‘Saiam do Donbass e tudo estará terminado’. É assim que soa a fraude quando se traduz do russo para qualquer idioma”, declarou, reforçando que a Ucrânia não confia nas intenções de Moscou.

Por G1

Ao lado de Zelensky, Trump diz que conversas de paz entre Rússia e Ucrânia estão na fase final

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que Rússia e Ucrânia estão no estágio final das negociações para um plano de paz. A declaração foi feita ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de uma reunião entre os dois na Flórida.

“Ou isso termina agora ou vai se prolongar por muito tempo, com milhões de mortes”, disse Trump, ao afirmar que acredita em um avanço rápido. Segundo ele, as conversas são difíceis, mas caminham para um acordo, com apoio de países europeus.

Trump afirmou que ainda não há prazo para o fim da guerra, iniciada em fevereiro de 2022, mas disse que um acordo de segurança “forte” está em discussão e que a Ucrânia será beneficiada economicamente.

Zelensky agradeceu a mediação americana e disse que trabalha em garantias de segurança para o país. Ele evitou comentar sobre possíveis concessões territoriais à Rússia, mas afirmou que pretende discutir com Trump o futuro da região de Donbas.

Antes do encontro, Trump revelou ter tido uma ligação “muito produtiva” com o presidente russo Vladimir Putin. O Kremlin informou que os dois líderes não apoiam um cessar-fogo temporário antes de um acordo definitivo e que a Ucrânia precisa tomar uma decisão sobre os territórios disputados.

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Negociadores da Ucrânia e dos EUA discutem acordo de paz no dia de Natal; conversa “muito boa”, afirma Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ter tido uma conversa “muito boa” com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump, no dia de Natal, em meio às negociações por um possível acordo de paz.

Segundo Zelensky, foram discutidos “detalhes substanciais” das tratativas, com surgimento de novas ideias para alcançar uma paz duradoura. O líder ucraniano também informou que o ministro da Defesa, Rustem Umerov, dará continuidade às conversas com os representantes americanos nesta quinta-feira (25).

Em Moscou, a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que as negociações entre Rússia e EUA avançam de forma “lenta, mas constante”, ao mesmo tempo em que criticou a União Europeia por, segundo ela, prolongar o conflito.

Zelensky apresentou recentemente um plano de 20 pontos que prevê, entre outras medidas, retirada de tropas em áreas da região de Donetsk e a criação de uma zona desmilitarizada. O Kremlin informou que analisa a proposta, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que a Ucrânia precisaria ceder toda a região para um acordo funcionar.

As negociações ocorrem em meio à continuidade de ataques russos contra alvos ucranianos, incluindo a cidade portuária de Odessa.

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Coreia do Norte testa míssil e exibe submarino nuclear em construção

O líder norte-coreano Kim Jong Un supervisionou nesta quinta-feira (24) o disparo de um míssil superfície-ar de longo alcance no Mar do Leste, informou a mídia estatal KCNA. A ação faz parte dos testes militares constantes do regime de Pyongyang.

Ao mesmo tempo, Kim acompanhou a construção de um submarino nuclear de 8,7 mil toneladas, segundo a KCNA. A estatal não divulgou onde nem quando a visita ao estaleiro ocorreu.

O líder estava acompanhado de cientistas, técnicos e trabalhadores durante a inspeção. O projeto é descrito como parte de um esforço da Coreia do Norte para modernizar sua marinha e reforçar capacidades defensivas.

Em 2023, o regime já havia mostrado outro submarino nuclear, apelidado pela mídia internacional de “Frankenstein”. O país segue avançando em armamentos mesmo diante de sanções e pressões internacionais.…

Nasry Asfura, aliado de Trump, vence eleição conturbada em Honduras

Nasry Asfura, candidato conservador do Partido Nacional e aliado do presidente Donald Trump, foi eleito presidente de Honduras, anunciou o órgão eleitoral do país nesta quarta-feira (24). O resultado saiu semanas após o pleito de 30 de novembro, marcado por atrasos, problemas técnicos e denúncias de fraude, segundo informações do G1.

Asfura obteve 40,3% dos votos, superando por pequena margem o centro-direita Salvador Nasralla, que teve 39,5%. Por causa da disputa acirrada, cerca de 15% das atas foram contadas manualmente, totalizando centenas de milhares de cédulas. Observadores internacionais afirmaram que não encontraram evidências de fraude generalizada.

O político de direita substituirá Xiomara Castro, que em 2021 levou a esquerda de volta ao poder após 12 anos de governos conservadores. Durante a campanha, Asfura defendeu uma agenda pró-empresarial, priorizando emprego, educação, segurança e investimentos privados, e sinalizou possível mudança do alinhamento diplomático de Honduras de Taiwan para Pequim.

Filho de palestinos e ex-prefeito de Tegucigalpa, Asfura já foi acusado de desvio de recursos e apareceu na lista dos “Pandora Papers”, que revelou empresas offshore usadas para sonegação de impostos. Após a divulgação do resultado, ele afirmou nas redes sociais: “Estou pronto para governar. Não vou decepcionar vocês”.…

TikTok assina acordo para vender operação dos EUA

O TikTok assinou o acordo apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para vender sua operação no país e criar uma nova empresa controlada majoritariamente por investidores americanos. A informação foi confirmada pelo CEO Shou Chew em memorando interno nesta quinta-feira (18), obtido pela CNN. A medida aproxima a plataforma de garantir sua permanência nos EUA após a lei que exige a separação de ativos do aplicativo em relação à controladora chinesa ByteDance.

Pelo acordo, a nova joint venture ficará encarregada de operar o TikTok nos Estados Unidos, com 50% de participação concentrada em um consórcio formado pela Oracle, pela empresa de private equity Silver Lake e pela MGX, que tem apoio dos Emirados Árabes Unidos. Outros 30% ficarão sob controle de investidores já ligados à ByteDance, enquanto a própria controladora manterá 19,9% da operação.

A nova entidade também será responsável pela moderação de conteúdo para usuários americanos e reconfigurará o algoritmo com base em dados locais, sob supervisão da Oracle. Já a operação global do TikTok, controlada pela ByteDance, continuará gerenciando publicidade, marketing e comércio eletrônico relacionados à plataforma.

Apesar do avanço, o negócio ainda depende de aprovações regulatórias dos EUA e da China. Trump já assinou ordem executiva declarando o acordo como alienação qualificada e adiou a aplicação da lei que exige a venda ou o banimento da plataforma, permitindo que o processo siga até janeiro de 2026.

Por CNN

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Maduro desafia Trump e promete seguir exportando petróleo, apesar de bloqueio

O ditador venezuelano Nicolás Maduro voltou a bater de frente com os Estados Unidos e afirmou que continuará exportando petróleo, mesmo após as novas ameaças do presidente americano Donald Trump. O clima ficou ainda mais tenso após imagens de satélite revelarem grande movimentação de navios na costa da Venezuela, enquanto a Marinha do país reforça a escolta de petroleiros para garantir a saída das cargas.

A ofensiva americana se intensificou: militares dos EUA apreenderam um petroleiro na semana passada e Trump avisou publicamente que não permitirá que embarcações furarem o bloqueio. A Venezuela, há anos isolada do mercado formal, passou a operar quase totalmente no paralelo — cerca de 80% da produção é vendida por rotas sancionadas. Washington acusa o governo Maduro de usar o petróleo para financiar o narcotráfico.

Trump também acusou a Venezuela de explorar campos de petróleo “roubados” dos Estados Unidos e classificou o governo de Maduro como organização terrorista — medida inédita, nem mesmo aplicada a países como Irã ou Coreia do Norte. O governo venezuelano rebateu, dizendo que Trump está “delirando”.

A escalada internacional acendeu alerta global. ONU, Rússia, China e México pediram cautela e criticaram o clima de confrontação, apontando risco de desestabilização regional. Mesmo assim, Maduro mantém o discurso de que não recuará nas exportações, elevando ainda mais a tensão com Washington e deixando o cenário geopolítico imprevisível.

Por do G1

Candidato da direita, José Antonio Kast é eleito presidente do Chile

O candidato da direita José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile nesse domingo (14), ao derrotar no segundo turno Jeannette Jara, do Partido Comunista. Ele assumirá o comando do país em março do próximo ano, quando receberá a faixa presidencial de Gabriel Boric, no Palácio de La Moneda.

Após a divulgação do resultado, Jara telefonou para Kast e reconheceu a derrota. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “a democracia falou alto e claro” e desejou sucesso ao presidente eleito. Em discurso posterior, agradeceu aos eleitores e disse que fará uma “oposição firme” ao novo governo. Boric também parabenizou Kast e prometeu facilitar o processo de transição; os dois devem se reunir nesta segunda-feira (15).

Com mais de duas décadas de trajetória política, Kast chega ao poder embalado pelo desgaste do governo de esquerda. Para o cientista político David Altman, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, o resultado reflete menos uma radicalização do eleitorado e mais um abandono do campo progressista. “As pessoas deixaram a esquerda e, sem um centro forte, migraram para a direita”, avalia.

Durante a campanha, Kast defendeu uma agenda de linha dura na segurança e na imigração, inspirada em políticas dos Estados Unidos e de El Salvador. Admirador de Jair Bolsonaro e de Donald Trump, ele promete endurecer o controle de fronteiras, criar uma força policial especializada contra imigração irregular e adotar um plano econômico liberal, com menos impostos e menos regulamentação. Conservador nos costumes, reafirmou que pretende restringir o aborto e manter sua posição contrária à pílula do dia seguinte.

Por CNN

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Navios com 11 milhões de barris de petróleo estão parados na Venezuela após apreensão de petroleiro pelos EUA

As exportações de petróleo da Venezuela sofreram uma queda acentuada após os Estados Unidos apreenderem um petroleiro e ampliarem sanções contra empresas e navios envolvidos no comércio com o país, segundo análise da Reuters.

Cerca de 11 milhões de barris de petróleo e combustíveis permanecem retidos em águas venezuelanas, parte deles em navios já sancionados por Washington por ligações com o Irã e a Rússia.

Desde a apreensão, apenas petroleiros fretados pela americana Chevron — que tem autorização do governo dos EUA para operar em joint ventures na Venezuela — conseguiram transportar petróleo venezuelano em águas internacionais.

O navio apreendido, o Skipper, levava 2 milhões de barris destinados a Cuba, mas havia transferido apenas 50 mil antes de seguir rumo à Ásia. De acordo com autoridades, esse petróleo costuma ser revendido à China para gerar recursos ao regime cubano. O Skipper integra uma rede de transporte ligada à Venezuela, Cuba, Irã e Rússia.

O governo dos EUA afirmou que o navio era usado para driblar sanções e indicou que novas apreensões podem ocorrer. A ação, a primeira desse tipo desde a imposição das sanções em 2019, elevou as tensões entre Washington e Caracas e ocorre em meio a declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de uma intervenção na Venezuela.

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