A Polícia Federal encontrou R$ 90.840 em dinheiro vivo no carro oficial de Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj. Três celulares do parlamentar também foram apreendidos e serão periciados. A ação faz parte da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Bacellar é suspeito de vazar informações da Operação Zargun, que prendeu o ex-deputado estadual TH Joias. Segundo a PF, ele teria orientado TH a fugir e destruir provas às vésperas da ação policial. A defesa do deputado nega qualquer envolvimento e afirma que Bacellar prestou todos os esclarecimentos exigidos pela corporação.
A Operação Zargun, deflagrada em setembro, investigou o Comando Vermelho no Complexo do Alemão e sua infiltração em autoridades públicas para garantir impunidade e facilitar crimes como tráfico interestadual de drogas, contrabando e importação de armas. Entre os presos estavam TH Joias, policiais militares, um delegado federal e ex-secretários estaduais.
Rodrigo Bacellar já foi secretário estadual, foi eleito deputado duas vezes e reconduzido à presidência da Alerj em fevereiro deste ano. Agora, além da prisão anterior, o parlamentar enfrenta a apreensão de um volume expressivo de dinheiro vivo em seu carro oficial, reforçando a suspeita de envolvimento em irregularidades graves.
A decisão do Governo Federal de extinguir a obrigatoriedade dos cursos de formação em autoescolas para tirar a CNH acendeu um alerta em todo o país, especialmente no Rio Grande do Norte. Empresários do setor classificam a medida, aprovada por unanimidade pelo Contran, como “uma nova pandemia” para os Centros de Formação de Condutores (CFCs), que já registram queda de até 80% na procura desde que a mudança começou a ser ventilada em julho.
No Estado, o impacto pode ser devastador. Segundo o presidente do SindCFC-RN, Eduardo Domingo, em entrevista à rádio Jovem Pan News Natal nesta terça-feira (2), das 120 autoescolas existentes, apenas cerca de 30 podem resistir. Ele afirma que a categoria perdeu alunos, faturamento e previsibilidade, e que a decisão deixou as empresas “à deriva”. O setor estima que cada autoescola emprega, em média, dez pessoas — o que coloca cerca de 1.200 empregos diretos em risco, sendo quase 950 demissões previstas caso a resolução seja mantida.
O efeito deve atingir também toda a cadeia que gira em torno da formação de motoristas: despachantes, clínicas, psicólogos, oficinas, fornecedores e empresas terceirizadas de exames práticos. Para o sindicato, a justificativa de reduzir custos não se sustenta, já que a habilitação funciona como uma porta de entrada para o mercado de trabalho. “Dois ou três meses trabalhando com aplicativo e o investimento se paga”, argumenta Eduardo.
Outro ponto de preocupação é a estrutura pública. Hoje, segundo o setor, mesmo quem conclui as aulas enfrenta espera de meses para fazer os exames no Detran. Com a liberação dos candidatos fora das autoescolas, a previsão é de que a demanda triplique, sem que haja capacidade de absorção. “Não tem como comportar esse volume”, alerta o dirigente.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou, nesta terça-feira (2), que o Poder Judiciário precisa ter “humildade” para reconhecer críticas consideradas válidas. A declaração foi feita durante um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Segundo ele, há observações que merecem ser analisadas internamente para melhorar a atuação das instituições.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Moraes, no entanto, destacou que parte dos ataques ao Judiciário tem origem em grupos econômicos organizados que, segundo ele, defendem igualdade e liberdade apenas para seus próprios interesses. O ministro afirmou que esses setores, integrados internacionalmente, intensificaram as ofensivas contra magistrados nos últimos anos.
Ele também citou o papel das redes sociais na amplificação dessas críticas, apontando que influenciadores digitais têm se apresentado como “analistas judiciais”, mesmo sem conhecimento técnico sobre o funcionamento dos tribunais. Para Moraes, a repercussão gerada por perfis de grande alcance acaba alimentando a percepção de que o Judiciário está permanentemente sob ataque.
Apesar das críticas, o ministro reforçou que o debate público é legítimo e que o Judiciário deve seguir avaliando apontamentos construtivos sem buscar “resolver todos os problemas do mundo”, como afirmou no discurso.
A Prefeitura de Parnamirim, por meio da gestão da prefeita Nilda, deu mais um passo importante no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e na ampliação da política municipal de cuidado integral à mulher. O município agora disponibiliza o Implanon, método contraceptivos de longa duração, inserido sob a pele do braço. Parnamirim é pioneira no Rio Grande do Norte neste procedimento que garante a segurança da mulher por 3 anos totalmente gratuito.
Todas as mulheres poderão ter acesso a este método procurando sua UBS e recebendo o encaminhamento, neste primeiro momento, para as UBSs de Santa Júlia, Santa Tereza, Nova Esperança I, Vida Nova e Parque Industrial para obter acesso ao método, que oferece proteção contraceptiva de longa duração, reforçando a autonomia reprodutiva para as mulheres da cidade.
Para a implementação da iniciativa, médicos e enfermeiros da rede municipal passaram por capacitação específica, realizada pela Secretaria de Saúde do Estado, assegurando que todo o processo, desde o acolhimento até o procedimento e o acompanhamento, seja realizado com qualidade, resolutividade e acolhimento dentro da própria Atenção Primária. A prefeita Nilda destaca que investir na formação contínua das equipes é uma prioridade absoluta.
“Estamos investindo em cuidado, zelo e compromisso. Ampliar o acesso aos métodos contraceptivos é ampliar direitos, promover autonomia e fortalecer a Atenção Primária. Nossa gestão seguirá valorizando os profissionais e garantindo que as mulheres de Parnamirim tenham cada vez mais acesso a serviços de qualidade”, disse Nilda.
O método disponibilizado é um anticoncepcional de longa duração, com efetividade de até três anos, oferecendo uma alternativa importante para mulheres que, por diferentes motivos, não conseguem se adaptar a outros métodos, como o uso diário do contraceptivo oral. A ação será expandida para todas as UBSs do município, garantindo que mais mulheres possam usufruir desse recurso seguro, eficaz e recomendado pelas principais diretrizes de saúde.
A cesta de Natal deste ano deve ficar 4,5% mais cara, segundo a prévia do IPC-Fipe, divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, saindo a partir de R$453,06.
O aumento é bem menor que o registrado no ano passado, quando a alta ultrapassou 9%, mas ainda pressiona o bolso do consumidor que se prepara para as festas de fim de ano.
Os itens que mais encareceram foram o peru, com alta acima de 13%, e a azeitona verde com caroço, que subiu mais de 12%. A tradicional caixa de bombom também pesou: registrou aumento de quase 11%.
Em sentido oposto, o azeite de oliva extravirgem foi o destaque de queda, ficando mais de 23% mais barato – um movimento contrário ao observado no Natal passado.
Além da cesta principal, a Fipe também analisou produtos típicos dessa época, mas que não fazem parte da cesta padrão. O destaque de alta foi o chester, que subiu quase 14%. Já alguns itens ficaram mais baratos, como o sorvete e o pêssego de feira, com queda de quase 7%.
Principais variações
Artigos da cesta de Natal
Peru (kg): +13,62%
Azeitona verde com caroço (500g): +12,53%
Caixa de bombom (251g): +10,81%
Vinho tinto (750ml): +3,85%
Champagne (660ml): +1,82%
Azeite de oliva extravirgem (500ml): –23,06%
Itens típicos da época
Ave (tipo Chester) (kg): +13,85%
Filé mignon (kg): +9,70%
Uva de feira (kg): +9,57%
Bacalhau (kg): +6,73%
Farofa (kg): –2,71%
Pêssego de feira (kg): –6,85%
Sorvete (kg): –6,99%
As informações são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
O município de Lajes celebra, nesta quarta-feira (03), seus 102 anos de emancipação política, e a Prefeitura Municipal preparou uma programação diversificada que contempla atrações culturais, religiosas e ações voltadas à comunidade.
Para marcar o período comemorativo, a gestão lançou o projeto cultural “Lajes em Festa”, que reúne uma série de eventos ao longo do mês de dezembro, integrando as celebrações de aniversário da cidade aos festejos da padroeira Nossa Senhora da Conceição e às tradições natalinas.
As comemorações pela emancipação têm início com a Missa da Gratidao, às 6h,
celebrada pelo pároco de Lajes, Pe. Francisco de Assis na Quadra Manoel Procópio, seguida do hasteamento das bandeiras e de um café da manhã no Palácio Alzira Soriano – sede da prefeitura municipal. À noite, a programação continua com uma novena às 19h na Igreja Matriz. E logo após no palco principal, ao lado da Praça Monsenhor Vicente, um grande show musical com o cantor William Sanfona a partir das 21h fechando o dia de celebrações.
Na quinta-feira (04), a comunidade evangélica realiza um culto de gratidão, a partir das 19h30, na quadra central, ministrado pelo pastor Adriano Mendes, com participação das cantoras Damares Alves e Andreia Santos.
A sexta-feira (05) será marcada pela festa
social na Praça Manoel Januário Cabral, a partir das 22h, com shows de Rey Vaqueiro, Camyla Melo e Pagode Moleque.
O projeto Lajes em Festa prossegue no dia 24 de dezembro, quando acontece a tradicional celebração natalina na Estação das Artes Poeta Antônio Cruz, a partir das 19h, com apresentação da Banda Filarmônica 03 de Dezembro, do Coral Municipal e entrega de presentes às crianças com a presença do Papai Noel.
E encerrando o mês do Lajes em Festa, no dia 30 de Dezembro acontece o Festival de Prêmios da Comunidade, às 16h, na Praça Central.
O prefeito Felipe Menezes ressalta a importância das festividades e das celebrações culturais que marcam o
aniversário do município;
“O Lajes em Festa foi criado pra isso… Para termos em Dezembro esse momento em que a comunidade se reencontra, e celebra com as famílias. Nós temos orgulho em promover uma programação que valoriza nossa fé, nossa cultura e movimenta o comércio local. A gestão cuida desses momentos porque, além da confraternização, a gente fecha o ano agradecendo a Deus e celebrando com os munícipes e visitantes.”
O relator da PEC da escala 6×1, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), decidiu manter no texto a possibilidade de trabalho em seis dias por semana, com limite de oito horas diárias e 40 horas semanais — mesmo após críticas e surpresa demonstrada por integrantes do governo federal. A proposta original, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), previa o fim da escala 6×1 e a adoção da jornada 4×3, com até 36 horas semanais.
Gastão justificou as alterações apontando possíveis impactos econômicos negativos caso a jornada reduzida fosse aprovada, como queda na produção, redução da produtividade e aumento do desemprego. O relator afirma que sua versão “compatibiliza” as demandas dos trabalhadores com as preocupações dos empregadores, propondo redução gradual da jornada atual de 44 horas para 42 horas e, depois, queda de uma hora por ano. Finais de semana teriam limitação de seis horas diárias e adicional de 100% nas horas extras.
O relatório ainda determina que a diminuição da carga horária ocorrerá sem corte salarial. Para equilibrar custos, a PEC sugere uma desoneração progressiva para empregadores cuja folha de pagamento represente 30% ou mais do faturamento, permitindo descontos que vão de 0% a até 50% na contribuição sobre a folha.
A subcomissão especial da escala 6×1 se reúne nesta quarta-feira (3), às 9h, para analisar o relatório. Depois, a PEC seguirá para avaliação na Comissão de Trabalho e na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, deu liminar para que apenas a PGR (Procuradoria-Geral da República) possa iniciar processos de impeachment contra ministros da Corte.
A decisão suspende trecho da lei de 1950 que previa a prerrogativa para qualquer cidadão brasileiro. O plenário vai se debruçar sobre o tema em julgamento virtual, entre os dias 12 e 19 de dezembro.
Gilmar também determina que a aprovação do processo pelo Senado Federal exija dois terços dos votos, e não mais maioria simples, como consta na legislação atual.
A liminar do decano impede, ainda, que o mérito de decisões judiciais proferidas por ministros do STF seja usado como argumento para denúncia de crime de responsabilidade.
Um Projeto de Lei que visa incluir no calendário de eventos de Natal uma semana dedicada às famílias cristãs e conservadoras foi aprovado na reunião da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CLJRF) realizada nesta segunda-feira (01). Elaborado pela vereadora Camila Araújo (PL), o projeto número 288/2025 tem como finalidade incentivar a importância da família entre os cidadãos do município, ressaltando seu papel como base da sociedade a partir dos preceitos critãos e conservadores.
Segundo a autora da matéria, o Projeto vem para promover as vozes dessa parcela da população. “Esse segmento, que é muito forte da nossa sociedade, a família cristã, conservadora, que tem os preceitos cristãos, judaicos, os princípios bíblicos, os quais a gente precisa evidenciar cada vez mais. Essas famílias são importantes e é necessário inseri-las na na cultura da nossa cidade, na cultura religiosa”, apontou a vereadora.
Jair Bolsonaro resiste a lançar Michelle à Presidência da República, embora pesquisas encomendadas pelo Partido Liberal (PL) apontem a ex-primeira-dama com potencial para disputar o Palácio do Planalto no ano que vem.
O principal entrave para Michelle, segundo Bolsonaro, está no quesito articulação política. O ex-presidente avalia que Michelle sofrerá desgaste, caso eleita presidente, ao ter de lidar com lideranças do Congresso Nacional.
Em conversa com a coluna um dia antes de ser impedido de dar entrevistas, o ex-mandatário afirmou que “só ele sabe o que passou” ao ter de negociar com deputados, senadores e dirigentes partidários. E que não deseja essa mesma tribulação para a esposa, que deverá concorrer ao Senado ou ser vice numa chapa presidencial.
Na ocasião, Bolsonaro afirmou que não anunciaria apoio a nenhum candidato enquanto houvesse possibilidade de reverter as duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornaram inelegível.
Atrito entre Michelle e filhos de Bolsonaro
Agora, justamente o fator articulação política opõe Michelle e três filhos do ex-presidente: o senador Flávio, o deputado Eduardo e o vereador Carlos. A aliança eleitoral com Ciro Gomes no Ceará dividiu a família.
No Partido Liberal, dirigentes avaliam que Michelle “amadureceu” nos últimos dois anos ao protagonizar agendas pelo país no comando do PL Mulher e ao discursar em atos pró-anistia. Mas que ainda falta “traquejo” para evitar atritos desnecessários.
O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou nesta terça-feira (2) os pontos adicionados por Ucrânia e líderes europeus ao plano de paz elaborado pelo governo de Donald Trump. Ele classificou as novas exigências como “totalmente inaceitáveis” e afirmou que a Europa “não quer a paz”.
“Se a Europa quiser lutar uma guerra, nós estamos prontos agora”, declarou Putin.
O plano original dos EUA tinha 28 pontos considerados favoráveis à Rússia — como a cessão de 20% do território ucraniano, a promessa de que Kiev não entraria na Otan e a redução do Exército da Ucrânia de 900 mil para 600 mil soldados. A revisão europeia propunha, por exemplo, manter 800 mil militares e rejeitava entregar território a Moscou.
Putin fez as declarações ao receber o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que apresentou a versão atualizada do plano. O Kremlin também confirmou a participação de Jared Kushner, genro de Trump, nas conversas.
O líder russo disse estar disposto a negociar, mas avisou que, caso a Ucrânia rejeite um acordo, a Rússia avançará e tomará mais território. Na segunda (1º), Putin celebrou a captura de uma “cidade-chave”, algo negado por Kiev.
Atualmente, forças russas controlam pouco mais de 19% do território ucraniano e avançaram em 2025 no ritmo mais rápido desde o início da invasão em 2022.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou nesta terça-feira (2) a sabatina de Jorge Messias, indicado de Lula ao STF, e não poupou críticas ao governo federal. Segundo ele, a responsabilidade é exclusiva do Executivo, que não enviou a mensagem oficial de indicação ao Senado. Segundo informações do Metrópoles, uma declaração do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, foi o estopim para a desistência de Alcolumbre.
Conforme aliados, o presidente do Senado se irritou com fala de Wagner, que
Alcolumbre explicou no plenário que havia definido 3 de dezembro para a leitura do parecer do relator e 10 de dezembro para a sabatina e votação. O objetivo era cumprir a atribuição constitucional do Senado ainda em 2025, sem empurrar a decisão para o ano que vem. Mas, segundo ele, o governo Lula “omitido” impediu que o processo seguisse o cronograma.
“A omissão do Executivo é grave e sem precedentes. Isso interfere no cronograma da sabatina e poderia gerar alegações de vício regimental”, disse Alcolumbre, em nota lida aos senadores, sem definir nova data para a votação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro só deve deixar o regime fechado em 23 de abril de 2033, segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Para o livramento condicional, referente a cinco crimes — incluindo golpe de Estado —, a previsão é ainda mais distante: 13 de março de 2037.
A pena de 27 anos e 3 meses começou a ser cumprida em 25 de novembro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A Vara considerou, ainda, o período em prisão domiciliar entre 4 de agosto e 22 de novembro de 2025, mesmo que tenha sido em outro processo, abatendo esse tempo do total da pena. O documento, porém, alerta que datas podem mudar e que benefícios como progressão de regime dependem de análise judicial.
Bolsonaro permanece em regime fechado porque o Código Penal exige prisão inicial para condenações acima de oito anos. A defesa tenta converter a pena em domiciliar, alegando risco à vida do ex-presidente devido a problemas de saúde agravados por cirurgias e complicações da facada de 2018.
Semiaberto só no futuro
Caso o pedido seja negado, a progressão ao semiaberto dependerá de critérios objetivos (tempo mínimo de detenção) e subjetivos (comportamento na prisão), exigindo ao menos 25% da pena para crimes com qualificantes de violência, como golpe de Estado e organização criminosa armada.
Mesmo com bom comportamento, estudo e trabalho na prisão, Bolsonaro terá que cumprir pelo menos seis anos e sete meses em regime fechado. O período pode reduzir ligeiramente se alguns crimes forem considerados com menor gravidade, e a defesa ainda deve pedir que o STF desconte o tempo cumprido em prisão domiciliar. Até lá, o ex-presidente vai permanecer atrás das grades.
A busca por resultados imediatos na balança tem provocado um aumento expressivo nos quadros de queda capilar observados nos consultórios dermatológicos. A dermatologista e tricologista Ingrid Tavares alerta que dietas muito restritivas, uso indiscriminado de medicamentos injetáveis e métodos de emagrecimento rápido estão causando um impacto silencioso, porém significativo, nos cabelos.
Segundo a especialista, a perda de peso em curto período gera um estresse sistêmico que leva o organismo a priorizar funções vitais, reduzindo o aporte de energia para estruturas consideradas não essenciais — entre elas, os fios. Esse desequilíbrio desencadeia o eflúvio telógeno, condição caracterizada por queda acentuada, repentina e temporária.
O déficit calórico intenso é um dos fatores mais determinantes para o problema. “O folículo piloso depende de energia e micronutrientes. Quando a alimentação é drasticamente reduzida, ele sente os efeitos”, explica a dermatologista Ingrid Tavares. A baixa ingestão de proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, comum em dietas mal orientadas, agrava ainda mais a fragilidade capilar.
Para prevenir o quadro, a dermato e tricologista reforça que o emagrecimento deve ser gradual e acompanhado por profissionais de saúde, com atenção especial ao equilíbrio nutricional e à hidratação diária. Em casos em que a queda já está instalada, tratamentos como o MMP Capilar, quando bem indicados, podem auxiliar na recuperação da densidade e estimular o crescimento dos fios.
“Emagrecer pode ser saudável, mas precisa ser responsável. O corpo responde ao que oferecemos a ele. Cuidar dos fios faz parte desse processo”, conclui Ingrid Tavares.
O Dezembro Vermelho, campanha nacional dedicada à prevenção do HIV/aids e das demais infecções sexualmente transmissíveis, marca um período de mobilização social, educativa e assistencial em todo o país. No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) integra o movimento com ações voltadas ao fortalecimento do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo.
Nesse sentido, a Sesap, por meio do Programa Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, elaborou uma Nota de Mobilização, recomendando que as secretarias municipais de saúde realizem atividades direcionadas à prevenção, diagnóstico e tratamento precoce das IST, durante a campanha do Dezembro Vermelho. Além disso, a Sesap orienta que as secretarias divulguem amplamente os serviços de suas regiões de saúde que disponibilizam atendimento de PrEP HIV e PEP HIV e outras IST, bem como adotem medidas para facilitar o acesso da população aos preservativos internos e externos.
A intensificação das ações preventivas é de grande importância nesse período, diante da chegada das festas de fim de ano, quando há uma maior exposição às práticas de risco, devido às situações de vulnerabilidade pelo uso do álcool ou por uma maior frequência de relações sexuais com parceiros eventuais e sem prevenção adequada.
Ao longo deste mês, os hospitais da rede estadual que são referência neste atendimento promoverão uma programação especial, reunindo atividades de sensibilização, testagem, rodas de conversa e orientações voltadas aos usuários e profissionais de saúde.
Em Mossoró, o Hospital Rafael Fernandes, realizará 13ª edição do “Seminário de Atualização em HIV/aids: conectando saberes e práticas no trabalho em rede”, nos próximos dias 3 e 4, das 19h às 22h, por meio da plataforma Microsoft Teams. A programação contará com duas mesas-redondas. A primeira abordará os desafios e possibilidades na atenção à saúde das doenças infectocontagiosas, e a segunda trará uma discussão sobre a transmissão vertical do HIV e saúde da mulher.
O objetivo do seminário é fortalecer a rede de cuidado, integrando os diferentes níveis de atenção, a fim de contribuir para o aprimoramento da prática profissional e melhoria da qualidade da assistência prestada às pessoas vivendo com HIV/aids.
Em Natal, o Hospital Giselda Trigueiro, por meio do projeto Nossa Vida em Cores, desenvolvido desde 2018, promove ações educativas contínuas voltadas a usuários, acompanhantes, profissionais e parceiros institucionais, sempre com foco no cuidado integral.
A iniciativa utiliza as campanhas nacionais e internacionais, representadas por diferentes cores, como estratégia para dialogar sobre saúde pública e autocuidado, transformando espaços como salas de espera, auditórios e salas de aula em ambientes de troca e acolhimento.
Em 2025, uma das campanhas priorizadas é a do Dezembro Vermelho. Ao longo do mês, o Hospital Giselda Trigueiro executará uma série de ações educativas e preventivas, incluindo exposições dialogadas dirigidas a universitários, estudantes do ensino médio, usuários dos serviços de saúde e profissionais. As atividades incluem ainda a oferta de testagem para HIV, sífilis e hepatites virais e distribuição de materiais informativos sobre prevenção e combate ao HIV/AIDS.
Cenário epidemiológico
Segundo o mais recente Boletim Epidemiológico elaborado pelo Programa Estadual de IST, aids e Hepatites Virais, em 2024, foram registrados no RN 464 casos de Aids, mostrando uma redução de 4,1% em relação ao ano anterior. Já entre janeiro e setembro de 2025, foram notificados 309 casos, valor inferior ao observado no mesmo período de 2024, quando foram identificados 359 casos.
Em 2024, foram registrados 1.126 casos de infecção pelo HIV, 129 gestantes infectadas pelo vírus e 144 óbitos por Aids, o que corresponde a um aumento de 26,4% na taxa de mortalidade, quando comparado ao ano de 2023.
De acordo com dados do SICLOM, o RN possui atualmente cerca de 13.672 pacientes realizando tratamento para HIV/Aids em 16 Serviços de Atenção Especializada (SAE), localizados nos municípios de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Santa Cruz, São Paulo do Potengi, Caicó, Currais Novos, Mossoró e Pau dos Ferros.