VÍDEO: Exército de Israel divulga imagens de ataques no Irã

O exército de Israel divulgou um vídeo que mostra ataques ao Irã que ocorreram neste sábado (28), em ação conjunta com os Estados Unidos. Segundo as Forças de Defesa israelenses, alvos militares foram atingidos no oeste do Irã.

A ofensiva ocorreu em ação coordenada entre Israel e os Estados Unidos na madrugada de sábado, com explosões registradas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Autoridades israelenses afirmam que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos, mas o resultado da operação ainda não é conhecido. Segundo a Reuters, Khamenei não estaria em Teerã no momento do ataque. Já a agência estatal iraniana informou que Pezeshkian está em segurança.…

[VÍDEO] BURJ KHALIFA: Prédio mais alto do mundo, em Dubai, é evacuado às pressas após explosão nas proximidades

Um vídeo que circula nas redes sociais registra uma explosão e fumaça nas proximidades do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Relatos indicam que o ataque pode ter sido provocado por um drone iraniano do tipo Shahed. O prédio construído de 2009 a 2015 e que tem 828 metros de altura foi evacuado às pressas após a explosão. O espaço aéreo do país também foi fechado.

Neste sábado (28), o Irã lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, atingindo instalações no Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. As ações são descritas como retaliação aos bombardeios realizados por EUA e Israel em Teerã. O Irã também disparou mísseis contra território israelense. Israel entrou em alerta máximo e tenta interceptar os projéteis.

‘Garantiremos que o Irã não terá arma nuclear’, afirma Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país contrs o Irã neste sábado (28).

Segundo o presidente, o objetivo é ‘defender o povo americano’ de ‘ameaças do governo iraniano’.

“Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.

Sobre os alvos da operação, Trump disse que os EUA vão “arrasar a indústria de mísseis até o chão”.

Trump alertou que, como resultado da operação militar dos EUA, “Podemos ter baixas.” Segundo o NYT, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã.

Veja íntegra da declaração de Trump

“Há pouco tempo, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel de pessoas muito duras e terríveis. Suas atividades perigosas colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo. Por 47 anos, o regime iraniano entoou “morte à América” e travou uma campanha interminável de derramamento de sangue e assassinato em massa, visando os Estados Unidos, nossas tropas e pessoas inocentes em muitos, muitos países. Entre os primeiros atos do regime esteve o apoio à tomada violenta da embaixada dos EUA em Teerã, mantendo dezenas de reféns americanos por 444 dias. Em 1983, os representantes do Irã realizaram o bombardeio do quartel da Marinha em Beirute, que matou 241 militares americanos, e em 2000, estiveram envolvidos no ataque ao USS Cole.

As forças iranianas mataram e mutilaram centenas de militares americanos no Iraque, e seus representantes continuaram a lançar inúmeros ataques contra as forças americanas no Oriente Médio, bem como contra embarcações navais e comerciais. Tem sido um terror em massa, e não vamos mais tolerar isso. Do Líbano ao Iêmen, da Síria ao Iraque, o regime armou, treinou e financiou milícias terroristas. Foi o representante do Irã, o Hamas, que lançou os monstruosos ataques de 7 de outubro contra Israel, massacrando mais de 1.000 pessoas inocentes, incluindo 46 americanos, enquanto fazia 12 de nossos cidadãos como reféns. O Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo e recentemente matou dezenas de milhar de seus próprios cidadãos enquanto protestavam.

Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear. É por isso que, na Operação Midnight Hammer em junho passado, destruímos o programa nuclear do regime em Fordo, Natanz e Isfahan. Após esse ataque, avisamos para que nunca retomassem sua busca maliciosa por armas nucleares e tentamos repetidamente fazer um acordo, mas o Irã recusou, rejeitando todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares.

Em vez disso, tentaram reconstruir seu programa nuclear e continuar desenvolvendo mísseis de longo alcance que agora podem ameaçar nossos aliados na Europa, nossas tropas e em breve o território americano. Por estas razões, os militares dos Estados Unidos empreenderam uma operação massiva e contínua para impedir que esta ditadura radical e perversa ameace a América e nossos interesses de segurança nacional. Vamos destruir os mísseis e arrasar sua indústria de mísseis até o chão; ela será totalmente aniquilada, assim como sua marinha.

Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos. Minha administração tomou todas as medidas possíveis para minimizar o risco para o pessoal dos EUA, mas, ainda assim, o regime iraniano busca matar, e vidas de heróis americanos podem ser perdidas.

Estamos fazendo isso pelo futuro, e é uma missão nobre. Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, das forças armadas e da polícia, digo esta noite que vocês devem depor suas armas e ter imunidade completa ou, alternativamente, enfrentar a morte certa. Ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo que a hora da sua liberdade está próxima. Fiquem protegidos e não saiam de casa, pois bombas estarão caindo por toda parte.

Quando terminarmos, assumam seu governo; ele será seu. Esta será provavelmente a sua única chance por gerações. Nenhum presidente estava disposto a fazer o que estou disposto a fazer esta noite. Agora, vocês têm um presidente que está lhes dando o que querem. A América está apoiando vocês com força esmagadora e devastadora. Agora é a hora de assumir o controle do seu destino e liberar o futuro próspero e glorioso que está ao seu alcance. Que Deus abençoe os bravos homens e mulheres das forças armadas da América e os Estados Unidos da América”.

Por g1

Maduro pede arquivamento de processo nos EUA e acusa governo americano de interferência

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que está detido nos Estados Unidos desde 3 de janeiro, pediu nesta quinta-feira (26) à Justiça americana que arquive o processo criminal que enfrenta por narcotráfico e conspiração relacionados ao tráfico de drogas. A defesa do líder deposto argumenta que o governo dos EUA estaria interferindo indevidamente no processo ao impedir que autoridades venezuelanas paguem seus honorários advocatícios, o que, segundo Maduro, compromete seu direito constitucional a uma defesa justa.

O ditador e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais americanas em Caracas e levados para Nova York, onde se declararam inocentes das acusações durante audiência no início de janeiro. Eles continuam presos sem direito a fiança enquanto aguardam os próximos passos legais.

Na petição apresentada a um tribunal federal em Manhattan, o advogado de Maduro afirma que o Departamento do Tesouro dos EUA revogou sem explicação uma autorização que permitiria ao governo venezuelano pagar pelos custos da defesa legal, violando os direitos de seu cliente sob a Constituição americana. A alegação é de que isso prejudica a contratação de advogados de sua escolha.

O processo nos EUA acusa Maduro de ter usado seu poder enquanto governante para beneficiar organizações de tráfico de drogas e narcoterrorismo ao longo de seus anos no poder, com potencial de prisão perpétua se for condenado. Mesmo assim, a defesa sustenta que ele teria direito, como chefe de Estado, a financiamento público de sua defesa.

A próxima audiência sobre o caso ainda não tem data definida, e o movimento de Maduro para tentar derrubar a acusação representa mais uma reviravolta no embate jurídico e diplomático entre Washington e Caracas — um capítulo que pode ter impactos mais amplos na relação entre os dois países.

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Serviço Secreto dos EUA mata homem que tentou invadir Mar-a-Lago, resort de Trump na Flórida

O Serviço Secreto dos EUA informou neste domingo (22) que seus agentes mataram a tiros um homem que tentou entrar ilegalmente no perímetro de segurança do resort Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump, em West Palm Beach, Flórida.

O invasor teria entre 20 e 30 anos e não teve sua identidade revelada.

Apesar de viajar frequentemente à Flórida nos finais de semana, Trump se encontrava em Washington no momento do incidente.

A primeira-dama Melania Trump também estava com o presidente na Casa Branca na noite de sábado.

De acordo com o Serviço Secreto, ele foi “visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago carregando o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível”. O incidente ocorreu à 1h30 da manhã de domingo.

O suspeito, que era da Carolina do Norte, foi dado como desaparecido há alguns dias por sua família. Os investigadores acreditam que ele saiu da Carolina do Norte em direção ao sul, pegando uma espingarda no caminho, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi.

A caixa da arma foi encontrada em seu veículo, disse Guglielmi. O homem passou pelo portão norte de Mar-a-Lago enquanto outro veículo saía e foi abordado por agentes do Serviço Secreto. Os agentes confrontaram o homem armado e ele foi morto a tiros. Os investigadores estão trabalhando para traçar um perfil psicológico e a motivação ainda está sendo investigada.

Ele foi baleado por agentes do Serviço Secreto e por um xerife do Condado de Palm Beach, informou a agência.

Por g1

Trump aumenta tarifa global de 10% para 15% após decisão da Suprema Corte dos EUA

Menos de 24 horas depois de anunciar uma tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados pelos Estados Unidos, o presidente Donald Trump aumentou a taxa para 15%. A decisão foi divulgada pelo republicano na sua rede social Truth Social neste sábado (21).

Imagem: reprodução/Truth Social

Segundo Trump, o aumento acontece após uma “revisão minuciosa” da decisão “ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana sobre tarifa” da Suprema Corte do país, que derrubou nesta semana o tarifaço implementado pelo mandatário em agosto do ano passado.

Na mensagem publicada hoje, o presidente deu a entender que deve continuar retaliando a decisão dos juízes, prometendo ainda mais tarifas em breve.

Nos próximos poucos meses, o Governo Trump determinará e anunciará as novas tarifas legalmente admissíveis, que darão continuidade ao nosso extraordinariamente bem-sucedido processo de Tornar a América Grande Novamente — MAIOR DO QUE NUNCA!!!“, completou.

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Trump alerta Irã para ‘coisas ruins’ se não houver acordo e sugere risco de ação militar se pacto não for alcançado em 10 dias

A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar após o presidente Donald Trump afirmar que um acordo nuclear precisa ser fechado rapidamente para evitar “coisas ruins”. Segundo ele, os próximos dez dias serão decisivos para definir se a via diplomática seguirá ou se haverá avanço militar.

Enquanto isso, as Forças Armadas americanas já estão posicionadas para um possível ataque ao Irã, com reforço naval e aéreo no Oriente Médio. Israel elevou seu nível de alerta e prepara defesas diante da possibilidade de um conflito iminente, embora Trump ainda não tenha tomado uma decisão final.

O impasse gira em torno do enriquecimento de urânio. EUA e Israel exigem o fim total da atividade nuclear iraniana, enquanto o Irã insiste no direito de manter o processo para fins civis. Autoridades iranianas alertaram que qualquer ataque será respondido, inclusive com a possível obstrução do estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial.

As negociações realizadas em Genebra terminaram sem avanços concretos. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que a janela diplomática está se fechando, apesar de ainda existirem propostas técnicas em discussão.

Nos bastidores, fontes americanas indicam que o Pentágono se prepara para uma ofensiva conjunta com Israel, caso Teerã não apresente concessões até o fim de fevereiro. Trump, que fez campanha prometendo evitar novas guerras, avalia agora um novo ataque ao Irã, que pode ser mais amplo e duradouro do que a ofensiva realizada no ano passado.…

Irã emite alerta para pilotos e diz que deve lançar foguetes nesta quinta

País deve realizar exercício conjunto com a Rússia em meio à tensão crescente com os Estados Unidos

O Irã emitiu um aviso aos pilotos (Notam) informando que planeja lançar foguetes em áreas do sul do país nesta quinta-feira (19), conforme mostrou o site da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.

O sistema Notam fornece avisos críticos de segurança para pilotos, tripulações de voo e outros usuários do espaço aéreo.

O país do Oriente Médio realizou exercícios navais nesta semana no Estreito de Ormuz e planeja realizar um exercício conjunto com a Rússia nesta quinta.

O aviso foi emitido em meio a tensões crescentes com os EUA, que posicionaram navios de guerra perto do Irã.

Além disso, o vice-presidente JD Vance afirmou que Washington está avaliando se deve continuar o diálogo diplomático com Teerã ou buscar outras opções.

Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.

O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.

Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.

A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.

Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.

Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.

por Reuters

EUA, Rússia e Ucrânia encerram reuniões sem acordo sobre fim da guerra

As negociações mediadas pelos Estados Unidos entre Ucrânia e Rússia, realizadas em Genebra, terminaram nesta quarta-feira (18) sem acordo para encerrar a guerra.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou as conversas como difíceis e acusou Moscou de tentar prolongar um processo que, segundo ele, poderia estar mais avançado. As reuniões trataram de temas militares e político-militares e incluíram encontros paralelos com representantes europeus.

Pelo Kremlin, o porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o presidente Vladimir Putin foi informado sobre os diálogos, mas evitou comentar a possibilidade de uma reunião direta entre os líderes. O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse que as conversas foram “difíceis, porém profissionais”, e indicou que novos encontros devem ocorrer em breve.

Segundo a agência estatal TASS, as tratativas do dia 17 duraram cerca de seis horas e foram consideradas tensas; no dia seguinte, os encontros se estenderam por aproximadamente duas horas.…

Câmara da Argentina aprova lei que reduz maioridade penal para 14 anos

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos dentro da reforma do Sistema de Justiça Juvenil. O texto passou por 149 votos a 100 após negociações entre o governo e partidos aliados, mesmo diante de forte resistência da esquerda.

Segundo a imprensa local, como o jornal Clarín, Milei defendia inicialmente que a idade mínima fosse 13 anos, mas aceitou o acordo político para garantir a aprovação. O debate ganhou força após um crime envolvendo menores na província de Santa Fé, caso que provocou comoção nacional.

A proposta também enfrentou críticas da oposição sobre o financiamento da nova estrutura prevista, com parlamentares afirmando que os recursos anunciados seriam insuficientes para implementar o sistema. O governo, por sua vez, afirmou que adolescentes condenados ficarão em unidades separadas dos adultos e que a prisão em regime fechado será aplicada apenas a crimes graves, como homicídio.

Agora, o projeto segue para análise do Senado da Argentina, que deve discutir o tema no dia 26 de fevereiro. Em comunicado oficial, Milei celebrou a votação e afirmou que jovens de 14 anos já compreendem a gravidade de seus atos ao participar de delitos.…

Portugal elege socialista António José Seguro como novo presidente

Portugal elegeu neste domingo (8) António José Seguro como novo presidente da República. Com 95% das urnas apuradas, o candidato do Partido Socialista obteve 66% dos votos válidos, derrotando o candidato de direita André Ventura, do partido Chega, que ficou com 34%, segundo a agência Reuters.

Aos 63 anos, Seguro chega à Presidência após uma campanha marcada pelo discurso moderado e pela defesa da cooperação com o governo minoritário de centro-direita. Após a vitória, afirmou que o resultado representa um compromisso do país com a democracia e o futuro.

Mesmo derrotado, Ventura, de 43 anos, mantém trajetória de crescimento político. Seu partido, o Chega, tornou-se em 2025 a segunda maior força no Parlamento português, refletindo o avanço da direita em Portugal e em outros países da Europa.

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Aliada de Trump, premiê japonesa Sanae Takaichi sai vencedora nas eleições parlamentares

A coalizão governista liderada pela primeira-ministra Sanae Takaichi conquistou ao menos dois terços das cadeiras do Parlamento japonês, consolidando uma vitória expressiva nas eleições deste domingo (8). Segundo a emissora pública NHK e a agência Reuters, o Partido Liberal Democrata (PLD) deve alcançar 328 das 465 vagas na Câmara dos Representantes, com apoio do Nippon Ishin no Kai.

A margem é considerada estratégica e garante força política para a premiê avançar em pautas econômicas, de segurança e reformas estruturais. Poucas horas após o fechamento das urnas, o PLD já havia ultrapassado o número mínimo necessário para maioria simples.

A vitória confirmou as projeções das pesquisas de boca de urna divulgadas logo após o encerramento da votação. Com a coalizão, o bloco governista deve somar entre 302 e 366 assentos, ampliando a base de apoio no Legislativo.

Takaichi também contou com apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a classificou como uma líder “forte e sábia” e confirmou um encontro na Casa Branca em março. Após a vitória, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, elogiou a premiê e destacou a aliança entre Japão e Estados Unidos.

Primeira mulher a governar o Japão, Takaichi, de 64 anos, assumiu o cargo em outubro e dissolveu o Parlamento em janeiro para convocar eleições antecipadas. O processo eleitoral foi o mais curto desde a Segunda Guerra Mundial, com apenas 16 dias de campanha.

Apesar do perfil conservador — com posições rígidas sobre imigração, política de gênero e sucessão monárquica —, a premiê ganhou forte popularidade entre os jovens e virou fenômeno nas redes sociais, impulsionando a chamada “sanakatsu”, uma espécie de mania por sua imagem.…

Venezuela lança anistia ampla para presos políticos e decreta fim de um dos símbolos da repressão

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (30) o envio de um projeto de “lei de anistia geral” à Assembleia Nacional, que pretende soltar centenas de presos políticos detidos desde 1999, abrangendo todo o período dos governos chavistas. A iniciativa, segundo Rodríguez, visa “curar feridas” do longo ciclo de confrontos políticos e restabelecer a convivência nacional — medida que deve ser analisada com urgência pelo parlamento ainda na próxima semana.

Rodríguez deixou claro que a proposta não beneficiará acusados ou condenados por homicídio, tráfico de drogas, corrupção ou graves violações de direitos humanos, segundo trechos do discurso oficial. A presidente também fez um apelo aos futuros libertados para que rejeitem “vingança, rancor e ódio”, posicionamento que busca moldar a narrativa como um gesto de pacificação, não de impunidade.

No mesmo anúncio, a líder venezuelana revelou que o infame centro de detenção El Helicoide, em Caracas — frequentemente apontado por organizações de direitos humanos como um dos principais locais de tortura e abuso contra presos políticos — será fechado e convertido em um complexo social, esportivo e cultural para as comunidades vizinhas e famílias policiais. A transformação desse local marca simbolicamente a tentativa de romper com décadas de repressão institucional.

Apesar do anúncio, organizações independentes e ativistas alertam que a implementação da anistia ainda enfrenta desafios práticos, pois os critérios definitivos e o texto final da lei não foram divulgados, e dezenas de milhares de pessoas ainda enfrentam restrições de liberdade no país. Grupos como o Foro Penal estimam que centenas de presos políticos permanecem detidos à espera de libertação, mesmo após algumas excarceracões recentes promovidas pelo governo.

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CONSELHO DE PAZ: 23 países aceitam convite e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (22) a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à manutenção da paz e à reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação em outros conflitos no futuro.

23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam

Cerca de 60 países foram convidados. Até o momento, 23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam o convite. O Canadá foi o único país que teve o convite cancelado por decisão direta de Trump, após troca de críticas com o primeiro-ministro Mark Carney durante o Fórum Econômico Mundial.

Países que aceitaram

  • Armênia
  • Arábia Saudita
  • Argentina
  • Azerbaijão
  • Bahrein
  • Belarus
  • Bulgária
  • Catar
  • Cazaquistão
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Hungria
  • Indonésia
  • Israel
  • Jordânia
  • Kosovo
  • Marrocos
  • Mongólia
  • Paquistão
  • Paraguai
  • Turquia
  • Uzbequistão
  • Vietnã

Países que recusaram

  • França
  • Noruega
  • Eslovênia
  • Suécia
  • Espanha
  • Alemanha

Países que estão analisando

  • Brasil
  • Reino Unido
  • China
  • Croácia
  • Itália
  • Rússia
  • Singapura
  • Ucrânia

Desde o anúncio, diplomatas alertam que o novo conselho pode enfraquecer a ONU. Segundo o estatuto obtido pela Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do órgão. Países interessados em assento permanente deverão pagar US$ 1 bilhão, valor que será administrado pelo próprio Trump.

Posição do Brasil

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que o mundo vive um momento político “muito crítico”, com a Carta da ONU sendo desrespeitada.

“Em vez de corrigir a ONU, o presidente Trump está propondo criar uma nova ONU, como se fosse dono dela”, afirmou Lula.

O governo brasileiro não pretende responder imediatamente ao convite. A estratégia é solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o funcionamento do conselho. O tema será usado como argumento para defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral, em setembro.

Segundo diplomatas, o Brasil pretende mobilizar outros países para pressionar por mudanças no sistema multilateral e alertar que, sem reforma, o mundo tende a ser governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.

Para integrantes da diplomacia, o plano do presidente americano expõe a fragilidade do atual sistema internacional, sobretudo diante da incapacidade do Conselho de Segurança de lidar com crises como a de Gaza.…

Lula e Xi Jinping conversam por telefone e defendem multilateralismo em meio a ameaças de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta quinta-feira, com o presidente da China, Xi Jinping, em um momento de crescente tensão no cenário internacional. Segundo a agência estatal Xinhua, o líder chinês avaliou que, diante de um mundo “tumultuado”, Brasil e China exercem papel relevante como forças de estabilidade, devendo atuar juntos em defesa da paz e da cooperação global.

Na conversa, Xi defendeu o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países e destacou a importância do multilateralismo e do fortalecimento das Nações Unidas como eixo central da ordem internacional. Sem citar nominalmente os Estados Unidos, o presidente chinês afirmou que Brasil e China precisam “se manter do lado correto da história” e atuar pela equidade e justiça internacionais.

O diálogo ocorreu um dia após Donald Trump anunciar, em Davos, a criação de um Conselho da Paz liderado pelos EUA, iniciativa vista com desconfiança por diplomatas por potencialmente esvaziar o papel da ONU. Tanto Brasil quanto China foram convidados a integrar o novo órgão, mas nenhum dos dois confirmou adesão. Pequim, inclusive, reiterou publicamente que seguirá defendendo o sistema internacional baseado na ONU.

Aliados de Lula interpretam a conversa como um sinal político claro de alinhamento com a China diante de movimentos considerados intervencionistas por parte de Washington. O ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial do presidente, já classificou a proposta de Trump como uma possível “revogação” prática das Nações Unidas, reforçando o tom crítico compartilhado entre Brasília e Pequim.

Por O Globo