Hemonorte convoca doadores para repor estoque de bolsas de sangue no início de 2026

O Hemonorte está convocando a população a comparecer ao hemocentro para doar sangue e ajudar a repor os estoques, que estão em nível crítico nesta primeira semana de 2026. A situação preocupa a direção da unidade, já que a demanda por transfusões permanece constante em hospitais e unidades de saúde. 

A unidade faz um apelo urgente à população para que compareça ao hemocentro e contribua com doações, fundamentais para garantir o atendimento a pacientes que dependem de transfusões. A baixa nos estoques atinge todos os tipos sanguíneos, com situação ainda mais preocupante entre os de fator negativo, que costumam ter menor número de doadores. 

A redução compromete procedimentos cirúrgicos, atendimentos de urgência e o tratamento de pacientes com doenças crônicas, como câncer e anemias graves.

A direção do Hemocentro destaca que a doação de sangue é um processo rápido, seguro e indispensável para salvar vidas. “Um único doador pode ajudar até quatro pessoas. A participação da população neste momento é essencial para manter o funcionamento dos hospitais”, reforça a instituição.

O sangue não tem substituto e por isso a doação voluntária é fundamental. Requisitos para ser um doador: ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos devem estar acompanhados do responsável legal); pesar no mínimo 50 kg; estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas 3h que antecedem a doação, e caso seja após o almoço aguardar 2h; ter dormido pelo menos 6h nas últimas 24h; apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista ou Carteira Profissional emitida por classe).

Os interessados em doar devem procurar o Hemonorte, que está localizado na AV. Alexandrino de Alencar, 1800, Tirol, ou o Espaço Hemonorte no Partage Shopping, na Zona Norte.…

BEBÊS EM PERIGO: Anvisa veta leite da Nestlé por bactéria que causa vômito e diarreia – saiba quais lotes evitar

A Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé, incluindo Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A medida preventiva surgiu após a detecção da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, capaz de provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia em bebês.

O recall é global: a contaminação veio de um ingrediente fornecido por parceiro internacional da Nestlé, usada em uma fábrica na Holanda. No Brasil, a proibição atinge apenas alguns lotes, que já começaram a ser recolhidos voluntariamente pela empresa. A Nestlé garante reembolso integral e troca gratuita dos produtos afetados.

Pais e responsáveis devem checar o número do lote no rótulo, suspender imediatamente o uso e procurar o SAC da Nestlé. Caso a criança apresente sintomas como sonolência excessiva, vômitos ou diarreia, é essencial buscar atendimento médico imediato, levando a embalagem do produto para identificação.

Foto: Divulgação

Levantamento aponta hospital público do RN entre as 100 melhores unidades do Brasil

Um levantamento nacional inédito colocou o Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a OPAS/OMS, Instituto Ética Saúde, Conass e Conasems, e avaliou unidades que atendem exclusivamente pelo SUS em todo o país…

O hospital potiguar foi o único representante do Rio Grande do Norte na lista. A partir dessa seleção inicial, os pesquisadores vão refinar os dados para definir os 10 melhores hospitais públicos do Brasil, que serão anunciados em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil.

De acordo com os organizadores, a escolha levou em conta critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI, tempo médio de internação e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Segundo o médico sanitarista Renilson Rehem, idealizador do projeto, a lista comprova que o SUS possui centros de excelência espalhados por todas as regiões do país. “A premiação busca valorizar boas práticas de gestão e assistência e estimular a melhoria contínua da qualidade dos serviços públicos de saúde”, destacou.

Por Tribuna do Norte

Nestlé retira lotes de fórmulas NAN Optipro e Alfamino por suspeita de bactéria Bacillus cereus

A Nestlé Argentina iniciou um retiro voluntário e preventivo de lotes específicos de fórmulas infantis em pó comercializadas no país. A medida foi adotada após a identificação de possível presença da bactéria Bacillus cereus, capaz de produzir toxinas que afetam a saúde. A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat) divulgou o alerta para reforçar a orientação aos consumidores.

Os produtos afetados incluem o Nestlé NAN Optipro 1 com HMO, em apresentações de 400 e 800 gramas, e o Nestlé Alfamino, em lata de 400 gramas. Esses itens são destinados a lactentes e possuem registros sanitários regulares, com parte da produção local em Santa Fe e outra importada da Suíça. A empresa informou que não há registros confirmados de casos relacionados aos lotes até o momento.

A decisão prioriza a segurança dos consumidores, especialmente dos bebês, grupo mais vulnerável a contaminações alimentares. A Anmat acompanha o processo e recomenda atenção aos códigos dos produtos adquiridos.

Produtos e lotes afetados

A lista de lotes envolvidos abrange diferentes datas de vencimento, todas a partir de finais de 2026. Os consumidores devem verificar as embalagens para identificar se possuem itens da relação divulgada pela empresa.

  • Nestlé NAN Optipro 1 com HMO de 400 gramas: lotes 517628872A (vencimento 31/12/2026), 524128872A (vencimento 28/02/2027) e 524728872A (vencimento 31/03/2027).
  • Nestlé NAN Optipro 1 com HMO de 800 gramas: lotes 517628872A (vencimento 31/12/2026), 522828872A, 524128872A (vencimento 28/02/2027), 528928872A, 528928872B, 529028872A (vencimento 30/04/2027), 533228872B e 533328872A (vencimento 31/05/2027).
  • Nestlé Alfamino de 400 gramas: lote 51690017Y1 (vencimento 30/06/2027).

Esses códigos estão impressos nas embalagens e devem ser conferidos imediatamente. A produção local possui registro RNE 21-114032, enquanto o importado conta com RNE 00-014591.

Motivo da retirada preventiva

A bactéria Bacillus cereus ocorre naturalmente em ambientes como solo e água, formando esporos resistentes a condições adversas. Em alimentos em pó, sua presença pode levar à produção de toxinas, como a cereulida, responsável por quadros de intoxicação.

Os sintomas incluem náuseas e vômitos entre 1 e 6 horas após o consumo, no síndrome emético, ou diarreia, dor abdominal e febre entre 8 e 16 horas, no síndrome diarreico. Embora a maioria dos casos seja leve em adultos, lactentes apresentam maior risco de complicações devido ao sistema imunológico em desenvolvimento.

A detecção ocorreu durante análises internas da empresa, que optou pelo retiro imediato como medida cautelar. A Anmat classificou a ação como preventiva, sem indícios de distribuição irregular até o alerta.

Recomendações aos consumidores

Pais e responsáveis devem suspender o uso dos produtos dos lotes listados e evitar o preparo para consumo. A orientação vale mesmo para embalagens intactas, já que o risco potencial existe independentemente de alterações visíveis.

A Nestlé disponibilizou canais específicos para dúvidas e devoluções. Os consumidores podem ligar para o número 0800-999-8100, opção 3, ou enviar e-mail para Servicios.alconsumidor@ar.nestle.com. A empresa se comprometeu a orientar sobre procedimentos de troca ou reembolso.

Farmácias e pontos de venda também receberam comunicado para retirada dos itens dos estoques. A vigilância continua ativa para monitoramento de eventuais relatos.

Características da bactéria envolvida

O Bacillus cereus forma esporos que sobrevivem a processos de secagem e calor moderado, comuns na fabricação de fórmulas em pó. Sua presença não altera necessariamente cor, cheiro ou sabor do produto reconstituído.

Estudos indicam que doses elevadas da toxina cereulida resistem ao cozimento e à acidez gástrica. Em lactentes, o consumo contaminado pode exigir atendimento médico rápido para hidratação e controle dos sintomas.

Medidas de controle industrial incluem testes regulares em matérias-primas e produtos finais. A indústria de alimentos infantis segue normas rigorosas para minimizar riscos microbiológicos.

por mixvale

Cerca de 300 mil idosos brasileiros têm algum grau de TEA, diz estudo

A prevalência autodeclarada de Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre indivíduos com 60 anos ou mais é 0,86%, o que corresponde a aproximadamente 306.836 pessoas. A taxa é ligeiramente maior entre os homens (0,94%) em comparação com as mulheres (0,81%).

A análise feita pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com base no Censo Demográfico de 2022.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo inteiro vivem com algum grau de TEA, condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social.

Embora o TEA seja tipicamente diagnosticado e manifeste seus sinais durante a infância, trata-se de uma condição que permanece ao longo da vida. Em adultos mais velhos o reconhecimento ainda é limitado, tanto no diagnóstico quanto ao acesso a terapias adequadas.

“Do ponto de vista das políticas públicas de saúde, esses dados reforçam a importância de desenvolver estratégias para a identificação e o apoio a adultos mais velhos com TEA. A prevalência tem crescido nos últimos anos, porém a literatura científica nacional e internacional ainda é escassa em relação ao que se sabe sobre o TEA no contexto do envelhecimento”, afirmou a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na PUCPR, Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro.

Segundo a pesquisadora, pessoas que envelhecem no espectro tendem a apresentar redução na expectativa de vida e alta prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, além de maior risco de declínio cognitivo e de condições clínicas, incluindo taxas mais elevadas de doenças cardiovasculares e disfunções metabólicas.

“Dificuldades na comunicação, sobrecarga sensorial e rigidez de comportamento podem dificultar ainda mais o acesso à saúde dessa população. Portanto, o conhecimento em torno da prevalência do TEA em pessoas idosas no Brasil é o primeiro passo para compreender suas necessidades e assim subsidiar políticas públicas direcionadas a este público”, disse.

Diagnóstico tardio

De acordo com a pesquisadora, a identificação do TEA em pessoas idosas é difícil porque algumas manifestações do transtorno como isolamento social, inflexibilidade, comportamento rígido e interesses restritos podem ser confundidos com características de outros transtornos ou sintomas de ansiedade, depressão ou demência.

Além disso, a falta de profissionais capacitados para a identificação e até as modificações nos critérios podem dificultar o diagnóstico.

“O diagnóstico é frequentemente recebido com alívio, porque o idoso sente que oferece uma explicação para dificuldades interpessoais e sensoriais vivenciadas ao longo da vida, promovendo maior autocompreensão e aceitação”, explicou a especialista.

Por Agência Brasil

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Arritmias cardíacas atingem 20 milhões de brasileiros e exigem atenção ao diagnóstico precoce

Um descompasso na saúde que pode ter consequências graves: as arritmias cardíacas, que são um desequilíbrio do coração, afetam cerca de 20 milhões de brasileiros e causam, anualmente, 320 mil mortes súbitas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). A doença pode atingir uma em cada quatro pessoas ao longo da vida. Há arritmias benignas e malignas, e eventualmente podem se apresentar de forma silenciosa. A manutenção de hábitos que levam ao bem-estar do coração e os exames para diagnóstico precoce são essenciais para evitar problemas maiores no futuro.

A arritmia cardíaca consiste em qualquer alteração na frequência habitual dos batimentos cardíacos, o chamado ritmo sinusal. O distúrbio pode elevar (taquiarritmia) ou reduzir (bradiarritmia) a frequência cardíaca. Segundo Antonio Amorim de Araújo Filho, cardiologista especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), sensação da arritmia é muito variada de pessoa para pessoa.

“Existem pessoas que conseguem ter a percepção do mínimo de irregularidade do batimento cardíaco, porém, outras podem ter arritmias frequentes e não sentir nada. Esse é o grande perigo”, avisa. O médico ressalta a importância de saber reconhecer os sintomas que podem ter relação com as arritmias. Entre os sinais que podem prenunciar a presença da condição estão a fadiga, dificuldade em respirar, dores no peito, suor frio, e a queda na pressão que pode levar a tontura, enjoo, vertigem ou desmaios.

O cardiologista enfatiza o sintoma de “batedeira no peito”, uma sensação de batida irregular no peito, aceleramento dos batimentos cardíacos mesmo em repouso. “Palpar o pulso e perceber irregularidade nos batimentos e até mesmo quadro de tonturas e desmaio. São sinais de alerta que devem fazer o paciente procurar uma consulta com o cardiologista para investigação”, diz.

Fatores internos e externos podem levar à arritmia. O principal fator desencadeante são doenças cardíacas (cardiopatias) que comprometem sua estrutura morfológica, como infarto e hipertrofia do músculo cardíaco (secundária a hipertensão arterial, por exemplo), que pode levar a crescimento e subsequente dilatação do órgão.

Antonio Amorim ressalta que há determinados grupos e ocasiões de risco. “A idade é um fator de risco importante para algumas arritmias, como a fibrilação atrial. Quanto mais idoso, aumenta a prevalência”, diz. Também há doenças que contribuem para o surgimento de arritmias, como outros distúrbios cardiovasculares como hipertensão arterial, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, e ainda diabetes. Indivíduos que passam por estresse e tensão emocional exacerbadas, ou que fumam e consomem álcool excessivamente, também se encontram em maior vulnerabilidade.

O tipo de arritmia conhecido como fibrilação atrial atinge cerca de dois milhões de brasileiros, e é mais recorrente em idosos. O cardiologista explica que ela é originada na parte superior do coração (átrio esquerdo) onde o paciente apresenta um ritmo cardíaco totalmente irregular. “Essa arritmia favorece a formação de coágulos no coração e esses coágulos podem sair do coração e ir para o cérebro, causando o tão temido AVC”, completa.

O diagnóstico, segundo Antonio Amorim, é feito através de exames cardiológicos, começando pelo mais básico que é o eletrocardiograma, e passando por exames que monitorizam o ritmo cardíaco por mais tempo, como o holter de 24 horas, holter de sete dias e até mesmo um dispositivo implantável que pode ficar mais de um ano fazendo essa monitorização (looper implantável).

“Hoje temos facilidade com relação a tecnologia, que através de relógios como o ‘smartwatch’, pode ser feito um registro do ritmo cardíaco e ajudar também no diagnóstico”, diz. O cardiologista, no entanto, ainda faz uma ressalva ao eletrocardiograma, que a depender da situação, pode não ser suficiente.

O eletrocardiograma é uma foto do momento. “Se naquele momento o paciente não está sentindo nada, o eletro pode ser normal. O ideal é tentar flagrar a arritmia no período da monitorização, por isso a necessidade de exames que façam o registro com mais tempo, como o holter”, explica.

O diagnóstico precoce é importante, ressalta o médico, porque pode detectar arritmias graves que oferecem risco de morte súbita e, consequentemente, já iniciar um tratamento para ela. “No caso, por exemplo, da fibrilação atrial, esse diagnóstico precoce pode já indicar a necessidade do uso de anticoagulantes para prevenir e evitar um possível AVC”, completa.

Amorim Araújo ressalta mais uma vez os benefícios dos avanços tecnológicos para o diagnóstico e tratamento das arritmias. “Hoje temos milhares de pessoas no planeta com dispositivos que podem registrar arritmias, ampliando a chance de diagnóstico. Isso se tornará cada vez mais comum”, acredita.

Para os tratamentos, há um arsenal terapêutico que consiste em fármacos, estimulação cardíaca (como marcapasso), ablação (consiste em uma cateterização do músculo cardíaco e cauterização do foco de arritmia) e cardioversão química ou elétrica (para reversão imediata em quadros agudos). Há também remédios anticoagulantes, já que algumas arritmias predispõem a formação de coágulos intracardíacos.

Entre as medidas que podem contribuir para impedir a manifestação da arritmia ou também a controlar a condição após o diagnóstico, estão cuidados bastante efetivos. Entre eles, a adoção de bons hábitos, com alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, legumes e cereais; evitar tabagismo, bebidas alcoólicas e energéticos, controlar diabetes e a hipertensão, e praticar exercícios físicos.

Para pacientes com arritmia, a prática de exercícios físicos deve ser dosada de acordo com a gravidade do quadro e a disposição do indivíduo. Antes de iniciar a prática, é importante passar por avaliação cardiológica. É preciso consultar um cardiologista para avaliar qual esporte seria o mais adequado, levando em conta o tipo de arritmia e outros fatores físicos. Muito importante também tratar e controlar doenças preexisfentes como hipertensão e diabetes.

ARRITMIA CARDÍACA

  • As arritmias cardíacas são alterações que ocorrem no ritmo dos batimentos cardíacos e podem acometer 1 em cada 4 pessoas ao longo da vida;
  • A arritmia cardíaca causa 320 mil mortes súbitas por ano no Brasil;
  • Grupos de risco: idosos, pessoas com histórico de infarto, hipertireoidismo grave ou anemia, hipertensos, pacientes com doenças que acometem as válvulas cardíacas, e obesos;
  • Há dois tipos de arritmia: taquicardia, quando o coração bate muito rápido, ou bradicardia, quando as batidas são muito lentas e descompassadas;
  • Sinais de alerta:

Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.

Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.

Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso.

Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.

Pressão arterial

Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.

Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.

Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.

Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC.

Doenças típicas

A isso se somam as doenças típicas de verão, como gastroenterite relacionada ao calor, o que dá diarreia, insolação e esforço físico. “Tudo isso associado faz com que a pessoa tenha uma maior tendência a ter um AVC no verão”, enfatiza.

O neurocirurgião lembrou que o tabagismo também colabora para isso. “O tabagismo hoje é uma das maiores causas externas para AVC”. O fumo contribui para a formação de uma doença cerebrovascular chamada aneurisma, que está muito ligada à nicotina.

“A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então  pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, preconiza o médico.

Para o médico, o estilo de vida moderno – aliado ao tabagismo e a doenças crônicas não controladas – faz com que cada vez mais pessoas com menos de 45 anos desenvolvam a doença.

Nessa época de verão, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro de épocas normais do ano. Maia diz que o AVC é uma doença muito comum.

“Se você pegar o AVC como uma doença isolada, esquecendo que há vários tipos de câncer que podem ser separados, a doença mais frequente na humanidade é o AVC. E uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na vida”, salienta. O médico disse ser muito importante a pessoa averiguar na sua família, entre os amigos, quem teve AVC porque não são casos isolados.

Por Agência Brasil

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Varela Santiago entra no top 30 do Brasil em cirurgias e lidera ranking filantrópico no RN

O Hospital Infantil Varela Santiago ficou entre os 30 hospitais do Brasil com maior resolutividade cirúrgica durante o Mutirão de Cirurgias dos Filantrópicos, realizado nos dias 12 e 13 de dezembro. A ação reuniu 167 instituições de 19 estados e teve como foco ampliar o acesso a cirurgias pelo SUS.

Em apenas dois dias, o hospital de Natal realizou 64 procedimentos, incluindo cirurgias pediátricas, oftalmológicas, torácicas e neurocirurgias. O desempenho colocou o Varela Santiago na 27ª posição do ranking nacional e garantiu o 1º lugar entre os hospitais filantrópicos do RN.

Foto: Divulgação

O resultado chama atenção porque mede “resolutividade”, ou seja, a capacidade de atender, operar e resolver o problema do paciente em pouco tempo. Em um país onde filas cirúrgicas se arrastam por anos, o desempenho do hospital potiguar se destaca no cenário nacional.

O Varela Santiago é uma instituição filantrópica e realiza 100% dos atendimentos pelo SUS. Para o diretor-superintendente, Dr. Paulo Xavier Trindade, o reconhecimento reflete o comprometimento das equipes e a importância do hospital para a saúde pública, especialmente no atendimento de crianças e adolescentes no RN.…

Um em cada 10 agentes penitenciários teve diagnóstico de depressão

Pelo menos 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros tiveram diagnósticos de depressão, aponta pesquisa realizada com 22,7 mil profissionais da área entre 2022 e 2024 em todo o país.Outros dados relacionados à saúde mental divulgados nesta semana pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram, por exemplo, que 20,6% afirmaram ter transtorno de ansiedade, além de haver 4,2% com relatos de transtorno de pânico.

Os dados foram organizados na pesquisa Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro, que teve parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o governo federal, os mais de 100 mil servidores penitenciários brasileiros desempenham uma função estratégica para a segurança pública, embora muitas vezes invisibilizada.

Os organizadores da pesquisa reconhecem que os resultados evidenciam desafios vivenciados pelos servidores, relacionados ao ritmo intenso de trabalho e às exigências emocionais e físicas da atividade.

No entanto, o levantamento mostra também que 15,9% dos servidores estão “muito satisfeitos” com o trabalho enquanto 59,3% se dizem “satisfeitos” com as atividades desenvolvidas. Ao mesmo tempo, a maioria (50,7%) entende que a sociedade poucas vezes reconhece o valor do trabalho, enquanto 33% “nunca” se sentem reconhecidos.

Doenças físicas

Em relação às doenças físicas, os agentes penitenciários destacaram problemas como obesidade (12,5% dos servidores), hipertensão (18,1%) e doenças ortopédicas (12,3% dos casos).

Diante dos números, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, apontou a necessidade de urgência de políticas estruturadas de cuidado para a categoria, de acordo com o que divulgou o governo federal. Ele considera que esses profissionais sustentam uma estrutura essencial para a segurança pública e tiveram necessidades ignoradas.

“A partir deste diagnóstico, consolidamos um compromisso: aprimorar as ações já iniciadas, ampliar o cuidado e garantir que cada servidor tenha as condições necessárias para exercer sua função com dignidade e qualidade”, afirmou o secretário em nota.

O diretor de Políticas Penitenciárias, Sandro Abel Sousa Barradas, avaliou que é necessário implementar políticas de cuidado que impactam diretamente o bem-estar, a valorização e o desempenho dos servidores.…

Nova vacina contra bronquiolite será distribuída no RN

O Rio Grande do Norte recebeu, nesta quarta-feira (3), o primeiro lote de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que é direcionada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo proteger recém-nascidos dos casos de bronquiolite.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) recebeu do Ministério da Saúde um lote com pouco mais de 10 mil vacinas, e fará a distribuição aos municípios potiguares a partir da próxima semana. Não há limite de idade para a gestante que será vacinada e a proteção é feita em dose única.

A nova vacina disponível no SUS oferece proteção imediata aos recém-nascidos, pois os anticorpos gerados na gestante durante a gravidez são transferidos pela placenta para o bebê. Essa estratégia reduz significativamente o risco de hospitalizações por problemas respiratórios, que hoje representam cerca de 30% das internações pediátricas no RN.

Até o início deste mês, o vírus sincicial respiratório foi responsável por 270 casos de síndrome respiratória aguda grave entre crianças de 0 a 4 anos, dos quais 243 foram abaixo dos 2 anos, tendo causado ainda três óbitos.

Emagrecimento acelerado dispara casos de queda capilar e acende alerta entre especialistas

A busca por resultados imediatos na balança tem provocado um aumento expressivo nos quadros de queda capilar observados nos consultórios dermatológicos. A dermatologista e tricologista Ingrid Tavares alerta que dietas muito restritivas, uso indiscriminado de medicamentos injetáveis e métodos de emagrecimento rápido estão causando um impacto silencioso, porém significativo, nos cabelos.

Segundo a especialista, a perda de peso em curto período gera um estresse sistêmico que leva o organismo a priorizar funções vitais, reduzindo o aporte de energia para estruturas consideradas não essenciais — entre elas, os fios. Esse desequilíbrio desencadeia o eflúvio telógeno, condição caracterizada por queda acentuada, repentina e temporária.

O déficit calórico intenso é um dos fatores mais determinantes para o problema. “O folículo piloso depende de energia e micronutrientes. Quando a alimentação é drasticamente reduzida, ele sente os efeitos”, explica a dermatologista Ingrid Tavares. A baixa ingestão de proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, comum em dietas mal orientadas, agrava ainda mais a fragilidade capilar.

Para prevenir o quadro, a dermato e tricologista reforça que o emagrecimento deve ser gradual e acompanhado por profissionais de saúde, com atenção especial ao equilíbrio nutricional e à hidratação diária. Em casos em que a queda já está instalada, tratamentos como o MMP Capilar, quando bem indicados, podem auxiliar na recuperação da densidade e estimular o crescimento dos fios.

“Emagrecer pode ser saudável, mas precisa ser responsável. O corpo responde ao que oferecemos a ele. Cuidar dos fios faz parte desse processo”, conclui Ingrid Tavares.

por Redação Tribuna do Norte

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Dezembro Vermelho intensifica ações de luta contra o HIV/Aids e outras ISTs; entenda

O Dezembro Vermelho, campanha nacional dedicada à prevenção do HIV/aids e das demais infecções sexualmente transmissíveis, marca um período de mobilização social, educativa e assistencial em todo o país. No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) integra o movimento com ações voltadas ao fortalecimento do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo.

Nesse sentido, a Sesap, por meio do Programa Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, elaborou uma Nota de Mobilização, recomendando que as secretarias municipais de saúde realizem atividades direcionadas à prevenção, diagnóstico e tratamento precoce das IST, durante a campanha do Dezembro Vermelho. Além disso, a Sesap orienta que as secretarias divulguem amplamente os serviços de suas regiões de saúde que disponibilizam atendimento de PrEP HIV e PEP HIV e outras IST, bem como adotem medidas para facilitar o acesso da população aos preservativos internos e externos.

A intensificação das ações preventivas é de grande importância nesse período, diante da chegada das festas de fim de ano, quando há uma maior exposição às práticas de risco, devido às situações de vulnerabilidade pelo uso do álcool ou por uma maior frequência de relações sexuais com parceiros eventuais e sem prevenção adequada.

Ao longo deste mês, os hospitais da rede estadual que são referência neste atendimento promoverão uma programação especial, reunindo atividades de sensibilização, testagem, rodas de conversa e orientações voltadas aos usuários e profissionais de saúde.

Em Mossoró, o Hospital Rafael Fernandes, realizará 13ª edição do “Seminário de Atualização em HIV/aids: conectando saberes e práticas no trabalho em rede”, nos próximos dias 3 e 4, das 19h às 22h, por meio da plataforma Microsoft Teams. A programação contará com duas mesas-redondas. A primeira abordará os desafios e possibilidades na atenção à saúde das doenças infectocontagiosas, e a segunda trará uma discussão sobre a transmissão vertical do HIV e saúde da mulher.

O objetivo do seminário é fortalecer a rede de cuidado, integrando os diferentes níveis de atenção, a fim de contribuir para o aprimoramento da prática profissional e melhoria da qualidade da assistência prestada às pessoas vivendo com HIV/aids.

Em Natal, o Hospital Giselda Trigueiro, por meio do projeto Nossa Vida em Cores, desenvolvido desde 2018, promove ações educativas contínuas voltadas a usuários, acompanhantes, profissionais e parceiros institucionais, sempre com foco no cuidado integral.

A iniciativa utiliza as campanhas nacionais e internacionais, representadas por diferentes cores, como estratégia para dialogar sobre saúde pública e autocuidado, transformando espaços como salas de espera, auditórios e salas de aula em ambientes de troca e acolhimento.

Em 2025, uma das campanhas priorizadas é a do Dezembro Vermelho. Ao longo do mês, o Hospital Giselda Trigueiro executará uma série de ações educativas e preventivas, incluindo exposições dialogadas dirigidas a universitários, estudantes do ensino médio, usuários dos serviços de saúde e profissionais. As atividades incluem ainda a oferta de testagem para HIV, sífilis e hepatites virais e distribuição de materiais informativos sobre prevenção e combate ao HIV/AIDS.

Cenário epidemiológico

Segundo o mais recente Boletim Epidemiológico elaborado pelo Programa Estadual de IST, aids e Hepatites Virais, em 2024, foram registrados no RN 464 casos de Aids, mostrando uma redução de 4,1% em relação ao ano anterior. Já entre janeiro e setembro de 2025, foram notificados 309 casos, valor inferior ao observado no mesmo período de 2024, quando foram identificados 359 casos.

Em 2024, foram registrados 1.126 casos de infecção pelo HIV, 129 gestantes infectadas pelo vírus e 144 óbitos por Aids, o que corresponde a um aumento de 26,4% na taxa de mortalidade, quando comparado ao ano de 2023.

De acordo com dados do SICLOM, o RN possui atualmente cerca de 13.672 pacientes realizando tratamento para HIV/Aids em 16 Serviços de Atenção Especializada (SAE), localizados nos municípios de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Santa Cruz, São Paulo do Potengi, Caicó, Currais Novos, Mossoró e Pau dos Ferros.

por Tribuna do Norte

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Vacina inédita contra câncer de pulmão avança para testes em humanos e abre nova fronteira na prevenção

A partir de 2026, a comunidade científica dará um passo inédito: começam os primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina do mundo desenvolvida para prevenir o câncer de pulmão. Criada pela Universidade de Oxford em parceria com a University College London, a pesquisa recebeu investimento de R$ 13 milhões e propõe uma estratégia inovadora: treinar o sistema imunológico para reconhecer e eliminar células pulmonares que começam a apresentar alterações suspeitas — antes mesmo da formação de um tumor.

A tecnologia usada na LungVax se baseia em um vetor viral não replicante, semelhante ao da vacina de Oxford/AstraZeneca. Dentro desse vetor, os pesquisadores inserem um fragmento de DNA que leva o organismo a produzir a proteína NY-ESO-1, marcador típico de células que iniciam mutações precoces. Ao expor o corpo a esse sinal antes da doença existir, a vacina cria um sistema de vigilância contínua, capaz de identificar e atacar possíveis focos de câncer logo no início — uma abordagem definida por especialistas como uma nova camada de proteção imunológica.

Os primeiros testes serão divididos em duas etapas. A fase 1, com 30 participantes, vai avaliar a segurança, possíveis efeitos colaterais e a dose ideal. Já a fase 2 deve envolver 560 voluntários com alto risco de desenvolver ou voltar a ter câncer de pulmão, permitindo identificar os primeiros sinais de eficácia. Inicialmente, a vacina será testada em pacientes já operados e em pessoas que participam de programas de rastreamento, mas especialistas afirmam que fumantes, ex-fumantes e grupos de risco podem ser considerados futuramente, caso os resultados sejam positivos.

O câncer de pulmão segue como o tipo que mais mata no mundo há três décadas, em parte pela dificuldade do diagnóstico precoce. Por isso, pesquisadores destacam o potencial transformador da LungVax, que aposta na prevenção antes que o tumor exista. Embora os especialistas enfatizem que o estudo está apenas no início e requer cautela, a expectativa é que a vacina inaugure uma nova geração de estratégias contra o câncer, focadas em impedir que a doença se forme.

OMS: 840 milhões de mulheres no mundo foram alvo de violência

Quase uma em cada três mulheres – cerca de 840 milhões em todo o mundo – já sofreu algum episódio de violência doméstica ou sexual ao longo da vida. 

O dado, divulgado nesta quarta-feira (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), praticamente não mudou desde o ano 2000.

Apenas nos últimos 12 meses, 316 milhões de mulheres – 11% delas com 15 anos ou mais – foram vítimas de violência física ou sexual praticada pelo parceiro.

 “O progresso na redução da violência por parceiro íntimo tem sido dolorosamente lento, com uma queda anual de apenas 0,2% nas últimas duas décadas”, destacou a OMS.

Pela primeira vez, o relatório inclui estimativas nacionais e regionais de violência sexual praticada por alguém que não seja o parceiro. É o caso de 263 milhões de mulheres com 15 anos ou mais. “Um número que, segundo especialistas, é significativamente subnotificado devido ao estigma e ao medo”, alertou a OMS.

“A violência contra mulheres é uma das injustiças mais antigas e disseminadas da humanidade e, ainda assim, uma das menos combatidas”, avaliou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Nenhuma sociedade pode se considerar justa, segura ou saudável enquanto metade de sua população vive com medo”, completou, ao citar que acabar com a violência sexual contra mulheres não é apenas uma questão política, mas de dignidade, igualdade e direitos humanos.

“Por trás de cada estatística, há uma mulher ou menina cuja vida foi alterada para sempre. Empoderar mulheres e meninas não é opcional, é um pré-requisito para a paz, o desenvolvimento e a saúde. Um mundo mais seguro para as mulheres é um mundo melhor para todos”, concluiu Tedros.

Fonte: Agência Brasil

Tomógrafos do Walfredo Gurgel param pela terceira vez em dois meses

Equipamentos do maior hospital público do RN estão sem funcionar pela terceira vez em dois meses; Sesap aguarda conserto e prevê compra de novo tomógrafo

Os tomógrafos do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, ficaram sem funcionar pela terceira vez em menos de dois meses. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) nesta segunda-feira 10.

Segundo a pasta, um dos equipamentos apresentou falha e o outro está instalado em uma sala que passa por reforma, o que inutilizou o espaço temporariamente. As duas máquinas já haviam parado simultaneamente em setembro e outubro.

A Sesap informou que aguarda um posicionamento da empresa responsável pela manutenção para o conserto do tomógrafo quebrado. Sobre a obra na sala do segundo equipamento, a secretaria não apresentou prazo para conclusão.

De acordo com o órgão, há uma programação para a compra de um novo tomógrafo, mas sem previsão para a aquisição. Em outubro, o diretor do hospital, Geraldo Neto, afirmou que o equipamento mais moderno é necessário, mas depende de recursos. “O hospital aguardava o direcionamento de uma verba de cerca de R$ 2,5 milhões para a compra do novo equipamento”, disse.

Com os tomógrafos fora de operação, os pacientes estão sendo transferidos para outras unidades para realizar os exames. Casos de urgência e emergência têm sido encaminhados para o Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, que conta com um tomógrafo e registrou fila nos corredores nos últimos dias.

Já os pacientes eletivos, com procedimentos agendados, são transferidos para o Hospital da Polícia Militar, Giselda Trigueiro, Onofre Lopes e para uma unidade privada conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Profissionais do Walfredo Gurgel também relataram dificuldades com o transporte dos pacientes. Segundo os funcionários, duas ambulâncias têm permanecido fixas no hospital devido ao aumento na demanda de deslocamentos, mas uma delas não está em condições adequadas de uso.

com informações do g1 RN